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Colunistas


Zero em redação

Quinta-Feira, 16/08/2018 às 06:00, por Celestino Meneghini

Os sistemas de avaliação de conhecimento tem aferido com clareza uma realidade preocupante. Centraliza-se nos resultados de habilitação básica na redação e matemática. A constatação de resultados com nota zero em redação espelha realidade que precisa ser superada por uma geração que sofre o revés de valorização e virtude. O prejuízo é pela falta de leitura. O reflexo é mais abrangente do que se imagina. A própria formação cívica e a visão democrática, tão necessárias, interferem nas escolhas desde a educação infantil. Erigimos falsos modelos de êxito, calcados na vasta publicidade consumista que insiste em eliminar a sofrimento como realidade. A modernidade dos meios na informação não exclui o custo inerente ao destino do homem para alcançar condições pessoais de relações e acesso à renda. A arte e costumes, as letras, resgatam valores da vida e equilibram o discernimento entre supérfluo e o saber.

 

Criança
Seis de cada dez crianças brasileiras vivem na pobreza. O potencial de crescimento e reação às condições adversas pela pobreza, só podem ser vencidos com o conhecimento básico. A democracia como espaço de libertação depende do conhecimento. Vale a lembrança de Bias (sábio Grego) que na correria em fuga pela invasão de Atenas, caminhava sereno sem carregar bens pessoais. Indagado sobre isso, respondeu: “Omnia mea mecum porto” (tudo o que tenho carrego comigo), referindo-se a seu notório saber.

 

Incrível
A letargia no Congresso Nacional irrita a lógica. Maluf, com todo respeito à sua claudicância, tem prorrogada sua punição transitada em julgado. O mesmo acontece com Lúcio Vieira Lima, deputado envolvido escancaradamente nas malas de 52 milhões flagradas no apartamento. Esse empurrar com a barriga é um privilégio revoltante de quem está ainda no poder.

 

Drª Maria
A procuradora estadual Drª Maria Pierdoná Fonseca, que atuou por vários anos em Passo Fundo, foi promovida para coordenadoria de Porto Alegre. Saudamos o justo sucesso da advogada passo-fundense, esposa do advogado e jornalista Carlos Fonseca, que atua na procuradoria do município.

 

Saneamento
O surgimento de doenças consideradas eliminadas há muito tempo é alerta muito sério à saúde pública. A concentração desorganizada das cidades agrava o perigo. O antigo problema do saneamento básico é o mais evidente entrave para barrar consequências desastrosas. A coleta e tratamento do esgoto em Passo Fundo tem merecido atenção dos poderes públicos, mas é preciso acelerar providências. Vejam a situação do rio Passo Fundo, termômetro da situação ambiental da cidade, responsabilidade de todos nós.

 

Natalidade
É noticiada uma nova conduta no âmbito familiar brasileiro. Atribuído à crise financeira, cresce a adoção de procedimentos de vasectomia, pelo SUS e rede privada. Essa contenção revela que adesão progressiva de 2011 a 2017 chega a 42%. A preocupação com o número de filhos que revela teor de responsabilidade social pode ser também sintoma de medo e preocupação pelas inúmeras dificuldades de vida futura, como na segurança e outros aspectos.

 

Retoques:
?A cidade e região recebem um presente de arte e fraternidade, com o Festival Internacional de Folclore. Nossa cidade necessita e deve prestigiar este caloroso acontecimento que se estende até o dia 25.


?O tradicional coral Ricordi D’Itália participará, dia 25, do festival de corais em Marau. A presidente Glaci Bortolini é testemunha da valiosa integração que gera a musicalidade vivenciada na cidade. É trabalho ardoroso de diversos regentes e membros dos grupos musicais, durante todo o ano. É empolgante verificar a espontaneidade dessas pessoas e de cada um dos coralistas nesta meta de valorizar a música como motivação de vida.


?Conversando com os delegados Mário e Vinícius da Polícia Federal de Passo Fundo, percebemos a situação inquietante nas áreas indígenas. Há iminência de crimes e o clima é tenso na região. Arrendamentos de terras e altas somas envolvidas conflitam com a miséria de aldeias. Sempre o dinheiro.




