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Colunistas


Deus criou pessoas iguais

Quinta-Feira, 23/02/2017 às 10:00, por Celestino Meneghini

 

Ainda vemos pessoas que relutam compreender uma sentença condenatória por ato de discriminação racial. Assistem perplexos. Talvez não percebam o grau de crueldade da humilhação ao cidadão irmão de pela escura. Permanecem insensíveis à gravidade do hediondo crime perpetrado pela humanidade e pelos brasileiros durante séculos de atrocidade. A escravidão imprimiu no DNA nacional a indelével infâmia cujas conseqüências sociais perduram em mais diferentes cenários da vida cotidiana. E ainda vemos atitudes mais compadecidas aos maus tratos a animais de estimação do que às ofensas raciais. E ainda temos barreiras indisfarçáveis na composição do mercado de trabalho em razão da cor da pele. Pobre humanidade. A farsa social, no entanto, encontra muralhas constitucionais, felizmente conquistadas pela luta que resiste ao tratamento desigual.
Saber e respeito
Volta e meia precisamos voltar ao divã da compreensão humana para tratarmos de insanidades no comportamento pessoal e até coletivo. Muita coisa está mudando, mas é preciso continuar gritando forte, sem medo. As cotas nas universidades mostram o quanto podemos ganhar em riqueza e fraternidade com a participação mais justa do negro, na busca do saber e nas práticas profissionais. A prepotência (hoje) tem a cor branca, como podemos ver neste momento de dor coletiva para a nação, em que a corrupção desmonta a dignidade brasileira. Esta é a prova de que os mais brancos não são melhores ou piores por causa da cor. As diferenças são a individualidade de cada um, com suas potencialidades, virtudes ou fragilidades, mas podemos e devemos produzir espaços de igualdade. O respeito é a virtude de uma nação. Chega de desperdiçarmos a verdadeira riqueza de nossa nação, para descobrirmos a força que brota no pleno respeito entre pessoas de qualquer cor.

Novo ministro
A Comissão de Constituição e Justiça do Senado teve 13 senadores investigados na Lava Jato, que sabatinou Alexandre Moraes indicado por Temer para a vaga do Supremo. Foram doze horas de sabatina no plenário. Momentos cansativos, não apenas pela tímida oralidade do candidato a ministro, mas pela natureza do implante de um subordinado do presidente. A sigla partidária é opção política que não pode desmerecer cidadão algum. Sem hipocrisia. A ligação direta do ministério político à Corte Suprema é intrigante.

Pensar pra frente
Os romanos costumavam dizer que “amor et tussis non celantur” (o amor e a tosse não se pode segurar). O senador Cristovam Buarque comentou na tribuna sobre a entrevista concedida a uma revista pelo líder Humberto Costa, do PT. Costa propõe evolução do debate nacional, incluindo superação de pragmatismos como a relutância ao golpe que tirou seu partido do poder, e também a defesa cega de acólitos radicais de Cunha e companhia. O líder petista pediu desculpas pelos erros na política nacional. Isso tudo porque é grave demais a situação do país e as lideranças devem atuar com urgência para encaminhar soluções. Sem abandonar as lutas partidárias, mas avançar no debate. O passado está comprometido demais com os preconceitos de ambas as partes e precisamos recomeçar o que está demorando demais. Não se trata de anistiar o crime, mas atuar contra o ultraje à democracia com eficiência nas suas causas de degradação. Mesmo com tudo o que precisa ser feito, a exemplo da Lava Jato, há coisas que precisam ser assumidas já! A tosse é terrível; difícil contê-la, mas existe o amor que não podemos segurar!
Retoques:
?As elites salariais devem ser cobradas neste momento de descontrole que aflige o povo. Supostamente são talentosos. Têm o dever, portanto, de achar soluções!
?Remédios no Brasil são os mais caros do mundo. Falta sobriedade no enfrentamento dos cartéis e da corrupção.
?Romero Jucá afirma que não é réu o que lhe dá o direito à disfemia, ao cunhar seu conceito com a expressão “suruba selecionada”.

