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Colunistas


Segovia fissurou o metatarso

Quinta-Feira, 01/03/2018 às 06:00, por Celestino Meneghini

O delegado geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, precipitou os fatos previsíveis, ansioso por proteger o presidente Temer. Extrapolando sua missão no comando da Polícia Federal, tentou resolver rapidamente o incômodo que vem causando a suspeita de envolvimento de Temer em trama de corrupção. Sua postura estranha alertou os gansos! Sua ousadia apostou na incapacidade do entendimento popular ao apreciar o mais explícito caso de propina protagonizado pelo deputado e assessor intimamente ligado ao presidente, Rocha Loures. Refestelou-se em demasia para agradar o Palácio, dizendo que “uma única mala de dinheiro não seria prova suficiente”. Por isso antecipou seu parecer pelo arquivamento do inquérito no envolvimento de Temer. Isso tudo, após audiência secreta com o presidente. Bastou para que a lépida tentativa de escoimar Michel acendesse os holofotes sobre tudo o que julgava afoitamente digno de arquivamento. Seus colegas estavam ainda inquirindo testemunhas para consolidar prova. Mesmo com o silêncio de alguns barões da imprensa, o assunto ficou mais sério quando o ministro Luís Roberto Barroso agiu rapidamente avocando ao supremo o pedido de explicações a Segovia. Tentou driblar a ética policial, mas foi infeliz na sua sabujice, pisou mal e fraturou o metatarso. A mídia, afinal, percebeu e acabou repercutindo um pouco menos que a lesão de Neymar.

 

Jungmann substitui

Em meio à estranha composição ministerial de Temer, a figura de Raul Jungmann tem sido espécie de exceção, diametralmente oposto ao descalabro de outras nomeações. Exonerou Segovia e levou o nome de Rogério Galloro ao Planalto. A escuderia infiltrada no Lava Jato foi surpreendida e não restou ao presidente alternativa senão aceitar a demissão do comandante da PF, que foi substituído.

 

Alerta
O ministro do Supremo, Luís Alberto Barroso há muito que está atento às manobras incríveis contra a investigação. Autorizou a prorrogação do inquérito com quebra de sigilo e outras providências.

 

Garagem do Jaburu
A procuradora Raquel Dodge resolveu mostrar que não estacionou na garagem palaciana. E encaminhou pedido ao Supremo para incluir Temer na investigação sobre o jantar no Jaburu. Tudo isso é sintomático. Ainda que seja prudente esperar pelas provas, o jantar envolve os ministros Padilha e Moreira, nomes de proa do PMDB, a exemplo de Temer, ainda em 2014. Dodge entende que o dever de investigar não é o mesmo privilégio previsto ao presidente e ministros para julgamento.

 

Jaques Wagner
Enquanto o vulcão de denúncias elucida o desastre do governo do Rio, no PMDB de Sergio Cabral, explode como uma bomba a denúncia de corrupção contra o petista da gema, Jaques Wagner. A sessão de terça no senado foi incisiva pela inocência do ex-governador citado para concorrer pelo PT à presidência.

 

Até os ossos
A investigação persecutória da máfia da prótese que falsificava e superfaturava material de implantes ortopédicos avançou até a lavagem de dinheiro. Esse lucro infame levou o médico Fernando Sanches a esquentar dinheiro em lojas de produtos infantis. A polícia conseguiu bloquear em torno de 20 milhões neste patrimônio espúrio.

 

Superação
Nesta sexta-feira, dia dois de março realiza-se o Seminário da Campanha da Fraternidade, no Colégio Bom Conselho. Será às 19h no auditório deste educandário engajado no tema Fraternidade e Superação da Violência. A campanha destaca o pensamento citado no evangelho de Mateus “vós sois todos irmãos”. As comunidades, além de esperar os efeitos defensivos do estado policial têm capacidade pacificadora na cooperação. Ver o próximo como merecedor de atenção evita ódios que violam a paz cotidiana. Debater esta pauta também é coragem perante o complicado relacionamento humano das diferenças.

