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Colunistas


Borboletas ou curiangos

Quinta-Feira, 25/05/2017 às 08:00, por Celestino Meneghini

Não fosse a avalanche de suspeitas que pairam sobre o presidente da República Michel Temer, que jorram abundantes após a delação da JBS, os brasileiros estariam assimilando certa aura ao condutor da nação. Seus rituais sugeriam sabedoria republicana que o fariam, aos poucos, merecedor de crédito para ser tolerado. Ao se defender de acusação por envolvimento em propina, prevaricação ou obstrução ao processo judicial, questionou a validade da gravação feita pelo empresário Joesley Batista, em conversa velada. Expôs publicamente sua atitude alegando espantosa ingenuidade na conversa e a qualidade técnica das gravações. Ao mesmo tempo disse que não deu crédito aos fatos mencionados em relação à obstrução. Contrapõe acusações no campo da ampla defesa com sua habilidade de jurista. Em seguida vitupera contra pressão exercida pelo grupo JBS. E faz sua assertiva em tom de denúncia. Acusa o evento da gravação do tenebroso diálogo a manobra para obtenção de lucro com manipulação no mercado de ações e oscilação no dólar. Foi veemente e convicto, citando circunstâncias que mandou investigar. Com isso, cria situação estranhável diante do flerte que mantinha com o mesmo executivo criticado. A intimidade do presidente com Joesley vinha franqueando vezes de curiango (ave de hábitos noturnos). Temer qualifica como mero borboleteio. O autor da gravação adentrava com facilidade na porteira do Jaburu, na calada da noite. Nada contra a noite, mas a circunstância revela intimidade de tratativas. Teria o presidente, em plena efervescência das investigações da Lava Jato, com os segredos de Cunha ainda candentes, - o direito de ingenuidade em conversa de tão grave teor?  

Gravação em perícia

A gravação autorizada que mostra elementos da acusação de conluio contendo a voz de Temer, sem dúvida, apresenta imperfeições técnicas. A fricção do microfone escondido interfere, e o bolso interno do casaco impede a boa captação. Além disso, o perito particular contratado pela defesa de Temer, Ricardo Molina, parece lépido em parecer destinado à desqualificação da gravação, por conta de edição da fita original. A peça, no entanto, é gravação real, e será submetida a perícia.  O chefe da Perícia da PF em Curitiba, Fábio Salvador, diz que o incidente da perícia particular é “humilhação”. O STF aguarda resultado da perícia oficial, mas até Michel Temer admite autenticidade de trechos importantes. Dificilmente desmorona o contexto de prova, já que a fita em avaliação é fato real complementar.

Diretas

O desfecho dos episódios em torno da permanência ou não do presidente Temer no cargo antecipa o debate sucessório. Várias hipóteses, inclusive a continuidade do atual governo. Em caso de renúncia ou deposição, a Constituição prevê eleição indireta. Aí reside um grande problema que afeta a legitimidade do parlamento. Isso também é gravíssimo, já que os expoentes do legislativo também são acusados em grande número. A modificação constitucional para eleição direta não é simples. O movimento “Diretas, já” tem simpatia popular. Há quem tema o voto popular que pode surpreender qualquer dos grupos hegemônicos. Medo do povo prova a necessidade deste aval democrático. Afinal, tantos erros dos comandos da plutocracia permitem pensar que o voto direto ainda é o melhor.

Retoques:

  • Está demais o envolvimento de ministros e assessores no atual governo, inclusive os mais próximos.
  • É muita maçã podre no centro do poder. Não tem graça nenhuma a devolução da mala com mais de 400 mil dólares. O deputado Rocha Loures ainda deve explicar a falta de 35 mil.
  • Diplomado pela UPF e tendo atuado em nossa comarca, o promotor Fabiano Dalazen assume a coordenação do Ministério Público do Estado. Desde os bancos acadêmicos revelou liderança e competência.
  • Inglês com música é aula fabulosa na TV Cultura, todos os dias, com a cantora e apresentadora Amanda Costa e a professora Marisa Leite Barros. 




