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Colunistas


Eletrobras: a energia do Brasil

Terça-Feira, 19/11/2019 às 07:00, por Adriano José da Silva

Fundada em 1962, a Centrais Elétricas Brasileiras S/A – Eletrobras – é controladora de sete subsidiárias de geração e transmissão de energia, um centro de pesquisas (Eletrobras Cepel), uma empresa de participações (Eletrobras Eletropar) e metade do capital da Itaipu Binacional, além de ter participação indireta em 172 Sociedades de Propósito Específico – SPEs – e participações minoritárias em 29 sociedades.
Em 31/12/2018, a Eletrobras atingiu a capacidade instalada de 49.801 MW em empreendimentos de geração, o que representa 30,5% dos 163.441,00 MW instalados no Brasil, dos quais 7.000 MW são representados por Itaipu e 1.990 MW pelas usinas nucleares. Excluindo-se esses ativos, a Eletrobras representa 25% da capacidade instalada do Brasil, dividida, de acordo com o regime de exploração e participação acionária, em seis grupos: (i) Usinas Corporativas; (ii) Usinas Corporativas Sob Regime de O&M (Lei no.12.783/2013); (iii) Usinas Corporativas Renovadas pela Lei no 13.182/2015; (iv) Usinas de Propriedade Compartilhada; (v) Sociedades de Propósito Específico (SPEs); e (vi) Sociedades de Propósito Específico sob regime de O&M (Lei no 12.783/2013).
A Eletrobras é o agente responsável pela importação de energia da República Oriental do Uruguai. Em 2018, comercializou no mercado brasileiro mais de 870 GWh de energia da estatal uruguaia Administración Nacional de Usinas y Trasmisiones Eléctricas (UTE). Também em 2018, obteve a autorização para importar energia elétrica do Uruguai e da Argentina no período de 2019 a 2022.
Nesse período, foram mantidas as tratativas entre a Eletrobras e a estatal argentina Emprendimientos Energéticos Binacionales Sociedad Anónima (EBISA), atualmente Integración Energética Argentina S.A. (Ieasa), objetivando a retomada dos estudos de viabilidade para instalação de aproveitamentos hidrelétricos no rio Uruguai, na fronteira entre o Brasil e a Argentina.
Criado em 1974, por iniciativa da Eletrobras, o Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel) vem contribuindo para a manutenção de uma infraestrutura tecnológica avançada de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P&D+I) em equipamentos e sistemas elétricos, de forma a atender às características singulares do setor elétrico brasileiro.
O laboratório foi utilizado também para ensaios dielétricos em caminhões com cestas para acomodação de técnicos operadores em manutenção em linha viva (energizada). O resultado, complementado com os ensaios do Laboratório de Alta Tensão, instalado no Centro do Rio de Janeiro, comprovou o bom desempenho dos equipamentos e sua adequação para garantir a segurança dos trabalhadores em atividades de manutenção de linhas de transmissão energizadas.
O Brasil é um dos poucos países do mundo a realizar esta manutenção, minimizando as interrupções no fornecimento de energia. As instalações laboratoriais do Cepel foram a base para o desenvolvimento, no Brasil, dos procedimentos de manutenção em linha viva para os sistemas de 500 e 800 kV em corrente alternada, a partir da década de 1980. As Empresas Eletrobras, no atendimento de sua obrigação estatutária para suporte e desenvolvimento do Cepel aportaram R$ 196 milhões em 2018 e o total investido foi complementado por faturamento próprio através de contratos de Projetos de Pesquisa e Desenvolvimento, serviços tecnológicos prestados, licenciamento de programas e realização de ensaios, bem como o aporte de outros Associados Especiais, atingindo o montante de R$ 214,1 milhões.
Em 2018, o total de empregados das Empresas Eletrobras (excluindo a margem brasileira de Itaipu) era de 17.233 colaboradores efetivos contra 21.563 empregados em 2017, ou seja, -20%. Esta redução deve-se, principalmente, ao Plano de Demissão Consensual (PDC), à redução nas admissões e à venda das distribuidoras Eletroacre, Ceron, Boa Vista e Cepisa, em 2018, que totalizavam 3.699 colaboradores em seu quadro efetivo até o terceiro trimestre de 2018.
Todos os dados apresentados nesse artigo, foram extraídos do Relatório do Conselho de Administração da Eletrobras. Os dados evidenciam a relevância da Eletrobras no desenvolvimento do país em um momento em que o Governo Federal quer privatizar a estatal. Vale destacar que o acionista controlador da CPFL que por sua vez controla a RGE, é uma estatal chinesa.




