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Colunistas


Travessia

Segunda-Feira, 23/03/2020 às 16:59, por Adriano José da Silva

A pandemia chegou. Chegou para testar os valores do ocidente e a capacidade de respostas: questionar hábitos de consumo e estilos de vida, valores sociais, a fé, a perseverança, a solidariedade, as crenças e os credos, das gerações passadas, da atual geração e das próximas gerações de homens e mulheres.
É a primeira vez na história, que as informações são disseminadas em tempo real, as pessoas podem opinar, comentar, interagir, fazer “lives” com qualquer cidadão do globo em qualquer horário, país, etnia. A tecnologia, derrubou as fronteiras físicas e estamos todos conectados.
Os avanços da tecnologia, as oportunidades criadas, aumentos de produtividades, resultados financeiros, metas alcançadas, prêmios e bonificações recebidos, horas e horas de trabalho, devoção ao resultado, não ver os filhos crescerem, é o que tem movido as famílias, homens e mulheres nós últimos 30, 40 anos.
Neste momento, onde o que realmente vale e tem importância, é a capacidade de discernir o que é a vida real, da vida das redes sociais, o que entender e conhecer o básico, sobre a divisão do estado brasileiro, união, estados e munícipios, e quais são os três poderes, executivo, legislativo e judiciário, talvez, mesmo não tendo votado, em nenhum dos escolhidos, são eles que a democracia brasileira escolheu para liderar, em tempos de bonança e em tempos de escassez.
Nosso país e nossa população, nunca enfrentou um desafio dessa magnitude, estamos sendo testados ao limite de nosso convívio social ou até mesmo distanciamento social. A década de desenvolvimento econômico e social, prometida talvez não venha, assim como a década passada, pode ser que a próxima também não aconteça.
Precisamos falar da nossa aldeia, dos impactos sociais na saúde, na assistência social, na educação e o impacto econômico em nossa cidade. Faz necessário reconhecer o esforço dos profissionais da saúde, enfermeiros, enfermeiras, médicos, médicas, técnicas e técnicos de enfermagem, farmacêuticos e farmacêuticas que estão na linha de frente, no atendimento direto da população, é importante questionar: esses profissionais, possuem os equipamentos de proteção individual (EPI’s), necessários e em quantidades suficientes?
Na assistência social, os assistentes sociais, os coordenadores e monitores de atividades, os cozinheiros e cozinheiras, os conselheiros tutelares que cuidam das crianças das acolhidas institucionalmente, estão sendo assistidos de maneira adequada e possuem os EPI’s necessários? Aos professores e professoras, da rede pública municipal e estadual, receberam a formação continuada e a estrutura necessária, para exercer o desafio de ensinar com a tecnologia do ensino a distância?
Essas perguntas não podem ser respondidas nesse momento, mas com certeza deverão ser objetos de processos de melhoria contínua, e fazer parte de planejamento de longo prazo por parte do poder público, pois pandemias, não poderão mais serem ignoradas.
O momento é de escolher, escolher em quais fontes jornalísticas acreditar, em quais mídias acessar, qual é o canal que mais me identifico, como interpretar os dados, analisar as informações divulgadas, buscar o conhecimento para fazer a melhor escolha, pois cada escolha representa uma renúncia.
Fazer a travessia, não significa ter lado político partidário, não concordar com o posicionamento do presidente da república, do governados do estado ou o prefeito da cidade, não é ser do outro lado, vivemos em mundo conectado, real e virtual, ao não concordar, não quer dizer que sou do outro lado, pode ser que simplesmente um não estar confortável e seguro com o que se diz, fala e escreve.
A travessia, exigirá, perseverança, fé, maturidade, capacidade de dialogar, disciplina, empatia, serenidade e muita sabedoria de todas as partes.




