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Colunistas


Nações e direitos humanos

Quinta-Feira, 13/12/2018 às 06:00, por Celestino Meneghini

Celebramos os 70 anos da proclamação universal dos Direitos Humanos, com várias conquistas para a vida em sociedade em campos bem nítidos. Em alguns aspectos, no entanto, constatamos a degeneração de liberdades que afetam a compreensão do que deva ser princípio intocável do respeito a toda a criatura. O estado permanente de guerra tem a conivência criminosa das principais potências mundiais. O continente africano é dizimado sob a maior crueldade em meio às lutas fraticidas de países que dispersam recursos naturais de subsistência em tiranias. Nações ricas das potências europeias e Estados Unidos usam a interferência ambígua e condicionada ao interesse de grandes grupos multinacionais, de sua própria hegemonia. O interesse imperial dessas mesmas potências não ataca devidamente os tiranos a não ser para manobrar interesses na exploração de riquezas, especialmente diamantes, alta mineração, e o petróleo. Raros exemplos de lutas internas, como a luta contra o Apartheid na África do Sul chegam a um patamar de igualdade social.O movimentodas nações que assinaram o tratado dos Direitos humanos como consequência imediata após a última guerra mundial, em 1948, veio eivado de intervencionismos que protegem o poder econômico. Esses interesses toleram a extrema miséria, fome e extermínio em várias nações africanas. As ditaduras, todas elas, que assolam países em desenvolvimento ou pobres do planeta, sofrem tutela ou omissão das potências que confundem as liberdades essenciais.

 

Morte no campo
Os movimentos sociais e democráticos que hoje lutam pelo acesso à terra são vistos, pelos comandos de opinião, como ameaça à propriedade privada. O que acontece ainda hoje é o paradoxo, verdadeiro abismo de acessibilidade fundiária. Respeitável parcela das grandes propriedades rurais tiveram início em favoritismos históricos, acentuados no recente período da ditadura militar do Brasil. O regime cartorário burlado e a força armada paralela expulsaram ocupantes ou posseiros de terras da União em pequenas áreas antes que legalizassem as propriedades de subsistência. Os movimentos sociais de reforma agrária também praticaram atos de invasão ou ocupação em circunstâncias de discutível legalidade, mas sem o poder de pressão dos que literalmente invadiram territórios imensos de áreas públicas, até hoje em litígio desigual, se comparado aos avanços do MST.O que agrava é a escalada da violência com o recente período de assassinatos de 1.833 campesinos, conforme revela levantamento desde 1985, até hoje.

 

Crueldade
No último sábado, dia 8 de dezembro, o acampamento de Alhandra, na Paraíba, foi invadido. Dois líderes assassinados. José Bernardo da Silva e Rodrigo Celestino lideravam grupo de camponeses que sobreviviam de hortaliças, mandioca, mais alguns produtos que vendiam no cultivo de uma terra ocupado por improdutiva. Eles foram fuzilados. O trauma da luta pela terra ainda estava vivo após massacre de 25 de maio deste ano na Paraíba, onde foram mortos covardemente dez trabalhadores rurais de uma ocupação. Armas potentes cuspiam rajadas por todo lado e os jagunços riam do terror que espalhavam entre as famílias nos barracos. A letargia nas políticas de assentamentos agrários e o desmando brutal não são devidamente considerados oficialmente. Prevalece a política de demonização dos sem terra, e nada mais.


Liberdade
Em tantos momentos da vida humana, como no massacre nazista, a falta de liberdade levou-nos a não nos reconhecermos como humanos. Um sobrevivente ao holocausto que vive no Brasil, ao sair de casa e poder andar pela cidade definiu: Pequenas liberdades são imensas, se você esteve no inferno!

 

Mandela
Nelson Mandella construiu movimento de salvação e liberdade na África do Sul, ao perseverar na luta pela igualdade racial. Disse que negar o direito de alguns é oprimir a todos, até o direito de ser solidário.

 

Mesa Um no Capingui
A caravana da confraria Mesa Um do Bar Oasis terá o encontro de encerramento das atividades de 2018, neste sábado, sob a presidência vitalícia do Dr. Rui Carlos Donadussi. Será ao meio dia, na casa de campo do empresário Vis Gabriel, no Capingui, e o tradicional churrasco assado no fogo de chão.