 




Indultos e redução de pena

Quinta-Feira, 16/02/2017 às 10:00, por Celestino Meneghini

A presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Carmen Lúcia, mantém atenção ao funcionamento do judiciário nos estados, visando atender a demanda de detentos com direito a benefício de liberdade. O mutirão é retomado para aliviar tensões nos presídios. No último encontro de presidentes dos tribunais estaduais com a ministra do STF em Brasília ficou evidente a diferença de realidades prisionais nos estados de nosso imenso território brasileiro. Questiona-se até o acesso de juízes para averiguar situação dos presídios. Não são raros os casos em que os comandos das facções nas penitenciárias evitam a presença de juízes em inspeções. Essa realidade assusta, ainda com algumas exceções, como em Santa Catarina. O estado gaúcho está num limite constante diante da ação dos comandos criminosos, facilitada pela superlotação. Está custando caro o combate ao crime instalado pelo sistema de descontrole nas cadeias. O movimento do judiciário, em conjunto com as defensorias públicas e MP deverá ajudar um pouco na distensão carcerária, mas o furo é mais embaixo. Estamos lidando com uma inteligência bandida que se fortaleceu velozmente nos últimos anos. Revisão de indultos e progressão de regime é competência do judiciário, mas pouco significa diante da realidade penitenciária.

Presos que aprisionam
A escalada do crime organizado nos presídios é aberração de difícil desmonte. Ao longo dos anos, o tráfico instalou estratégia presente em todos os segmentos possíveis e tidos como impossíveis. A mistura dos confinados de diferentes graus de periculosidade propiciou recrutamento forçado de novos militantes a partir dos cárceres. Os comandos criminosos prendem presos comuns a seu serviço, e cooptam agentes. Lá fora da cadeia a organização mantém a tática de guerrilha formando a própria inteligência com profissionais especializados desde a advocacia a outras profissões, como forma de infiltração no poder. Armas não faltam. As facções trocam estratégias entre si para dominar guarnições estatais. O tráfico de drogas é cada vez mais especializado. Hoje as facções nas cadeias prendem demais a sociedade, dentro e fora. O presídio é o forte pensante do crime, que hoje tira a liberdade e segurança do cidadão e captura o estado.

Desapossar
Ao falar em nome da Associação dos Juízes Federais, o magistrado André Prado de Vasconcellos destacou a importância de desapossar o criminoso. Tanto os traficantes como os corruptores organizados são imediatamente atingidos ou imobilizados, ao perderam o dinheiro, automóveis e casas. O corrupto é absolutamente capitalista.

Autoridade
O Congresso Nacional, ocupado por expressivo número de envolvidos em denúncias, insiste em se proteger mediante lei que revise a questão do abuso de autoridade. Qualquer magistrado, juiz ou policial é capaz de entender a linha do excesso. O princípio é republicano, e nem autoridade fica acima da lei. Começa a ficar perigoso para punibilidade necessária, no entanto, a insistência da tese sobre o crime de hermenêutica. Esta visa punir como excesso sentença reformada em instância superior. Difícil resumir a questão, mas seria um modo de conter a severidade. Parece temerário! Desse jeito não há ambiente legítimo para a matéria,

Extrema vaidade
Sérgio Cabral e sua esposa Andrea Ancelmo superaram limites da voracidade e investiram no luxo o dinheiro da propina. A propósito, o rei Salomão já advertia (logo ele): “...kai panta, mataiotes” – do grego, tudo isso é vaidade. A extrema vaidade torna o delinqüente insensível diante da miséria que causa. A polícia já repatriou mais de R$ 200 milhões e vai buscar outro tanto em jóias, ouro e tudo o que parecia apenas maravilhoso.

Retoques:
Não ficou bem para a credibilidade do governo a pressa sugerida no Senado para aprovar o nome do ministro Alexandre Moraes para o STF.
A corrupção faz parte do pior fracasso humano. Fora isso, continuamos a utopia da fraternidade da esperançosa onda iluminística.