Economia: uma projeção para 2020

Terça-Feira, 28/01/2020 às 07:00, por Adriano José da Silva

 A economia brasileira acelerou o crescimento no terceiro trimestre, surpreendendo a maioria das previsões, inclusive as da Dimac/Ipea. O consumo das famílias foi o principal determinante dessa aceleração, enquanto o investimento manteve ritmo firme de expansão. Os dados mais recentes da atividade econômica, de outubro, indicam continuidade do crescimento no último trimestre do ano, embora estimativas para novembro mostrem algum recuo na indústria – muito influenciada pela queda na produção do setor automobilístico. A previsão da Dimac/Ipea é de que o crescimento no 4º trimestre seja de 0,4% ante o trimestre anterior e de 1,5% ante o 4º trimestre de 2018. Com isso, o crescimento do PIB neste ano será de 1,1%. 

As projeções da Dimac/Ipea para 2020 indicam aceleração do crescimento do PIB, para 2,3%. Pelo lado da oferta, todos os setores terão aumento em sua taxa de crescimento, com destaque para a agropecuária, que deve crescer 3,8%. Pelo lado da demanda, prevê-se forte aceleração do investimento e do consumo das famílias, enquanto as exportações líquidas novamente absorverão esse aumento da demanda doméstica, a exemplo do aconteceu em 2019. A inflação prevista para 2019 é 3,7% e a de 2020, 3,8%.

O choque do preço das carnes tende a se dissipar, e a inflação de alimentos cairia de 4,2% em 2019 para 3,1% em 2020. Nos dois anos, a variação de preços monitorados será superior à média: 5,7% em 2019 e 5,5% em 2020. A inflação dentro da meta reflete, entre outros fatores, a existência de recursos ociosos na economia, permitindo uma aceleração do crescimento sem pressões inflacionárias. A estimativa para o hiato do produto é de que ele termine 2019 em 2,8%, caindo para 2,0% ao final de 2020 – o que indica que ainda haveria ociosidade mesmo com a aceleração do crescimento.

O desempenho recente tem refletido diversos fatores: um ambiente externo menos adverso que no início do ano; uma recuperação gradual do mercado de trabalho, com expansão da ocupação e aumento da taxa de participação – o que acaba se traduzindo em queda relativamente lenta da taxa de desemprego; e, expansão do crédito para as famílias e empresas bem como do financiamento via mercado de capitais. A inflação sob controle, apesar dos recentes choques derivados do aumento do preço das carnes e da desvalorização cambial, e o hiato do produto ainda elevado (2,7% no terceiro trimestre deste ano) permitiram uma redução inédita da taxa de juros, cujos efeitos sobre a demanda agregada ainda estão por se materializar plenamente.

Como pano de fundo para essa evolução dos juros tem-se a aprovação da reforma da Previdência, o esforço para manter as despesas no limite do teto e a obtenção de um deficit primário em 2019 muito inferior à meta. Além disso, o encaminhamento de outras reformas constitucionais visando um maior controle das despesas obrigatórias, especialmente de gastos com pessoal, também afeta positivamente as expectativas em relação à trajetória da relação dívida-PIB. Vale destacar a estimativa do componente idiossincrático do risco-país (indicador Ipea de risco do Brasil), que caiu de -54,4 pontos em meados de novembro para -69,2 pontos na segunda semana de dezembro.

O processo de recuperação da economia brasileira ganhou fôlego no período recente. Diversos fatores podem ser apontados como responsáveis pela aceleração observada. O cenário internacional, apesar de ainda muito volátil, melhorou em relação às condições que prevaleciam no final do ano passado e início deste ano. Naquele momento, havia uma combinação perversa de expectativas de recessão com a sinalização, pelo Federal Reserve (Fed), de normalização das condições monetárias nos Estados Unidos, o que implicaria continuar a aumentar os juros e desfazer parte da expansão quantitativa dos anos anteriores. As tensões comerciais eram elevadas, assim como os riscos geopolíticos (Brexit, indefinições políticas na Itália, crise com o Irã, entre outros).

Os mercados acionários globais, assim como os de ativos de risco em geral, incluindo os mercados emergentes, refletiam essa incerteza, afetando os preços e spreads de risco. A Bolsa de Nova Iorque chegou a cair 16,5% entre o início de novembro e a penúltima semana de dezembro de 2018.