Dia de Ricordi

Quinta-Feira, 06/12/2018 às 06:00, por Celestino Meneghini

Será nesta sexta-feira, no Teatro do Sesc, a quarta edição do Ricordi D’Itália – in concerto. Égrupo de coralistas amadores que vêm cultivando canções italianas com muita dedicação e vontade há quatro décadas. A capacidade e desvelo voluntarioso da DrªGlaci Bortolini é a expressão de uma existência que prima essencialmente pela cooperação no propósito cultural e artístico. O esforço espontâneo é de todos em fraternidade. A história da música italiana carrega conteúdo e emoção de muitos descendentes que chegaram ao nosso país, vindos da bela e sofrida Itália. Assim, o espetáculo traduz sentimentos e parte da vida nos sucessos musicais orientados e ensaiados pelos maestros Davi Reginatto, Teresinha Fortes Braz, e a celebrada pianista Márcia Oltramari. Ingressos à venda na Secretaria da Catedral, ou pelos fones: 9 9912 1585/ 9 9931 1076. Será espetáculo maravilhoso!

 

Trabalho
A mão de obra do trabalhador, aliada à tecnologia e empreendedorismo, forma o cerne da almejada luta para melhor norte à vida dos brasileiros. Observa-se nos momentos de inauguração de obra da construção civil, em que o operário que assentou tijolo por tijolo não é citado nas loas de mais um êxito do empreendimento. É lembrado apenas nos palanques eleitorais sem o merecido respeito pela sua real significação. Também não se vê, entre as figuras que são projetadas entre os heróis de justas conquistas. Há uma legião de trabalhadores fiéis ao capital. E sabemos do valor desta grande maioria que leva adiante sua família, defendendo o pão e as necessidades básicas, num verdadeiro milagre de sobrevivência familiar.

 

Memória e conquistas
A supressão do Ministério do Trabalhodesbanca mística de uma longa história de lutas pelo reconhecimento da força trabalhadora. É evidente que a burocracia do ministério está contaminada pela corrupção. Não será, no entanto, uma supressão fictícia que vai resolver o desplante de tantos erros de governo. O trabalhador e sua memória histórica na construção deste país não merecem pagar por tantos erros. Ao contrário, o valor de quem trabalha deve superar definitivamente a penumbra impregnada em nossa cultura, de que o trabalhador é secundário na restauração do equilíbrio do Brasil. É, ainda, a mais cruel influência da secular escravidão. É com a valorização de quem trabalha que nos reergueremos de tristes momentos da nossa vida pública. Nunca tentando apagar a aura de conquistas.

 

Flecha Negra
José Tarciso de Sousa – o Flecha Negra teve uma história empolgante na sua trajetória como atleta. Sua cordialidade e exemplo de atleta gremista tipo puro sangue, deu muitas alegrias aos torcedores. Quando morei em Porto Alegre, conversei várias vezes com Tarciso, que chegou a jogar na seleção brasileira. Vi-o jogar muitas vezes. Sua morte enluta o esporte. Permanece como símbolo de nosso futebol.

 

Previdenciária
O presidente Bolsonaro expôs preocupação séria com a previdência, ao citar o que aconteceu com a Grécia. Além da idade de aposentadoria, a questão dos elevados rendimentos, alguns injustificáveis, precisa ser modificada. Já temos a realidade de assustadoras diferenças sociais e preocupa o que pode ser pior.

 

Saneamento
Desculpem a insistência, mas o saneamento básico é fundamental. Somos um país pródigo na produção de alimentos, mas a miséria ambiental é ainda alarmante no tocante ao esgoto cloacal. Não é possível melhorar as condições de vida ou moradia, sem eficiência mínima na coleta e tratamento do esgoto. O otimismo começa em casa, quando respiramos. Também é urgente vermos rios sadios, como o nosso rio Passo Fundo que já fez parte de nossa infância. A saúde começa com uma cidade saudável.

 

Júlio Pacheco
O advogado e jornalista Júlio César Pacheco realiza importante divulgação sobre as relações de consumo. Em suas colunas em ON não são apenas aspectos curiosos em relação ao consumidor, mas a orientação questiona sobre direito das pessoas em relação a inúmeras investidas que assediam o cidadão. A desvairada pressão de escritórios que fazem intermediação de empréstimos compulsórios realmente está fora dos limites de tolerância.




