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Colunistas


Ministro e Petrobras

Quinta-Feira, 05/07/2018 às 06:00, por Celestino Meneghini

Quando o Poder Judiciário é instado a centrar atenção no controle da linha legal e a moralidade pública, editando procedimentos complementares, é momento grave. A força liberal do Congresso Nacional continua sendo o espectro comprometedor da vontade popular. No recente período de interpretação da constitucionalidade das leis são mais de 300 intervenções. São as ações diretas de inconstitucionalidade (ADINs) provocadas diante de dificuldades nas intenções ou práticas. Em tempos de calmaria nem seria preocupante. Acontece que ainda vivemos momentos apreensivos na relação entre os três poderes. Cada situação que se levanta tem seu mérito para o bem ou para o mal. No caso da liminar que suspende a venda de ativos articulada pela Patrobras para reduzir dívida, surge a ira de setores importantes da opinião. A decisão do ministro Lewandowski recomenda cautela na escalada das vendas dos patrimônios da estatal. Antes de julgar os meandros da questão, é bom lembrar que a venda pura e simples enseja cuidados. A compra da usina de Pasadena é alerta ao descontrole na função de compra e venda. Envolve muito dinheiro. Se a decisão sugere questões inconfessáveis é difícil saber. Um pouco de precaução, no entanto, nem parece prejudicar tanto, neste momento de insanidades. A venda de artigos da companhia não está proibido, mas é preciso calma para dar certo.

 

Pelotão de choque
No Congresso já se instala a reação legislativa para barrar a medida tomada pelo ministro Lewandowski. Seria a modificação da lei processual do Supremo que impeça julgamento monocrático e obrigue o Judiciário a tomar a decisão somente em plenário. A aprovação de lei neste sentido também é vista como inconstitucional.

 

Racismo
Após fazer post racista sobre o jogador Mbappé, a You Tuber perde patrocínio. A Copa revela questões da conduta humana no mundo e também é importante neste sentido. Felizmente, neste e outros episódios de discriminação, como nos casos de assédio contra mulheres russas, o repúdio conforta.

 

Efeito pedagógico
A atuação da Polícia Federal e MP é coisa nova no Brasil. O crime organizado demorou para ser atacado. Mas está sendo. Esta é a marca positiva. O crime de colarinho branco sofre sua primeira reprimenda em 500 anos. Se muita gente está se safando, é verdade que outros não. O procedimento oficial de caça ao delito contra a ordem e o patrimônio público tem caráter pedagógico ineditamente igualitário. Não resolve tudo, mas é começo de punição. O mais recente caso registra buscas de corrupção na rede de saúde pública do Rio. Grandes bandidos presos e o urgente constrangimento à crueldade dos que usam o poder para ultrajar os humildes. Viva a Copa digo, vivam as prisões do glamour criminoso.


Simplismo
O uso do simplismo tem generalizado equivocadamente. Dizer simplesmente que tudo o que é público gera incompetência ou corrupção é maldade. É preciso lembrar que o elemento passivo da corrupção “extraneus” tem sido decisivo. Corruptor e corrompido comungam do mesmo delito, e a iniciativa privada tem sido pródiga em desvios.

 

Valores
O apelo ao consumo de supérfluos não pode ser irresistível, principalmente quando faz esquecer prioridades. Vejam o exemplo da vacina contra a poliomielite. Parece que deixou de ocupar as prioridades das famílias. A comunicação, que também pecou nesse aspecto, agora corre atrás. Coisas assim mostram que é preciso repensar valores, como o zelo comum pela saúde.

 

Discreto
Independente do mérito valeu o puxão de orelhas no juiz Sérgio Moro, que poderia ser mais discreto, sem prejuízo à Justiça Pública.

 

Multas
A Comissão Parlamentar de Meio Ambiente estude mudanças na execução de multas ambientais. Somas vultosas de penalidades aplicadas não são pagas, principalmente entre grandes infratores. As pequenas são pagas. O caráter pedagógico e funcional da multa precisa atingir embargos no disciplinamento, impedindo a escalada de empreendimentos em novas áreas. Esta eficiência coercitiva seria vincular-se aos créditos bancários e programas oficiais de fomento agropecuário.




