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Colunistas


A Planalto na história social

Quinta-Feira, 05/04/2018 às 06:00, por Celestino Meneghini

Até o ano de 1969, quando foi oficialmente iniciada a transmissão da Rádio Planalto de Passo Fundo, dia 05 de abril, eram apenas duas emissoras de rádio no município: Rádio Passo Fundo (ZYH – 75) e Rádio Municipal – (ZYU – 38). Além do processo de concessão do canal, sob a liderança do bispo Dom Cláudio Colling, de grande prestígio no governo militar, é importante lembrar a participação da coletividade regional católica. A Diocese de Passo Fundo abrangia enorme extensão territorial, até as barrancas do Rio Uruguai. O surgimento de um canal de rádio prenunciava era promissora para a comunicação e cultura. Desde 1967 mobilizavam-se as paróquias dos confins interioranos para arrecadar recursos. Nas festas de igreja já se sabia que parte da renda destinava-se à instalação da futura rádio. Interessante notar que os propulsores desta cooperação financeira eram justamente pequenos proprietários rurais. Havia a ânsia pela conexão capaz de comunicar pulsando idéias de desenvolvimento cultural e econômico. A questão da terra, com surgimento dos desalojados das áreas inundadas pelas barragens na região, clamava por proteção política e social a uma matriz produtiva genuína. A população urbana não era tão concentrada e as atividades rurais garantiam renda para uma multidão de famílias. Nascia na época a COPREL sinalizando organização social cooperativa para acelerar fornecimento de energia, que era precária nas áreas rurais. Foi minha primeira reportagem externa fora do município, em Ibirubá. A diretoria da cooperativa explicava como seria a formação e finalidade da entidade de fomento. Acredito que esta foi uma forma de expressar a função da rádio, mantendo apoio às iniciativas de interesse coletivo, além da programação constante em conteúdo religioso.


Êxodo rural
Com base no panorama social e fundiário, observamos a necessidade de revisão na estrutura de subsistência rural e a ânsia de uma organização pelo cooperativismo e redistribuição de terras. Ouvia de muitos colonos benfeitores da rádio a angústia por novos espaços para as famílias que cresciam. Algumas acabaram morando nas cidades, disputando emprego. Era tempo de êxodo rural.

 

Rádio urbana
A implantação de programação moderna e equipe de apresentadores (locutores) jovens com os mais experientes, preservou uma sintonia cativante, especialmente musical entre a juventude. Passo Fundo iniciava como cidade universitária. Era a novidade nos ares da região. O rádiojornalismo sobrevivia em plena ditadura, com muitas restrições. Os redatores e repórteres cometiam, não raramente, ousadias perante a censura. Dávamos trabalho ao diretor Paulo Farina. Mesmo assim era um canal informativo, musical e cultural. Foi um período fecundo de muita vibração e experiência em pouco mais de cinco anos que atuei na Rádio Planalto. Hoje nos cabe cumprimentar direção e funcionários da emissora católica que continua missão importante na comunicação e sua transformação.

 

Martin esperança

Uma das criaturas mais admiráveis do mundo moderno, o líder negro Martin Luther King, foi assassinado em plena campanha pacificadora em Memphis, Estados Unidos. Sua coragem e grandeza social custaram-lhe o sangue. Mas seu olhar de esperança venceu importante maldade humana dos compatriotas racistas. O apartheid americano impregnava toda a nação que se dizia (mentirosamente) livre e democrática. Sua luta pôs fim ao último elo da corrente escravista legalizado. Martin é mais um nome entre os heróis do novo mundo, ao lado de Mandela e Zumbi dos Palmares. Lá se foram 50 anos e ainda faltam flores para o vergel da nova aurora de compreensão e solidariedade, mas o testemunho de Martin Luther King é a memória que orvalha a esperança matinal cotidiana. Como ele dizia: “I have a dream!”

 

Precocidade
O trabalho de pelo menos duas ONGs nacionais mostra preocupação com o crescente número de casamentos de meninas ou adolescente. Na maioria dos estados do norte brasileiro o índice atinge 35% dos casamentos. Além da imaturidade dessas meninas, ficou constatado que elas casam com pessoas de relativa posse, movidas por necessidade financeira. É um dos sinais de desvirtuamento familiar.