Passo Fundo cresceu

Quinta-Feira, 09/08/2018 às 06:00, por Celestino Meneghini

Lembro de quando cheguei a esta cidade (1954). Não conhecia casa de alvenaria até os seis anos, quando morava em Santa Cecília. Quando fomos morar na Avenida Mauá (av. Presidente Vargas), as casas eram de madeira e a rua tinha uma pista só, sem pavimentação. Wolmar Salton era o prefeito e realizou importante obra de aterro abrindo duas vias na avenida e o calçamento em paralelepípedos. Até então (1957) carroças faziam o transporte. Havia emoção na passagem rara de automóvel ou caminhão, no barro ou na poeira.


Rádio
Na Rádio Passo Fundo ecoavam as notícias, as canções de Vicente Celestino, Tonico e Tinoco, e sucessos da época. O Clube do Titio, do Jorge Gehradt, sonho de infante. Nem pensava em falar no rádio, mas era empolgante ouvir as vozes: “Xarope Peitoral de Angico Pelotense”, “não adianta empurrar, seu carro está pedindo bateria Heliar”! Assim corria o dia, até que se chegava à hora de Ave Maria, na ZYF -5, Rádio Passo Fundo. Solene era A Voz do Brasil. No cinema Real aguardava-se com impaciência a seção de matinê, ouvindo Piazito Carreteiro. Primeiro foram seções do cineminha do SESI, na Vila Cruzeiro, ao ar livre. Nos fundos da Catedral o Monsenhor Chiaramonti rodava filmes, em preto e branco.


Casas
Imponentes eram algumas casas e não havia edifício além de quatro andares. No campo da Hidráulica ou no Campinho da Maria Alemoa, havia espaço generoso para o futebol. Na atual Vila Lucas era mato nativo com pinheiros e grápias enormes. Na atual rua São Lázaro, valas onde corriam riachos nutridos por olhos de água. Muitas águas límpidas e vegetação fechada. Muitas frutas silvestres. Esta infância deixou saudades.

 

A praça
A gente de vila via o centro da cidade com encanto, principalmente o lago e o chafariz em jatos iluminados. Mais tarde, a Cuia monumental. Nos quadrantes da praça os carros de aluguel, os mais novos eram modelo 1952, Ford e Chevrolet. Carroças e charretes formavam pontos de referência para estacionar ou para frete. Peri era o guarda que impunha disciplina na Tamandaré. Na Semana Santa havia o futebol da gurizada, em silêncio.


O trem
Meu pai e o saudoso Armando Rosso iniciaram negócio com depósito de banana, ao lado da Gare. Vivíamos por ali entre as névoas das máquinas a vapor, leviatãs de ferro, e víamos a chegada do trem passageiro. Tocar e se pendurar num vagão era excitante, apesar de proibido.

 

E hoje
Então, eis aí Passo Fundo! Cidade majestosa, com 161 anos de emancipação, pulsando vidas, trabalho, religião, lazer e produção. Por tantas razões, pelos estudos básicos na escola Menino Jesus, ao lado do Escolasticado Sagrada Família, conhecendo as primeiras letras, a memória é emocionante. Hoje somos um dos maiores centros de educação superior, pólo de saúde e agropastoril. A indústria e comércio fortes. A natureza é generosa com suas águas e as auroras, ou o por do sol; os ventos nos convidam a ficar, nesta querência de luta, trabalho e busca pela felicidade. A chegada de africanos que aqui se estabeleceram, mostra nossa hospitalidade. E temos muita esperança para evoluir de verdade, com espaço para os que aqui nascem ou chegam de longe. Floresceram os trigais e depois a soja. Laticínio e abate de aves somam-se à indústria que cresce.

 

Lideranças
Os movimentos históricos revelam trajetórias de grande valor para a comunidade, superando percalços. O prefeito de Passo Fundo, Luciano Azevedo, sucede boas referências administrativas e realiza gestão com importantes avanços em todos os segmentos. O grau de fidelização ao interesse público consagra o ânimo de progresso social. Uma das características de Passo Fundo é a diversidade de fontes de produção e oportunidade de trabalho e renda, superando as crises que possam dificultar eventualmente algum setor. É bom ser passo-fundense!




