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Colunistas


Corruptos por toda parte

Quinta-Feira, 18/10/2018 às 06:00, por Celestino Meneghini

Na verdade, seria preferível que ao menos um dos lados da disputa presidencial estivesse livre de contágio com partidários acusados ou indiciados por corrupção. Mas é triste a constatação de que a grande maioria dos partidos, seus apoiadores ou seguidores de última hora carregam no lombo os carrapatos dos escândalos. Sugam o sangue deste Brasil de dorso imenso. Grandes empresários, sempre sedentos de lucro aparecem em vários casos, quer de iniciativa privada ou nas ações com o erário público. Vejam que os conhecidos executivos, agora delatores de crimes de grandes empreiteiras, revelam a cada momento a sangria de quantias incalculáveis do dinheiro público.

 

Polícia Federal
Por certo não saberemos tudo sobre corrupção, em curto prazo. A Polícia Federal, no entanto, tem investigado com pertinácia. Agora, depois de muita relutância no Palácio do Planalto, o presidente Temer volta a ser indiciado por corrupção passiva e outros crimes, com mais dez envolvidos. Ele chegou a colocar no comando de PF um delegado que desmereceu como prova a descoberta de 53 milhões nas malas de um apartamento. Durou pouco o disparate. Os policiais voltaram a investigar outros fatos, como este do inquérito dos portos. A operação Carne Fraca que parecia sufocada, revelou responsáveis por grave atentado contra a saúde pública mediante falsificação na inspeção sanitária. É impressionante como empresários tidos na alta fertilidade produtiva caem na emboscada da própria volúpia e prejudicam o país, as pessoas, com atos de desonestidade. Eles já têm lucros incalculáveis sem essas violações. O lucro com a fraude é algo realmente insano. Felizmente a investigação se tem mostrado algo forte, talvez o fator mais esperançoso da democracia. Parece que desvendar crimes de corrupção tem sido a renitência mais positiva para corrigir rumos da nação.

 

Dever
A obrigação atribuída à PF de investigar e carrear provas contra o crime já não é mais uma simples obrigação. Passou a ser um dever sublime em prol da justiça social.

 

Parar com isso
Há algo no ar, nas ruas e nos procederes, que não pode continuar. Fala-se em colocar ponto final na frenética onda de incitação apontando ridiculamente uma arma para impressionar o público. Parece que não queremos falar nos casos cotidianos que atestam atos criminosos praticados sem o rigor da ação do estado. É a água no leite, a adulteração do combustível, sonegação de impostos, gatos de água e luz, lixo clandestino, devastação florestal, atestados médicos fraudados, e tantos outros casos considerados comuns. A descompostura no relacionamento social, até no trânsito, parece anestesia geral nas consciências. Não é assim. Isso deve parar!

 

Liberdade
Um dos procedimentos mais cruéis da vida é a perseguição política, com prisões arbitrárias e a imperdoável prática de tortura. Quem apoia essas monstruosidades praticadas no regime ditatorial ocorrido recentemente em nosso país deve ser segregado dos demais cidadãos. Apoiar publicamente a tortura deve ser considerado crime, com cadeia. Racismo não! Essa é minha opinião, por isso não voto em quem conspirou e será sempre ameaça à democracia.

 

Beleza negra
O concurso de beleza Top Cufa – Central Única das Favelas, reuniu 180 participantes no shopping Taguatinga em Brasília. Apesar do resultado empolgante pela graciosidade e beleza das participantes, o acontecimento foi alvo de zombarias perpetradas por covardes que postaram manifestações racistas. Os autores pusilânimes, por certo não são tão alinhados, elegantes, belos, ou belas, ou não têm irmãs, namoradas/namorados, famílias que sejam melhores que as concorrentes. Acreditam que seus ataques repugnantes sejam velados pela complicada identificação do WhatsApp. O certame reúne moças de todos os matizes, com predominância natural de afrodescendentes. São agressores de caráter mesquinho, inconformados com o sucesso emancipatório dessas meninas lindas. O prolóquio medieval conhecido de todos “nomina stultorum extant undique locorum” (os nomes dos tolos aparecem em toda parte) define a situação moral que ainda viceja em nosso meio.