Competitividade Global: Brasil e seus desafios

Terça-Feira, 05/11/2019 às 06:00, por Adriano José da Silva

O Brasil ganhou uma posição, mas se mantém apenas no 59º lugar no Anuário de Competitividade Mundial 2019 (World Competitiveness Yearbook – WCY), que avaliou 63 países. “Em termos de América Latina, Brasil e Argentina ficaram entre os cinco últimos do ranking, enquanto o país mais bem classificado desta região, o Chile, sofreu a maior queda neste ano (da 7ª para a 42ª posição).


O Brasil classificou-se como o mais baixo entre os 63 países estudados para custo do crédito (o país mais caro para empresas tomarem recursos emprestados) e para competências linguísticas”, afirma Arturo Bris, professor do IMD e diretor do IMD World Competitiveness Center, o centro de pesquisa que compila o ranking. Esse estudo foi realizado pela escola suíça IMD e, no Brasil, contou com a parceria com a Fundação Dom Cabral. “O ganho de posição, se deve, principalmente, a uma melhora nos investimentos estrangeiros diretos (USD 88 bilhões em 2018 contra USD 70,3 bilhões em 2017), mas o alto nível de desemprego puxa para baixo os indicadores de desenvolvimento econômico”, afirma Carlos Arruda, coordenador do Núcleo de Inovação e Empreendedorismo da Fundação Dom Cabral e coordenador do estudo no Brasil.


O professor Arruda destaca, ainda, melhorias nos indicadores relacionados à simplificação dos marcos regulatórios; entre eles está o número de dias necessários para aberturas de empresas (base São Paulo, 20 dias e meio, em 2019, contra 79 dias e meio, em 2018); ou para exportação de serviços ligados a tecnologia da informação (56 dias em 2017 contra um pouco mais de 54 dias e meio em 2016) e, ainda, no crescimento anual do indicador de formação bruta de capital fixo (4,13% em 2018 contra 0,99% em 2017), que sugere uma ampliação da capacidade produtiva futura da economia por meio de investimentos.


Mas a maior parte do relatório apresenta más notícias. “O fator crítico para a competitividade nacional continua sendo a baixa eficiência do governo (62ª), pois todos os seus subfatores (finanças públicas, política fiscal, estrutura institucional, legislação de negócios e estrutura social) se mantiveram relativamente estagnados desde 2017”, informa Carlos Arruda.


O Brasil é o último colocado (63ª) no que se refere ao spread da taxa de juros (taxa média de 32,21% ao ano em 2018, enquanto a média de todos os países pesquisados é de 3,89%), e também está entre os últimos colocados nos diversos fatores relativos ao relacionamento do setor público com o setor privado: compliance dos contratos públicos (62º), burocracia (62º), equidade de oportunidades (62º), e balanço das contas governamentais (62º), corrupção (58º), transparência (51º). Já dentre as práticas gerenciais (57ª), o país está entre três piores do mundo nos diversos indicadores de produtividade: 56º no indicador de produtividade total, ajustada à paridade do poder de compra USD 32 900; 59º no indicador de crescimento da produtividade - 0,38% em 2018, contra uma média de 1,36% dos países pesquisados; 52º no indicador de produtividade do trabalho (USD 18,18 por trabalhador por hora). Nos diversos indicadores de sofisticação da gestão, o Brasil aparece apenas entre os 10 países menos competitivos do relatório.


No indicador de agilidade (57º), no uso de big data e analytics (60ª), e na capacidade de se antecipar às mudanças no mercado (55º). Cabe destacar que o Brasil aparece na 9ª posição no indicador que avalia o percentual de mulheres na gestão (38,89% em 2017). No relatório de 2019, apesar dos avanços nos indicadores de infraestrutura básica (ganho de três posições ocupando agora o 52º lugar), o Brasil continua entre os países menos competitivos do mundo em todos os subfatores de infraestrutura, que inclui, além da infraestrutura básica, a infraestrutura cientifica e de tecnologia, educação e saúde.