 




Cunha e o direito de defesa

Quinta-Feira, 09/02/2017 às 08:45, por Celestino Meneghini

O acusado Eduardo Cunha, aliado do Presidente Temer e rompido com Lula e Dilma, está sendo julgado por suposto crime de corrupção, entre outros. O único julgamento condenatório remanesce da esfera parlamentar, cassado por infringir regulamento ético. No seu depoimento em juízo afirmou envolvimento de Temer nas articulações que envolvem toda a trama lesiva investigada pela operação Lava Jato. A credibilidade de Cunha não é boa. Tudo depende de investigação. Pode ser que não passe de mera escaramuça de seu direito de defesa. Tem muita coisa que ainda pende dos relatórios de delação premiada dos executivos da Odebrecht, em segredo de justiça. A afirmação de Cunha, sumamente grave para o cenário político é parte de seu direito de defesa, se é que isso possa significar alguma coisa para suas culpas. E Cunha não foi ainda sentenciado, não foi condenado nem absolvido. Na tentativa de se colocar como sofredor alega aneurisma reprimido (seria isso), e não usa pudor ao se comparar com a saudosa Marisa, ex-primeira dama do país, recentemente falecida. Num primeiro momento parece oportunismo. A alegada enfermidade deve ser avaliada pela medicina. Mesmo assim, é um direito de defesa que não serve de escoima para minimizar os atos de perversão que lhe são atribuídos. A violência com que usou o poder na presidência da Câmara Federal vem definhando. Vai usar tudo o que pode e até o que parece inaceitável para se defender.

Partilha da falcatrua

As situações de pressão contra o crime também são previstas em lei; e surtem seus efeitos. Quando desaba, a clave da lei, sobre criminosos que se consideravam intocáveis, a realidade de quem não tem mais o poder é chocante. Machado de Assis descreve: “Nada falta ao poder; quando o poder acaba; nada; nem a calúnia, o escárnio, a injúria, a intriga. E, por triste coroa à merencória liga, a ingratidão que baba.”

Pusilânime
Apreciamos a sonoridade das palavras. De quando em vez encontro alguém que partilha da curiosidade, como douto advogado Luís Juarez Nogueira de Azevedo. E por sua sugestão lembramos que a expressão é curiosa, ainda que tida como vetusta. Em Eça de Queiroz, e críticas de D. Pellegrini a Machado de Assis são comuns as citações. Pusilânime é adjetivo de dois gêneros e significa covardia, fraqueza de ânimo. Do latim, “Pusillis (frágil, fraco), mais “anima” (alma). Fraco de alma. O vocábulo tem sido aplicado mais num sentido ofensivo. Ato de covardia ou omissão ainda é definido pelo substantivo “pusilanimidade”.

Espírito Santo
Vitória vive situação de descalabro que desafia observadores e psiquiatras sobre o que pode acontecer com a multidão. Dezenas de lojas arrombadas, no momento em que a polícia está paralisada. Pessoas não saem à rua com medo de balas perdidas e assaltos. A morte ruge nas ruas e calçadas. Fatores que parecem comuns transformam-se em estopim perigoso. O Clima de ódio é cumulativo.
Damasco
Bashar al-Assad é denunciado por extermínio de cidadão sírios, sem o direito de defesa. E Damasco é palco de disputas bélicas internacionais. São 13 mil execuções. Isso se espalha, com a ressonância do tom implacável de Trump em clima de ameaça na América do Norte. Tudo influencia e repercute no mundo todo, portanto também no Brasil.

Retoques:
A onda de crimes praticados via internet fomentam clima de ódio e desconfiança. A tecnologia acelera e torna comum o crime e agressões covardes.
Yamandu Costa, filho do músico falecido Algacir Costa, que viveu a primeira infância em Passo Fundo, comanda programa que resgata valores da arte no violão, na TV Cultura. Compartilha sua genialidade.
Paulo Monteiro, no programa Literaturo Local (TV Câmara) apresentou o nosso prezado Artêmio Nascimento e seu livro O Legado de uma história de vida. Muito bom!

