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Colunistas


Igreja Universal eleitoral

Quinta-Feira, 04/10/2018 às 06:00, por Celestino Meneghini

A onda de crescimento da candidatura de Bolsonaro parece propensa a alcançar movimento rápido, segundo as pesquisas. A imprensa comenta a adesão da bancada ruralista no Congresso Nacional. Entendemos que isso não é fenômeno, pois as pressões reducionistas às conquistas históricas do trabalhismo, a banalização da caminhada da consciência ecológica nas reservas florestais, redução de empregos, anteciparam ao líder conservador os primeiros impulsos. Não há novidade. A declaração aberta de apoio religioso do bispo Edir Macedo, da Igreja Universal, este sim define o surto. Esse comando tem sido decisivo e praticamente inabalável para o sucesso de Bolsonaro. Não se trata de ideologia política ou contexto social, mas é revoada de cunho teocrático, condicionada à formação de um poder estratégico. Não se trata de convencimento de opinião sociológica em estado laico, mas de determinação inelutável como inspiração espiritual e comando pastoril. As ações que misturam crenças próprias religiosas são transpostas ao campo político partidário. Este é o fenômeno, independente de méritos ou obsessões de crenças. É a tendência de adesão de voto canalizado coletivamente de forma messiânica. A igreja Universal é um poder na América. É só verificar a série em massa de torpedos contra o candidato Haddad, numa versão pragmática e alucinada que identifica a bandeira religiosa. E nem a lei eleitoral proíbe isso, ou outras versões de candidaturas contrárias. Dificilmente esta influência deixará de ser decisiva. O fator desequilibra as influências eleitorais.


Voz de Deus
É antiga a conotação política ligada à literatura através de expressões que atribuem à divindade o resultado dos acontecimentos. A história brasileira remanesce de uma tradicional ligação mantida até o final do século 19, quando a igreja Católica era vinculada ao estado. No senado romano o resultado eleitoral era recepcionado com expressões como “vox Populi, vox Dei”(a voz do povo é a voz de Deus), quando atendia expectativas dos senadores. Ao mesmo tempo usavam a expressão “vox populi, vox diaboli” (a voz do povo é a voz do diabo), surpreendidos com resultado contrário. Essa visão estranhamente antecede à necessidade gritante do trabalhador desempregado ou da criança fora da escola. São milhares de anos em que as pessoas, teleguiadas ou não, abdicam do enfrentamento direto com a realidade material da vida. É a omissão em relação ao indivíduo que torna as pessoas rebanho, mergulhando no marasmo. Os círculos fechados têm induzido a exclusões, embora a inspiração divina seja vertente de fraternidade. A voz de Deus não é ditada pelos humanos. Por isso, também, os ditadores não agradam a Deus. É complicado discutir política partidária misturada à religião.


Manipuladores
A história dos manipuladores da opinião pública não é recomendada ao longo da vida humana. Paracelso celebrizou a expressão: o mundo quer ser enganado, pois que o seja. É a falta de escrúpulo perigosíssima!

 

Saneamento
O jornal ON trouxe matéria sobre a qualidade de água de nossos rios e riachos. Os testes apontam resultados preocupantes. É alerta que fazemos com insistência sobre a necessidade de ativar sem limites as práticas de saneamento. Esgotos a céu aberto, córregos contaminados, é resultado de ausência de coleta e destinação dos dejetos. O rio é nosso espelho borrado de tudo o que não resolvemos num país com baixo índice de saneamento. A vontade de viver, respirar, ir e vir com condições de saúde continua uma aflição que oprime os pobres e atinge também os ricos.

Arbitrários
Cuidado com as mentes arbitrárias. A pregação da violência e ódio da discriminação ilude os que desejam a disciplina como virtude. Quem faz apologia da tortura agride corpo e alma do cidadão e tenta ludibriar a consciência humana.

 

Democracia
O resultado desta eleição presidencial é a grande incógnita. Mesmo sofrida, a democracia, a liberdade como conquista, que não venha a ser destruída. Resultado das urnas é a expressão de nossa gente.