Sem mudanças significativas em relação a 2018, o país se caracteriza pelo significativo percentual de investimento em educação (6,2% do PIB, ficando na 10ª posição), pela boa produção cientifica (53.607 artigos científicos publicados por pesquisadores brasileiros em 2016?, ficando na 12ª posição), mas pela baixa qualidade da educação seja ela medida por testes internacionais (nota média de 389 nos testes PISA, no 56º lugar; nota media de 87 nos testes TOEFL, 42º lugar), nos índices de avaliação das universidades (11,95 pontos no Times Higher Education Univesity Ranking ficando na 42ª posição) ou pela avaliação dos entrevistados para este relatório de competitividade (nota 2,27 em 7 ficando na 62ª posição).


O Brasil, precisa avançar, que poderá fazer com que o país avance é o seu povo. As disputas ideológicas devem existir, os conflitos devem existir, mas acima de qualquer conflito, devemos construir pontes, diálogo, ter a serenidade que o século 21 exige.




OCDE: Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico

Terça-Feira, 22/10/2019 às 06:00, por Adriano José da Silva

A Organização para a Cooperação Econômica Europeia (OEEC) foi criada em 1948 para administrar o Plano Marshall, financiado pelos EUA, para a reconstrução de um continente devastado pela guerra. Ao fazer governos individuais reconhecerem a interdependência de suas economias, abriu o caminho para uma nova era de cooperação que mudaria a face da Europa. Encorajados por seu sucesso e pela perspectiva de levar adiante seu trabalho em um cenário global, o Canadá e os EUA se juntaram aos membros da OEEC na assinatura da nova Convenção da OCDE em 14 de dezembro de 1960. Nasceu oficialmente a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). em 30 de setembro de 1961, quando a Convenção entrou em vigor.


Outros países aderiram, começando com o Japão em 1964. Hoje, 36 países membros da OCDE em todo o mundo se reúnem regularmente para identificar problemas, discutir e analisá-los e promover políticas para resolvê-los. O histórico é impressionante. Os EUA viram sua riqueza nacional quase triplicar nas cinco décadas desde a criação da OCDE, calculada em termos de produto interno bruto por cabeça de população. Outros países da OCDE tiveram progressos semelhantes e, em alguns casos, ainda mais espetaculares.


O mesmo acontece com países que, algumas décadas atrás, ainda eram apenas atores menores no cenário mundial. Brasil, Índia e República Popular da China emergiram como novos gigantes econômicos. Os três, com a Indonésia e a África do Sul, são Parceiros Chave da Organização e contribuem para seu trabalho de maneira sustentável e abrangente. Juntamente com eles, a OCDE reúne 39 países que representam 80% do comércio e investimento mundiais, dando-lhe um papel fundamental na abordagem dos desafios que a economia mundial enfrenta.


A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) é uma organização internacional que trabalha para implementar melhores políticas para uma vida melhor. O objetivo é promover políticas públicas que promovam prosperidade, igualdade de oportunidades e bem-estar para todos. São quase 60 anos de experiência e conhecimento para preparar o mundo de amanhã.


Trabalhando em estreita colaboração com governos, atores econômicos e sociais e representantes da sociedade civil, estabelecemos padrões internacionais e fornecemos soluções baseadas em evidências para os desafios do mundo de hoje. Desde a melhoria do desempenho econômico à criação de empregos, da promoção de sistemas educacionais eficazes ao combate à evasão fiscal internacional, somos um fórum e um centro de conhecimento exclusivos. Disponibilizamos dados, análises e conselhos sobre políticas, facilitando o compartilhamento de experiências e boas práticas entre países e agentes de mudança.


Os 36 países membros que temos atualmente estão espalhados por todo o mundo, da América do Norte e do Sul à Europa e Ásia-Pacífico. Eles são representados por embaixadores, que fazem parte do Conselho da OCDE, que supervisiona e aconselha sobre o nosso trabalho, de acordo com a Convenção da OCDE. Eles colaboram com nossos especialistas e delegações de outros países, retransmitem nossos dados e análises e desempenham um papel fundamental em nossos programas de revisão de países para incentivar um melhor desempenho. A Comissão Europeia participa do trabalho, mas não tem direito a voto nem voz oficial na adoção das normas submetidas ao Conselho. 


