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Colunistas


Extinção dos animais

Quinta-Feira, 01/11/2018 às 06:00, por Celestino Meneghini

A situação de extermínio de animais, nos últimos 44 anos, parece ter chocado a sociedade. A informação dá conta do desaparecimento de 60% dos animais sobre a face da terra. Este dado, aliado à desvairada derrubada de árvores de florestas brasileiras que deveriam ser preservadas, mostra que estamos fazendo tudo errado. Vivemos a falsa sensação de progresso tecnológico porque essa tecnologia nada tem significado para preservarmos os elementos essenciais à sobrevivência humana. Essa deslumbrada ideia de evolução, desgarrou-se do sentido de felicidade. Jogamos todas as nossas fichas nos engenhos cibernéticos poderosos na aparência, que não conservam nosso ar, nossa água e nossa comida. A recuperação das fontes naturais de vida parece que se tornou um valor incômodo ao desenfreado consumismo que enriquece poucos e dilapida possibilidades de felicidade básica para a grande maioria. Nas cidades as pessoas sentem a falta de água (coisa antiga), os peixes morrem intoxicados pelo lixo jogado no mar e nos rios. A fumaça dos carros sufoca as pessoas. Falta ar puro. A inteligência humana até que ficou mais variada e ágil, mas só é vista pelos resultados aparentes. Os animais estão sumindo porque os matamos distraídos no consumo de produtos poluentes. Além disso, desmatamos santuários de vida animal, desprotegendo pássaros, mamíferos, peixes e os seres indispensáveis à existência. O apego aos gatos e cães é a forma fictícia de explicarmos para nós mesmos, dizendo que amamos os seres. Admitimos essa mentira, sem percebermos que nem os cães sobreviverão, sem água, ar e comida.

 

Multados doadores
A política de estado está minada. Os doadores que foram multados pelo IBAMA investiram muito dinheiro financiando candidatos. São vários os nomes beneficiados, especialmente Jaime Regatolli (PSL), Fernando Marques (SD), Rogério Rosso (PSD), ou Renan Calheiros (MDB), totalizando 178 candidatos. Esses magnatas empresários que não pagam multas de suas autuações distribuíram mais onze milhões nesta campanha. A campanha de Bolsonaro acenou várias vezes para a bancada ruralista que exige perdão de multas ambientais e afrouxamento da ocupação de áreas reservadas. Então, margens de rios florestados, não mais as vereis.

 

Rejeição petista
Parece que os aliados históricos do PT, os socialistas, trabalhistas e comunistas, estão questionando a aliança sob a égide petista. O presidente eleito bancou rejeição com ideia de governo honesto. Ao final das contas, o candidato petista, mesmo perdendo as eleições, conseguiu votação respeitável. Haddad teve desempenho razoável, se considerarmos as trapalhadas de seu partido. Bolsonaro apregoou coisas absurdas, mas conseguiu passar a ideia de que vai restaurar um conservadorismo sem roubo. Até a democracia ficou em jogo com os erros do PT, mesmo Bolsonaro fazendo uma pregação esdrúxula. Quanto tempo transcorrerá até que a dita esquerda mais consequente reabilite a condição de fazer frente ao radicalismo conservador?

 

Justiça social
Muito pouco, ou quase nada, em defesa dos menos favorecidos, podemos esperar. Resta o papel de oposição, seguindo orientação do ex-presidente Thomas Jefferson : “ o preço da liberdade é a eterna vigilância”.

 

Perseguição
A Polícia Federal, em atuação conjunta com o Ministério Público e Judiciário detém a missão de apurar fatos da corrupção e responsabilizar os infratores. O presidente da República é poder executivo gestor de políticas públicas. A ele não cabe o desiderato de justiceiro. O pensamento arbitrário neste sentido não é democrático, principalmente com posturas de ódio. O julgamento no processo, com amplo direito de defesa e até a condenação e cadeia estão no bojo da democracia. O cultivo à perseguição dos que perderam a disputa eleitoral é ódio insano e perigoso para o princípio da liberdade.

 

Imprensa
A diatribe gerada pela reação exacerbada de Bolsonaro após denúncia de funcionária fantasma, na Folha de São Paulo, não pode ser tratada como privilégio de intocável, mesmo que o alvo da crítica seja o novo presidente. O caso está em processo de apuração e a liberdade de imprensa está em jogo.