Tendência é vitória de Bolsonaro

Quinta-Feira, 11/10/2018 às 06:00, por Celestino Meneghini

As pesquisas indicavam a possibilidade de segundo turno nas eleições presidenciais confirmando a vantagem do candidato Bolsonaro sobre Haddad, o segundo colocado. Na verdade, o otimismo entre os seguidores do PSL fez crescer a expectativa de retumbante vitória no primeiro turno, enquanto despencavam os índices de candidatos de centro. A desatenção dessa euforia da extrema direita desconsiderou o desempenho forte do candidato do PDT, Ciro Gomes, em terceiro lugar. Restou, então, alguma frustração dos que acreditavam na vitória estrondosa que chegou a assombrar até a candidatura de Haddad. Por outro lado, a vantagem nítida, acima dos 40% dos votos válidos, apresenta-se como dificuldade de difícil superação para a decisão final do concorrente do PT. Sem dúvida, aparece como menos provável a reação de Haddad, que seria uma virada nas tendências. Impossível não é. Antes, improvável. Algumas circunstâncias podem oscilar entre o ponderável e imponderável. Então, é o segundo turno que vale como resultado das urnas. Sobre o ensejo estão esperanças de ambos os candidatos. A face do ódio esdrúxulo pode danificar qualquer dos lados.


Recuos
O marco histórico dos 30 anos da Constituição Federal e a informação sobre a crença popular no pacto de 1988 despertou os finalistas do pleito presidencial. Bolsonaro desautorizou a fala de seu vice que sugeria exacerbada medida em tonalidade golpista de alteração na carta magna. Haddad reconsiderou a ideia de alteração e esclareceu que José Dirceu (o infeliz) nem participa do núcleo de decisões de sua campanha, sendo dispensada sua opinião. As afirmações convergem para o estado democrático de direito. 

 

Vai pegar fogo
Reservadas as vantagens de colocação na arrancada ao primeiro colocado, o segundo turno cria uma vizinhança inédita de rotas na disputa. Diante de tanto combustível que anima o certame estabeleceu-se a divisão por uma parede muito próxima. Haverá fogo e vento veloz no andar das duas trilhas. O ódio mostra labaredas. A propósito, a expressão de Horácio alerta: “cuida das tuas coisas quando a parede do teu vizinho estiver pegando fogo” (“tua res agitur, parius cum próximus ardet”). Desncessário dizer que as coisas de cada um são as propostas. O fogo pode ter dois sentidos: a reação do povo contra determinada postura, ou o avanço alucinante do vizinho de disputa com proposta de aceitação inflamando o eleitorado. É fogo!

 

Ódio antigo

As graves manifestações conceituais contra o povo nordestino têm origem na catástrofe histórica da escravidão. A retórica socialmente trágica é estratégia comum de violação contra a fraternidade que descamba na discriminação. É deplorável sob qualquer pretexto, inclusive eleiçoeiro. Nordestino é povo valente e digno. Não merece o desprezo geográfico acintoso que vem ocorrendo. Além de tudo é provocação perigosa para o interesse eleitoral de quem a pratica delitos neste sentido.

 

Evolução
O conjunto de fatos acelera a necessidade de consciência democrática no fluxo das votações. Esse sentimento é evolução. Haddad insiste no tema e até Bolsonaro fala em democracia. Isso é bom!

 

Apelo fraco
Esperava-se um apelo mais forte do candidato que sofreu atentado a faca, em relação aos posicionamentos de violência. No seu caso teve unânime solidariedade humana dos demais candidatos que repudiaram a violência e até suspenderam a campanha. No caso do assassinato do mestre de capoeira Ronaldo da Costa, 63 anos, atacado (12 golpes de faca) por adepto de Bolsonaro, ao defender Haddad - o repúdio deveria ser também completo. Bolsonaro diz que não pode controlar seus seguidores. Usa meia força para reprimir, o que sabe por experiência ser muito grave.

 

Crepúsculos
Haddad busca ampliar o espectro participativo da campanha. O nome de Lula já lhe deu impulso eleitoral e agora se lança com seu próprio nome, desfazendo-se de incômodos. Bolsonaro ganha aliados para o segundo turno em São Paulo e no RS. Suspeitas contra seu guru Paulo Guedes pode ser fogo ou espinho, crepúsculos que vêm e que podem passar.




