Programa de castração é avanço

Vereadores aprovaram projeto que prevê um programa de castração para controle da população canina e felina

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Glenda Mendes/ON

Diferentemente do que prevê um centro de zoonoses, que pressupõe sacrifício de animais para o controle de doenças, os vereadores de Passo Fundo aprovaram na noite de quarta-feira (7) um projeto que prevê a implantação de um programa de castração para controle da população de cães e gatos. De autoria do vereador José Eurides de Moraes (PSB), o projeto prevê o processo cirúrgico gratuito, especialmente para a população carente, com o objetivo de diminuir a reprodução e evitar que animais continuem sendo abandonados pelas ruas da cidade ou sofrendo maus-tratos.

Para Zulma Marques, integrante do Clube dos Amigos e Protetores dos Animais, a lei é um grande avanço. De acordo com ela, uma estimativa do ano de 2008 apontava para a existência de 100 mil cães e gatos domésticos vivendo na cidade, sem contar a população de rua. Com isso, o controle de natalidade desses animais acabou se configurando um problema de saúde pública. "A lei autoriza o município a fazer os programas de castração em massa como controle de natalidade", assegura.

Segundo ela, existem outros aspectos importantes autorizados na lei, como o atendimento veterinário gratuito à população e um serviço de atendimento 24 horas. "O que é importante salientar é que essa não é uma lei obrigatória em alguns aspectos. Na realidade, ela autoriza o Poder Executivo, futuramente, se quiser, a criar uma clínica 24 horas para atendimento gratuito aos animais, a criar um ambulatório equipado. O controle populacional de cães e gatos tem de ser feito por procedimento cirúrgico, e esse é o principal ponto da lei", salienta Zulma.

Como vai acontecer
A partir da sanção do prefeito, os processos cirúrgicos começam a acontecer dando preferência à população carente. Segundo Zulma, com o programa de castração acontecendo, a população de animais que podem ser abandonados nas ruas será menor. Isso, porque seguidamente acontece de as famílias não terem condições de alimentar os filhotes que nascem e a solução encontrada acaba sendo o abandono. "A maioria dos animais que hoje está abandonada na rua é porque o dono não tem como pagar um atendimento veterinário. Além disso, é grande o número de animais largados, porque as pessoas não têm condições de pagar uma castração", comenta Zulma.

Outra prioridade deverá ser a castração dos animais que vivem nas ruas. "Animais sem dono, que estão nas ruas, serão encaminhados por meio das ONGs de proteção animal, porque o animal precisa ser cadastrado, e alguém terá de se responsabilizar, pois existe um tempo até retirar os pontos", exemplifica.

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