PUBLICIDADE

Colunistas


A hora da verdade: o desafio da análise de risco de crédito

Terça-Feira, 14/01/2020 às 07:00, por Adriano José da Silva

Não está nascendo um novo Brasil. O que está acontecendo é o advento da lei de recuperação judicial que gera novas possibilidades para o produtor rural e que vai exigir das empresas a efetivação de uma análise de crédito, real, concreta e exata.
O Banco Central do Brasil, define risco de crédito, como não cumprimento pela contraparte de suas obrigações nos termos contatados. Diante da definição as empresas precisarão dotar seus departamentos financeiros de recursos humanos e instrumentos capazes de calcular o risco de crédito, pois vender a prazo e conceder crédito a um cliente é sempre uma ação que envolve risco para qualquer empresaou instituição financeira, seja ela, cooperativa ou banco comercial. Mesmo com todos os instrumentos de controle implantado ainda assim, é praticamente impossível ter a garantia de que o valor concedido será pago.
Nos últimos meses, no RS, tem crescido o interesse de produtores rurais em relação à recuperação judicial. A ampliação do debate é sintoma de que o instituto poderá ser a saída eleita por parte dos agricultores que, nos últimos anos, tem enfrentado problemas, em especial com produtividade e preço.O clima dá sinais de que a safra de 2019/2020 não contribuirá positivamente. Ao contrário, acumulam-se relatos de falta de chuva e impacto na produção. A permanecerem as atuais condições de temperatura e pressão, vem turbulência pela frente.
Se é visível que os produtores rurais estão em distresse procurando saber mais, o mesmo não se pode dizer (pelo menos, não com a mesma intensidade e interesse) de quem muito provavelmente financiará os projetos de recuperação judicial. Instituições financeiras e fornecedores de insumos,que atuam no mercado do agro, não têm a correta dimensão do impacto que uma recuperação judicial traz sobre a renegociação de dívidas (em termos de deságio e tempo de pagamento) um dos principais focos dos planos de recuperação judicial. Quem vai pagar a conta, ainda não sabe disso.
Expostos a riscos e utilizando os mesmos instrumentos de concessão de crédito desde sempre, sem revisar práticas, os credores rurais precisam qualificar seus interlocutores.
A recuperação judicial, qualquer que seja a atividade do devedor em crise, é um meio processual através do qual o Estado-Juizprotege o empreendimentopara preservá-lo, permitindo a renegociação coletiva das dívidas, com a distribuição de perdas.Sacrifícios são feitos por todos em nome da preservação da operação, partindo do pressuposto de que é uma alternativa melhor do que uma falência. Nada mais normal, justificável e que resulte na proteção do próprio mercado.
O problema está no jogo jogado sem conhecimento das regras. Sem adequado cálculo de risco e de exposição a ele, pela falta de conhecimento da ferramenta, quem estiver desprotegido, arcará com a maior perda.O sistema não foi feito para este tipo de assimetria. E ela existe: ao interagir com quem decide a concessão de crédito rural, está claro que não existeuma compreensão das consequências. Falta vivência e conhecimento em torno da recuperação judicial de produtor rural, e esta lacuna vai cobrar um preço alto demais, num cenário em que a eficiência no fornecimento de crédito determina a permanência no mercado.
Qualificar quem decide o crédito rural é condição essencial para que as dinâmicas da recuperação judicial aconteçam com simetria e convergência de propósito. A justa distribuição das perdas é um dos pilares que sustenta o sistema e é dever de todos proteger essa engrenagem. O tempo é curto e é preciso agir rápido.A safra se avizinha e indica um percurso difícil para o agro.