 

Sorte e fé
O compositor Renato Teixeira fala sobre a vida, de esforço pessoal e fé. “A fé tem que ser mais forte que a sorte”.

 

Ricordi
O Coral Ricordi D’Itália retomou seus ensaios para mais um ano de música e arte. Está pronto o DVD de 2017.




Manobra presidencial

Quinta-Feira, 22/02/2018 às 06:00, por Celestino Meneghini

O candidato do conservadorismo, Jair Bolsonaro, defende medida severa no governo do Rio, de intervenção militar, não o que entende apenas medida paliativa de intervenção federal, na secretaria de Segurança. Sob o ponto de vista republicano democrático, a visão de Bolsonaro e seu séquito delirante vem contra a idéia de solução em regime de liberdade. Numa coisa, no entanto, ele está certo. A necessidade de intervenção no território carioca surge evidente, mas do jeito que se apresenta semelha-se a mais um golpe político. Isso, por que não será dada solução à segurança pública num estado em que as causas de insegurança e crimes brotam nos tronos das mais sagradas instituições. O Exército nas ruas vai fazer a varredura capaz, como se espera. Não tocará, no entanto, num fio de cabelo dos corruptos que continuarão observando a briga das forças federais contra a plebe ignara. As taças dessa bacante nababesca e fria, das corrupções nas licitações, na Assembléia do Rio e até no Tribunal de contas do estado, prosseguem tilintando. Os morros das favelas vão tremer da cabeça aos pés, em poucos dias. Isso até que o presidente Temer anuncie “vitória contra os criminosos”. Os comandantes do tráfico, em seus apartamentos luxuosos voltarão a rir. Esses comandos, mais poderosos que as lideranças das celas dos presídios, permanecem incólumes, como a gang política corrupta. Com isso, o presidente citado com seus acólitos nas malas de dinheiro e milhões ilegais no apartamento de Gedell e em segredos com delatores das empreiteiras nas garagens do Jaburu, transfere toda a pecha aos favelados. Essa é a manobra a ser enfeitada como bandeja social de agenda positiva. Por isso até Bolsonaro, na sua postura soldadesca, percebeu que Temer quer popularidade a todo custo, e quer concorrer a presidente. Deseja sair como salvador e ocupar o proscênio.

 

Bota e tira
Além da confusão jurídica do temerário mandado territorial, que serve apenas para busca e apreensão e não para ato pessoal de prisão (que é personalíssimo), houve outro equívoco. A intervenção federal, uma vez aprovada pelo Congresso, não pode funcionar como instrumento meramente estratégico nas votações congressuais. O presidente que é doutrinador constitucionalista deveria ter previsto isso antes da gafe prenunciada do bota e tira do comando interventor. Sem brinquedo político!

 

Marun
O ministro Carlos Marun não é apenas um comprador de votos. É esperto e evitou constrangimento maior ao reconhecer que a reforma previdenciária terá que esperar, mesmo que necessária.

 

Ano escolar
Diferente de tantas cenas lamentáveis de uma era com ausência de valores, Passo Fundo celebra o início do ano escolar. A rede escolar municipal é tarefa nobilíssima da gestão municipal. Historicamente tivemos bom investimento na educação do município, meta reforçada na administração de Luciano Azevedo.

 

Mãe e criança
O judiciário passa a adotar jurisprudência de proteção infantil nos casos de gestantes presas ou mães que tenham filhos pequenos. A tendência não é privilégio casuístico como o foro privilegiado injustificável dos deputados e senadores. A tolerância da prisão domiciliar é justa em favor da criança inocente que precisa da mãe!

 

Fome, não!
Os povos latinos têm uma história de sofrimento. Os desalojados pela miséria política da Venezuela que chegam ao Brasil por Roraima é situação de calamidade. A dor da fome está acima das fronteiras e das facções políticas. E o Brasil pode melhorar esta acolhida!