Manuela Surpreendeu

Quinta-Feira, 28/06/2018 às 06:00, por Celestino Meneghini

A pré-candidata do PC do B, Manuela D’Ávila, surpreendeu os jornalistas entrevistadores do programa Roda Viva, na TV Cultura. O giro das perguntas, em determinados momentos de pressão mais forte, revelava certa insatisfação dos interlocutores. O que transpareceu foi o inesperado preparo da deputada que respondeu lépida e atiladamente. O que parece ter causado espécie a alguns pode ser visto como forma ousada e intimorata que superou a senso comum de fragilidade feminina do espectro machista. A opção democrática por partido de pensamento comunista ensejou perguntas de estigma, forçando-a a posicionar-se, por exemplo, em relação ao período sanguinário de Stalin, sob a égide vermelha na União Soviética. Prontamente Manuela explicou que seu partido é comunista do Brasil, que pretende as mudanças necessárias em clima de paz e democracia no país. Nem se poderia esperar que a entrevistada absolvesse os horrendos massacres das revoluções russas. Embora não se possa ter como plausível meros reducionismos históricos, deixou claro que a luta ideológica não se submete à trajetória de violência comunista. Defendeu firmemente a urgência de mudanças por meio do diálogo político visando avanços igualitários. Bem informada sobre muitas coisas a presidenciável mostrou que está na hora de enfrentar o conservadorismo dos barões da mídia. Sua manifestação é polêmica, mas seu pensamento precisa ser ouvido sem preconceito, mesmo na divergência. É bom lembrar que o pior já temos no presente de nossa política instalada.


Afrouxamento
O sistema de controle no uso de agrotóxicos do Brasil sofre ameaça no Congresso Nacional. Já temos tolerância perigosa liderando uso de agrotóxicos. Os dados oficiais indicam que o Brasil concentra 30% a mais do que o veneno aplicado na Europa. Afrouxar mais a autorização de defensivos temerários agrava o perigo ambiental. Rios, peixes e florestas são riquezas que não podem ser banalizadas.

 

Sol e gás
Brasileiros estão pensando e viabilizando o fogão solar, para enfrentar e crise do botijão de gás. A iniciativa abre caminho para projetos acessíveis socorrendo a multidão pobre que sofre com o absurdo preço do gás de cozinha.

 

Plausibilidade
Embora condenados em segunda instância, José Dirceu, ex-ministro do governo PT e João Cláudio Genu, ex-tesoureiro do PP, foram liberados da prisão. Em Habeas Corpus de ofício, o ministro Toffoli, do STF, resolveu conceder feriadão aos dois detentos. Argumenta a plausibilidade das alegações de defesa em recurso apresentado, ainda não decidido. A sensação que resta é de que prisão é para pessoas simples, e não para ricos e poderosos.

 

Joaquim Barbosa
O ex-ministro do Supremo, Joaquim Barbosa era estigmatizado de arrogância quando afirmava que o STF seria abalado por decisões polêmicas. Gilmar Mendes e seguidores confirmam isso.

 

Em campo
Ouve-se a observação preocupante em relação à rotatividade da faixa de capitão do selecionado brasileiro no Mundial. A força de reação do capitão Argentino Mascherano, mostrou que é importante um líder em campo. Belini e Dunga cumpriram papel importante no passado.

 

Narcisismo
A conquista do tetra, em 94, consagrou a hegemonia do narrador Galvão Bueno (Globo) com um grito memorável. A Globo exagerou tanto no marketing que esqueceu o penta do Felipão, título inédito (2002). Pouco se falou no penta mundial, por mero culto narcisista porque a Globo quis assim!

 

Retoques:
?A medicina luta contra um designo inexorável que é a morte. Um observador enaltecendo a competência da ciência médica alerta para a necessidade de voltar-se mais ao aspecto psicológico no atendimento. É o viés do amor, já que não conseguimos ainda consertar o que muitos consideram um erro de Deus.


?Com a chegada do inverno, ventos e mudança brusca de temperatura, lembrei de meu velho pai que advertia: Napoleão disse que tinha mais medo de um ventinho pelas costas do que uma bala de canhão pela frente. Mesmo quando não percebemos, há perigos por toda parte.