Joachim frustrou nazismo

Quinta-Feira, 25/10/2018 às 06:00, por Celestino Meneghini

O engenheiro norueguês Joachim Ronnemberg, que faleceu nesta semana, aos 99 anos, é reconhecido como herói da última guerra mundial. Após a invasão nazista da Noruega, Hitler (1940) iniciou a produção de água pesada para a fabricação de bomba atômica. A captação do hidrogênio pesado era feita na usina de Vemork, complexa represa de água onde se concentrava o projeto genocida. O potencial destrutivo da bomba em produção era a maior ameaça à humanidade. Ele, comandando equipe, explodiu a usina em 1943, embora a estrutura estivesse fortemente guarnecida pelos nazistas. Ronnemberg foi lembrado em várias obras cinematográficas, em especial no filme Os Herois de Telemark, com Kirk Douglas, Richard Harris, Eric Porter, entre outros. Um clássico formidável é digno de ser assistido e revisto. Ainda que os USA viessem a lançar a bomba mais tarde, os alemão estavam mais adiantados. A explosão da hidrelétrica frustrou os nazistas. O combate ao horror fundamentalista de Hitler exigiu façanhas salvadoras. Não fosse o gesto de Ronnemberg a humanidade seria dizimada na sua quase totalidade. Vale a homenagem ao herói que afastou o perigo e também como reforço de reflexão no combate à cultura de ódios sempre ameaçadores à paz social. Infelizmente há núcleos de rancor vagando em nosso país, que precisam ser debelados.

 

Mais pontes
A maravilha da engenharia chinesa, a ponte marítima de 55 quilômetros que liga Hong Kong a Macau e China continental, revela o lado útil e alta tecnologia da humanidade. A ligação faraônica mostra como é possível equacionar problemas, logo num país visto por alguns como nação de crise. E parece que o mundo precisa mesmo é de mais pontes e menos guerra.

 

Jornalista
Ouvindo comentário na TV, chamou-nos atenção a ênfase do comunicador da Capital, que se referiu ao assassinato do jornalista Jammal Khaschoggi, como um grave esquartejamento. Impossível imaginar um “leve” esquartejamento. Fora o solecismo causado pela ausência de maiores informação do comunicador, observa-se a má vontade do presidente Trump em reconhecer o crime denunciado em todo o planeta. Acontece que os interesses dos Estados Unidos e Arábia Saudita estão no meio do assassinato contra o jornalismo e contra a humanidade. Nisso, Trump demorou a admitir o que o mundo já sabia. A venda de armas aos sauditas rende bilhões de dólares. O interesse pelo petróleo vem logo em seguida.

 

Censura
O jornalista Juremir Machado diz que foi censurado, impedido de perguntar ao candidato Bolsonaro. Houve protesto da categoria.

 

Armas
Fabricantes de armas têm visto com entusiasmo o crescimento abrupto do setor. É a indústria que mais cresce entre nós. Não é difícil imaginar a causa desse sucesso no meio da crise brasileira.

 

Convertidos

As diferentes e inusitadas formas de perseguição a determinados segmentos de mobilização popular, mediante uso de violência, parecem rescaldadas. As ameaças com armas de fogo em público, incitação à truculência contra o poder judiciário não foram bem recepcionados na campanha eleitoral. Alguém alertou que o santo é de barro. Mais devagar! A campanha presidencial produziu arrependimentos. Até pedidos de desculpa em público e suavidade no tom da voz. É uma espécie de conversão do rancor. De um lado os que não querem perder a eleição pelo excesso de estupidez e ódio. De outro lado, os que reconhecem erros cometidos no comando do poder e que devem ser assumidos. Ainda que persistam artimanhas já conhecidas na disputa, o debate obrigou ambos os lados a uma conversão.

 

Democracia
Quando se fala em ameaça à democracia, as pessoas sabem do que se trata. Recentemente o Supremo Tribunal Federal manifestou-se a respeito da vergonhosa pregação do filho de Bolsonaro. É bom lembrar o que dizia o tresloucado imperador Calígula, em suas alucinações ao comandar Roma: “o que se diz se faz!” Ameaçar o fechamento do Supremo, mesmo que sejam apenas “parole” - não pode ser brincadeira plausível, como diz o ministro decano, Celso de Melo.