A soda derramada

Quinta-Feira, 02/08/2018 às 06:00, por Celestino Meneghini

A venda do leite contaminado, leite adulterado, é crime repugnante contra a saúde pública. Mais ainda por se tratar de base alimentar para a criança. Provavelmente nem todos os criminosos das usinas de leite tenham sido flagrados adicionando produtos, alguns prejudiciais ao ser humano, como a soda cáustica ou peróxido de hidrogênio. Nas apreensões de produtos lácteos verificou-se que além da falsificação, a falta de escrúpulo dos autores vinha sendo quase uma prática voluptuosa em completo desprezo pela pessoa humana. O que se poderia imaginar como falsificação com mistura de água potável verificou-se de tamanha crueldade que nem mesmo a água misturada era saudável. Tudo pelo lucro. A respeito da falsificação do leite, impressionou-nos a revolta de uma mãe desolada ao imaginar que alimentava filhos pequenos com leite e soda. Os criminosos são detestados por todos, principalmente pelas mães.

 

Condenação
A condenação de 16 pessoas pela Justiça de Mondaí, Santa Catarina, traz alguma esperança de que o rigor indispensável possa amenizar essa ameaça à saúde pública. A notícia informa que os bens da empresa Laticínios Mondaí foram indisponibilizados. Nos últimos anos foram devastadoras as constatações de golpes extremamente pérfidos na iniciativa privada, prejudicando empregados, produtores e uma relação de consumo que deveria ser sagrada. Tudo pelo lucro sórdido e fugaz. Essas pessoas que praticam atos tão desnaturados são a pior espécie ética e moral. Um bom empreendimento produz riqueza, quando honesto, mas é traição humana quando espalha a dolorosa descrença. E há muito disso na atividade cotidiana.

 

Bolsonaro
O candidato Bolsonaro foi sabatinado de forma semelhante ao que ocorreu com a presidenciável Manuela D’ávila. Jornalistas botaram pressão sobre o entrevistado. Parece ser o método adotado. Bolsonaro respondeu muito bem para seus acólitos ou os que pensam como ele sobre seu método implacável de enxergar os menos favorecidos. Certamente agradou aos seus com a afirmação de teses machistas e em relação à pior catástrofe dos tempos no Brasil, a escravidão. O resultado pode ser entendido bom para quem pensa como ele, com o vulgar conhecimento sociológico e desprezo pela geração dos angustiados, oprimidos, e discriminados. Não dirigiu uma palavra sequer de ataque ao desvario do lucro dos bancos, que destrói a economia doméstica. Mesmo assim, concorre numa eleição democrática, sob qualquer pretexto, melhor que ditadura. Infelizmente é aplaudido por muitos pelos seus ódios, numa relação perigosa que vive o país.

 

Trump e Lacerda
O método adotado por Trump, para governar os Estados Unidos, parece fascinar Bolsonaro. É no mínimo duvidoso confiar em quem olha de baixo para o mandatário da maior nação do mundo. Vai imitar o quê? Está muito distante. Embora tenha ares udenistas de um furor moralista, tal qual Lacerda, é bom dizer que jamais se compara à inteligência do tresloucado opositor dos governos populares. Nem mesmo a vassoura de Jânio lhe servirá de referência. Resta-lhe o simulacro, que o mantém evidente nas pesquisas eleitorais. É candidato forte, sim. Por isso a democracia sofre.

 

Insano
Está difícil imaginar vestígio de dignidade nos comentários ofensivos referentes à publicidade do Boticário anunciando produtos num comercial que reuniu família negra. Mesmo respeitando opiniões contrárias, não se consegue ver alguma sabedoria ou pensamento de grandeza nas críticas. O que surge como ardentia nas relações modernas, que precisam da luz e da compreensão humana com arte e beleza, infelizmente atraiu 17 mil dislikes entre as 85 mil curtidas nas mensagens pela mídia eletrônica. É uma minoria de divergência que coloca em dúvida a importância e valor da mensagem do dia dos pais. Vamos lá! O comercial é agradável, salvo para racistas despidos de qualquer grandeza e sensibilidade humana.

 

Mesa Um
Nesta quinta, a Mesa Um do Oasis reúne a confraria em jantar no Comercial do centro. O Saul Ferreira será anfitrião, como nos informa o fiel escudeiro da tradicional Mesa Um, nosso estimado Aldo Battisti.