O Nacional

Quinta-Feira, 21/06/2018 às 06:00, por Celestino Meneghini

A história quase centenária do Jornal O Nacional guarda letra por letra o pulsar da vida regional. A resistência ao tempo é mais do que a cifra dos anos, meses e dias de edição. É pulsação única que repousa latente impressa em seus arquivos. De alguma forma é trabalho impregnado de versões convictas de tudo o que envolve a comunidade, desde os primórdios no século XX, de seu desenvolvimento, até o contexto de realização de Passo Fundo. É patrimônio material, cultural e memória implacável. Obra inviolável que identifica e orgulha gerações. A valorosa existência de Múcio de Castro, que consolidou o jornal é inseparável deste arquivo heróico que contou com o peso de arautos do jornalismo. E continua sustentando cotidianamente o relato de nossos dias. Com sua direção, na pessoa de Múcio de Castro Filho e jornalistas. Esse patrimônio pertence à consciência palpável de nossa comunidade.

 

Misógino
A prática de ofensa à mulher russa, por infeliz iniciativa de executivos brasileiros é falta de talento para humor; e covardia. A perversidade praticada por nossa gente dita de elite consistiu-se em aproveitar-se do ambiente de confraria com as russas instigadas pelos “engraçadinhos”, que sugeriam repetição de expressões desairosas em português. Exploraram a boa fé. São os misóginos que se espraiam imaginando que não serão descobertos. Misógino é termo derivado do grego – “misoguinés”, que significa aversão à mulher. Certamente são os mesmos que se escondem em palpites anônimos para ofender pessoas. Ficou muito feio para o Brasil, não bastasse o que ocorre com a corrupção na política e em grandes grupos financeiros.

 

Miriam
Assisti, ontem, na TV Câmara, preciosa entrevista apresentada pela jornalista Paola Petrini. A entrevistada Miriam Postal é a grande expressão da arte de Passo Fundo, reconhecida nos foros artísticos do mundo. As pinturas de Miriam despertam sonhos em memórias lúdicas para crianças e adultos. As obras da artista são inspiradoras e suscitam a crítica sobre valores da vida, induzindo paz e respeito. As pinturas cheias de beleza espelham a personalidade maravilhosa de sua autora.

 

Bancos
Os bancos proclamam lucros assombrosos às custas de uma população cada vez mais oprimida financeiramente. O trimestre foi ótimo para os bancos, embora a gasolina, o gás de cozinha e o leite mais caro para a grande maioria. Falava-se que a inflação favorece instituição bancária. Mas esta inflação baixa favorece a quem?

 

Retoques:
?O gesto de aproximação para nos colocarmos no lugar do próximo aproxima o homem de Deus. A mania de nos colocarmos como juiz, no lugar de Deus, afasta-nos de Criador.
?No último sábado foi promovido, com apoio da Secretaria de Cultura, o encontro das etnias. A confraternização e troca de conhecimentos sobre costumes, entre africanos, portugueses, árabes, alemães e italianos é muito importante. Os costumes dos povos são manifestações que merecem olhar de respeito.
?O ministro Raul Jungmann, que parece ser estranho no ninho caótico de Temer, explica que as soluções para a segurança do Rio exigem prorrogação da intervenção federal. Assassinatos de jovens e adolescentes assumem a maior gravidade. Dos 15 aos 25 anos de idade, obviamente entre a população pobre, atinge o horror perante o mundo e os céus!
? A seleção brasileira precisa lutar mais. A manha do cai-cai não pode superar a força da irresignabilidade em campo. A prova de cada partida não é apenas o salário de cada jogador, mas inclui também a força física para chegar entes na bola e valer-se, então, da conhecida habilidade brasileira.
?Vejam o exemplo que nos mostrou a equipe do Senegal contra o Egito no mundial de futebol. Eles não chutam tão bem, mas não perderam o fôlego em nenhum instante da partida e mostraram semelhança com o suingue brasileiro.
?Ricardinho, campeão dos jogos cegos, deu a dica: coragem e galhardia!