Igreja Universal eleitoral

Quinta-Feira, 04/10/2018 às 06:00, por Celestino Meneghini

A onda de crescimento da candidatura de Bolsonaro parece propensa a alcançar movimento rápido, segundo as pesquisas. A imprensa comenta a adesão da bancada ruralista no Congresso Nacional. Entendemos que isso não é fenômeno, pois as pressões reducionistas às conquistas históricas do trabalhismo, a banalização da caminhada da consciência ecológica nas reservas florestais, redução de empregos, anteciparam ao líder conservador os primeiros impulsos. Não há novidade. A declaração aberta de apoio religioso do bispo Edir Macedo, da Igreja Universal, este sim define o surto. Esse comando tem sido decisivo e praticamente inabalável para o sucesso de Bolsonaro. Não se trata de ideologia política ou contexto social, mas é revoada de cunho teocrático, condicionada à formação de um poder estratégico. Não se trata de convencimento de opinião sociológica em estado laico, mas de determinação inelutável como inspiração espiritual e comando pastoril. As ações que misturam crenças próprias religiosas são transpostas ao campo político partidário. Este é o fenômeno, independente de méritos ou obsessões de crenças. É a tendência de adesão de voto canalizado coletivamente de forma messiânica. A igreja Universal é um poder na América. É só verificar a série em massa de torpedos contra o candidato Haddad, numa versão pragmática e alucinada que identifica a bandeira religiosa. E nem a lei eleitoral proíbe isso, ou outras versões de candidaturas contrárias. Dificilmente esta influência deixará de ser decisiva. O fator desequilibra as influências eleitorais.


Voz de Deus
É antiga a conotação política ligada à literatura através de expressões que atribuem à divindade o resultado dos acontecimentos. A história brasileira remanesce de uma tradicional ligação mantida até o final do século 19, quando a igreja Católica era vinculada ao estado. No senado romano o resultado eleitoral era recepcionado com expressões como “vox Populi, vox Dei”(a voz do povo é a voz de Deus), quando atendia expectativas dos senadores. Ao mesmo tempo usavam a expressão “vox populi, vox diaboli” (a voz do povo é a voz do diabo), surpreendidos com resultado contrário. Essa visão estranhamente antecede à necessidade gritante do trabalhador desempregado ou da criança fora da escola. São milhares de anos em que as pessoas, teleguiadas ou não, abdicam do enfrentamento direto com a realidade material da vida. É a omissão em relação ao indivíduo que torna as pessoas rebanho, mergulhando no marasmo. Os círculos fechados têm induzido a exclusões, embora a inspiração divina seja vertente de fraternidade. A voz de Deus não é ditada pelos humanos. Por isso, também, os ditadores não agradam a Deus. É complicado discutir política partidária misturada à religião.


Manipuladores
A história dos manipuladores da opinião pública não é recomendada ao longo da vida humana. Paracelso celebrizou a expressão: o mundo quer ser enganado, pois que o seja. É a falta de escrúpulo perigosíssima!

 

Saneamento
O jornal ON trouxe matéria sobre a qualidade de água de nossos rios e riachos. Os testes apontam resultados preocupantes. É alerta que fazemos com insistência sobre a necessidade de ativar sem limites as práticas de saneamento. Esgotos a céu aberto, córregos contaminados, é resultado de ausência de coleta e destinação dos dejetos. O rio é nosso espelho borrado de tudo o que não resolvemos num país com baixo índice de saneamento. A vontade de viver, respirar, ir e vir com condições de saúde continua uma aflição que oprime os pobres e atinge também os ricos.

Arbitrários
Cuidado com as mentes arbitrárias. A pregação da violência e ódio da discriminação ilude os que desejam a disciplina como virtude. Quem faz apologia da tortura agride corpo e alma do cidadão e tenta ludibriar a consciência humana.

 

Democracia
O resultado desta eleição presidencial é a grande incógnita. Mesmo sofrida, a democracia, a liberdade como conquista, que não venha a ser destruída. Resultado das urnas é a expressão de nossa gente.




