O serviço Família Acolhedora, lançado há pouco mais de um mês pela Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social (Semcas), já está cadastrando e avaliando interessados em acolher menores que foram afastados das famílias por terem seus direitos violados. O município é o quinto no Estado a implantar o sistema e já possui pelo menos 10 famílias interessadas em oferecer um lugar seguro e agradável para os menores que estão em um momento de fragilidade. A meta é manter pelo menos cinco famílias aptas ao serviço até o próximo ano.
Atualmente, o município mantêm três casas de acolhimento de crianças e adolescentes próprias e mais uma em parceria com uma entidade. Cada uma delas tem capacidade para atender até 20 menores, o que faz com que o número oscile entre 70 e 80. Conforme a coordenadora de Proteção Social Especial da Semcas Elenir Chapuis embora nessas casas se busque oferecer um ambiente acolhedor e agradável nem sempre é possível dissociar do caráter institucional. No caso do Família Acolhedora, a criança ou adolescente tem a oportunidade de manter um convívio familiar até que os vínculos com os pais ou outros parentes possam ser reestabelecidos e ele possa voltar.
O projeto é recente e considerado até uma quebra de paradigma. Elenir enfatiza que ele traz muitos benefícios para a criança que está em uma situação de fragilidade. “O momento de acolhimento nunca é um bom momento. A criança teve alguma violação de direito e é a vítima. Para a criança, poder naquele momento ter uma convivência familiar é importante”, reforça.
Sensibilização
Até o momento não há famílias cadastradas para receberem menores. Mas a meta é que pelo menos cinco estejam aptas ao serviço até o próximo ano. Neste momento, a Semcas está em processo de sensibilização, informação e orientação das famílias interessadas em participar. Elenir esclarece que toda a avaliação dos interessados é feita por uma equipe multidisciplinar juntamente com o Juizado da Infância. Ela esclarece que o serviço não é um caminho para a adoção.
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