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Colunistas


A soda derramada

Quinta-Feira, 02/08/2018 às 06:00, por Celestino Meneghini

A venda do leite contaminado, leite adulterado, é crime repugnante contra a saúde pública. Mais ainda por se tratar de base alimentar para a criança. Provavelmente nem todos os criminosos das usinas de leite tenham sido flagrados adicionando produtos, alguns prejudiciais ao ser humano, como a soda cáustica ou peróxido de hidrogênio. Nas apreensões de produtos lácteos verificou-se que além da falsificação, a falta de escrúpulo dos autores vinha sendo quase uma prática voluptuosa em completo desprezo pela pessoa humana. O que se poderia imaginar como falsificação com mistura de água potável verificou-se de tamanha crueldade que nem mesmo a água misturada era saudável. Tudo pelo lucro. A respeito da falsificação do leite, impressionou-nos a revolta de uma mãe desolada ao imaginar que alimentava filhos pequenos com leite e soda. Os criminosos são detestados por todos, principalmente pelas mães.

 

Condenação
A condenação de 16 pessoas pela Justiça de Mondaí, Santa Catarina, traz alguma esperança de que o rigor indispensável possa amenizar essa ameaça à saúde pública. A notícia informa que os bens da empresa Laticínios Mondaí foram indisponibilizados. Nos últimos anos foram devastadoras as constatações de golpes extremamente pérfidos na iniciativa privada, prejudicando empregados, produtores e uma relação de consumo que deveria ser sagrada. Tudo pelo lucro sórdido e fugaz. Essas pessoas que praticam atos tão desnaturados são a pior espécie ética e moral. Um bom empreendimento produz riqueza, quando honesto, mas é traição humana quando espalha a dolorosa descrença. E há muito disso na atividade cotidiana.

 

Bolsonaro
O candidato Bolsonaro foi sabatinado de forma semelhante ao que ocorreu com a presidenciável Manuela D’ávila. Jornalistas botaram pressão sobre o entrevistado. Parece ser o método adotado. Bolsonaro respondeu muito bem para seus acólitos ou os que pensam como ele sobre seu método implacável de enxergar os menos favorecidos. Certamente agradou aos seus com a afirmação de teses machistas e em relação à pior catástrofe dos tempos no Brasil, a escravidão. O resultado pode ser entendido bom para quem pensa como ele, com o vulgar conhecimento sociológico e desprezo pela geração dos angustiados, oprimidos, e discriminados. Não dirigiu uma palavra sequer de ataque ao desvario do lucro dos bancos, que destrói a economia doméstica. Mesmo assim, concorre numa eleição democrática, sob qualquer pretexto, melhor que ditadura. Infelizmente é aplaudido por muitos pelos seus ódios, numa relação perigosa que vive o país.

 

Trump e Lacerda
O método adotado por Trump, para governar os Estados Unidos, parece fascinar Bolsonaro. É no mínimo duvidoso confiar em quem olha de baixo para o mandatário da maior nação do mundo. Vai imitar o quê? Está muito distante. Embora tenha ares udenistas de um furor moralista, tal qual Lacerda, é bom dizer que jamais se compara à inteligência do tresloucado opositor dos governos populares. Nem mesmo a vassoura de Jânio lhe servirá de referência. Resta-lhe o simulacro, que o mantém evidente nas pesquisas eleitorais. É candidato forte, sim. Por isso a democracia sofre.

 

Insano
Está difícil imaginar vestígio de dignidade nos comentários ofensivos referentes à publicidade do Boticário anunciando produtos num comercial que reuniu família negra. Mesmo respeitando opiniões contrárias, não se consegue ver alguma sabedoria ou pensamento de grandeza nas críticas. O que surge como ardentia nas relações modernas, que precisam da luz e da compreensão humana com arte e beleza, infelizmente atraiu 17 mil dislikes entre as 85 mil curtidas nas mensagens pela mídia eletrônica. É uma minoria de divergência que coloca em dúvida a importância e valor da mensagem do dia dos pais. Vamos lá! O comercial é agradável, salvo para racistas despidos de qualquer grandeza e sensibilidade humana.

