Leonardo Andreoli/ON
A polêmica da diferenciação de classe nos atendimentos prestados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) foi tema de audiência pública na manhã de ontem, no plenário da Câmara de Vereadores de Passo Fundo. Representantes de entidades da cidade e da região se mostraram contrários a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que permitiu a diferenciação em Giruá, no noroeste do Estado, e que pode abrir jurisprudência para que a medida passe a valer em todo o Rio Grande do Sul. A audiência fez parte de um movimento que acontece em várias cidades do Estado a fim de dar força a reivindicação apresentada ao vice-presidente do STF na manhã de ontem.
O responsável pela 6ª Coordenadoria Regional de Saúde (6ªCRS), Fabiano Bolner, destaca que outras ações já são movidas pelo Conselho Regional de Medicina (CRM) em favor da diferenciação. Elas estão no STF e podem atingir todo o Estado. “Isso vem a prejudicar o sistema que é novo. Ele tem 20 anos de implementação e está buscando regular suas ações e serviços de forma mais efetiva. Isso pode ocasionar muito tumulto no andamento do processo e quebra o princípio da igualdade”, enfatiza. Até o momento a medida válida apenas em Giruá e não atinge outras cidades.
A matéria completa na edição de ON desta sexta-feira (09)