Só a força não resolve

Quinta-Feira, 27/09/2018 às 06:00, por Celestino Meneghini

A correlação de força entre trabalho e capital deixou a legião de subordinados do Brasil muito fragilizados. O pensamento reacionário a qualquer medida de socorro à grande maioria do povo que sofre perdas materiais, como desemprego, firmou-se como marco doloroso na relação de cidadania. No cotejo de ações de repressão à violência o objeto visado é o morador da favela. O candidato Bolsonaro vem apresentando posicionamento estratégico simplista, longe de qualquer ênfase de alcance socializante. Seria uso da força como estratégia de guerra em campo minado. Tudo a ser resolvido na bala, perdida ou não! A implantação do medo, empurrando a população pobre, inclusive a grande maioria trabalhadora, para arrabaldes, até seus confins. Nenhuma palavra do contexto de cooperação e socorro com serviços de saneamento, escolas, saúde e necessidades básicas. Mesmo que o estado continue arrecadando muito. Nenhuma ideia concreta de cunho redistributivo. Tem-se a impressão de que a presença estatal completa consiste em sumários fuzilamentos de criminosos, ou supostos infratores. Fanático da ditadura recentemente superada no país, Bolsonaro arranca aplausos de uma elite delirante que generaliza a culpa pela turbulência social. O lado pobre como única mazela da violência. Antes do necessário diagnóstico de tantos problemas, antecipa julgamento sumário. É lógico que o contingente policialesco deve ser forte para combater o crime. A proposta de eliminação das causas de tantas diferenças dos meios de vida, esta não veio.

 

Quixotesco
A orquestração gestual alinha proposta de marketing que oscila entre o surreal e o quixotesco, como solução heroica. As manifestações machistas atrabiliárias e discriminatórias encontram a expectativa fechada de elites que querem proteger a própria situação de conforto. O ódio emergente acentua diferenças de poder. Maior gravidade é a ideia fixa em instrumentos de perseguição e tortura admitidos reiteradamente. O despautério fomenta a iniquidade no poder. É o perigo do ressurgimento de ódios ainda não cicatrizados que atentam contra a liberdade individual. O alvedrio repressor é perigoso embora sedutor a expressivo número de eleitores.

 

Fome do ouro
A Operação Lava Jato, felizmente, prossegue hirta buscando investigar focos endêmicos do crime organizado. A busca de punição para responsáveis pelo desvio do dinheiro público não pode parar. A avidez pelo dinheiro do crime, segundo observadores da psiquiatria, tem evidenciado sintomas de psicopatia em usurpadores do tesouro nacional. Vale relembrar o lamento milenar de Virgílio: “quid non mortalia perctora cogis, auri sacra fames” (a que não constranges os corações humanos, ó maldita fome de ouro!).

 

Ciro
Exceto as propostas esdrúxulas do candidato que lidera pesquisas, é de se admitir que as candidaturas presidenciáveis representem expectativa média do Brasil. A ministra Carmen Lúcia salientou que temos chão, sol, água e as pessoas para agir e recuperar muito. Não podemos dispensar a esperança. Ciro Gomes apresenta-se com experiência e conhecimento vitais. Seu palavreado disfêmico não deve chocar a opinião no afã de afastar a hipocrisia. Revela potencial de coragem para a reação aguardada.

 

São Vitor
O terror da escravidão estampa marcas históricas em todos os setores. São Francisco de Paula Vitor foi padre brasileiro, negro, nascido em 1827 que faleceu em 1905. O Papa Francisco reconheceu sua luta heroica em defesa da igualdade. Ele próprio foi discriminado por uma sociedade clerical que retardou sua ordenação. Lutou bravamente, até o fim de sua vida pela liberdade e proteção dos humildes. Morreu pobre cumprindo missão cristã.

 

Confraternizar
O Festival Internacional de Folclore de Passo Fundo materializa a iniciativa da ONU, após a guerra. É intenção de confraternizar e valorizar diferenças, na convergência humana dos povos. Ao incorporar essa índole de paz foi destacado mundialmente. A cidade é referência inclusiva. Ótimo!

 

Aperto
O preço do leite subiu 38% neste ano. O gás de cozinha disparou.
Processos
Dados da Justiça do Trabalho indicam queda de reclamatórias nos últimos sete meses em quase 40%. O desemprego não caiu.