Educação: Brasil e seus desafios no PISA

Terça-Feira, 17/12/2019 às 07:00, por Adriano José da Silva

Com o desempenho dos estudantes brasileiros estagnado desde 2009, o país perdeu posições na principal avaliação da educação básica no mundo, o Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes). O Brasil aparece entre as 20 piores colocações no ranking das três áreas acompanhadas pelo exame: matemática, ciências e leitura. Ao todo, foram analisados 79 países e territórios.
Os resultados, divulgados pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), são da edição de 2018 do exame e não dizem respeito à gestão de Jair Bolsonaro (PSL), que assumiu a Presidência em 2019. Em comparação com os dados de 2015, a última versão antes desta, quando foram avaliados 70 países e territórios, o Brasil caiu da 63ª para a 67ª colocação em ciências. Nessa disciplina, o país supera apenas países como Cazaquistão e Bósnia e Herzegovina, ficando para trás de Uruguai, Chile e Tailândia, por exemplo.
Já em matemática, o país desceu do 66º para o 71º posto, ficando à frente apenas de Argentina, Indonésia, Arábia Saudita, Marrocos, Kosovo, Panamá, Filipinas e República Dominicana. Em leitura, o país permaneceu praticamente estagnado, conseguindo apenas passar da 59ª para a 58ª posição, ficando atrás de países como México e Romênia.
Prova exige competências como compreensão de leitura, entendimento de conceitos matemáticos e de fenômenos científicos, e não meros fatos e fórmulas; analistas apontam gargalos, problemas e conquistas da educação brasileira. A habilidade de alunos em obter as informações básicas de um texto, usar a matemática no cotidiano e entender fenômenos científicos é medida pelo Pisa, exame internacional aplicado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).
Mas, antes de ir a fundo no que o Brasil pode aprender com o resultado do exame, vamos detalhar as competências exigidas pelo Pisa nos três campos analisados pela prova: leitura, matemática e ciências. A avaliação de leitura O Pisa 2018 foi realizado, pelo computador, por 11 mil alunos brasileiros de 15 e 16 anos ? de um total de 600 mil estudantes de 79 países ou regiões em todo o mundo, amostra que representa um universo de 32 milhões de estudantes dessa idade na educação básica desses locais. Em uma das perguntas de leitura desta edição divulgadas pela OCDE, os alunos tinham de ler textos relacionados à ilha de Rapa Nui (ou ilha de Páscoa), no oceano Pacífico,
e ao trabalho de uma pesquisadora fictícia, para responder a questões básicas cujas informações estão contidas nos textos: há quanto tempo ela pesquisa Rapa Nui? O que é fato e o que é opinião nos argumentos do texto? Que descobertas sobre a ilha causam discordância entre cientistas?
A intenção é avaliar se compreenderam conceitos-chave do texto — uma das habilidades esperadas que os alunos tenham em leitura, além de conseguir obter instruções e informações dentro de textos e ser capazes de usar esses dados na sua vida cotidiana, na leitura de rótulos de embalagens, de notícias ou mesmo de contratos. E, também, de fazer uma análise crítica dessas informações.
Os resultados do Pisa mostram que 50% dos alunos brasileiros de 15 anos tinham nível básico de leitura. Apenas 2% alcançaram nível alto de proficiência nessa competência.
Em matemática, os resultados são piores. Apenas um terço dos alunos brasileiros alcançou o nível básico (contra 98% dos alunos chineses, que lideram as notas do Pisa), e apenas 1% alcançou o nível excelente. Nessa área, a avaliação não é de quanto os alunos brasileiros sabem de fórmulas matemáticas, mas sim de sua capacidade de "formular, usar e interpretar a matemática" para seu cotidiano — desde controlar seus gastos no mercado até medir quantidades para uma receita, compreender estatísticas ou avaliar custos de um projeto.
O objetivo da prova de ciências, diz a OCDE, é medir a habilidade em entender metodologias e fenômenos científicos, além de interpretar evidências cientificamente e tirar conclusões a partir delas. Nessa competência, na prova de 2018, menos da metade (45%) dos alunos brasileiros alcançaram o nível básico ou superior, o que significa que conseguem "reconhecer a explicação correta para fenômenos científicos conhecidos". Apenas 1% dos alunos do país foi considerado proficiente em ciência.
Independente de quem é a culpa, o fato é que a Educação é política pública, garantida pela constituição federal. Os resultados de PISA, evidenciam de forma clara o labirinto no qual o país entrou e não consegue sair.