Ser membro da OCDE é uma tarefa exigente. Os países devem estar prontos para se tornar membros, porque não se trata apenas de cumprir nossa missão e nossos valores, mas também de poder assumir as responsabilidades e os requisitos inerentes à qualidade do membro ativo. Para se tornar membro, um país pode ser um candidato ou ser convidado pelo Conselho da OCDE para abrir um processo de adesão. 


Um roteiro de associação é então desenvolvido, descrevendo os termos, condições e procedimentos para ingressar na OCDE. É realizada uma revisão técnica para avaliar as políticas e práticas do país em comparação com as melhores práticas nos países da OCDE, bem como sua capacidade de implementar os padrões da OCDE. Essa etapa geralmente leva a uma série de medidas que o país deve implantar para cumprir os requisitos da OCDE. Cada país deve ratificar a associação nacionalmente antes de se tornar um membro.




EUA X CHINA: uma longa disputa

Terça-Feira, 01/10/2019 às 06:00, por Adriano José da Silva

As relações no sistema internacional nunca se fazem sozinhas: o crescimento de um país pode ser visto tanto como oportunidade quanto ameaça. O desenvolvimento de armamentos pode significar guerra em potencial, enquanto assinar acordos e tratados podem fortalecer canais de cooperação.


Definitivamente a interação entre os países tem suas consequências. Agora jogue nessa bagunça internacional duas das maiores economias da atualidade e uma história de afastamento e aproximação. O resultado é complexo.


Podemos usar a Guerra Fria – quando o mundo estava dividido em dois polos, um lado comunista, comandado pela antiga União Soviética, e outro lado capitalista, comandado pelos Estados Unidos -, como ponto de partida para falar da relação histórica entre EUA e China. Em 1949, Mao Tse-Tung, anuncia a criação da República Popular da China, sob regime comunista, portanto, do lado oposto aos Estados Unidos na guerra. É por isso que os EUA, no momento, não reconheceram o novo regime chinês.


Podemos, então, perceber que a história da relação Estados Unidos x China é recheada de tensão e desentendimentos. Mas, houve também, momentos de aproximação, principalmente no governo de Bill Clinton, que decidiu por não apoiar o movimento separatista de Taiwan. Nesse mesmo período chegaram inclusive a um acordo, em novembro de 1999, sobre a entrada da China na Organização Mundial do Comércio (OMC).


A entrada da China para a OMC foi uma das principais razões pela qual a economia chinesa pulou do nono lugar (em 1975), no ranking mundial, para segundo (em 2001), dois anos após o acordo da OMC, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Toda discussão seguinte, sobre a ameaça da economia chinesa e sobre a dependência econômica entre Estados Unidos e China é consequência desse boom de crescimento econômico do país asiático em tão pouco tempo.


A China, desde a década de 2000, tem investido muito fortemente no Tesouro norte-americano e se tornado uma das maiores exportadoras para a América. Isso, de maneira prática e simples, significa que é muito do dinheiro da China que estabiliza a economia dos EUA, tanto porque empresta dinheiro ao governo em troca de um tipo de remuneração, com juros (através do investimento no Tesouro), quanto porque faz dinheiro entrar no país (com as exportações).


De maneira complementar, é justamente a compra de produtos pelo mercado estadunidense que garante o que chamamos de superávit (altos níveis de exportação) na balança comercial chinesa e a estabiliza como uma das economias que mais exporta. A compra e a venda de produtos são extremamente necessárias, de formas diferentes, para os dois mercados.


E o mais irônico dessa história toda é que foram as próprias potências que, no começo do desenvolvimento de Pequim, se envolveram em uma relação tóxica de dependência. Os EUA tiraram proveito de uma mão de obra de baixo custo e consumo barato, ao mesmo tempo que mandavam suas empresas poluentes para a Ásia. As empresas em território asiático eram oportunidade de emprego ao mesmo tempo que oportunidade de desenvolvimento para um mercado que era novo na economia global. Saldo final e duradouro: nos EUA e China, baixa nos empregos e ataque ao meio ambiente, respectivamente. “Parceria” essa que dura até os dias de hoje, com altos níveis de emissão de carbono e economias dependentes.


Segundo o diretor da escola de investimentos internacionais do Grupo L&S, Liberta Global, Leandro Ruschel, a China não tem interesse nenhum em confrontos, pois seria muito mais afetada em termos de balança comercial (o total de exportações e importações de um país), já que sua economia é basicamente sustentada por exportações, 18% de tudo que a China exporta é comprado pelos EUA. No entanto, jornais chineses já falam sobre prejudicar a hegemonia dos EUA de forma permanente, colocando uma relevância mundial em Pequim como ator central do comércio global e um rival à altura dos EUA – mesmo que essas afirmações tenham um caráter de valorização própria.