 

Emprego
Está sério demais o desemprego no Brasil. A busca de trabalho está mais difícil. Até 2016 a espera era de 12 meses. No último ano é de 14 meses. Os empregados também sofrem. 61% de entrevistados tiveram redução de renda.


Ne toucher pas!

Pessoas que vão à feira comprar verduras, frutas, especialmente a uva, poderiam ter mais modos. Não tocar ou apertar os produtos. Os franceses gritam quando alguém exagera: “Ne toucher pas!” (não tocar!).




Flor da rebeldia na arte da rua

Quinta-Feira, 15/02/2018 às 06:00, por Celestino Meneghini

O grito de rebeldia do povo brasileiro ecoou ao som dos tambores nos ritmos atávicos do samba. A passarela do samba transfigurou a dor do abandono dos trabalhadores angustiados com o desemprego e arrocho no custo de vida, num apelo dramático, no maior palco do mundo. O canto sofrido explodiu nas avenidas com a força dos ritmos musicais do samba como derradeiro reduto. A arte expressa em alegorias e movimentos dramáticos mesclou roteiros de pura aflição popular, cansada de recorrer aos foros formais de justiça social. Foram emoções brotando de todas as almas, contra a escalada da exploração e corrupção como instrumento de opressão aos pobres. A cuíca roncou de fome, como já disse João Bosco na recrudescida vilania da recente ditadura, onde sua música foi censurada.

 

Afasia do poder
As manifestações populares contra o governo e o impeachment de Dilma não motivaram suficientemente o Congresso Nacional, que seguiu a batida fúnebre encobrindo crimes, manipulando tudo. O centro de decisões políticas de Brasília colocou panos quentes na revolta popular. As ruas advertiram severamente para a deterioração do poder, muito mais que as paixões partidárias. O parlamento, o governo Temer e o capital gestor, preferiram oficializar a conduta de afasia, e seguiram decidindo tudo pelos interesses opressores. A decepção foi revelando que a corrupção ampla tem proteção absurdamente amarrada à injustiça social. Com a dor de não ser ouvido, o povo recorreu ao meio desgarrado dos cordões de títeres para derramar seu pranto na música evocando força na arte ancestral. Os protestos nos dias de carnaval sacudiram o país!

 

Paraíso da Tuiuti
A grande maioria do povo trabalhador entendeu a atitude missionária da arte popular de respeitável parcela do desfile de rua. “Meu Deus, meu Deus, não leve a mal se eu chorar...”, expressão de um povo assombrado pela escravidão secular, que impactou o pensamento em plena festa. “Ó pátria amada, por onde andarás, porque teus filhos já não agüentam mais...”, ou a Pietá – de Michelangelo, arte soberana da Europa, com a versão negra da mãe com o filho morto no colo. É protesto contra a violência, súplica de mães desesperadas por que estão perdendo seus filhos.

 

O protesto da alma
O sentimento de liberdade é como a fome da alma. A coreografia dos escravos acorrentados, o embalo da batucada, trouxe o rufar dos troncos das selvas africanas. Fez calar modelos fictícios da moderna comunicação. A arte que carrega sempre a alegria, mesmo sufocada, já fora comentada pelos romanos, como revela a crônica do repórter Geral Eliseo (que recebi do amigo Neto Sobrinho): “Ridendo castigat mores” (rindo moralizam-se os costumes.

 

Fora os grilhões
A cena chocante dos figurantes que representaram os antigos escravos, com grilhões e cadeados, emocionou no que a arte tem de mais sublime. No compasso pungente da aflição, foram rompidas as correntes da escravidão exprimindo o desejo de liberdade. O carnaval surpreendeu a todos. Resta saber se o grito por liberdade de espaços para viver dignamente chegará às hostes dos que vivem da injustiça social. Vejam só! O samba das ruas é o grande lamento, num palco feito para alegrias, tornado misto de esperança e crença na retomada dos rumos na relação do poder com o povo da nação.