Escola sem censura

Quinta-Feira, 29/11/2018 às 06:00, por Celestino Meneghini

Toda a discussão de orientação educacional tem sua importância e fulcros compatíveis com o estado republicano. A vitalidade conservadora passou a existir e investir fortemente em postulados que refletem conclusões estratégicas para combater o comunismo. As propostas no Congresso Nacional que visam estancar suposta escalada de liberdades na educação segregam censura. O texto que tramita no legislativo não chega a criminalizar o professor, como propagam os opositores à ideia. Pretende limitar a escola de todos os partidos. O problema é que se espalha pensamento de ordem fundamentalista contra escola de amplos horizontes, ainda que esta possa significar conflitos com a sociedade e a própria visão dos pais. Os reclusos familiares também podem ser debatidos, neste andar veloz das contradições. Todavia, a escola sem censura é mais palatável. E não há dúvida de que nos deparamos com paranoias, de ambos os lados, que podem prejudicar o avanço pedagógico nas escolas.

 

Professor forte
Professor dedicado, exigente e hábil, não pode ser raridade. Neste sentido, a polêmica da escola de todos os partidos, ou apenas de uma corrente partidária, é desatenção à prioridade. A base do aprendizado deve crescer. O conhecimento dos fundamentos pende de mais solidez. Infelizmente estamos decrescendo na fixação do saber fundante, como ler e escrever. O elementar é ligado diretamente ao professor, que deve ser prestigiado. Daí, os passos seguintes, situam-se na linha do pensamento do saber. A ideia e o pensamento são de todos, indômitos. Como diz o ditado italiano: “Pensiero non paga gabella” (pensamento não paga imposto). Com o básico imprescindível inicia-se o processo de formação individual. Fortalecer o professor, inclusive com remuneração digna, é passo indispensável para formação libertária. Se o cidadão será comunista ou não, ou se terá apenas o olhar para dois sexos (feminino e masculino), não será definição que se resolva via fundamentalismos. Há quem, em nome da religião ou crença, condicione o desígnio divino a seu crivo humano, desnaturando a complexa questão sexual. É o mesmo que fincar moirão podre no banhado.

 

Auxílio moradia
A difusão dos números que elevaram a remuneração do judiciário Brasileiro causou preocupação entre maioria daspessoas. A repercussão da matéria terá novo choque quando os estados tiverem que pagar o aumento sob o efeito cascata no Ministério Público e casas legislativas. Nos segmentos beneficiados estão justamente os que sabem o que significa o represamento salarial do magistério e a crise do país. Ninguém duvida que magistrados, procuradores e promotores pagos pelo estado devam ser bem remunerados. O momento, com garantia apenas para castas salariais do estado combalido, causa estranheza. A única explicação que certamente se ouvirá de Bolsonaro é de que: o que está feito, está feito. O ministro Luiz Fux revogou o auxílio moradia dos magistrados. Muita gente está pensando: pelo menos isso!

 

Mais pobres
A renda dos mais pobres caiu em relação ao ano de 2016. Os mais ricos ampliaram rendimento. A vilania dos juros comandada pela política dos banqueiros deixa os assalariados médios e pobres em desespero. Quem tem dinheiro compra tudo mais barato, na regra da oferta e procura. A política tem como interferir nisso. No Congresso não passa qualquer anistia para pequenos produtores sem beneficiar os grandes devedores. Com as multas ambientais ocorrem barbaridades de favoritismos. Projeções de sadio capitalismo indicam que empobrecimento e redução da economia doméstica não é bom. No final todos perdem!

 

Pessoas difíceis

Não me recordo de ter revelado coisas sobre dificuldade nos relacionamentos com pessoas narcisistas, histriônicas, invejosas, ou psicopatas de diferentes escalas de afetação. Mesmo assim o livro “Convivendo com Pessoas difíceis” de Jorge A. Salton aborda circunstâncias de um cotidiano de espantosas coincidências universalizadas. Aprofundando temas pertinentes aos fenômenos do maniqueísmo e empatia, o autor revela invulgar capacidade em oferecer o pensar científico (de médico psiquiatra) para melhorarmos as relações. Desprendimento e alta capacidade fecham contexto de valores contidos na obra.