A guerra parece não ser uma opção para ambos os países. Mas então, o que fazer? Se continuar no caminho atual, os EUA talvez comecem a perder cada vez mais espaço no cenário. Continuar as retaliações comerciais? Essa também não parece ser a solução, ainda mais se considerarmos a possibilidade de afetar outros países. As relações das duas maiores potências afetam os países do mundo de forma significante e, se pensarmos no ditado africano, “quando os elefantes brigam quem mais sofre é a grama”, aqui, a grama são todos os países do globo assistindo uma briga entre duas das maiores economias da atualidade. A história da relação dual entre EUA e China ainda está longe de acabar.




Quem são os controladores da PETROBRAS

Terça-Feira, 24/09/2019 às 06:00, por Adriano José da Silva

A Petróleo Brasil S/A (Petrobras) foi criada no dia 3 de outubro de 1953, pelo então presidente Getúlio Vargas, tendo como principal objetivo a exploração petrolífera no Brasil em prol da União, impulsionado pela campanha popular iniciada em 1946, cujo slogan era “o petróleo é nosso”. Consiste numa empresa estatal de economia mista, ou seja, é uma empresa de capital aberto, sendo o Governo do Brasil o acionista majoritário. A Petrobras atua nos seguintes segmentos: exploração, produção, refino, comercialização e transporte de petróleo e gás natural, petroquímica, distribuição de derivados, energia elétrica, bicombustíveis, além de outras fontes energéticas renováveis.


As instalações da Petrobras foram concluídas em 1954 e sua sede está localizada na cidade do Rio de Janeiro. As primeiras refinarias da empresa foram herdadas do Conselho Nacional de Petróleo, sendo a de Materipe, na Bahia, e Cubatão, no estado de São Paulo. A produção de petróleo teve início nesse mesmo ano e supria apenas 1,7% do consumo nacional.


Visando expandir sua produção, a Petrobras criou, em 1968, o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (Cenpes), cujo objetivo era proporcionar aparato tecnológico para a expansão da empresa no cenário petrolífero global. O Cenpes se tornou o maior centro de pesquisa da América Latina, recebendo vários prêmios do setor petrolífero mundial.


O slogan “o petróleo é nosso”, criou naquele momento da história e ainda alimenta de maneira muito forte o sentimento do povo brasileiro quando a assunto petróleo é debatido e o futuro da Petrobras está sendo discutido.


Atualmente a Petrobras está listada na Bolsa de Valores B3, tendo ações negociadas na bolsa de valores. As ações ordinárias (ON), representam direitos de propriedade e lucros (dividendos) sobre uma empresa. Elas também garantem voto por ação aos investidores para elegerem membros do conselho de administração (supervisor das principais decisões corporativas), no quadro abaixo está descrito a atual composição acionária da companhia e como está dividida:

CAPITAL TOTAL %
Grupo de controle 42,70%
Governo Federal 28,70%
BNDESPar 7,00%
BNDES 6,90%
Caixa Econômica Federal - CEF 0,10%
Investidores não-brasileiros* 37,90%
NYSE - ADRs 16,60%
B3 21,30%
Investidores brasileiros* 19,40%
Total 100,00%
*Free float 57,30%


O controle da PETROBRAS, pertence ao povo brasileiro e é exercido por meio do Governo Federal de maneira direta e indireta. Diretamente o Governo Federal possui 28,70% das ações da companhia. Indiretamente, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do BNDES Participações, cerca de 13,90% do capital e por meio da Caixa Econômica Federal 0,10%. Investidores não brasileiros, representam 37,90% do capital votante e Investidores brasileiros 19,40%. Cabe destacar que 57,30% das ações ordinárias da companhia são de livre flutuação, onde qualquer investidor poderá adquirir ações.


Independente se ideologias mais à esquerda ou à direita, esse debate sobre o futuro da Petrobras precisa ser realizado a luz de informações, estudos, debates e racionalismo. O desenvolvimento econômico do país passa por energia, energia barata e que atenda as expectativas de toda a sociedade brasileira.




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