Só a força não resolve

Quinta-Feira, 27/09/2018 às 06:00, por Celestino Meneghini

A correlação de força entre trabalho e capital deixou a legião de subordinados do Brasil muito fragilizados. O pensamento reacionário a qualquer medida de socorro à grande maioria do povo que sofre perdas materiais, como desemprego, firmou-se como marco doloroso na relação de cidadania. No cotejo de ações de repressão à violência o objeto visado é o morador da favela. O candidato Bolsonaro vem apresentando posicionamento estratégico simplista, longe de qualquer ênfase de alcance socializante. Seria uso da força como estratégia de guerra em campo minado. Tudo a ser resolvido na bala, perdida ou não! A implantação do medo, empurrando a população pobre, inclusive a grande maioria trabalhadora, para arrabaldes, até seus confins. Nenhuma palavra do contexto de cooperação e socorro com serviços de saneamento, escolas, saúde e necessidades básicas. Mesmo que o estado continue arrecadando muito. Nenhuma ideia concreta de cunho redistributivo. Tem-se a impressão de que a presença estatal completa consiste em sumários fuzilamentos de criminosos, ou supostos infratores. Fanático da ditadura recentemente superada no país, Bolsonaro arranca aplausos de uma elite delirante que generaliza a culpa pela turbulência social. O lado pobre como única mazela da violência. Antes do necessário diagnóstico de tantos problemas, antecipa julgamento sumário. É lógico que o contingente policialesco deve ser forte para combater o crime. A proposta de eliminação das causas de tantas diferenças dos meios de vida, esta não veio.

 

Quixotesco
A orquestração gestual alinha proposta de marketing que oscila entre o surreal e o quixotesco, como solução heroica. As manifestações machistas atrabiliárias e discriminatórias encontram a expectativa fechada de elites que querem proteger a própria situação de conforto. O ódio emergente acentua diferenças de poder. Maior gravidade é a ideia fixa em instrumentos de perseguição e tortura admitidos reiteradamente. O despautério fomenta a iniquidade no poder. É o perigo do ressurgimento de ódios ainda não cicatrizados que atentam contra a liberdade individual. O alvedrio repressor é perigoso embora sedutor a expressivo número de eleitores.

 

Fome do ouro
A Operação Lava Jato, felizmente, prossegue hirta buscando investigar focos endêmicos do crime organizado. A busca de punição para responsáveis pelo desvio do dinheiro público não pode parar. A avidez pelo dinheiro do crime, segundo observadores da psiquiatria, tem evidenciado sintomas de psicopatia em usurpadores do tesouro nacional. Vale relembrar o lamento milenar de Virgílio: “quid non mortalia perctora cogis, auri sacra fames” (a que não constranges os corações humanos, ó maldita fome de ouro!).

 

Ciro
Exceto as propostas esdrúxulas do candidato que lidera pesquisas, é de se admitir que as candidaturas presidenciáveis representem expectativa média do Brasil. A ministra Carmen Lúcia salientou que temos chão, sol, água e as pessoas para agir e recuperar muito. Não podemos dispensar a esperança. Ciro Gomes apresenta-se com experiência e conhecimento vitais. Seu palavreado disfêmico não deve chocar a opinião no afã de afastar a hipocrisia. Revela potencial de coragem para a reação aguardada.

 

São Vitor
O terror da escravidão estampa marcas históricas em todos os setores. São Francisco de Paula Vitor foi padre brasileiro, negro, nascido em 1827 que faleceu em 1905. O Papa Francisco reconheceu sua luta heroica em defesa da igualdade. Ele próprio foi discriminado por uma sociedade clerical que retardou sua ordenação. Lutou bravamente, até o fim de sua vida pela liberdade e proteção dos humildes. Morreu pobre cumprindo missão cristã.

 

Confraternizar
O Festival Internacional de Folclore de Passo Fundo materializa a iniciativa da ONU, após a guerra. É intenção de confraternizar e valorizar diferenças, na convergência humana dos povos. Ao incorporar essa índole de paz foi destacado mundialmente. A cidade é referência inclusiva. Ótimo!