 

Mesa Um
Nesta quinta, a Mesa Um do Oasis reúne a confraria em jantar no Comercial do centro. O Saul Ferreira será anfitrião, como nos informa o fiel escudeiro da tradicional Mesa Um, nosso estimado Aldo Battisti.




Não subestimem Marun

Quinta-Feira, 26/07/2018 às 06:00, por Celestino Meneghini

Ele já realizou muito mais do que ensaia hoje em sua proposta de escoimar nomes da elite política brasileira, acusados de corrupção. Carlos Eduardo Xavier Marun, ministro de Temer, quer reeditar o episódio que evitou o processo contra seu presidente. Sabe que tudo pode ser articulado com o MDB e este Congresso Nacional. Seu argumento francamente apresentado seduziu deputados que juraram a inocência de Temer, prestes a ser processado pelo Supremo. Ele mesmo, que parecia sem jeito, sabia puxar rédeas da consciência parlamentar usando o sempre inabalável argumento de persuasão, denominado “ad crumenam” (através do dinheiro). Sua proposta enviada aos deputados emedebistas e ao pré-candidato presidencial do partido resume tentativas já conhecidas, especialmente em reduzir o poder do STF criando um tribunal acima da atual Suprema Corte. A proposição tumultuadora pode ser dita ousada, no estilo Calígula, imperador romano que repetia: o que se diz se faz!

 

Anistia
Num país onde a lei garantiu a escravidão por mais de 300 anos, e os costumes sedimentados pelas oligarquias garantiam a impunidade suserana, sobram motivos para os que ainda agem como donos dos feudos. A sugestão de anistia para políticos denunciados no Caixa – 2 não é fala de louco. Na verdade repete tentativas no Parlamento na calada da noite. E mais, o interesse em livrar a cara de políticos envolvidos em processos não é apenas do MDB. São vários partidos que pretendem minar efeitos das investigações da Lava Jato e outras incursões policiais. A idéia de aprovar uma leniência do Estado, não é novidade. Seria desastroso retrocesso perdoar a corrupção parcialmente apurada.

 

Registro
Há notícias de que o ministro Marun é mais ligeiro do que parece. É citado no escândalo do Registro Espúrio, que aponta irregularidade nas cartas sindicais do Ministério do Trabalho. Marun é citado por ingerência.

 

Estado de justiça
É preciso falar nas estratégias das oligarquias que firmaram avassaladora cultura de dominação a partir da escravidão. Nestes séculos todos se instalou o pérfido costume de acionar a polícia contra escravos, ex-escravos e toda a gente pobre. Bastava ter aparência de desprovido para ter também a suspeita oficial. A graduação em relação ao poder tem sido o ponto de partida para ação policial. A isso se denominou estado policialesco, com vigência de uma cultura perversa. O combate ao crime era deflagrado no campo favelado, e nada mais. A novidade que surge é o estado de justiça, onde a polícia ineditamente chega ao asfalto. Agora, após séculos de guerra campal nas favelas, o combate atinge também o crime de colarinho branco. Isso deixou perplexo o setor dominante que se diz sensibilizado com o estado policialesco. Só agora, com a condução coativa de investigado de elite, a alta câmara legislativa percebeu! Quanto tempo sem perceber!

Estado de justiça - II
Neste sentido, da atenção investigatória razoavelmente igualitária (também na alta sociedade), o ministro Luís Roberto Barroso, do STF, qualifica de estado de justiça. E só agora surge a preocupação do poder que nunca existiu em favor dos maltrapilhos, favelados e desfavorecidos, sempre os primeiros na alça de mira da investigação.

 

O continuísmo
De repente surge o discurso continuísta alardeando exemplos de exceção, onde a justiça falha. Vemos até surto de garantismo, nunca antes lembrado, mas insurgente ante a singela realidade em que a lei combate o crime também da gente graúda.

 

Ambiente
É lamentável que a horda escroque continue prejudicando o meio ambiente. Nos últimos anos tem sido alucinante a agressão ambiental na mineração, agroindústria, com uso das águas, ou reservas de fauna e flora. A ONG Global Witness observa que o Brasil, além do Peru e Nicarágua, apresenta mortes de defensores ambientais. Em 2017 cresceu o número de assassinatos contra líderes ambientalistas. Foram 57 mortes no Brasil. Isto se torna mais grave pela falta de punição dos criminosos.