Heróis brasileiros

Quinta-Feira, 22/11/2018 às 06:00, por Celestino Meneghini

A maioria negra, que é a maioria (repito) da população nacional, entendeu que é preciso ocupar os espaços que são seus. Na economia, com inteligência e criatividade, ou nas artes, são evidentes os avanços. Zumbi dos Palmares é o símbolo do sacrifício cruento na luta heroica hoje assinalada como Consciência Negra. A tristeza que assolou o povo escravizado fez-se lamento, depois canção e ritmo próprio, irrompendo de quatro séculos de horror. O racismo restou reproduzido na cultura mundial e do país, mas é preciso falar de reconstrução étnica. Hoje há uma economia determinada pelo trabalho aprimorado e evidentes pendores artísticos. A nova aurora libertária emerge da posição de vítima ao protagonismo. Há beleza na negritude, no gesto e potencial afetivo, ou na própria estética física.

 

Pérolas Negras
Os programas do Canal 150, Canal Brasil, neste dia 20 de novembro, revelaram a grande obra de longos anos sob a influência de majestosos vultos de valorização racial para a negritude. São as Pérolas Negras, projetando a produtividade no campo econômico e revelando essa fortaleza racial que sempre brotou no tempo. A narrativa, ancorada pela elite social nos comandos, não aguentou a pujança verdadeira de povos que fizeram de fato a riqueza e o sentido de vida de nosso país. São muitas e nobres as histórias de resistência, dos guerreiros patriotas esquecidos entre a fumaça de guerra criada pelos comandantes brancos; São os ternos do Nordeste que lembram a marcha insistente de Chico Rei, cantando para ingressar na Igreja do Rosário, onde só entravam brancos. Hoje é a igreja de todos. O artista negro, Grande Otelo (ator, cantor e compositor) que encantou infâncias, já dizia: “hoje pode ser branco ou preto, sendo pobre, - carrega as marcas da escravidão”. É isso, como já ouvi observar, pois a opressão se estendeu a todos, ao direito por vida digna. Lembro impacto causado pelo surgimento de Luiza Maranhão, a mais bela mulher de seu tempo, na capa da revista Cruzeiro. A primeira negra com tal distinção causou espécie na mediocridade burguesa. Hoje a beleza negra impõe-se com visibilidade.

 

Liberdade
Num programa dedicado aos sobreviventes judeus, perseguidos na segunda guerra, pelos nazistas, um poeta polonês diz: Liberdade, tu és como saúde, só se dá o devido valor quando se perde!

 

Jorge Salton
Nesta quinta-feira, dia 22, o médico psiquiatra e escritor Jorge Salton fará lançamento do livro “Convivendo com Pessoas Difíceis”. O acontecimento será na Livraria Delta Shopping Passo Fundo, a partir das 18h.

 

Ricordi D’Itália
Será no dia 7 de dezembro a apresentação do Coral Ricordi D’Itália, em sua quarta edição “in concerto”. O espetáculo terá lugar no Teatro do Sesc. O ingresso é R$ 30,00 – à venda na secretaria da Catedral ou pelos fones (54)9 9912 1585/ (54) 9 9931 1076. O coral tem uma história de trinta anos na comunidade, com músicas italianas variadas.

 

Dívida doméstica
Os sistemas de mídia eletrônica invadem os aparelhos de todos os brasileiros oferecendo insistentemente créditos e mais créditos bancários. É pressão acintosa que conduziu muita gente à dependência do cartão de crédito. A dívida doméstica, com lucros escorchantes aos bancos faz pirar a cabeça. O governo tem que meter a mão no juro do cheque especial.


Saneamento
É urgente e inadiável que o governo priorize plano de saneamento básico. A dignidade das famílias começa numa moradia em ambientes decente.


Chacina de Unaí

O ex-prefeito tucano de Unaí, MG, Antério Manica, acusado de ser o mandante da chacina na tocaia contra os fiscais do Trabalho (2004) teve recurso acolhido no TFR de Brasília. Seu irmão assumiu a condição de mandante, mas o júri foi anulado. O prefeito acusado havia sido condenado a 100 anos de prisão, mas agora aguarda novo júri em liberdade. Os executores dos assassinatos estão presos. É incrível o poder desse prefeito. Os fiscais foram mortos quando flagravam trabalho escravo.