 




Não enxergamos o abismo

Quinta-Feira, 02/02/2017 às 10:00, por Celestino Meneghini

Estamos assistindo curiosos os movimentos do presidente dos EUA, Donald Trump, com inusitado interesse incitado pela mídia brasileira. Vemos, apreensivos, as medidas presidenciais que julgamos pouco sóbrias para a desejada paz do mundo. Mais do que a reflexão sobre a consciência política do povo do império do Norte, estamos alertas e prontos para julgar, conforme a moda brasileira. E julgamos o Trump! Viramos “trumpistas” ou somos oposição ferrenha nos Estados Unidos. Quanta impropriedade! Alguém tem interesse em polarizar o interesse brasileiro no presidente americano. Mas estamos perdendo a capacidade de olharmos para o próprio umbigo. O desemprego assombra nossa pátria, assolando famílias e tirando o sossego de nossa gente. E ficamos anestesiados, olhando pra outro país, como o montanhista em repouso contemplando o vôo absorto do condor. Que lástima! O fogo se alastra em nossa cozinha, mas ficamos na janela olhando o que se passa na rua. Ninguém mais defende as políticas de ajuda aos desempregados e todos os perdedores da fome e miséria. Foram anos de ajuda aos pobres combatendo a fome. A questão da corrupção é outro assunto. Referimo-nos à redução da fome, programa prioritário que corre o risco de ser esquecido. Desemprego e fome não nos assustam por quê? Está na hora de nos desligarmos um pouco dos cachorrinhos de luxo e do presidente Trump para nos concentrarmos no abismo da fome e miséria aos nossos pés!

Eike fumaça
O pretenso milionário Eike Batista foi transformado no centro de todos os noticiários contrariando a própria fleuma do acusado de corrupção ativa. Enquanto uma caixa preta de 77 delatores da Odebrecht permanece hermeticamente fechada, os citados no beneficiamento de propina ganham tempo para escaramuças. Para ajudar os indigitados líderes políticos da Lava Jato, a mídia age em cumplicidade desviando o foco. É inusitada a exploração de detalhes de Eike, mantido sob holofotes desde sua chegada até o cardápio na penitenciária. A mídia é inexcedível. Descreve o compartimento prisional, o cardápio, e detalha até o sanitário, concluindo como inédito o fato de Eike Batista fazer necessidades fisiológicas, como defecar e urinar. Enquanto isso é jogado na vala justiceira, as brumas de sua queda financeira encobrem a avalanche de revelações dos 77 delatores. E a cabeça raspada do ex-milionário, fitando a maior mina de ouro adquirida na América não deixa o detento cair das nuvens. E o show continua, mesmo com a bomba prestes a explodir no colo do poder político. Um milionário objeto de zombarias desnecessárias, mas que serve como boi de piranha no campo minado das denúncias de corrupção.

Desigualdade
Temos um nó górdio inflamando a saúde política do país, a partir da realidade representativa no Congresso. A maioria dos parlamentares representa forças de elites conservadoras que continuam renunciando ao debate sério sobre a desigualdade social. Com o desemprego isso agrava a tensão.

Bebida barata
O debate jornalístico que ativou o programa da UPF-TV, apresentado pela Zulmara Colussi, no Estúdio-4, é de evidente força na orientação social. O médico Paulo Reichert, a promotora Clarissa de Simões Machado e José Rodrigo, dos moradores do centro, além do Manfroi, dos supermercados, ilustraram bem a questão do consumo de bebidas alcoólicas. Principalmente envolvendo jovens e adolescentes. Circunstâncias mais recentes indicam perigos e necessidade de retomar o assunto como indutor de condutas sociais e de saúde pública, mais graves do que comumente se percebe. Álcool, nem de brincadeira!

Retoques:
Não devemos nos iludir com o governo Trump, que representa o poder dos ricos.
A grande maioria do povo e empreendedores sérios vai continuar lutando, mas a recuperação do Brasil não será tão rápida.
As reformas necessárias, bem ou mal apresentadas, têm um tempo curto para aprovação, principalmente na previdência. Em 2018 teremos período eleitoral que anula qualquer esforço.