Maniqueísmo não ajuda

Quinta-Feira, 18/05/2017 às 08:00, por Celestino Meneghini

O episódio mostrado nas redes da comunicação social, sobre o depoimento de Lula, na audiência presidida pelo juiz Sérgio Moro, não serve para definir um placar de vencedor e perdedor. Um é ex-presidente e outro é juiz federal de primeira instância. A ânsia da multidão espectadora divide-se em entre prós e contra de forma maniqueísta, focada em sensação diferente do principal objeto no processo, que é prova das denúncias, ou ausência ou insuficiência destas. É possível aquilatar, no entanto, a compreensão sobre a conotação democrática que deve orientar os passos de um julgamento. A denúncia formalizada pelo MP pende de elementos técnicos de prova que enfrenta a versão de um argumentador versado na arte de expor suas razões. A insistência de Sergio Moro em reiterar situações acusatórias e a resposta desassombrada de Lula, sem dúvida, compreendem um momento do indispensável contraditório ou direito de defesa. É próprio do caráter democrático do processo criminal. Como diz a música “não se assuste pessoa...”. O desfecho só virá, ainda em primeira instância, com a sentença. Os recentes julgamentos no Tribunal Regional Federal mostram que recursos, de ambas as partes, podem modificar tudo. Isso é óbvio para quem vê a técnica jurídica, mas não é o mesmo para maniqueístas que tratam Moro como o “Justiceiro”, ou os fãs de Lula, que o enxergam apenas, e cada vez mais como herói nacional.

Provas

A prova no processo criminal é essencial. O momento da nação é único e exige forma com atitude de idoneidade das instituições que investigam e julgam. Os exageros e meros holofotes só prejudicam. O proselitismo ou o ufanismo eleitoral com ódios recíprocos prejudica a justiça que já é humana e sujeita a defeitos. O que importa é que os procedimentos disponíveis sejam aplicados, a todos! Isso poderá gerar uma nova atitude nacional de raiz, na defesa da seriedade alcançável.

Desdobramentos

O conjunto de valores a ser resgatado, com essa epopéia investigativa deve sacudir e gerar uma nova realidade na expectativa de valores também entre pessoas comuns. O momento é sério e talvez oportunidade única, para que a vilania de séculos não seja mais tolerada. A varredura só será válida se instalar uma vigilância permanente contra os focos de corrupção, crime que assola a sociedade civil, além do poder público. Neste sentido é mais que legítima a ação do povo que vai às ruas para exigir punição aos falsificadores do leite, aos que fazem das próteses e toda a logística de saúde um negócio sujo, e tantas coisas absurdas. É o direito de dizermos todos os dias que não agüentamos mais essas vilanias. Só assim evitaremos o estado de injustiça, ou a guerra interna.

Rede de advogados

O enredo é sempre o mesmo. Mal ingressam na elite financeira o crime se torna vício incontrolável em busca diabólica do lucro sem limite. Agora o MP/RS investiga advogados que negociavam valores para renunciar ações e prejudicar pessoas humildes que representavam em ações contra operadoras de telefonia. O questionamento investiga manobras fictícias e valores indenizatórios assinados por advogados das vítimas, protocolados em papéis timbrados de empresas que representam operadoras. O prejuízo é enorme!

Retoques:

  • Há coisas que só entendemos aos 69 anos. Diante das queixas ou manhas de guri, o pai e a mãe respondiam, a respeito de alguma dor no corpo: é falta de serviço! Não se falava em remédio. Essas dores passageiras, agora insistem com mais convicção, mas o primeiro diagnóstico ainda é o mesmo. Basta se mexer que muita coisa se resolve antes da primeira farmácia que povoam a cidade.
  • Algumas coisas mudaram na violência dos mortais que querem muito dinheiro a qualquer preço. Dizem que os camelos perderam as orelhas de tanto querer chifres – “camellus, cornua cupiens, aures perdidit”. 