Corruptos por toda parte

Quinta-Feira, 18/10/2018 às 06:00, por Celestino Meneghini

Na verdade, seria preferível que ao menos um dos lados da disputa presidencial estivesse livre de contágio com partidários acusados ou indiciados por corrupção. Mas é triste a constatação de que a grande maioria dos partidos, seus apoiadores ou seguidores de última hora carregam no lombo os carrapatos dos escândalos. Sugam o sangue deste Brasil de dorso imenso. Grandes empresários, sempre sedentos de lucro aparecem em vários casos, quer de iniciativa privada ou nas ações com o erário público. Vejam que os conhecidos executivos, agora delatores de crimes de grandes empreiteiras, revelam a cada momento a sangria de quantias incalculáveis do dinheiro público.

 

Polícia Federal
Por certo não saberemos tudo sobre corrupção, em curto prazo. A Polícia Federal, no entanto, tem investigado com pertinácia. Agora, depois de muita relutância no Palácio do Planalto, o presidente Temer volta a ser indiciado por corrupção passiva e outros crimes, com mais dez envolvidos. Ele chegou a colocar no comando de PF um delegado que desmereceu como prova a descoberta de 53 milhões nas malas de um apartamento. Durou pouco o disparate. Os policiais voltaram a investigar outros fatos, como este do inquérito dos portos. A operação Carne Fraca que parecia sufocada, revelou responsáveis por grave atentado contra a saúde pública mediante falsificação na inspeção sanitária. É impressionante como empresários tidos na alta fertilidade produtiva caem na emboscada da própria volúpia e prejudicam o país, as pessoas, com atos de desonestidade. Eles já têm lucros incalculáveis sem essas violações. O lucro com a fraude é algo realmente insano. Felizmente a investigação se tem mostrado algo forte, talvez o fator mais esperançoso da democracia. Parece que desvendar crimes de corrupção tem sido a renitência mais positiva para corrigir rumos da nação.

 

Dever
A obrigação atribuída à PF de investigar e carrear provas contra o crime já não é mais uma simples obrigação. Passou a ser um dever sublime em prol da justiça social.

 

Parar com isso
Há algo no ar, nas ruas e nos procederes, que não pode continuar. Fala-se em colocar ponto final na frenética onda de incitação apontando ridiculamente uma arma para impressionar o público. Parece que não queremos falar nos casos cotidianos que atestam atos criminosos praticados sem o rigor da ação do estado. É a água no leite, a adulteração do combustível, sonegação de impostos, gatos de água e luz, lixo clandestino, devastação florestal, atestados médicos fraudados, e tantos outros casos considerados comuns. A descompostura no relacionamento social, até no trânsito, parece anestesia geral nas consciências. Não é assim. Isso deve parar!

 

Liberdade
Um dos procedimentos mais cruéis da vida é a perseguição política, com prisões arbitrárias e a imperdoável prática de tortura. Quem apoia essas monstruosidades praticadas no regime ditatorial ocorrido recentemente em nosso país deve ser segregado dos demais cidadãos. Apoiar publicamente a tortura deve ser considerado crime, com cadeia. Racismo não! Essa é minha opinião, por isso não voto em quem conspirou e será sempre ameaça à democracia.

 

Beleza negra
O concurso de beleza Top Cufa – Central Única das Favelas, reuniu 180 participantes no shopping Taguatinga em Brasília. Apesar do resultado empolgante pela graciosidade e beleza das participantes, o acontecimento foi alvo de zombarias perpetradas por covardes que postaram manifestações racistas. Os autores pusilânimes, por certo não são tão alinhados, elegantes, belos, ou belas, ou não têm irmãs, namoradas/namorados, famílias que sejam melhores que as concorrentes. Acreditam que seus ataques repugnantes sejam velados pela complicada identificação do WhatsApp. O certame reúne moças de todos os matizes, com predominância natural de afrodescendentes. São agressores de caráter mesquinho, inconformados com o sucesso emancipatório dessas meninas lindas. O prolóquio medieval conhecido de todos “nomina stultorum extant undique locorum” (os nomes dos tolos aparecem em toda parte) define a situação moral que ainda viceja em nosso meio.