Água e vida

Quinta-Feira, 29/03/2018 às 06:00, por Celestino Meneghini

Um dos debates mais sérios para a vida humana marcou encontros de sensatez humana durante a Semana da Água como fonte originária ambiental. Nos conclaves nacionais e internacionais, como acontecido no Amazonas e diversas regiões de referências em recursos hídricos. Na verdade a questão da água é urgência para discussão em todos os lugares do Planeta, dentro das casas, nas ruas, nos mais elevados foros que debatem a nossa sobrevivência. Água está em todos as funções coletivas e econômicas, na qualidade do ar que respiramos, dos alimentos que consumimos, na busca da cura em todos os casos de saúde, enfim, na composição orgânica das pessoas, plantas e animais. As grandes perdas, desastres ou catástrofes, surgem sempre diretamente relacionadas ao mau uso, excessos ou falta de água. Temos falado com lideranças da ciência preservacionista e líderes políticos, sobre o apelo dramático da cidade de Passo Fundo, para salvar seus rios. Uma cidade sem bons índices de tratamento do esgoto, principal poluente dos rios e riachos, é fictícia e caminha para a morbidez coletiva. Defender ardorosamente a vida aquática, alimento e inspiração pedagógica da paz social, é dever cívico indeclinável. A estupidez humana pode ser vencida pelo esforço e fecundidade que nos oferece a própria natureza. A própria explosão tecnológica deve ser repensada com olhar da inteligência benéfica para o homem para redimirmos este atraso imenso na ausência de uma crença nos verdadeiros fundamentos da vida.

 

Linda Brown

Os jornais do mundo mencionam a morte de Linda Brown, a menina que enfrentou o rescaldo da segregação nas escolas dos Estados Unidos. A inconformidade com a proibição de freqüentar escola com os brancos fez com que seu pai lutasse na justiça do Kansas. Em 1954 a Corte Suprema dos EUA reverteu a prática inominável do racismo nas escolas e locais públicos que segregavam os negros. Linda morreu aos 76 anos, como um dos inabaláveis símbolos da vitória da liberdade e igualdade.

 

Fachin ameaçado
Neste momento o Brasil democrático repudia a violência de ameaça à família do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal. O magistrado tem julgado etapas processuais importantes no combate à corrupção. Fortes redutos de corruptos de elite, pertencentes a várias correntes partidárias, não aceitam a censura da lei. É mais um foco de violência preocupante para o país.

 

Reforço à calúnia
O assassinato de Marielle Franco, vereadora e líder na defesa dos direitos humanos, ecoa no mundo todo. Ao mesmo tempo sua memória é alvo criminoso de manifestações pelos meios eletrônicos tentando denegrir sua imagem. A jornalista e pesquisadora Sílvia Meroteszohn avalia os danos à verdade histórica. Cita ataques brutais, reptados ou reproduzidos, como o infeliz caso da desembargadora Marília Castro Neves, que ofendeu a memória da líder. A forma pretensiosa da mídia em oferecer antídoto aos Fake News, reproduzindo a defesa nos WhatsApp, lamentavelmente funcionou como reforço do neurocircuito. Isso causou ampliação do ato difamatório. Em princípio os ataques não foram além de 7% das manifestações, segundo a DAPP – Diretoria de Análises de Políticas Públicas da FGV. A modalidade simplista dos esclarecimentos, incluindo citações desmentidas, lamentavelmente, redundou em reforço do malefício.

 

Nações titãs
O mundo que se prepare para os próximos episódios da guerra de dominação entre Estados Unidos, Rússia e China. Os norte-americanos deflagraram a onda nacionalista acintosa, desde a muralha na divisa mexicana até a tributação nas importações. A china vê ameaçada sua penetração nos mercados mundiais, especialmente o frenético abastecimento em centros comerciais do Ocidente. Ao mesmo tempo, voltam os confrontos com a Rússia moderna que avançou no conhecimento tecnológico e bélico. A alta espionagem é assustadora. E não há inocentes nesta escalada. São três potências de dimensão continental, e nenhuma dá sinais de recuo. A guerra que já não é tão fria entre titãs do planeta prenuncia o próximo terremoto econômico que pode abalar principalmente países menores.