As mães não morrem

Quinta-Feira, 11/05/2017 às 08:00, por Celestino Meneghini

A jovem professora lia pausadamente a história de uma família de filhos pequenos. Recém vindos do jardim da infância, esses momentos (de leitura) eram intercalados às lições de alfabetização, onde letras e algarismos pareciam formas curiosas como o vento aos primeiro tatelar de asas do pássaro ao sair do ninho. A narrativa, no entanto, teve momento impactante no final daquele primeiro capítulo. A mãe, que zelava pelo bem-estar dos pequenos faleceu, após grave enfermidade. A história daquela família prosseguiria em novos capítulos, incluindo o surgimento da madrasta que cuidaria dos infantes. Um menino ingênuo e pacato não saiu da sala de aula ao final do período. Correu incrédulo e indagou à professora: está errado, né? As mães não morrem! Com brandura no tom da voz, a jovem mestra respondeu àquela criança que toda a mãe um dia vai morrer, mas lá do céu ela continuará olhando seus filhos. O garotinho saiu correndo e foi para casa, ofegante e soluçando. Queria ver a mãe, sempre ocupada com o volume de trabalho para atender aos oito filhos. No balde lotado foi jogada a última peça de roupa torcida. “Ajuda, vamos estender isso!” Aquela mãe percebera a angústia do filho e suspendeu repentinamente a tarefa no estendal. Abraçou o menino e disse que viveria muitos anos, até que nenhum dos filhos dependesse dela. Depois anunciou que era hora de fazer a janta. A família estava reunida ao redor da mesa. Eram dez, e nove se sentaram para se servir. Ela era puro zelo. Ao redor da mesa se movia ágil e dizia palavras de paz. “Sem briga”, advertia, e circulava servindo, servindo, servindo e ajeitando talheres. À noite todos dormiam. Um deles, em meio ao sono soluçava. A mãe foi até ele, depositou um beijo doce como favo de mel, acariciou sua mão, e o menino dormiu em sono profundo.

Força natural

A humanidade parece perdida e tresloucada em guerras, ódios, miséria, e incompreensões. E a mulher mãe, tendo ou não gerado um filho, carrega o poder criador. Desempenha a missão de velar pelo ser humano na sua etapa de formação básica. É o desiderato intransferível da capacidade natural. Quem sabe, em nome da esperança, a condução dos humanos possa entender melhor a capacidade feminina! Não se trata de machismo ou feminismo, mas a simples razão deste poder que é a grande dádiva natural, ainda inerte pela insensibilidade na escolha de valores. Se ela pode presidir o momento mais importante da vida, é hora de recorrermos com mais convicção às mães.

Libertação

A data histórica da Abolição da Escravatura lembra a ferocidade da injustiça de estado contra índios e negros durante o período longo e sombrio de nossa Pátria. Os irmãos negros imolados em milhares de martírios escreveram com dor e sofrimento a própria história. Falta à sociedade de melhor sorte vencer o próprio aprisionamento e assentir ao apelo de verdadeira igualdade. Ousamos dizer que já se percebem os primeiros sinais de liberdade e respeito mútuo. Os prepotentes precisam libertar-se da mediocridade urgentemente, porque ninguém vence a esperança.

Promiscuidade

A investigação policial que remexe escândalos recentes é o centro da angústia nacional. Deve ser também a oportunidade real de reforçar princípios, perante todos. A preocupação de Janot, que sugere anulação da medida adotada pelo ministro Gilmar Mendes, beneficiando Eike Batista, adverte para os perigos formais e reais da promiscuidade. Não é simples julgar isso, mas o questionamento é parte da democracia.

Retoques:

  • De 2001 a 2013 são mais de 450 mil mortes no Brasil por acidentes de trabalho.
  • O desemprego e segurança do trabalhador deveriam ser prioridade ao se falar em reforma trabalhista!
  • A Venezuela está sem norte, pelo desemprego e fome. Qualquer argumento ideológico neste momento torna-se secundário se não apresentar solução.  