 

Aperto
O preço do leite subiu 38% neste ano. O gás de cozinha disparou.
Processos
Dados da Justiça do Trabalho indicam queda de reclamatórias nos últimos sete meses em quase 40%. O desemprego não caiu.




Diálogo ameaçado

Quinta-Feira, 13/09/2018 às 06:00, por Celestino Meneghini

Está difícil aturar exalações fundamentalistas expressas de muitas formas, a respeito do momento tumultuado da disputa presidencial. A rigor, são exacerbações mais do que inconvenientes de ambos os lados de uma cizânia brasileira. E foi um desses espaços, via mídia eletrônica, que imaginei viável expor a expectativa a ser ponderada. Em princípio nossa expressão foi claramente contrária a exibições de excitação beligerante. Pela experiência que tenho sofrido na vida ao longo de décadas, como observador político na comunidade, juntei-me aos q ue claramente se opõem às ameaças que invoquem concepção ditatorial. Seguiram-se vários comentários, mas um deles, pelo menos, revelou abominável tom de ameaça. A advertência veio de um fanático dizendo que “essa gente esquerdista e comunista” será severamente perseguida após a vitória do candidato deste fanático. Esse tom de ameaça não tratava de argumento político ou ideológico, mas admitia desejo de exclusão de quem ousasse outra preferência política. Isso pode ser visto como mera estultice. Não se trata, porém, de caso isolado. É extremismo preocupante que se desgarra de razões do debate político. É fascismo assumido por muita gente. É a reiteração do ódio! Inconcebível!

 

Tancredo
Vivemos, dentro das redações do jornal, a angústia do que se passava no país, quando Tancredo Neves representou a esperança de democracia. E foi com enorme sacrifício que o saudoso político nacional conseguiu contornar a transição. Da ditadura para a democracia foram muitos esforços do povo nas ruas, com lideranças, inclusive do partido do governo militar. E Tancredo descuidou da própria vida (saúde), entregando-se ao diálogo, movendo embaraços de próceres ligados ao poder, especialmente na ala militar, que não consentia na escolha presidencial pelo voto. Pela primeira vez foi eleito presidente civil, naqueles anos de chumbo (1985). Foi um dos mais comoventes momentos de conquista popular, ainda que pelo voto indireto. A idiossincrasia deu lugar ao clamor do povo. Alegria nas ruas! Sua morte, sem poder assumir a presidência, foi o momento mais expressivo de apreço à liberdade e esperança que vi na vida. Vimos lágrima de emoção em muitos colegas de redação. Pessoas de matizes diferentes, mas irmanadas na grave luta pela democracia e liberdade.

 

Respeito
Sempre houve opiniões divergentes na política brasileira. A magia do fim da ditadura, no entanto, graças a líderes como Tancredo, fez raiar o sol da redenção libertadora. É por isso que não se consegue aceitar a nova ameaça de uma ditadura da raiva. A grande insegurança que nos aflige vem acelerada por insanidades na expressão. O respeito, às mulheres, ao pensamento, cor da pele, situação financeira, opção sexual, ou postulado político democrático, foi defasado pela escalada do ódio. Assim não dá!

 

Polícia e democracia
Para não confundir apelos de pacificação do ambiente político com a necessidade de punição de corruptos, é importante sabermos que a investigação continua. A PF foi autorizada pelo Supremo a investigar denúncias que envolvem o tucano Beto Richa no Paraná. Também o governador do MS, Reinaldo Azambuja é investigado na operação Vostok, que envolve fazendeiros e empresários da indústria frigorífica. A PF cumpre mandados também no Pará. O nome Vostok é referência à estação russa onde ocorre o maior frio do planeta. A investigação não se reduz à delação contra tucanos, mas levantou notas falsas para esquentar propina. Muita gente graúda envolvida nesse clima glacial. A investigação atende necessidade democrática de justiça social.

 

Deputados
Foi divulgado que 25% dos deputados donos de empresas rurais violam a lei trabalhista.

 

Mesa Um
A recente reunião em jantar da Mesa Um, oferecido pelo Dr. Juarez Azevedo, reuniu confrades históricos da vida política de Passo Fundo. Foi significativo o encontro pelas presenças de lideranças em vários setores, de diferentes opiniões em funções de curadoria da comunidade. Jornalistas que participam dos encontros puderam constatar diferentes opiniões, num clima ameno e informal. É uma forma de diálogo.