Não subestimem Marun

Quinta-Feira, 26/07/2018 às 06:00, por Celestino Meneghini

Ele já realizou muito mais do que ensaia hoje em sua proposta de escoimar nomes da elite política brasileira, acusados de corrupção. Carlos Eduardo Xavier Marun, ministro de Temer, quer reeditar o episódio que evitou o processo contra seu presidente. Sabe que tudo pode ser articulado com o MDB e este Congresso Nacional. Seu argumento francamente apresentado seduziu deputados que juraram a inocência de Temer, prestes a ser processado pelo Supremo. Ele mesmo, que parecia sem jeito, sabia puxar rédeas da consciência parlamentar usando o sempre inabalável argumento de persuasão, denominado “ad crumenam” (através do dinheiro). Sua proposta enviada aos deputados emedebistas e ao pré-candidato presidencial do partido resume tentativas já conhecidas, especialmente em reduzir o poder do STF criando um tribunal acima da atual Suprema Corte. A proposição tumultuadora pode ser dita ousada, no estilo Calígula, imperador romano que repetia: o que se diz se faz!

 

Anistia
Num país onde a lei garantiu a escravidão por mais de 300 anos, e os costumes sedimentados pelas oligarquias garantiam a impunidade suserana, sobram motivos para os que ainda agem como donos dos feudos. A sugestão de anistia para políticos denunciados no Caixa – 2 não é fala de louco. Na verdade repete tentativas no Parlamento na calada da noite. E mais, o interesse em livrar a cara de políticos envolvidos em processos não é apenas do MDB. São vários partidos que pretendem minar efeitos das investigações da Lava Jato e outras incursões policiais. A idéia de aprovar uma leniência do Estado, não é novidade. Seria desastroso retrocesso perdoar a corrupção parcialmente apurada.

 

Registro
Há notícias de que o ministro Marun é mais ligeiro do que parece. É citado no escândalo do Registro Espúrio, que aponta irregularidade nas cartas sindicais do Ministério do Trabalho. Marun é citado por ingerência.

 

Estado de justiça
É preciso falar nas estratégias das oligarquias que firmaram avassaladora cultura de dominação a partir da escravidão. Nestes séculos todos se instalou o pérfido costume de acionar a polícia contra escravos, ex-escravos e toda a gente pobre. Bastava ter aparência de desprovido para ter também a suspeita oficial. A graduação em relação ao poder tem sido o ponto de partida para ação policial. A isso se denominou estado policialesco, com vigência de uma cultura perversa. O combate ao crime era deflagrado no campo favelado, e nada mais. A novidade que surge é o estado de justiça, onde a polícia ineditamente chega ao asfalto. Agora, após séculos de guerra campal nas favelas, o combate atinge também o crime de colarinho branco. Isso deixou perplexo o setor dominante que se diz sensibilizado com o estado policialesco. Só agora, com a condução coativa de investigado de elite, a alta câmara legislativa percebeu! Quanto tempo sem perceber!

Estado de justiça - II
Neste sentido, da atenção investigatória razoavelmente igualitária (também na alta sociedade), o ministro Luís Roberto Barroso, do STF, qualifica de estado de justiça. E só agora surge a preocupação do poder que nunca existiu em favor dos maltrapilhos, favelados e desfavorecidos, sempre os primeiros na alça de mira da investigação.

 

O continuísmo
De repente surge o discurso continuísta alardeando exemplos de exceção, onde a justiça falha. Vemos até surto de garantismo, nunca antes lembrado, mas insurgente ante a singela realidade em que a lei combate o crime também da gente graúda.

 

Ambiente
É lamentável que a horda escroque continue prejudicando o meio ambiente. Nos últimos anos tem sido alucinante a agressão ambiental na mineração, agroindústria, com uso das águas, ou reservas de fauna e flora. A ONG Global Witness observa que o Brasil, além do Peru e Nicarágua, apresenta mortes de defensores ambientais. Em 2017 cresceu o número de assassinatos contra líderes ambientalistas. Foram 57 mortes no Brasil. Isto se torna mais grave pela falta de punição dos criminosos.