O estado perdulário na miséria

Quinta-Feira, 19/07/2018 às 06:00, por Celestino Meneghini

A população brasileira vive o descalabro da falta de credibilidade na gestão de políticas públicas. Quase todos os dias despertamos com novas decepções reveladas pela investigação policial sobre casos de corrupção. A revelação é o aspecto positivo na devassa necessária. É a modalidade viável de encaminhar correções punitivas. A corrupção endêmica vem de longe facilitada pelas forças oligárquicas que garantem a soberania patrimonialista a qualquer custo. Agora, no entanto, somos tocados pelas seqüelas perigosas no rumo do desenvolvimento social. O desemprego denuncia a fragilização das forças de trabalho e produção que fomenta a iniqüidade. A mentalidade condescendente com os privilégios parece não perceber o quanto é iníquo preservar lucros desmedidos dos bancos ao custo do homem comum. A remuneração de senadores, deputados, e todos de carreiras superiores mantidas pelo erário público, atinge índices perdulários em relação à grande maioria dos trabalhadores. Que ganha muito tende a ganhar mais, perante o empobrecimento da multidão. Fala-se no escandaloso aparato do Senado e Câmara Federal com verbas e dezenas de cargos dos gabinetes como se isso fosse moral, e pronto. O contraste das diferenças passou dos limites e se tornou devastador. A parcela dos famintos ressurgiu!

 

Manobra
As manobras dominadoras do sistema oligárquico, sustentado no seu maior furor de crueldade, na escravidão, utilizou sempre de nuances para desqualificar a causa libertária. Uma das estratégias é minar a democracia ampla e instituições dos poderes. O Congresso Nacional, por exemplo, contaminado até o nariz. Os candidatos de possível renovação não recebem apoio financeiro, para enfrentar a máquina do continuísmo.

 

Vilipêndio
O histórico do Ministério do Trabalho, com seus altos e baixos, vinha significando objetivo ideológico forte na base social brasileira. Vilipendiaram sua estrutura política. E o poder continua convivendo com isso.

 

Educação
Na observação do professor Otávio Pinheiro, a educação depende de imprescindível envolvimento do governo e sociedade. O PISA, Programa Internacional de Avaliação de Alunos, informa que o Brasil está em 59º lugar entre 70 países avaliados. O direito ao saber mínimo é questão de sobrevivência. Liberta de preconceitos e fundamentalismos que já estão presentes e ameaçam nosso futuro.

 

Saneamento básico
Acompanhando o debate de magistrado e advogados sobre o Estatuto do Desarmamento, nos foi dado observar que a violência tem geradores mais diretos. Enquanto não se tem diagnóstico mais científico, volta-se à idéia de retomar a cultura de valores comunitários que passa pelo indivíduo e pelas famílias. Não nos surpreendeu a citação do magistrado ao mencionar a prioridade do saneamento básico como suporte de dignidade, a partir do núcleo familiar. Viver em condições mínimas de saneamento é o primeiro passo criador de referências do valor da vida.

 

Desarmamento
Discute-se o efeito da lei do desarmamento. As ações pontuais da lei deram algum resultado. Duvida-se que alguém acreditasse, no entanto, que os delinqüentes entregariam as armas. O cidadão de bem, no entanto, aderiu em parte e entregou as armas. E agora? Como é que fica o direito de defender a propriedade e a vida, além de esconder-ser. A preservação da segurança nas moradias rurais já registra crescimento de assaltos. A burocracia da lei impõe restrições, por exemplo, às pessoas de baixa renda, para se ter uma arma em casa. Se nenhuma o é, não será esta uma lei salvadora, já que o assaltante nem tem mais o medo. O medo é só nosso!

 

IBAMA
O IBAMA acumulou prova material de autuações ambientais nos últimos anos. Sem estrutura para preservar comprovações um total de nove mil processos serão arquivados pela ocorrência de prescrição. Impunidade.

 

Trump-Putin

O presidente Trump dá a entender que vai superar o impasse eleitoral interno causado pela intervenção Russa. O que parece mais misterioso é a possibilidade de um pacto Trup-Putin, num arranjo velado imperialista. Os países pobres sabem disso, e olham para a China com visão estratégica.