A depressão

Quinta-Feira, 06/09/2018 às 06:00, por Celestino Meneghini

Pouco se falava, até os tempos recentes, sobre a saúde psíquica no cotidiano. Hoje se transformou em pauta obrigatória para o estudo da ciência médica e psicologia. A queda abrupta de postos de trabalho e renda é a causa mais saliente. A concentração urbana tem sido um processo acelerado na modernização. As comodidades, benefícios, e a onda consumista desenfreada, infelizmente, produziram dificuldades no discernimento. As diferenças sociais de renda afligem. País gigante produz desequilíbrios gigantes. Os números apontam uma população de doze milhões de depressivos, afetados pelos transtornos de ansiedade. E mais, a venda de remédios sem acompanhamento médico, acelera tudo perigosamente. Dados sobre o crescimento no consumo de antidepressivos apontam crescimento de 52%. Nesse sintoma observa-se que grande parte dos que acessam remédios fazem isso mediante consulta na internet. Profissionais da área são convocados a dizer sobre este quadro, que afeta a produtividade em muitos setores, principalmente de serviços. Espanta o contingente de professores em licença de saúde por depressão.

 

Dívidas
O endividamento e inadimplência individual teimam em patamares preocupantes. Premidos pelo desemprego, profissionais qualificados e de menor qualificação, jogam tudo na aventura de microempresas ou empresas individuais. O Brasil registra cinco milhões de empreendimentos em vermelho. Na contramão dessa saga criativa nacional até investimentos de boa qualidade deparam-se com a incapacidade do consumo. Nichos aparentemente viáveis morrem na praia perante um fluxo esgotado na competição.

 

Energia cara
Parte dos gastos no custo da energia vem da demanda em Roraima que importa eletricidade da Venezuela. A insuficiência de fontes geradoras, com baixa no nível das águas afeta as regiões do nordeste e Centro-Oeste, obrigando acionamento de termoelétricas. Além disso, a alta do dólar, os benefícios de programas sociais de baixa renda e a incorrigível onda de gatos (roubo de energia), tornam a conta de energia mais cara para o cidadão contribuinte. Este circuito afeta diretamente o custo de vida doméstico e pesa no setor de produção. O gás de cozinha mais caro aflige diretamente a subsistência de considerável parcela das famílias. Tem sido cruel, e persistente.

 

O primeiro gestor
É citado com frequência o exemplo de escolas no município de Picada Café. Há cinco anos o sistema escolar do município, essencialmente de escolas públicas estaduais e municipais, apresenta índices efetivos de desempenho. Ouvi uma avaliação, ainda que empírica, que deposita a confiança do êxito na atuação dos professores. Logicamente há o envolvimento comunitário, especialmente dos pais. Certamente o desempenho comemorado resiste ao problema de remuneração do magistério no ensino básico. Ao mesmo tempo é fruto de empenho apreciável, de corpo e alma, com gestão de recursos dos professores. O estado gaúcho é avaliado em 15º lugar (pelo Ideb) entre os estados brasileiros, alguns ditos mais pobres. O Brasil investe mais do que a grande maioria dos países da América do Sul, mas não responde no mesmo nível com índices de escolaridade. As perdas na afirmação de conhecimentos básicos do ensino geral, básico e médio, preocupam. Português e matemática com lamentável aproveitamento. Ler textos simples e interpretá-los é essencial para o contexto do conhecimento. Na formação do potencial evolutivo de um país, o primeiro gestor é o professor. Teremos ou não teremos lideranças políticas, se tivermos desempenho de professores.

 

Incêndio na memória
As chamas vulcânicas que arrasaram milhões de objetos de nossa memória vincou definitivamente a narrativa de nossa história. Tudo o que era matéria virou cinza. Escombro apocalíptico é, a partir de agora, nosso cenário real. Alguém mencionou o comparativo, imaginando que seria mais percebido pela multidão nacional, se a destruição fosse no estádio Maracanã. Talvez a falta de apreço por nossa existência ao longo de cinco séculos seja mais preocupante que as chamas que devoraram o Museu Nacional. Neste aspecto a comparação não parece esdrúxula.