Tendência é vitória de Bolsonaro

Quinta-Feira, 11/10/2018 às 06:00, por Celestino Meneghini

As pesquisas indicavam a possibilidade de segundo turno nas eleições presidenciais confirmando a vantagem do candidato Bolsonaro sobre Haddad, o segundo colocado. Na verdade, o otimismo entre os seguidores do PSL fez crescer a expectativa de retumbante vitória no primeiro turno, enquanto despencavam os índices de candidatos de centro. A desatenção dessa euforia da extrema direita desconsiderou o desempenho forte do candidato do PDT, Ciro Gomes, em terceiro lugar. Restou, então, alguma frustração dos que acreditavam na vitória estrondosa que chegou a assombrar até a candidatura de Haddad. Por outro lado, a vantagem nítida, acima dos 40% dos votos válidos, apresenta-se como dificuldade de difícil superação para a decisão final do concorrente do PT. Sem dúvida, aparece como menos provável a reação de Haddad, que seria uma virada nas tendências. Impossível não é. Antes, improvável. Algumas circunstâncias podem oscilar entre o ponderável e imponderável. Então, é o segundo turno que vale como resultado das urnas. Sobre o ensejo estão esperanças de ambos os candidatos. A face do ódio esdrúxulo pode danificar qualquer dos lados.


Recuos
O marco histórico dos 30 anos da Constituição Federal e a informação sobre a crença popular no pacto de 1988 despertou os finalistas do pleito presidencial. Bolsonaro desautorizou a fala de seu vice que sugeria exacerbada medida em tonalidade golpista de alteração na carta magna. Haddad reconsiderou a ideia de alteração e esclareceu que José Dirceu (o infeliz) nem participa do núcleo de decisões de sua campanha, sendo dispensada sua opinião. As afirmações convergem para o estado democrático de direito. 

 

Vai pegar fogo
Reservadas as vantagens de colocação na arrancada ao primeiro colocado, o segundo turno cria uma vizinhança inédita de rotas na disputa. Diante de tanto combustível que anima o certame estabeleceu-se a divisão por uma parede muito próxima. Haverá fogo e vento veloz no andar das duas trilhas. O ódio mostra labaredas. A propósito, a expressão de Horácio alerta: “cuida das tuas coisas quando a parede do teu vizinho estiver pegando fogo” (“tua res agitur, parius cum próximus ardet”). Desncessário dizer que as coisas de cada um são as propostas. O fogo pode ter dois sentidos: a reação do povo contra determinada postura, ou o avanço alucinante do vizinho de disputa com proposta de aceitação inflamando o eleitorado. É fogo!

 

Ódio antigo

As graves manifestações conceituais contra o povo nordestino têm origem na catástrofe histórica da escravidão. A retórica socialmente trágica é estratégia comum de violação contra a fraternidade que descamba na discriminação. É deplorável sob qualquer pretexto, inclusive eleiçoeiro. Nordestino é povo valente e digno. Não merece o desprezo geográfico acintoso que vem ocorrendo. Além de tudo é provocação perigosa para o interesse eleitoral de quem a pratica delitos neste sentido.

 

Evolução
O conjunto de fatos acelera a necessidade de consciência democrática no fluxo das votações. Esse sentimento é evolução. Haddad insiste no tema e até Bolsonaro fala em democracia. Isso é bom!

 

Apelo fraco
Esperava-se um apelo mais forte do candidato que sofreu atentado a faca, em relação aos posicionamentos de violência. No seu caso teve unânime solidariedade humana dos demais candidatos que repudiaram a violência e até suspenderam a campanha. No caso do assassinato do mestre de capoeira Ronaldo da Costa, 63 anos, atacado (12 golpes de faca) por adepto de Bolsonaro, ao defender Haddad - o repúdio deveria ser também completo. Bolsonaro diz que não pode controlar seus seguidores. Usa meia força para reprimir, o que sabe por experiência ser muito grave.

 

Crepúsculos
Haddad busca ampliar o espectro participativo da campanha. O nome de Lula já lhe deu impulso eleitoral e agora se lança com seu próprio nome, desfazendo-se de incômodos. Bolsonaro ganha aliados para o segundo turno em São Paulo e no RS. Suspeitas contra seu guru Paulo Guedes pode ser fogo ou espinho, crepúsculos que vêm e que podem passar.