 




A hora da verdade: o desafio da análise de risco de crédito

Terça-Feira, 14/01/2020 às 07:00, por Adriano José da Silva

Não está nascendo um novo Brasil. O que está acontecendo é o advento da lei de recuperação judicial que gera novas possibilidades para o produtor rural e que vai exigir das empresas a efetivação de uma análise de crédito, real, concreta e exata.
O Banco Central do Brasil, define risco de crédito, como não cumprimento pela contraparte de suas obrigações nos termos contatados. Diante da definição as empresas precisarão dotar seus departamentos financeiros de recursos humanos e instrumentos capazes de calcular o risco de crédito, pois vender a prazo e conceder crédito a um cliente é sempre uma ação que envolve risco para qualquer empresaou instituição financeira, seja ela, cooperativa ou banco comercial. Mesmo com todos os instrumentos de controle implantado ainda assim, é praticamente impossível ter a garantia de que o valor concedido será pago.
Nos últimos meses, no RS, tem crescido o interesse de produtores rurais em relação à recuperação judicial. A ampliação do debate é sintoma de que o instituto poderá ser a saída eleita por parte dos agricultores que, nos últimos anos, tem enfrentado problemas, em especial com produtividade e preço.O clima dá sinais de que a safra de 2019/2020 não contribuirá positivamente. Ao contrário, acumulam-se relatos de falta de chuva e impacto na produção. A permanecerem as atuais condições de temperatura e pressão, vem turbulência pela frente.
Se é visível que os produtores rurais estão em distresse procurando saber mais, o mesmo não se pode dizer (pelo menos, não com a mesma intensidade e interesse) de quem muito provavelmente financiará os projetos de recuperação judicial. Instituições financeiras e fornecedores de insumos,que atuam no mercado do agro, não têm a correta dimensão do impacto que uma recuperação judicial traz sobre a renegociação de dívidas (em termos de deságio e tempo de pagamento) um dos principais focos dos planos de recuperação judicial. Quem vai pagar a conta, ainda não sabe disso.
Expostos a riscos e utilizando os mesmos instrumentos de concessão de crédito desde sempre, sem revisar práticas, os credores rurais precisam qualificar seus interlocutores.
A recuperação judicial, qualquer que seja a atividade do devedor em crise, é um meio processual através do qual o Estado-Juizprotege o empreendimentopara preservá-lo, permitindo a renegociação coletiva das dívidas, com a distribuição de perdas.Sacrifícios são feitos por todos em nome da preservação da operação, partindo do pressuposto de que é uma alternativa melhor do que uma falência. Nada mais normal, justificável e que resulte na proteção do próprio mercado.
O problema está no jogo jogado sem conhecimento das regras. Sem adequado cálculo de risco e de exposição a ele, pela falta de conhecimento da ferramenta, quem estiver desprotegido, arcará com a maior perda.O sistema não foi feito para este tipo de assimetria. E ela existe: ao interagir com quem decide a concessão de crédito rural, está claro que não existeuma compreensão das consequências. Falta vivência e conhecimento em torno da recuperação judicial de produtor rural, e esta lacuna vai cobrar um preço alto demais, num cenário em que a eficiência no fornecimento de crédito determina a permanência no mercado.
Qualificar quem decide o crédito rural é condição essencial para que as dinâmicas da recuperação judicial aconteçam com simetria e convergência de propósito. A justa distribuição das perdas é um dos pilares que sustenta o sistema e é dever de todos proteger essa engrenagem. O tempo é curto e é preciso agir rápido.A safra se avizinha e indica um percurso difícil para o agro.