As ruas sempre falam

Quinta-Feira, 04/05/2017 às 08:00, por Celestino Meneghini

As pessoas começam a refletir sobre a cobertura dos grandes órgãos de imprensa em que a maioria deles não escondeu a tendência em minimizar a importância das manifestações de rua, dia 28 de abril. É verdade que numericamente não foi a maior manifestação de massa. Muita gente, mesmo descontente, optou por ficar em casa. Mas houve protesto contra as propostas da reforma trabalhista e previdenciária. As coberturas jornalísticas evidenciaram atos de violência que não nos parecem tão graves diante das ações pacíficas, ainda que toda a desordem seja condenável. De qualquer modo, ainda que estejamos rezando para Temer acertar medidas, jamais se pode afastar a vigilância popular. Ainda vivemos um coronelismo midiático.

A volta de Bial

Apesar de não nutrir grande simpatia pelo apresentador Pedro Bial (prejudicado pelo estigma do BBB), devemos confessar que o inteligente repórter está de volta. Ao entrevistar a ministra Carmen Lúcia foi sagaz sem embaçar o brilho da magistrada, que é (convenhamos) bem maior que ele. Teve a capacidade de destacar a entrevistada e ficar em segundo plano. A postura do “Conversa com o Bial” parece aplacar o narcisismo da Globo. Para ser justo é melhor reconhecer logo que o cara é competente, ainda que a simpatia possa vir depois. E Fernanda Torres inflamou a conversa ao falar do predatório governista de Sérgio Cabral no Rio. Bial retorna de temporada íngreme para seu prestígio e assume compromisso de jornalismo e arte. Seu estágio anterior era tempo perdulário, tipo “margueritas ad porculam” (pérolas aos porcos), como diz a citação latina.

Trump na França

A candidata Marine Le Pen, ultraconservadora, decidiu adotar o método de Donald Trump na disputa presidencial da França. No segundo turno enfrenta o centrista Emmanuel Macron, a quem as pesquisas eleitorais apontam como provável vencedor. Dos grandes jornais franceses, Le Figaro destaca como certa a vitória de Macron. Com a Europa tumultuada e a pressão da imigração, os rumos podem mudar em menos de uma semana. Há preocupação entre os partidos de esquerda que ficaram fora do segundo turno. O medo é do fenômeno Trump nos USA, que possa chegar à França. O que não deixaria de ser surpresa. Le Pen, com a pregação de intolerância em relação aos imigrantes, parece que partiu para o ataque do tudo ou nada.

Jamais

Explicamos que jamais insinuamos aqui a idéia de privilegiar o presidente Lula. Ao contrário, mesmo após a execração pela grande imprensa brasileira, entenda-se que as denúncias devem ser regularmente apuradas. Esta é etapa consumada e exaustivamente devassada em relação aos próceres petista. O que nos preocupa é a passividade em relação ao verdadeiro horror que se vê nas delações em relação a Sergio Cabral, Cunha, Aécio e tantos outros de aparição relâmpago nas manchetes. Nem cabe a ingenuidade dos petistas ao esperar qualquer condescendência da opinião da imprensa, depois de tanto fiasco que abalou até grandes projetos que o próprio partido implantou.

Oportunismo

Na verdade nem nos surpreendeu. Ouvi discurso que representa um pensamento assumido pelo setor mais conservador. A questão da ampliação ocorrida nos últimos anos, do acesso ao ensino superior aos mais carentes. Por incrível que pareça alguém insiste na idéia de que a crise se deu pelo excesso de oportunidades. A argumentação é de que primeiro precisamos melhorar o ensino básico ou médio. Não é possível. Inconcebível imaginar que faculdade gratuita seja incompatível com a necessidade de reforço nas escolas primárias. Ao contrário, é urgente que sejam alavancados os dois níveis simultaneamente, já que esperamos 500 anos. Ora essa! Esperar que esse sistema político elitista resolva aprimorar o ensino médio público???

Dr. Herton

Ao registrarmos o falecimento do advogado Herton Luís Soares de Moraes, manifestamos nossa tristeza pela irreparável perda. Herton que nos deixa prematuramente, foi profissional de elevado padrão, ético e exemplar. Nossas condolências aos familiares. 