Rancor fundamentalista

Quinta-Feira, 22/03/2018 às 06:00, por Celestino Meneghini

A onda de destempero das opiniões caracteriza um momento dos relacionamentos sociais em grau de crueldade devastador, nas redes de comunicação. A sensação de impunidade desnuda o caráter pusilânime de pessoas que sempre se mantiveram acobertadas pela falta de coragem perante um apelo de solidariedade. E mentem a si mesmos que agem em nome da moral! Procuram, quase sempre, atuar de forma que imaginam velada, mas com força desmedida e alucinação buscando ferir ou matar o semelhante na sua existência psicológica. Gravíssimo, também, é vermos que este rancor fundamentalista recebe estranhos estímulos de mentes que cultuam desejos de destruir a paz alheia, sem qualquer razão. É perceptível nas redes sociais, em comentários sobre a morte de Marielle Franco e Anderson Gomes, o quanto o ímpeto destruidor pode tornar o bojo de um canal cibernético em verdadeira cloaca a céu aberto. A degeneração do ser humano na via do preconceito volta-se justamente contra uma das mais nobres conquistas que é a Declaração dos Direitos Humanos. Esse desrespeito à pessoa e à memória familiar torna-se vilania contra todos os que defendem o estado civilizatório humano.

 

Elite marginal

Essa conduta que atentou cruelmente contra a causa de Marielle, sua vida pessoal e ideológica, teve o despudor de agentes notáveis de elite. Todos alegam que cometeram o ato de difamação e injúria à memória de Marielle, sem a devida reflexão. A declaração da desembargadora Marília de Castro Neves, o pastor (evangélico) Marcos Carvalho e o deputado Alberto Fraga (DEM) estão repletos de iniqüidade. As numerosas manifestações de rancor e desrespeito desconheceram o milenar preceito “parce sepulti”, (respeite-se os mortos!) É bom que se diga também deploráveis todas as manifestações de oportunismo e desdouro a adversários políticos, praticadas por militância dita de esquerda, quando se excede e despreza a reflexão responsável.

 

Bandeiras em sangue
A juíza Patrícia Acioli foi assassinada de forma semelhante ao caso Marielle, em 2011. Observadores da segurança estão preocupados, ao analisarem as circunstâncias momentosas dos fatos recentes, considerando que a magistrada atuou com rigor contra o crime organizado de extermínio. Mandou prender 70 policiais envolvidos. Sua ousadia era em defesa da paz social e justiça dos direitos humanos. Seria aberração alguém dizer que ela fosse culpada de se contrapor ao crime, expondo-se ao ódio mortal dos delinqüentes. É claro que o gesto dessas mulheres, mais do que coragem era a justiça. Marielle, em seu mandato não se omitia em ajudar familiares de policiais mortos na luta pelo bem. Lutou contra toda a iniqüidade que aflige as pessoas de bem, ricos ou pobres. Isso lhe custou o sangue.

 

Apartheid social
O mal cada vez mais irreconciliável remonta da catástrofe histórica do Brasil na escravidão. A prolongada perversidade, agravada por leis espúrias durante 300 anos, tem ainda suas seqüelas, na sucessão de gerações que insistem em manter trabalhadores pobres sob jugo da submissão. O débito escravocrata perpetua-se impagável e inapagável na intenção dos prepotentes. O apartheid social das favelas, que exige a luta para superar o luto dos humildes de todos os matizes, resulta em heróis e heroínas, muitos anônimos. Diante da possibilidade de mudança dessa desgraça secular surgem mentalidades carcomidas que tentam reduzir a importância e até escarnecer do holocausto da maioria vulnerável. É muito triste ver mediocridades sonegando direitos sagrados.

 

Oprimidos
O desatino dos arrogantes que desprezam o lado pobre da cidade leva-os a supor que nunca morrerão. Nisso, o desprezo pela morte dos oprimidos. A morte de quem luta pela bandeira da igualdade social deve ser ouvida como grito no estertor dos que sofrem mais.

 

Na cruz

Basta refletirmos sobre a condenação de Cristo, levado à morte por representar postura vista como insidiosa pelos donos da opinião popular. Ele era mal visto pelos dominadores, unicamente porque se compadecia de seu povo sofrido.