Educação: Brasil e seus desafios no PISA

Terça-Feira, 17/12/2019 às 07:00, por Adriano José da Silva

Com o desempenho dos estudantes brasileiros estagnado desde 2009, o país perdeu posições na principal avaliação da educação básica no mundo, o Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes). O Brasil aparece entre as 20 piores colocações no ranking das três áreas acompanhadas pelo exame: matemática, ciências e leitura. Ao todo, foram analisados 79 países e territórios.
Os resultados, divulgados pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), são da edição de 2018 do exame e não dizem respeito à gestão de Jair Bolsonaro (PSL), que assumiu a Presidência em 2019. Em comparação com os dados de 2015, a última versão antes desta, quando foram avaliados 70 países e territórios, o Brasil caiu da 63ª para a 67ª colocação em ciências. Nessa disciplina, o país supera apenas países como Cazaquistão e Bósnia e Herzegovina, ficando para trás de Uruguai, Chile e Tailândia, por exemplo.
Já em matemática, o país desceu do 66º para o 71º posto, ficando à frente apenas de Argentina, Indonésia, Arábia Saudita, Marrocos, Kosovo, Panamá, Filipinas e República Dominicana. Em leitura, o país permaneceu praticamente estagnado, conseguindo apenas passar da 59ª para a 58ª posição, ficando atrás de países como México e Romênia.
Prova exige competências como compreensão de leitura, entendimento de conceitos matemáticos e de fenômenos científicos, e não meros fatos e fórmulas; analistas apontam gargalos, problemas e conquistas da educação brasileira. A habilidade de alunos em obter as informações básicas de um texto, usar a matemática no cotidiano e entender fenômenos científicos é medida pelo Pisa, exame internacional aplicado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).
Mas, antes de ir a fundo no que o Brasil pode aprender com o resultado do exame, vamos detalhar as competências exigidas pelo Pisa nos três campos analisados pela prova: leitura, matemática e ciências. A avaliação de leitura O Pisa 2018 foi realizado, pelo computador, por 11 mil alunos brasileiros de 15 e 16 anos ? de um total de 600 mil estudantes de 79 países ou regiões em todo o mundo, amostra que representa um universo de 32 milhões de estudantes dessa idade na educação básica desses locais. Em uma das perguntas de leitura desta edição divulgadas pela OCDE, os alunos tinham de ler textos relacionados à ilha de Rapa Nui (ou ilha de Páscoa), no oceano Pacífico,
e ao trabalho de uma pesquisadora fictícia, para responder a questões básicas cujas informações estão contidas nos textos: há quanto tempo ela pesquisa Rapa Nui? O que é fato e o que é opinião nos argumentos do texto? Que descobertas sobre a ilha causam discordância entre cientistas?
A intenção é avaliar se compreenderam conceitos-chave do texto — uma das habilidades esperadas que os alunos tenham em leitura, além de conseguir obter instruções e informações dentro de textos e ser capazes de usar esses dados na sua vida cotidiana, na leitura de rótulos de embalagens, de notícias ou mesmo de contratos. E, também, de fazer uma análise crítica dessas informações.
Os resultados do Pisa mostram que 50% dos alunos brasileiros de 15 anos tinham nível básico de leitura. Apenas 2% alcançaram nível alto de proficiência nessa competência.
Em matemática, os resultados são piores. Apenas um terço dos alunos brasileiros alcançou o nível básico (contra 98% dos alunos chineses, que lideram as notas do Pisa), e apenas 1% alcançou o nível excelente. Nessa área, a avaliação não é de quanto os alunos brasileiros sabem de fórmulas matemáticas, mas sim de sua capacidade de "formular, usar e interpretar a matemática" para seu cotidiano — desde controlar seus gastos no mercado até medir quantidades para uma receita, compreender estatísticas ou avaliar custos de um projeto.
O objetivo da prova de ciências, diz a OCDE, é medir a habilidade em entender metodologias e fenômenos científicos, além de interpretar evidências cientificamente e tirar conclusões a partir delas. Nessa competência, na prova de 2018, menos da metade (45%) dos alunos brasileiros alcançaram o nível básico ou superior, o que significa que conseguem "reconhecer a explicação correta para fenômenos científicos conhecidos". Apenas 1% dos alunos do país foi considerado proficiente em ciência.
Independente de quem é a culpa, o fato é que a Educação é política pública, garantida pela constituição federal. Os resultados de PISA, evidenciam de forma clara o labirinto no qual o país entrou e não consegue sair.