Eletrobras: a energia do Brasil

Terça-Feira, 19/11/2019 às 07:00, por Adriano José da Silva

Fundada em 1962, a Centrais Elétricas Brasileiras S/A – Eletrobras – é controladora de sete subsidiárias de geração e transmissão de energia, um centro de pesquisas (Eletrobras Cepel), uma empresa de participações (Eletrobras Eletropar) e metade do capital da Itaipu Binacional, além de ter participação indireta em 172 Sociedades de Propósito Específico – SPEs – e participações minoritárias em 29 sociedades.
Em 31/12/2018, a Eletrobras atingiu a capacidade instalada de 49.801 MW em empreendimentos de geração, o que representa 30,5% dos 163.441,00 MW instalados no Brasil, dos quais 7.000 MW são representados por Itaipu e 1.990 MW pelas usinas nucleares. Excluindo-se esses ativos, a Eletrobras representa 25% da capacidade instalada do Brasil, dividida, de acordo com o regime de exploração e participação acionária, em seis grupos: (i) Usinas Corporativas; (ii) Usinas Corporativas Sob Regime de O&M (Lei no.12.783/2013); (iii) Usinas Corporativas Renovadas pela Lei no 13.182/2015; (iv) Usinas de Propriedade Compartilhada; (v) Sociedades de Propósito Específico (SPEs); e (vi) Sociedades de Propósito Específico sob regime de O&M (Lei no 12.783/2013).
A Eletrobras é o agente responsável pela importação de energia da República Oriental do Uruguai. Em 2018, comercializou no mercado brasileiro mais de 870 GWh de energia da estatal uruguaia Administración Nacional de Usinas y Trasmisiones Eléctricas (UTE). Também em 2018, obteve a autorização para importar energia elétrica do Uruguai e da Argentina no período de 2019 a 2022.
Nesse período, foram mantidas as tratativas entre a Eletrobras e a estatal argentina Emprendimientos Energéticos Binacionales Sociedad Anónima (EBISA), atualmente Integración Energética Argentina S.A. (Ieasa), objetivando a retomada dos estudos de viabilidade para instalação de aproveitamentos hidrelétricos no rio Uruguai, na fronteira entre o Brasil e a Argentina.
Criado em 1974, por iniciativa da Eletrobras, o Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel) vem contribuindo para a manutenção de uma infraestrutura tecnológica avançada de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P&D+I) em equipamentos e sistemas elétricos, de forma a atender às características singulares do setor elétrico brasileiro.
O laboratório foi utilizado também para ensaios dielétricos em caminhões com cestas para acomodação de técnicos operadores em manutenção em linha viva (energizada). O resultado, complementado com os ensaios do Laboratório de Alta Tensão, instalado no Centro do Rio de Janeiro, comprovou o bom desempenho dos equipamentos e sua adequação para garantir a segurança dos trabalhadores em atividades de manutenção de linhas de transmissão energizadas.
O Brasil é um dos poucos países do mundo a realizar esta manutenção, minimizando as interrupções no fornecimento de energia. As instalações laboratoriais do Cepel foram a base para o desenvolvimento, no Brasil, dos procedimentos de manutenção em linha viva para os sistemas de 500 e 800 kV em corrente alternada, a partir da década de 1980. As Empresas Eletrobras, no atendimento de sua obrigação estatutária para suporte e desenvolvimento do Cepel aportaram R$ 196 milhões em 2018 e o total investido foi complementado por faturamento próprio através de contratos de Projetos de Pesquisa e Desenvolvimento, serviços tecnológicos prestados, licenciamento de programas e realização de ensaios, bem como o aporte de outros Associados Especiais, atingindo o montante de R$ 214,1 milhões.
Em 2018, o total de empregados das Empresas Eletrobras (excluindo a margem brasileira de Itaipu) era de 17.233 colaboradores efetivos contra 21.563 empregados em 2017, ou seja, -20%. Esta redução deve-se, principalmente, ao Plano de Demissão Consensual (PDC), à redução nas admissões e à venda das distribuidoras Eletroacre, Ceron, Boa Vista e Cepisa, em 2018, que totalizavam 3.699 colaboradores em seu quadro efetivo até o terceiro trimestre de 2018.
Todos os dados apresentados nesse artigo, foram extraídos do Relatório do Conselho de Administração da Eletrobras. Os dados evidenciam a relevância da Eletrobras no desenvolvimento do país em um momento em que o Governo Federal quer privatizar a estatal. Vale destacar que o acionista controlador da CPFL que por sua vez controla a RGE, é uma estatal chinesa.




Competitividade Global: Brasil e seus desafios

Terça-Feira, 05/11/2019 às 06:00, por Adriano José da Silva

O Brasil ganhou uma posição, mas se mantém apenas no 59º lugar no Anuário de Competitividade Mundial 2019 (World Competitiveness Yearbook – WCY), que avaliou 63 países. “Em termos de América Latina, Brasil e Argentina ficaram entre os cinco últimos do ranking, enquanto o país mais bem classificado desta região, o Chile, sofreu a maior queda neste ano (da 7ª para a 42ª posição).