Moradia é parte da alma

Quinta-Feira, 14/06/2018 às 06:00, por Celestino Meneghini

A casa própria é mais do que uma edificação de alvenaria ou de madeira. É a cidadela da afetividade num sentido existencial da família. A palavra querência diz melhor sobre a moradia, refúgio natural dos seres vivos. Moradia não é somente parede, assoalho e telhado. É o aconchego. Por isso é estranha aos costumes de vida a política habitacional, eivada de erros desde o projeto de engenharia até as condições de pagamento. Nada do que é recomendável socialmente foi obedecido, causado por falcatruas, falta de profissionalismo no setor e imoralidade na gestão. Tratando-se de algo intimamente ligado ao respeito próprio do cidadão, o asilo inviolável de cada um, não poderia a instituição ficar ao alvedrio de aproveitadores das gestões.

 

Casa boa
O decantado progresso tecnológico na construção civil desaparece quando se trata de programa público habitacional. Um profissional de engenharia que aprova obra sem garantia, com tanta vigarice como se sabe no Brasil, deveria ser levado ao Tribunal do Júri. Repriso o exemplo das casas populares durante a administração de Daniel Dipp, as amarelinhas, no Bairro Lucas Araújo. Construídas nos anos 50 estão ali, firmes. Então, com tantas barbaridades em projetos ditos modernos e técnicos da atualidade, o que acontece com a desastrosa indústria de sobrados podres? Acaba ruindo sobre a cabeça de famílias de trabalhadores que ousaram sonhar com moradia. Crise moral terrível e irremediável. Não há respeito com o direito fundamental das pessoas.

 

Desemprego
Tudo dá errado, quando há desemprego. Só os bancos ganham com isso. Com os financiamentos habitacionais ninguém tem piedade do trabalhador. Está muito expressivo o índice de desistência dos financiamentos habitacionais. Além disso, o Congresso está aprovando legislação que amplia o poder das incorporadoras nos casos de distrato na aquisição da casa própria. Quem desistir da compra, que poderia receber em torno de 80% do valor pago, terá que deixar 50% dos valores pagos ao incorporador. É muito infeliz esta lei. Acho que nem mesmo o Temer vai sancionar isso.

 

Frete
O estabelecimento do falado marco regulatório no preço do frete ficou mais confuso a partir da greve ou locaute. Caminhoneiros e transportadoras se mobilizaram, mas o comando dos empresários é forte.

 

E seria ministra
A deputada do PTB, Cristiane Brasil, nomeada mas não efetivada no Ministério do Trabalho parece não conhecer pudor. No derrame de cartas sindicais, a polícia cumpriu mandado de busca nos escritório e escaninhos do PTB. As provas apontam para o crime de corrupção na coordenação de Registro Sindical. Talvez se a deputada Cristina não fosse com tanta sede ao pote, poderia ser esquecida na investigação. Cumpriu-se, no entanto, o velho ditado popular: “Camellus cornua cupiens, aures perdidit” (o camelo desejando ter chifres, perdeu as orelhas).

 

Gênio atrabiliário
A não ser que seja o único do passo certo, o ministro Gilmar Mendes do STF parece estranho. Não raro usa palavras truculentas arvorando-se único verdadeiro. Volta-se atrabiliário contra procedimentos de policiais, magistrados e MP. Vocifera contra uso de algemas de criminosos de colarinho branco, como se fosse defensor legítimo dos Direitos Humanos. Pode ter suas razões, mas reage desproporcionalmente. Dispara fel para todos os lados e soltou 21 presos. Observadores percebem sintomas de pouca normalidade comportamental. Aliás, anos atrás, num desses momentos insólitos, foi contrariado fortemente pelo ministro Joaquim Barbosa em plena sessão do Supremo.

 

Dinheiro
Moscou é um dos mais ricos monumentos históricos no país de maior território. Antes de levarmos muito a sério ideologias políticas, é bom lembrar que dinheiro não tem esquerda nem direita.

 

Frango
Enquanto continua desproporcional o preço do gás de cozinha, a gasolina sobe. Não vamos escapar da inflação. Vejam o preço do frango que disparou em São Paulo, e já custa 44% a mais, em razão do frete. Tratamos aqui de produtos básicos para sobrevivência.