Doenças voltam às cidades

Quinta-Feira, 30/08/2018 às 06:00, por Celestino Meneghini

Embora algumas epidemias tenham origem silvestre, como se diz da febre amarela, o perigo de expansão ronda o ambiente das cidades. A onda de contaminação da chikungunya, por exemplo, está sujeita a ressurgimentos cíclicos. Aconteceu com sarampo, dois anos após o Brasil certificar sua erradicação. Hoje já são 1.400 casos. O perigo é real, com o afrouxamento de programas de combate às causas chega quase imperceptível aos centros urbanos. O fenômeno demográfico das cidades é fatalmente potencializado pela ausência de estrutura no saneamento básico, que não acompanha o crescimento populacional. Hoje, além da Europa, temos concentrações na Venezuela, com redução das vacinas. O susto mobiliza, mas é caro demais para a segurança da saúde pública. A aglomeração urbana urge definições urgentes de prioridades, nas políticas preventivas. Todas as equações exigem nova consciência dos gestores públicos e privados e toda a população. As doenças estão globalizadas e podem nos surpreender, como dizem os observadores especializados. A maior cidadela para nos defendermos de enfermidades epidêmicas é a redução das diferenças sociais, hoje agravadas com desemprego e diminuição de renda do trabalhador. Ao mesmo tempo nos bancos sobem espantosamente os lucros. Algo está errado. E não é preciso ser socialista para entender iniquidade social tão grave.

 

Fome
Começa com o desemprego. É a fome. Nos seus diferentes graus, a pobreza e a miséria são incompatíveis com qualquer regime político. No Brasil tivemos período recente em que as pessoas passaram a raciocinar mais, ainda que diferentes. Após acesso à comida. A fome já sangra a Venezuela, onde o governo quer reluzir com o mais poderoso metal, o ouro. O que se pede é que um povo não seja julgado pelo que pensa com fome. Maldita fome!

 

Caminhões
Nos anos 2016 e 2017, segundo revendas de caminhões no Brasil, ouve queda brusca nas vendas. O país tem uma média insuperável nos caminhões de terceira idade; que remonta dos 40 anos. Neste ano voltou a renovação da frota lentamente. A avaliação é de que temos dez anos de retrocesso. Os dados refletem dificuldades de fluxo, que encarece nossa base de produção agrícola.

 

Poluição
Na cidade de São Paulo, ou Porto Alegre, como outras capitais brasileiras, tem aumentado o número de doenças respiratórias. Poluição do ar!

 

Mãe Adriana
O relaxamento da pena em regime fechado da ex-primeira-dama do Rio, Adriana Ancelmo, abre indagações sérias sobre a prisão feminina. O direito a prisão domiciliar é justificado pela necessidade de a proteção aos filhos. Os presídios estão lotados de mães (pobres) encarceradas por crimes. Há casos em que a necessidade da mãe é mais evidente. Questão polêmica que terá grande repercussão.

 

Mães da humanidade

É muita pretensão da humanidade a tentativa de prestar homenagem justa ou satisfatória, ao criar o Dia das Mães. É muito pouco, perante a real significação originária da figura materna. As mães constituem o maior mistério tateável da existência humana. Essa relação criadora, pela sublimação do mais puro afeto é diferente de tudo o que existe no comportamento entre as pessoas. É como se tudo fosse divino. Há fundadas razões para se crer que as mães que vivenciam a o elo criador com seus filhos o fazem por inspiração direta que estabelece um canal exclusivo de entendimento com Deus. Esta força etérea impõe de maneira insuperável a crença na existência de uma divindade. Há um misto de grandeza e mistério nisso tudo, mas que merece ser aproximado da vida cotidiana perdida em sintomas doentios assustadores. Só a força plantada por mãos que embalam o berço podem aplacar a escalada violenta dos humanos que se jactam de um falso progresso, e vêm esquecendo a natureza dos valores. Suplicamos às mães a que continuem lutando para salvar nossa infância e recomeçar rumos para humanidade.






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