O Brasil classificou-se como o mais baixo entre os 63 países estudados para custo do crédito (o país mais caro para empresas tomarem recursos emprestados) e para competências linguísticas”, afirma Arturo Bris, professor do IMD e diretor do IMD World Competitiveness Center, o centro de pesquisa que compila o ranking. Esse estudo foi realizado pela escola suíça IMD e, no Brasil, contou com a parceria com a Fundação Dom Cabral. “O ganho de posição, se deve, principalmente, a uma melhora nos investimentos estrangeiros diretos (USD 88 bilhões em 2018 contra USD 70,3 bilhões em 2017), mas o alto nível de desemprego puxa para baixo os indicadores de desenvolvimento econômico”, afirma Carlos Arruda, coordenador do Núcleo de Inovação e Empreendedorismo da Fundação Dom Cabral e coordenador do estudo no Brasil.


O professor Arruda destaca, ainda, melhorias nos indicadores relacionados à simplificação dos marcos regulatórios; entre eles está o número de dias necessários para aberturas de empresas (base São Paulo, 20 dias e meio, em 2019, contra 79 dias e meio, em 2018); ou para exportação de serviços ligados a tecnologia da informação (56 dias em 2017 contra um pouco mais de 54 dias e meio em 2016) e, ainda, no crescimento anual do indicador de formação bruta de capital fixo (4,13% em 2018 contra 0,99% em 2017), que sugere uma ampliação da capacidade produtiva futura da economia por meio de investimentos.


Mas a maior parte do relatório apresenta más notícias. “O fator crítico para a competitividade nacional continua sendo a baixa eficiência do governo (62ª), pois todos os seus subfatores (finanças públicas, política fiscal, estrutura institucional, legislação de negócios e estrutura social) se mantiveram relativamente estagnados desde 2017”, informa Carlos Arruda.


O Brasil é o último colocado (63ª) no que se refere ao spread da taxa de juros (taxa média de 32,21% ao ano em 2018, enquanto a média de todos os países pesquisados é de 3,89%), e também está entre os últimos colocados nos diversos fatores relativos ao relacionamento do setor público com o setor privado: compliance dos contratos públicos (62º), burocracia (62º), equidade de oportunidades (62º), e balanço das contas governamentais (62º), corrupção (58º), transparência (51º). Já dentre as práticas gerenciais (57ª), o país está entre três piores do mundo nos diversos indicadores de produtividade: 56º no indicador de produtividade total, ajustada à paridade do poder de compra USD 32 900; 59º no indicador de crescimento da produtividade - 0,38% em 2018, contra uma média de 1,36% dos países pesquisados; 52º no indicador de produtividade do trabalho (USD 18,18 por trabalhador por hora). Nos diversos indicadores de sofisticação da gestão, o Brasil aparece apenas entre os 10 países menos competitivos do relatório.


No indicador de agilidade (57º), no uso de big data e analytics (60ª), e na capacidade de se antecipar às mudanças no mercado (55º). Cabe destacar que o Brasil aparece na 9ª posição no indicador que avalia o percentual de mulheres na gestão (38,89% em 2017). No relatório de 2019, apesar dos avanços nos indicadores de infraestrutura básica (ganho de três posições ocupando agora o 52º lugar), o Brasil continua entre os países menos competitivos do mundo em todos os subfatores de infraestrutura, que inclui, além da infraestrutura básica, a infraestrutura cientifica e de tecnologia, educação e saúde.


Sem mudanças significativas em relação a 2018, o país se caracteriza pelo significativo percentual de investimento em educação (6,2% do PIB, ficando na 10ª posição), pela boa produção cientifica (53.607 artigos científicos publicados por pesquisadores brasileiros em 2016?, ficando na 12ª posição), mas pela baixa qualidade da educação seja ela medida por testes internacionais (nota média de 389 nos testes PISA, no 56º lugar; nota media de 87 nos testes TOEFL, 42º lugar), nos índices de avaliação das universidades (11,95 pontos no Times Higher Education Univesity Ranking ficando na 42ª posição) ou pela avaliação dos entrevistados para este relatório de competitividade (nota 2,27 em 7 ficando na 62ª posição).