 

Povo pensa
Se a violência transborda nos quadrantes brasileiros, além do Rio de Janeiro, não adianta recostar cotovelos na janela para observar vizinhos. A Venezuela serve para nos informar que a fome tira a liberdade de pensamento e suscita atitudes individuais ou coletivas imprevisíveis. O Brasil peculiar mostrou que ainda pensa na severa musa da igualdade, e buscou a festa do carnaval para dizer isso.

 

Trabalho
Está difícil pra quem trabalha. Muito mais difícil para quem não encontra trabalho e nada recebe!




Defesa do trabalho

Quinta-Feira, 08/02/2018 às 06:00, por Celestino Meneghini

A luta em favor do trabalho e trabalhador remonta de séculos. O período mais cruel da história brasileira foi a vigência da lei da escravatura, que consolidou idéia e prática criminosa contra a vida de gerações humanas. Os efeitos da escravidão não ficaram limitados aos negros e índios submetidos a condições desumanas, estupros, mortes, tortura ou mutilações. Formou-se oficialmente a cultura da submissão a todos, brancos, negros ou pardos, que nascessem abaixo da linha de poder. A deformação moral, ética e psicológica penetrou nas entranhas das gerações que mantiveram a perversidade de quem era submetido ao trabalho forçado, ou condições semelhantes nos engenhos de uma elite criminosa. Foram três séculos de intensa ilegitimidade do capital em mãos de exploradores que acumularam riquezas com base unicamente na exploração e injustiça social. A elite incompetente e socialmente inoperante cultivou a dinastia dos nababos a um custo social infame, onde pobres e desvalidos deveriam ser eternamente desprezados. O cancro da prepotência só foi atacado pelas lutas sociais em defesa do trabalhador, mas a cultura da injustiça social permanece.

 

Ministério
A instalação da República embora viesse carregada desproporcionalmente pela influência dos poderosos, ensejou os primeiros espaços de luta por justiça social. A nomeação da meia ministra, pelo meio governo Temer, para o Ministério do Trabalho, exibe o desprezo pela instituição que representa conquistas mínimas do trabalhador. Cristiane Brasil é continuidade da recente investida na desmobilização da força de trabalho. Não foi por acaso que o ato do atual governo tentou destituir o valor das relações laborais para proteger trabalho escravo. O episódio escancarado revoltou o país. A nomeação de Cristiane Brasil é insistência grave em desdenhar o direito do trabalho. É a figura que deslustra conquistas históricas e principiológicas. É isso que fere a cidadania, antes mesmo das dúvidas sobre suas condições pessoais de ocupar função pública. Mesmo que decisão judicial autorize a posse de Cristiane, será um vexame para a democracia.

 

Raquel Dodge
A recente manifestação da procuradora geral Raquel Dodge, para retomar a luta contra o trabalho escravo apresenta-se como urgência cívica. A forte corrente de retrocesso que ainda viceja no governo precisa ser estancada.

 

Explosão do ódio
A escabrosa situação gerada com a violência no Rio de Janeiro, que se projeta em todo o país tem suas origens na prolongada ferocidade da escravidão. Impregnou-se a cultura de que apenas uma minoria privilegiada tenha direito à dignidade. Este é o ódio contra os subdesenvolvidos. As ondas de violência assombram até áreas da Marinha Brasileira, como o campo de instruções no Rio. Já é demais há muito tempo!

 

A escalada feroz
A aflição popular expandiu-se com crueldade veloz. A dor da insegurança tomou conta dos pobres. Vítimas que vão além das atrocidades das vias - Amarela ou Vermelha. Se toda a guerra é injusta, eis aí nossa herança de injustiças seculares.


Se Lula for preso haverá impacto

Retomados os trabalhos do Supremo Tribunal, o noticiário sobre recente julgamento de deputado federal João Rodrigues, do PSD, imagina-se o que posa acontecer a Lula. O voto do ministro Alexandre Moraes ecoa como prelibação para a sentença que condenou o ex-presidente. Na sua manifestação o ministro não deixa dúvidas de que a sentença de execução em segunda instância de Lula deve seguir o entendimento pela prisão e inelegibilidade. As condições eleitorais terão como palavra final o entendimento do Tribunal Superior Eleitoral. As forças petistas e partidos apoiadores já discutem nomes alternativos. As ações em defesa de Lula valem como investimento de mobilização, enquanto os partidos mais conservadores tentam debelar volume considerável de acusações a seus líderes entre possíveis envolvidos em ficha suja. Lula ainda tenta recurso sobre decisões, mas com possibilidade de êxito cada vez mais remota. A prisão de ex-presidente em plena popularidade terá impacto inevitável, embora não imprevisível.