Ódios sem líderes

Quinta-Feira, 15/03/2018 às 06:00, por Celestino Meneghini

A cizânia inadiável à viabilidade política do país apresenta-se como abismo, sem lados que o sustentem. Puro espanto é explicar o desplante de um grupo que dirige a nação e ao mesmo tempo em soturna porfia, projeta seu enterro. Expliquemos: Do presidente ao mais singelo assessor, todos aplicam o dedo podre contrariando a expectativa popular mínima, desprezando regras morais ativando o desrespeito à lei. Vejam, por exemplo, a publicação do decreto presidencial de indulto, que contraria totalmente a seriedade exigida nas manifestações populares contra a corrupção. Temer, contrariado, pela decisão liminar do ministro Luís Barroso, recorre da liminar no Supremo, para afrouxar a pena dos envolvidos na Lava Jato. Vejam só! O indulto natalino foi usado para ampliar a leniência presidencial, ajudando criminosos do colarinho branco. Mais uma vez, além da amortização do crime por trabalho escravo, Temer capitaliza para si a gratidão dos malsinados de mãos sujas. Que vergonha! Precisou intervenção de um ministro do STF para barrar a malandragem de Temer. Ele derrubou Dilma e o PT, e daí! Está fazendo pior, justamente quando é necessário respeitar a ira do povo, que clama por punição e justiça! Nem a oposição acende a esperança, neste ano eleitoral. O privilégio do desgoverno promove o ódio da maioria fragilizada. Não há liderança confiável para uma disputa que gere esperança!

 

Aécio, Lula e Jucá
Salvo manobra inédita o Brasil verá Aécio Neves e o senador Jucá, respondendo por sérias denúncias. De outro lado, fecha-se o cerco pela concretização da prisão de Lula, já condenado. Esses são os momentos inéditos da ação do judiciário, que não pode falhar.

 

Verdade
Em diversos casos em que a verdade equivale à decisão judicial, a força dos poderosos apresenta-se em forma de ódio. A reação é antiga, desde os romanos: “veritas odium parit” (a verdade gera o ódio).

 

Joaquim Barbosa
Não há dúvida. Se o PSB contar com o nome de Joaquim Barbosa, concorrendo à presidência ou Senado, poderá fazer a diferença. Diferença no sentido de alguém capaz, acreditado e com posições definidas. O povo saberá avaliar isso. Dizem que o brasileiro não sabe votar. Errado! São os candidatos, via de regra, que não sabem ser candidatos, antes, durante e depois!

 

Pressão
O ministro Marun em tom de insulto contesta a decisão do magistrado Luís Roberto Barroso e da corte Suprema, na deliberação provisória que exclui condenados por corrupção, dos beneficiários pela lei do indulto presidencial. Ficam raivosos contra ordem que autoriza investigar encastelados do Planalto, especialmente no episódio escandaloso da mala de propina. Marun ameaça propor impeachment contra ministros do STF. De outra banda, tucanos, peemedebistas e petistas mostram-se irados contra o ex-procurador Janot, que os denunciou. Carmen Lúcia e Fachin são pressionados na confirmação de prisão para condenados em segunda instância. Que é isso? Que inversão é essa?

 

Os poetas
No dia de ontem foi lembrado o dia do poeta, da poesia. Engano dizer que a poesia é secundário instrumento na literatura. Dos atuais autores destacamos a enorme expressão de Chico Buarque denunciando o cruel anonimato do operário, em sua música Construção: “morreu na contramão atrapalhando o tráfego...” Corriqueiramente presenciamos o desdém inculto ao verso, justamente por desconhecê-lo no seu magnífico potencial literário social e humanístico. Castro Alves, utilizando-se do recurso retórico da prosopopéia e prenuncia a Volta da Primavera: “Já viste às vezes, quando o sol de maio/inunda o vale, o matagal e a veiga?/ Murmura a relva: - Que suave raio!/ Responde o ramo: - Como a luz é meiga!” O poeta fala do corpo e da alma ao mesmo tempo, imprimindo quilate à palavra e desafiando consciências.