Pobre gás de cozinha

Quinta-Feira, 31/05/2018 às 06:00, por Celestino Meneghini

Depois de dez dias de locaute, ou coisa semelhante, as dificuldades vão se acumulando, ou por outra, a gente percebe problemas. A paralisação espalhou-se pelo sistema rodoviário do país, como rastilho de pólvora. Portos e aeroportos passarem a depender da chama propulsora do transporte rodoviário, inclusive os passos do próprio governo que demorou a tomar atitudes. Mais grave é saber que o governo nem é governo. Temer é pífio! Foi assim que se mostrou. A paralisação é dos motoristas transportadores, mas a paralisia já era a constante governista, principalmente pela falta de credibilidade. De Temer, pouco se esperava e não deu outra: não saiu nada! Há mais de uma semana estamos vendo carências como fraturas expostas na força de trabalho e produção do país. São tantos os problemas, desde o diesel e gasolina, até o escandaloso custo do gás de cozinha. Esse preço vem pesando demais há mais tempo, mas é problema de pobre, que não possui frota de caminhões. Por isso ficou esquecido, o pobre botijão de gás, necessário e imprescindível para fazer a comida em todos os ranchos. Isso mesmo, pouco se falou do preço absurdo do gás de cozinha.

 

Vermelhos na mira
Impressionantes são as elucubrações sobre as causas da crise brasileiras. A polícia secreta descobriu que havia interesse paredista de empresários, para lucrar em cima da força trabalhadora. Para tanto não precisava investigar, pois sempre será assim, com interesses manipuladores. O mais curioso, no entanto, ressurge das mentes iluminadas aristocráticas que temem a invasão comunista. Se for rubente é indigitado como subversivo. A aporia de alguns observadores fundamentalistas do ódio apontou infiltração comunista na greve. De tantas suspeitas resolvi olhar pela janela. E fiquei perplexo. Contei, na manifestação de motos e caminhões, muitos vermelhos, “comunistas”, portanto. Quase liguei para o Geddel, o deputado Cunha, Padilha e outros caçadores de comunistas para algemar os caminhões vermelhos infiltrados! Então, se você enxergar um veículo vermelho no acostamento, cuidado! Comunismo! Essa paranóia parece não ter fim.

Inevitável
Diante da súbita mobilização no Brasil inteiro e o esperado rescaldo com algumas medidas governamentais, pouco claras, seria ingenuidade demais esperar que se encerrasse completa e monolítica. As citadas e inevitáveis infiltrações são hipóteses muito prováveis e toleráveis.

 

Governo bandido
Insistir, no entanto, que estamos diante de uma intentona comunista pelas infiltrações é inadmissível. Cegueira demais. O povo vinha aplaudindo os caminhoneiros por muitas e muitas razões de decepção e justificada rebeldia. A burguesia inerte, no entanto, prefere tapar os ouvidos ao clamor do povo que sofre. Retorna ao torpor social pedindo a volta da ditadura militar. É a forma fingida de calar a necessidade de nova consciência política. Para isso os fundamentalistas liberais lançam mãos dos meios odiosos sacramentando elucubrações do tal perigo comunista. As manifestações dos que se dizem esquerdistas são rechaçadas por uma fala retrógrada e pusilânime, clamando por intervenção militar. Isso nem os militares mais conseqüentes admitem, principalmente os que conhecem os momentos de bárbara exceção, verdadeiro banditismo oficial do século passado. Isso merece ser rejeitado como argumento, embora a memória seja um alerta. É absurdo defender uma ditadura em vez de enfrentar democraticamente o alvoroço dos inconformados com o desemprego que degrada as relações. Desprezar a soberania igualitária das urnas e pedir o emprego de força arbitrária é atentar contra a liberdade.

 

Punidade
Nelson Meurer, PP, é o primeiro parlamentar condenado pela Lava Jato. O fato mostra que combate à corrupção não parou no presidente Lula.

 

Caiado
O senador Ronaldo Caiado, DEM, foi à tribuna e apregoou a renúncia de Temer para antecipar pleito presidencial.

 

Perdidos
O país parou e desafiou teses de dominação, quando uma única categoria transportadora mobilizou-se. O Brasil é um gigante que não investe em transporte alternativo e coletivo. O sistema rodoviário, especialmente o automóvel, esgotou-se, por ser individualista. Sem mudança estamos perdidos.




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