 




Existem pessoas de bem

Quinta-Feira, 26/01/2017 às 09:40, por Celestino Meneghini


Vale apelar para as mais profundas razões do respeito humano, nesta hora de angústia avassaladora em que se desnuda o roubo do dinheiro do povo. Se não fosse a ação policial e dos denunciantes, do MP, imprensa, anônimos, ou delatores, a perversidade da corrupção teria tornado o Brasil o grande inferno do mundo. Sobrou pelo menos o direito de permanecermos num purgatório injusto para quem é honesto, olhando para o alto em busca de luz. É hora de apelar às mulheres de boa vontade. Mais do que buscarmos entender a onda férrea de nacionalismo liderada pelo presidente Trump, cabe-nos olhar para o exemplo de Michelle Obama, forte, ereta, incólume aos desvarios do poder, exemplo de dignidade ao lado do marido. Aqui no País, a advogada Adriana Ancelmo mostrou péssimo exemplo ao movimentar em seu escritório milhões das propinas de seu marido ex-governador do Rio. E tudo com soberba escarninha, ostentando jóias caríssimas. A mulher de Eduardo Cunha teve seus dias nababescos, exibindo fotos de compras em jóias, sapatos Louboutin, bolsas Vuitton, ou perfumes de princesa, como ilustra o jornalista Alberto Dines. É o sarcasmo de milhões da propina que jorraram com o petróleo sujo prejudicando nossa nação e países pobres da África.


Uma juíza no Supremo
Mas, em meio a esta tristeza, aqui no país tropical, surge uma voz de esperança. É a figura pálida e suave, mas de voz cortante, a ministra que preside o Supremo Tribunal Federal. Carmem Lúcia, que comanda o STF, suave e simples, aparece como figura predestinada à missão perseverante no ofício da suprema magistratura para agir com firmeza no combate à corrupção. Já deu demonstração de continuidade ao trabalho de Teori Zavascki, cuja morte exige explicações. A ministra já demonstrou sua indignação.

Ramificações
Os delatores da Odebrecht, acossados pela força do destino legal, no trabalho planejado pelo falecido ministro Teori, concentram a espera por vigorosas denúncias. A presidente do STF chancela o ritual de reconhecimento das delações para homologação. Carmen Lúcia vence a consternação e assume posição firme que o momento exige. Ao mesmo tempo, países da África, Panamá e Guatemala confirmam a ramificação da propina com participação da Odebrecht.

Abalo
As empresas de grande porte envolvidas na corrupção certamente acumularam lucros fantásticos. Não veem o doloroso desemprego que causaram. A voracidade do lucro torpe não levou em conta a advertência milenar dos romanos “camellus cornua cupiens, aures perdidit” (o camelo, desejando ter chifres, perdeu as orelhas). O clima instalado por esses mega grupos do Brasil é devastador e atenta contra o esforço de nacionalidade. O roubo deixa rastro sinistro de descrença e uma orfandade para a empresa nacional.

Desguarnecido
Segmentos que dependem de vigilância permanente já não recebiam atenção há mais tempo. Fala-se hoje em forças do Exército Nacional e Polícia Federal como socorro de urgência para guarnecer as fronteiras por onde são traficadas armas e o tóxico. Num governo sem a necessária credibilidade, onde acusações derrubam ministros a cada momento, fica mais difícil vigiar uma fronteira de 16 mil quilômetros. Por isso a meta de estabilização fica mais lenta.

Escândalos
Nos estados e municípios a crise aponta a injustificável diferença de seriedade nas administrações. Os escândalos revoltam comunidades carentes.

Passo Fundo
Felizmente, nosso município que foi presidido em duas gestões de Airton Dipp e agora Luciano Azevedo no segundo mandato, mantém a seriedade. Esse cuidado é alento para vencermos um período que apresenta desafios.

Retoques:
Já pensou no que reserva um período de cadeia que pode ser realidade para criminosos de elite da Lava Jato e outras operações policiais?
Muro na fronteira com o México, restrição a imigrantes de países muçulmanos e o nacionalismo imprevisível do presidente Trump podem ser estopim ao terrorismo.




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