Escravidão ainda é dor

Quinta-Feira, 15/11/2018 às 06:00, por Celestino Meneghini

Não é em tom de amargura que pretendemos aludir aos três séculos de horror da escravidão. É de dor por sabermos quanto sangue foi derramado pela atrocidade, extermínio físico e psicológico. Negros e negras em holocausto no massacre renitente sustentado pela nossa oligarquia podre. Grande parte dessas pessoas escravizadas, cruelmente arrancadas de suas aldeias onde viviam felizes, com saúde e liberdade na costa africana. “...são os filhos do deserto/ onde a terra esposa a luz./Onde voa em campo aberto a tribo dos homens nus/...Homens simples fortes, bravos.../... Lá nas areias infindas/ das palmeiras do país/ nasceram – crianças lindas/ viveram - moças gentis” (Castro Alves). Essa maldição de extermínio étnico mantida pelas oligarquias no poder, destruía o corpo e a alma dos africanos e descendentes escravizados. Alguns eram reis e príncipes em suas terras de muitas riquezas. Nos grilhões, homens, crianças e mulheres. No Brasil, sob a égide do tráfico e senhorio das grandes propriedades, com aval do estado e de igreja eram entregues ao extremo ultraje, pelo lucro dos soberbos. É inevitável a indignação que não se pode encobrir com a omissão. Foram efeitos prolongados da tirania que se estendeu após a abolição da escravatura em 13 de maio de 1888. Até a covardia de um parlamento conivente com a injustiça social, mutatis mutandis repete-se nos dias de hoje.

 

Novos tempos
A bravura e inteligência de Zumbi dos Palmares, tendo a seu lado a esposa Dandara, são capítulos dramáticos na busca da liberdade dos negros escravizados. Essa e outras tantas epopeias de dignidade de nossa história foram sufocados pelo sistema de poder. Muitos heróis negros emancipacionistas deram suas vidas pelo Brasil. O amor que cultivamos por uma pátria livre, para todas as raças, nasceu e ainda cresce graças à luta de negros heróis. Ninguém mais do que eles deu o sangue e suor por esta terra.
Pérolas negras

 

O Canal Brasil (150 da Net) terá programação liderada por Lázaro Ramos e brilhante equipe de produção alusiva aos 20 de novembro, lembrando a luta pela liberdade. É para o cidadão abrir o cérebro e o coração, com o roteiro de Pérolas Negras.

 

O Tigre da Abolição

José do Patrocínio lutou pela liberdade e justiça social. O Tigre da Abolição rugiu sua verve na tribuna. Parlamentar fiel, herói verdadeiro morreu na pobreza, perseguido por poderosos corruptos.



Queda previsível
A derrocada eleitoral do governo de esquerda, sob a liderança de Lula, há muito está fora da caixa preta dos resultados desastrosos. O PT acendeu esperanças inflamando segmentos partidários do pensamento socialmente responsável. A classe média optou por posição avançada e confiável no trato da coisa pública. Foi aí que, como descreve resumidamente a deputada Luciana Genro do PSOL, a corrupção dilapidou o modelo. Todos sabiam que partidos tradicionais como, PMDB, PSDB e PP, atingiam níveis de corrupção em níveis insuportáveis. Do PT esperava-se muito, inclusive uma virada implacável. O conjunto de práticas no enfrentamento da pobreza foi plataforma de políticas públicas vistas no Brasil e todo mundo como evidente avanço. A sequência de fraudes e o escândalo na Petrobras precipitaram a desconfiança que levou muitos líderes petistas aos tribunais. A surpresa com o desmando não pesou sobre os demais partidos, apenas em relação ao PT, de quem se esperava retidão. Algumas instâncias de dignidade humana, no entanto, foram estabelecidas nos primeiros anos de Lula e Dilma, como a igualdade de direito de minorias e à multidão brasileira de descendentes afros. Muitos avanços que não terão retrocesso. A alternativa Bolsonaro tornou-se o antolho da classe média influente em nome de uma justificável necessidade de combate ao crime organizado no poder. Ainda se ouve lamento de pessoas que votaram em Bolsonaro apenas para tentar devolver seriedade aos cofres públicos. Ele, afinal, é o presidente, com a democracia que persiste indispensável no contexto político. A dúvida sobre sua mentalidade totalitária persiste.






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