Pariunt Montes

Quinta-Feira, 27/04/2017 às 08:00, por Celestino Meneghini

A visão sectária sobre a finalização dos julgamentos das denúncias e processos formalizados pode surpreender o desejo de condenações. Mesmo as sentenças de primeira instância proferidas pelo juiz Sérgio Moro, na operação Lava Jato, perante as leis penais submetem-se ao regramento de prazos prescricionais, recursos, e outras ponderações legais. A mídia indica que não se propõe aos esclarecimentos sobre a expectativa de punição. Ao contrário, vemos um cenário de incitação que insiste no pré-julgamento de agentes políticos apontados no palco da corrupção, repetindo depoimentos de menor concisão, e relatando como provas plenas de delitos. A insistência em incriminar Lula, por exemplo, gerou momentos de temeridade perante a missão de informar num conjunto de investigações que envolvem outro tanto dos fatos que não tiveram a mesma insistência. A impressão é de que foram esquecidos personagens citadas em suposta corrupção, como Calheiros, Aécio Neves, Cunha, e outros. O mérito desse processo gigantesco poderá resultar em condenações tanto para um segmento como a outro, no aspecto partidário. Mas não é a imprensa que decide. É o judiciário. O assunto remete a uma das grandes frustrações no episódio Apartheid que envolveu a luta heróica do líder Stephen Bantu Biko, na década de 70. Os cidadãos iam às ruas na luta libertária e eram mortos pela repressão branca. Biko conseguiu chegar à ONU para uma decisão favorável ao direito dos cidadãos negros, contando com a posição de países que prometiam acolher a proposta libertária. Foi dolorosa frustração. Biko, líder culto e corajoso fez pronunciamento marcante às nações. Citou a frase de Horácio dirigida ao senado de Roma: “Pariunt montes, nascetur Ridiculus mus” (as montanhas estão em dores de parto, e nasce um ridículo rato). Sem o socorro das nações poderosas, o herói voltou à luta nas ruas onde foi morto. Mandela retomou a caminhada.

Cuidar da esperança

A população brasileira mantém a esperança na investigação policial para punir corruptos. Os fatos denunciados na mídia fazem parte da necessária transparência. Os julgamentos antecipados, todavia, não devem semear futuras decepções por simples atitudes solertes de opinião. Recentemente tivemos a decisão do Supremo em relação ao goleiro Bruno, que deve continuar preso após decisão soberana do Tribunal do Júri. Isso mostra que existem circunstâncias processuais que decidem. Há casos de condenados por corrupção que poderão responder em liberdade até que a sentença transite em julgado. Cada caso tem suas peculiaridades.

Fortunas

A restituição do dinheiro roubado, nunca na sua totalidade, no entanto, é punição e eficiência. Repetimos o que estamos dizendo há muito tempo, que o bolso ainda é a parte mais sensível dos corruptos. A prisão afeta diferentemente o acusado. É vergonha íntima que alguns não sentem.

Sangue pela terra

A Pastoral da Terra, movimento social da Igreja Católica, atua na defesa dos agricultores assassinados em Colniza, no MT. É decepcionante o desdém do Congresso Nacional em relação à chacina. E não falta opinião idiota pretendendo diminuir a ação humanitária da Pastoral que se opõe a esse poder predatório de inescrupulosos que desmatam reservas florestais e matam pessoas pelo lucro desmedido. A morte de trabalhadores rurais e pobres das periferias urbanas não é percebida por pessoas de nível social mais abastado. Até a indignação humana está em crise!

Retoques:

  • Os principais postulados da reforma trabalhista logo serão conhecidos pelo propósito de desarticular a força representativa do trabalhador. Direitos fundamentais do operário sofrem diluição.
  • As lutas sociais sempre merecem ativação, quando nascem para melhorar a vida dura das pessoas. Recebemos a mensagem escrita por Davide Cali que observa o surgimento do bem como o nascer das flores: “ L’amour c’est une chose s’ouvre lentament...comme lês fleures au printemps.” As coisas certamente vão melhorar, mas é preciso esperar a primavera. 




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