Diálogo ameaçado

Quinta-Feira, 13/09/2018 às 06:00, por Celestino Meneghini

Está difícil aturar exalações fundamentalistas expressas de muitas formas, a respeito do momento tumultuado da disputa presidencial. A rigor, são exacerbações mais do que inconvenientes de ambos os lados de uma cizânia brasileira. E foi um desses espaços, via mídia eletrônica, que imaginei viável expor a expectativa a ser ponderada. Em princípio nossa expressão foi claramente contrária a exibições de excitação beligerante. Pela experiência que tenho sofrido na vida ao longo de décadas, como observador político na comunidade, juntei-me aos q ue claramente se opõem às ameaças que invoquem concepção ditatorial. Seguiram-se vários comentários, mas um deles, pelo menos, revelou abominável tom de ameaça. A advertência veio de um fanático dizendo que “essa gente esquerdista e comunista” será severamente perseguida após a vitória do candidato deste fanático. Esse tom de ameaça não tratava de argumento político ou ideológico, mas admitia desejo de exclusão de quem ousasse outra preferência política. Isso pode ser visto como mera estultice. Não se trata, porém, de caso isolado. É extremismo preocupante que se desgarra de razões do debate político. É fascismo assumido por muita gente. É a reiteração do ódio! Inconcebível!

 

Tancredo
Vivemos, dentro das redações do jornal, a angústia do que se passava no país, quando Tancredo Neves representou a esperança de democracia. E foi com enorme sacrifício que o saudoso político nacional conseguiu contornar a transição. Da ditadura para a democracia foram muitos esforços do povo nas ruas, com lideranças, inclusive do partido do governo militar. E Tancredo descuidou da própria vida (saúde), entregando-se ao diálogo, movendo embaraços de próceres ligados ao poder, especialmente na ala militar, que não consentia na escolha presidencial pelo voto. Pela primeira vez foi eleito presidente civil, naqueles anos de chumbo (1985). Foi um dos mais comoventes momentos de conquista popular, ainda que pelo voto indireto. A idiossincrasia deu lugar ao clamor do povo. Alegria nas ruas! Sua morte, sem poder assumir a presidência, foi o momento mais expressivo de apreço à liberdade e esperança que vi na vida. Vimos lágrima de emoção em muitos colegas de redação. Pessoas de matizes diferentes, mas irmanadas na grave luta pela democracia e liberdade.

 

Respeito
Sempre houve opiniões divergentes na política brasileira. A magia do fim da ditadura, no entanto, graças a líderes como Tancredo, fez raiar o sol da redenção libertadora. É por isso que não se consegue aceitar a nova ameaça de uma ditadura da raiva. A grande insegurança que nos aflige vem acelerada por insanidades na expressão. O respeito, às mulheres, ao pensamento, cor da pele, situação financeira, opção sexual, ou postulado político democrático, foi defasado pela escalada do ódio. Assim não dá!

 

Polícia e democracia
Para não confundir apelos de pacificação do ambiente político com a necessidade de punição de corruptos, é importante sabermos que a investigação continua. A PF foi autorizada pelo Supremo a investigar denúncias que envolvem o tucano Beto Richa no Paraná. Também o governador do MS, Reinaldo Azambuja é investigado na operação Vostok, que envolve fazendeiros e empresários da indústria frigorífica. A PF cumpre mandados também no Pará. O nome Vostok é referência à estação russa onde ocorre o maior frio do planeta. A investigação não se reduz à delação contra tucanos, mas levantou notas falsas para esquentar propina. Muita gente graúda envolvida nesse clima glacial. A investigação atende necessidade democrática de justiça social.

 

Deputados
Foi divulgado que 25% dos deputados donos de empresas rurais violam a lei trabalhista.

 

Mesa Um
A recente reunião em jantar da Mesa Um, oferecido pelo Dr. Juarez Azevedo, reuniu confrades históricos da vida política de Passo Fundo. Foi significativo o encontro pelas presenças de lideranças em vários setores, de diferentes opiniões em funções de curadoria da comunidade. Jornalistas que participam dos encontros puderam constatar diferentes opiniões, num clima ameno e informal. É uma forma de diálogo.




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