Das cavernas o sonho de paz

Quinta-Feira, 12/07/2018 às 06:00, por Celestino Meneghini

Os meninos, presos numa caverna, premidos pela angústia de salvamento heróico, suscitaram um circuito de fraternidade que mostra o que é mais forte no ser humano: a solidariedade! O estágio que atinge as relações humanas no seu mais alto grau de dignidade é quando somos capazes de ver em cada pessoa, nas suas aflições, o sentir de nós mesmos. Mesmo em lugar tão distante, na Tailândia, as palpitações formaram este pulsar unânime, caminho de resgate pela felicidade. Vimos que o próximo é quem precisa de nós, sejam próximos ou pessoas distantes. Por isso, é preciso pensarmos que esse fundamento de grandeza, dando importância ao semelhante, com fraternidade, distante ou perto, é a maneira única de mudarmos o mundo. Felizmente foram todos salvos. Mesmo que isso não tivesse ocorrido, o valor da luta em ação ou pensamento pela ajuda mútua é a única forma de salvação da humanidade. Nas visualizações sobre formação dos povos continuamos ouvindo, alhures, que só a guerra, o sacrifício cruento, é capaz de fundar prosperidade e paz. Grande mentira. A paz só acontece, por óbvio, quando não há guerra, quando vencemos todas as formas de ódio apregoado por sua naturalização detestável.

 

O Congresso
No momento em que as atenções se concentravam na Copa do Mundo, várias tentativas assustaram o bom senso no encaminhamento de matérias no legislativo. Não faltaram tentativas, na calada da noite, visando aprovar medidas restritivas aos promotores, juízes e à polícia, no combate à corrupção. Aquelas idéias do tipo lei da mordaça. Com os alertas da vigilância e a seleção Canarinha voltando pra casa, a manobra de Renan Calheiros não vingou.

 

Imóveis
Crise no sistema de compra e venda de imóveis. A inadimplência, com a redução de renda de compradores e precarização dos projetos das incorporadoras aumentam a dificuldade. A pressão dos empresários no Congresso gerou a insensatez da proposta que reduz o direito do comprador. A multa rescisória dos contratantes, em torno de 20%, seria aumentada para 50%. A rejeição da proposta em uma das comissões acalmou os compradores em vias de desistência de contratos de aquisição.

 

Bomba e orçamento
Abre-se novo rombo orçamentário no governo federal. A recente aprovação que suplementa previsão de gastos, em 40 bilhões mostra a engrenagem solta na gestão. As corporações de funcionários públicos não querem saber de contenção salarial. A iniciativa privada já acusa retrações. Tudo isso complica para um país em arrocho. A quantia é considerada bomba orçamentária.

 

Palavras
A linguagem jurídica, especialmente quando envolve decisões na política, vem carregada de dificuldades para a compreensão popular. O que se fala da decisão do desembargador Favretto, é de que se trata mesmo de decisão teratológica – sem fundamento. A extensão do que seja o princípio da plausibilidade também precisa dialogar com o entendimento geral das pessoas. No momento parece firula, o drible que se aplica na lei.

 

Moto
É chocante pensar que o Brasil registra 56 mortes de motoqueiros todos os dias.

 

De tudo
O momento aponta para virada histórica, só superada pela Abolição da Escravatura. Aos poucos vão surgindo condenações, fruto da ação policial. Pela primeira vez o modal de enquadramento dos poderosos é eficaz também. Os bandidos de elite, por certo, sabem muito bem se defender, mas não podem mais andar folgados por aí. Finalmente se cumpre a advertência dos jurisconsultos romanos: “Iratus legem non videt, Lex videt iratum” - o irado (transgressor) não vê a lei, mas a lei vê o irado!

 

Mbappé

A seleção francesa vem mostrando que é a mais equilibrada e talentosa. Uma das diferenças em relação ao time brasileiro é entre seus ídolos. Exagerou-se em relação ao Neymar e esquecemos outros brasileiros muito bons, todos os atacantes. França tem Mbappé revelado que fez o que pode na última partida. Outros atletas, no entanto foram melhores. Por isso a França é Favorita.