O estado perdulário na miséria

Quinta-Feira, 19/07/2018 às 06:00, por Celestino Meneghini

A população brasileira vive o descalabro da falta de credibilidade na gestão de políticas públicas. Quase todos os dias despertamos com novas decepções reveladas pela investigação policial sobre casos de corrupção. A revelação é o aspecto positivo na devassa necessária. É a modalidade viável de encaminhar correções punitivas. A corrupção endêmica vem de longe facilitada pelas forças oligárquicas que garantem a soberania patrimonialista a qualquer custo. Agora, no entanto, somos tocados pelas seqüelas perigosas no rumo do desenvolvimento social. O desemprego denuncia a fragilização das forças de trabalho e produção que fomenta a iniqüidade. A mentalidade condescendente com os privilégios parece não perceber o quanto é iníquo preservar lucros desmedidos dos bancos ao custo do homem comum. A remuneração de senadores, deputados, e todos de carreiras superiores mantidas pelo erário público, atinge índices perdulários em relação à grande maioria dos trabalhadores. Que ganha muito tende a ganhar mais, perante o empobrecimento da multidão. Fala-se no escandaloso aparato do Senado e Câmara Federal com verbas e dezenas de cargos dos gabinetes como se isso fosse moral, e pronto. O contraste das diferenças passou dos limites e se tornou devastador. A parcela dos famintos ressurgiu!

 

Manobra
As manobras dominadoras do sistema oligárquico, sustentado no seu maior furor de crueldade, na escravidão, utilizou sempre de nuances para desqualificar a causa libertária. Uma das estratégias é minar a democracia ampla e instituições dos poderes. O Congresso Nacional, por exemplo, contaminado até o nariz. Os candidatos de possível renovação não recebem apoio financeiro, para enfrentar a máquina do continuísmo.

 

Vilipêndio
O histórico do Ministério do Trabalho, com seus altos e baixos, vinha significando objetivo ideológico forte na base social brasileira. Vilipendiaram sua estrutura política. E o poder continua convivendo com isso.

 

Educação
Na observação do professor Otávio Pinheiro, a educação depende de imprescindível envolvimento do governo e sociedade. O PISA, Programa Internacional de Avaliação de Alunos, informa que o Brasil está em 59º lugar entre 70 países avaliados. O direito ao saber mínimo é questão de sobrevivência. Liberta de preconceitos e fundamentalismos que já estão presentes e ameaçam nosso futuro.

 

Saneamento básico
Acompanhando o debate de magistrado e advogados sobre o Estatuto do Desarmamento, nos foi dado observar que a violência tem geradores mais diretos. Enquanto não se tem diagnóstico mais científico, volta-se à idéia de retomar a cultura de valores comunitários que passa pelo indivíduo e pelas famílias. Não nos surpreendeu a citação do magistrado ao mencionar a prioridade do saneamento básico como suporte de dignidade, a partir do núcleo familiar. Viver em condições mínimas de saneamento é o primeiro passo criador de referências do valor da vida.

 

Desarmamento
Discute-se o efeito da lei do desarmamento. As ações pontuais da lei deram algum resultado. Duvida-se que alguém acreditasse, no entanto, que os delinqüentes entregariam as armas. O cidadão de bem, no entanto, aderiu em parte e entregou as armas. E agora? Como é que fica o direito de defender a propriedade e a vida, além de esconder-ser. A preservação da segurança nas moradias rurais já registra crescimento de assaltos. A burocracia da lei impõe restrições, por exemplo, às pessoas de baixa renda, para se ter uma arma em casa. Se nenhuma o é, não será esta uma lei salvadora, já que o assaltante nem tem mais o medo. O medo é só nosso!

 

IBAMA
O IBAMA acumulou prova material de autuações ambientais nos últimos anos. Sem estrutura para preservar comprovações um total de nove mil processos serão arquivados pela ocorrência de prescrição. Impunidade.

 

Trump-Putin

O presidente Trump dá a entender que vai superar o impasse eleitoral interno causado pela intervenção Russa. O que parece mais misterioso é a possibilidade de um pacto Trup-Putin, num arranjo velado imperialista. Os países pobres sabem disso, e olham para a China com visão estratégica.




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