O Brasil, precisa avançar, que poderá fazer com que o país avance é o seu povo. As disputas ideológicas devem existir, os conflitos devem existir, mas acima de qualquer conflito, devemos construir pontes, diálogo, ter a serenidade que o século 21 exige.




OCDE: Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico

Terça-Feira, 22/10/2019 às 06:00, por Adriano José da Silva

A Organização para a Cooperação Econômica Europeia (OEEC) foi criada em 1948 para administrar o Plano Marshall, financiado pelos EUA, para a reconstrução de um continente devastado pela guerra. Ao fazer governos individuais reconhecerem a interdependência de suas economias, abriu o caminho para uma nova era de cooperação que mudaria a face da Europa. Encorajados por seu sucesso e pela perspectiva de levar adiante seu trabalho em um cenário global, o Canadá e os EUA se juntaram aos membros da OEEC na assinatura da nova Convenção da OCDE em 14 de dezembro de 1960. Nasceu oficialmente a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). em 30 de setembro de 1961, quando a Convenção entrou em vigor.


Outros países aderiram, começando com o Japão em 1964. Hoje, 36 países membros da OCDE em todo o mundo se reúnem regularmente para identificar problemas, discutir e analisá-los e promover políticas para resolvê-los. O histórico é impressionante. Os EUA viram sua riqueza nacional quase triplicar nas cinco décadas desde a criação da OCDE, calculada em termos de produto interno bruto por cabeça de população. Outros países da OCDE tiveram progressos semelhantes e, em alguns casos, ainda mais espetaculares.


O mesmo acontece com países que, algumas décadas atrás, ainda eram apenas atores menores no cenário mundial. Brasil, Índia e República Popular da China emergiram como novos gigantes econômicos. Os três, com a Indonésia e a África do Sul, são Parceiros Chave da Organização e contribuem para seu trabalho de maneira sustentável e abrangente. Juntamente com eles, a OCDE reúne 39 países que representam 80% do comércio e investimento mundiais, dando-lhe um papel fundamental na abordagem dos desafios que a economia mundial enfrenta.


A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) é uma organização internacional que trabalha para implementar melhores políticas para uma vida melhor. O objetivo é promover políticas públicas que promovam prosperidade, igualdade de oportunidades e bem-estar para todos. São quase 60 anos de experiência e conhecimento para preparar o mundo de amanhã.


Trabalhando em estreita colaboração com governos, atores econômicos e sociais e representantes da sociedade civil, estabelecemos padrões internacionais e fornecemos soluções baseadas em evidências para os desafios do mundo de hoje. Desde a melhoria do desempenho econômico à criação de empregos, da promoção de sistemas educacionais eficazes ao combate à evasão fiscal internacional, somos um fórum e um centro de conhecimento exclusivos. Disponibilizamos dados, análises e conselhos sobre políticas, facilitando o compartilhamento de experiências e boas práticas entre países e agentes de mudança.


Os 36 países membros que temos atualmente estão espalhados por todo o mundo, da América do Norte e do Sul à Europa e Ásia-Pacífico. Eles são representados por embaixadores, que fazem parte do Conselho da OCDE, que supervisiona e aconselha sobre o nosso trabalho, de acordo com a Convenção da OCDE. Eles colaboram com nossos especialistas e delegações de outros países, retransmitem nossos dados e análises e desempenham um papel fundamental em nossos programas de revisão de países para incentivar um melhor desempenho. A Comissão Europeia participa do trabalho, mas não tem direito a voto nem voz oficial na adoção das normas submetidas ao Conselho. 


Ser membro da OCDE é uma tarefa exigente. Os países devem estar prontos para se tornar membros, porque não se trata apenas de cumprir nossa missão e nossos valores, mas também de poder assumir as responsabilidades e os requisitos inerentes à qualidade do membro ativo. Para se tornar membro, um país pode ser um candidato ou ser convidado pelo Conselho da OCDE para abrir um processo de adesão. 


Um roteiro de associação é então desenvolvido, descrevendo os termos, condições e procedimentos para ingressar na OCDE. É realizada uma revisão técnica para avaliar as políticas e práticas do país em comparação com as melhores práticas nos países da OCDE, bem como sua capacidade de implementar os padrões da OCDE. Essa etapa geralmente leva a uma série de medidas que o país deve implantar para cumprir os requisitos da OCDE. Cada país deve ratificar a associação nacionalmente antes de se tornar um membro.






PUBLICIDADE