Ministro e Petrobras

Quinta-Feira, 05/07/2018 às 06:00, por Celestino Meneghini

Quando o Poder Judiciário é instado a centrar atenção no controle da linha legal e a moralidade pública, editando procedimentos complementares, é momento grave. A força liberal do Congresso Nacional continua sendo o espectro comprometedor da vontade popular. No recente período de interpretação da constitucionalidade das leis são mais de 300 intervenções. São as ações diretas de inconstitucionalidade (ADINs) provocadas diante de dificuldades nas intenções ou práticas. Em tempos de calmaria nem seria preocupante. Acontece que ainda vivemos momentos apreensivos na relação entre os três poderes. Cada situação que se levanta tem seu mérito para o bem ou para o mal. No caso da liminar que suspende a venda de ativos articulada pela Patrobras para reduzir dívida, surge a ira de setores importantes da opinião. A decisão do ministro Lewandowski recomenda cautela na escalada das vendas dos patrimônios da estatal. Antes de julgar os meandros da questão, é bom lembrar que a venda pura e simples enseja cuidados. A compra da usina de Pasadena é alerta ao descontrole na função de compra e venda. Envolve muito dinheiro. Se a decisão sugere questões inconfessáveis é difícil saber. Um pouco de precaução, no entanto, nem parece prejudicar tanto, neste momento de insanidades. A venda de artigos da companhia não está proibido, mas é preciso calma para dar certo.

 

Pelotão de choque
No Congresso já se instala a reação legislativa para barrar a medida tomada pelo ministro Lewandowski. Seria a modificação da lei processual do Supremo que impeça julgamento monocrático e obrigue o Judiciário a tomar a decisão somente em plenário. A aprovação de lei neste sentido também é vista como inconstitucional.

 

Racismo
Após fazer post racista sobre o jogador Mbappé, a You Tuber perde patrocínio. A Copa revela questões da conduta humana no mundo e também é importante neste sentido. Felizmente, neste e outros episódios de discriminação, como nos casos de assédio contra mulheres russas, o repúdio conforta.

 

Efeito pedagógico
A atuação da Polícia Federal e MP é coisa nova no Brasil. O crime organizado demorou para ser atacado. Mas está sendo. Esta é a marca positiva. O crime de colarinho branco sofre sua primeira reprimenda em 500 anos. Se muita gente está se safando, é verdade que outros não. O procedimento oficial de caça ao delito contra a ordem e o patrimônio público tem caráter pedagógico ineditamente igualitário. Não resolve tudo, mas é começo de punição. O mais recente caso registra buscas de corrupção na rede de saúde pública do Rio. Grandes bandidos presos e o urgente constrangimento à crueldade dos que usam o poder para ultrajar os humildes. Viva a Copa digo, vivam as prisões do glamour criminoso.


Simplismo
O uso do simplismo tem generalizado equivocadamente. Dizer simplesmente que tudo o que é público gera incompetência ou corrupção é maldade. É preciso lembrar que o elemento passivo da corrupção “extraneus” tem sido decisivo. Corruptor e corrompido comungam do mesmo delito, e a iniciativa privada tem sido pródiga em desvios.

 

Valores
O apelo ao consumo de supérfluos não pode ser irresistível, principalmente quando faz esquecer prioridades. Vejam o exemplo da vacina contra a poliomielite. Parece que deixou de ocupar as prioridades das famílias. A comunicação, que também pecou nesse aspecto, agora corre atrás. Coisas assim mostram que é preciso repensar valores, como o zelo comum pela saúde.

 

Discreto
Independente do mérito valeu o puxão de orelhas no juiz Sérgio Moro, que poderia ser mais discreto, sem prejuízo à Justiça Pública.

 

Multas
A Comissão Parlamentar de Meio Ambiente estude mudanças na execução de multas ambientais. Somas vultosas de penalidades aplicadas não são pagas, principalmente entre grandes infratores. As pequenas são pagas. O caráter pedagógico e funcional da multa precisa atingir embargos no disciplinamento, impedindo a escalada de empreendimentos em novas áreas. Esta eficiência coercitiva seria vincular-se aos créditos bancários e programas oficiais de fomento agropecuário.




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