Eletrobras: a energia do Brasil

Terça-Feira, 19/11/2019 às 07:00, por Adriano José da Silva

Fundada em 1962, a Centrais Elétricas Brasileiras S/A – Eletrobras – é controladora de sete subsidiárias de geração e transmissão de energia, um centro de pesquisas (Eletrobras Cepel), uma empresa de participações (Eletrobras Eletropar) e metade do capital da Itaipu Binacional, além de ter participação indireta em 172 Sociedades de Propósito Específico – SPEs – e participações minoritárias em 29 sociedades.
Em 31/12/2018, a Eletrobras atingiu a capacidade instalada de 49.801 MW em empreendimentos de geração, o que representa 30,5% dos 163.441,00 MW instalados no Brasil, dos quais 7.000 MW são representados por Itaipu e 1.990 MW pelas usinas nucleares. Excluindo-se esses ativos, a Eletrobras representa 25% da capacidade instalada do Brasil, dividida, de acordo com o regime de exploração e participação acionária, em seis grupos: (i) Usinas Corporativas; (ii) Usinas Corporativas Sob Regime de O&M (Lei no.12.783/2013); (iii) Usinas Corporativas Renovadas pela Lei no 13.182/2015; (iv) Usinas de Propriedade Compartilhada; (v) Sociedades de Propósito Específico (SPEs); e (vi) Sociedades de Propósito Específico sob regime de O&M (Lei no 12.783/2013).
A Eletrobras é o agente responsável pela importação de energia da República Oriental do Uruguai. Em 2018, comercializou no mercado brasileiro mais de 870 GWh de energia da estatal uruguaia Administración Nacional de Usinas y Trasmisiones Eléctricas (UTE). Também em 2018, obteve a autorização para importar energia elétrica do Uruguai e da Argentina no período de 2019 a 2022.
Nesse período, foram mantidas as tratativas entre a Eletrobras e a estatal argentina Emprendimientos Energéticos Binacionales Sociedad Anónima (EBISA), atualmente Integración Energética Argentina S.A. (Ieasa), objetivando a retomada dos estudos de viabilidade para instalação de aproveitamentos hidrelétricos no rio Uruguai, na fronteira entre o Brasil e a Argentina.
Criado em 1974, por iniciativa da Eletrobras, o Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel) vem contribuindo para a manutenção de uma infraestrutura tecnológica avançada de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P&D+I) em equipamentos e sistemas elétricos, de forma a atender às características singulares do setor elétrico brasileiro.
O laboratório foi utilizado também para ensaios dielétricos em caminhões com cestas para acomodação de técnicos operadores em manutenção em linha viva (energizada). O resultado, complementado com os ensaios do Laboratório de Alta Tensão, instalado no Centro do Rio de Janeiro, comprovou o bom desempenho dos equipamentos e sua adequação para garantir a segurança dos trabalhadores em atividades de manutenção de linhas de transmissão energizadas.
O Brasil é um dos poucos países do mundo a realizar esta manutenção, minimizando as interrupções no fornecimento de energia. As instalações laboratoriais do Cepel foram a base para o desenvolvimento, no Brasil, dos procedimentos de manutenção em linha viva para os sistemas de 500 e 800 kV em corrente alternada, a partir da década de 1980. As Empresas Eletrobras, no atendimento de sua obrigação estatutária para suporte e desenvolvimento do Cepel aportaram R$ 196 milhões em 2018 e o total investido foi complementado por faturamento próprio através de contratos de Projetos de Pesquisa e Desenvolvimento, serviços tecnológicos prestados, licenciamento de programas e realização de ensaios, bem como o aporte de outros Associados Especiais, atingindo o montante de R$ 214,1 milhões.
Em 2018, o total de empregados das Empresas Eletrobras (excluindo a margem brasileira de Itaipu) era de 17.233 colaboradores efetivos contra 21.563 empregados em 2017, ou seja, -20%. Esta redução deve-se, principalmente, ao Plano de Demissão Consensual (PDC), à redução nas admissões e à venda das distribuidoras Eletroacre, Ceron, Boa Vista e Cepisa, em 2018, que totalizavam 3.699 colaboradores em seu quadro efetivo até o terceiro trimestre de 2018.
Todos os dados apresentados nesse artigo, foram extraídos do Relatório do Conselho de Administração da Eletrobras. Os dados evidenciam a relevância da Eletrobras no desenvolvimento do país em um momento em que o Governo Federal quer privatizar a estatal. Vale destacar que o acionista controlador da CPFL que por sua vez controla a RGE, é uma estatal chinesa.






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