 

Mara Duarte
Registramos a colação de grau em Direito da estimada Mara Regina Duarte, filha do compadre Caio Duarte. Parabéns e sucesso na advocacia.




Leniências e escândalos

Quinta-Feira, 08/03/2018 às 06:00, por Celestino Meneghini

O que se discute hoje, perante a decisão do ministro do Supremo, Luís Roberto Barroso, de enfrentar a investigação rumorosa contra o presidente Temer, é o valor da lei para todos. Inclusive um presidente acusado de envolvimentos escabrosos. A nação ficou chocada com a conivência de um Congresso espúrio, que consagrou desproporcionalmente o privilégio de não julgar seu mandatário. Isso acontece em situações extremas onde a parcimônia de aliados, usa generosamente o poder legal para presentear um mandatário livrando-o da urgente obrigação de prestar contas de seus atos. A preservação da incolumidade de Temer e seus graves acólitos, evitando o processo nos escândalos é a lei que protege algumas decisões soberanas do Legislativo. O fato de proteger legal e politicamente o presidente não quer dizer, quase nada, que tenha sido ato de moralidade. É, no entanto, permissão legal da democracia, que magoou a opinião média do povo brasileiro. Democracia é a forma republicana, mas não é modalidade de perfeição.

 

Quebra de sigilo
O ministro Barroso determinou a quebra de sigilo do coronel João Batista Lima Filho, Rodrigo Rocha Loures e do presidente Temer. A tropa de choque do Planalto, não se sabe por que, não esconde a perplexidade. Revela-se um clima de apreensão, contra um princípio apreciável e democrático: a transparência. Não se fala ainda em condenação. É mera investigação. Além disso, a delação da JBS está vívida. Advogados do presidente em ação!

 

Ministros
Eliseu Padilha e Moreira franco, esteios do Palácio, são alvos de investigação, com recente ordem de elucidação para apurar repasses da Odebrecht. São citados no inquérito e permanecem no trono do poder. O ministro Fachin, da Lava Jato, incluiu Temer na lista dos investigados. Marun vocifera dizendo que o presidente não pode ser investigado. Por certo, o judiciário sabe que só poderá processar ministro ou presidente mediante autorização do Congresso. Trata-se, no entanto, de investigação policial, quase arquivada pelo ex-diretor da Polícia Federal, que foi demitido. Tudo isso está inserido no quadro democrático da República.


Saber a lei
A interpretação dos ministros do Supremo que autoriza a investigação das suspeitas é fruto de exaustivo conhecimento da lei, em nome da necessária austeridade. É conhecido o preceito hermenêutico “scire legem, hoc non est, verba eorum tenere, sed vim potestatem” (saber a lei não é apenas ler suas palavras, mas perceber sua força potencial).

 

Trapaças
A presença da salmonela, apontada na investigação da Polícia Federal segue as fraudes denunciadas na operação Carne Fraca. A burla da BRF, escondendo a salmonela pullorum, é mais grave pela falta de sinceridade dos procedimentos do que possa ser o dano direto à saúde pública. A trapaça, por si só, retira o critério da rastreabilidade dos produtos. Isso é grave para todo o contexto de produção do País. Facilmente vira escândalo, no exterior!

 

Rio Grande
O cancelamento da principal obra do Pólo Naval de Rio Grande abala dramaticamente o potencial econômico desta região do estado. A plataforma P-71 atraiu milhares de trabalhadores e investimentos paralelos preconizando cenário otimista para a cidade portuária. A frustração é triste para uma realidade que mostra apenas 80 mil toneladas de sucata. A Petrobas levará tudo para o Espírito Santo.

 

Agricultura
A agricultura vem salvando a economia do Brasil há muito tempo. É fonte mais original de subsistência. Traduz a versão de frutificação do trabalho e resume apreço que merece esforço técnico e cultural. Além de sua influência direta na sustentabilidade alimentar é referência fecunda com as fontes de renda e o meio ambiente. Todo o cuidado com este potencial de riqueza deve ser incentivado, tanto na grande como na agropecuária em escalas menores.

 

Distração
O uso de celular ou fone de ouvido não pode gerar destruição. Além da imprudência de quem dirige é preocupante a distração das pessoas nas travessias das ruas.




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