Igreja Universal eleitoral

Quinta-Feira, 04/10/2018 às 06:00, por Celestino Meneghini

A onda de crescimento da candidatura de Bolsonaro parece propensa a alcançar movimento rápido, segundo as pesquisas. A imprensa comenta a adesão da bancada ruralista no Congresso Nacional. Entendemos que isso não é fenômeno, pois as pressões reducionistas às conquistas históricas do trabalhismo, a banalização da caminhada da consciência ecológica nas reservas florestais, redução de empregos, anteciparam ao líder conservador os primeiros impulsos. Não há novidade. A declaração aberta de apoio religioso do bispo Edir Macedo, da Igreja Universal, este sim define o surto. Esse comando tem sido decisivo e praticamente inabalável para o sucesso de Bolsonaro. Não se trata de ideologia política ou contexto social, mas é revoada de cunho teocrático, condicionada à formação de um poder estratégico. Não se trata de convencimento de opinião sociológica em estado laico, mas de determinação inelutável como inspiração espiritual e comando pastoril. As ações que misturam crenças próprias religiosas são transpostas ao campo político partidário. Este é o fenômeno, independente de méritos ou obsessões de crenças. É a tendência de adesão de voto canalizado coletivamente de forma messiânica. A igreja Universal é um poder na América. É só verificar a série em massa de torpedos contra o candidato Haddad, numa versão pragmática e alucinada que identifica a bandeira religiosa. E nem a lei eleitoral proíbe isso, ou outras versões de candidaturas contrárias. Dificilmente esta influência deixará de ser decisiva. O fator desequilibra as influências eleitorais.


Voz de Deus
É antiga a conotação política ligada à literatura através de expressões que atribuem à divindade o resultado dos acontecimentos. A história brasileira remanesce de uma tradicional ligação mantida até o final do século 19, quando a igreja Católica era vinculada ao estado. No senado romano o resultado eleitoral era recepcionado com expressões como “vox Populi, vox Dei”(a voz do povo é a voz de Deus), quando atendia expectativas dos senadores. Ao mesmo tempo usavam a expressão “vox populi, vox diaboli” (a voz do povo é a voz do diabo), surpreendidos com resultado contrário. Essa visão estranhamente antecede à necessidade gritante do trabalhador desempregado ou da criança fora da escola. São milhares de anos em que as pessoas, teleguiadas ou não, abdicam do enfrentamento direto com a realidade material da vida. É a omissão em relação ao indivíduo que torna as pessoas rebanho, mergulhando no marasmo. Os círculos fechados têm induzido a exclusões, embora a inspiração divina seja vertente de fraternidade. A voz de Deus não é ditada pelos humanos. Por isso, também, os ditadores não agradam a Deus. É complicado discutir política partidária misturada à religião.


Manipuladores
A história dos manipuladores da opinião pública não é recomendada ao longo da vida humana. Paracelso celebrizou a expressão: o mundo quer ser enganado, pois que o seja. É a falta de escrúpulo perigosíssima!

 

Saneamento
O jornal ON trouxe matéria sobre a qualidade de água de nossos rios e riachos. Os testes apontam resultados preocupantes. É alerta que fazemos com insistência sobre a necessidade de ativar sem limites as práticas de saneamento. Esgotos a céu aberto, córregos contaminados, é resultado de ausência de coleta e destinação dos dejetos. O rio é nosso espelho borrado de tudo o que não resolvemos num país com baixo índice de saneamento. A vontade de viver, respirar, ir e vir com condições de saúde continua uma aflição que oprime os pobres e atinge também os ricos.

Arbitrários
Cuidado com as mentes arbitrárias. A pregação da violência e ódio da discriminação ilude os que desejam a disciplina como virtude. Quem faz apologia da tortura agride corpo e alma do cidadão e tenta ludibriar a consciência humana.

 

Democracia
O resultado desta eleição presidencial é a grande incógnita. Mesmo sofrida, a democracia, a liberdade como conquista, que não venha a ser destruída. Resultado das urnas é a expressão de nossa gente.




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