Saneamento básico

Quinta-Feira, 01/02/2018 às 06:00, por Celestino Meneghini

Ao abrir o jornal ON, na página seis, deparei-me com a matéria elaborada pela jornalista Larissa Paludo, justamente sobre a coleta, tratamento, e destinação do esgoto. O texto define bem os diferentes estágios e respectiva importância, neste item imperativo à vida da comunidade, o esgoto cloacal. O serviço de esgoto diz respeito a todos os seres humanos, desde o dia do nascimento até a morte. Em toda história da humanidade é parte da essência na vida individual e fator básico no relacionamento coletivo. Com maior ênfase à saúde e bem estar é necessidade da moderna forma de agrupamento humano, as cidades. As cidades que não conseguiam o saneamento mínimo, na antiguidade, freqüentemente sucumbiam exterminadas pela peste e toda sorte de contaminação. Há relatos, porém, de verdadeira engenharia sanitária na remota civilização inca, sobre a forma de tratar o esgoto cloacal. Muitas cidades brasileiras têm seus filhos sujeitos a ambientes suburbanos devastadores, pela completa ausência do saneamento básico. É um crime permanente que não comove suficientemente gestores e a soberba de poderosos. As epidemias transmitidas por mosquitos afligem todos os dias a população. O esgoto que contamina rios, valas infectadas entre casebres, é fomento à procriação de moscas e mosquitos que impedem a boa saúde de multidões.

 

Sistema coletor
A matéria explica também sobre a participação indispensável dos moradores da cidade na habilitação ao sistema de coleta, por onde a rede da Corsan dá cobertura. Ainda são muitos os moradores que não fizeram a ligação ao sistema de esgoto que está chegando. A meta dos últimos investimentos previstos é atingir 70% das moradias. É urgente, no entanto, que todos façam as ligações para a coleta dos dejetos residenciais. Sem essa participação consciente e inadiável, o investimento no projeto da Corsan não resolve.

 

Custo
A coleta tem custo, que precisa ser incorporado por todos os cidadãos, como prioridade. Possivelmente deva evoluir o debate para que as pessoas sem recursos não fiquem excluídas. É básico para a sobrevivência. Precisamos atingir a meta de coleta e tratamento do esgoto em 100% das residências, indistintamente. Desculpem a insistência no assunto, mas não se trata de utopia de políticas públicas. É mandamento concreto para uma cidade feliz!

 

Custo Lula
Cada dia que passa apresenta-se mais irreversível o aspecto legal decorrente da condenação de Lula. Em pouco tempo esgota-se o prazo de uma batalha judicial, até que chegue a hora do trânsito em julgado definitivo. O destino mais provável é sua inelegibilidade e até prisão. Lula é o maior mito vivo na política brasileira. Os seguidores do ex-presidente persistem numa campanha de preservação de sua imagem, o quanto possível. A comparação feita a seus opositores também enredados no crime de corrupção que andam soltos por aí, não socorre a causa lulista, a não ser como sentimento popular. Mantê-lo presente na opinião, perante uma oposição desastrada, é estratégia democrática.

 

Aura e pecado
Os créditos históricos de Lula, de qualquer jeito, serão sempre moeda decantada como aura, para se contrapor aos pecados da mesma trajetória. O tempo dirá sobre o destino do PT.

 

Constrangimento
Também não se sabe como acabará o episódio da ministra nomeada Cristiane Brasil, impedida de assumir. A cena pitoresca recentemente divulgada, ao arfar do vento em pleno mar, mais parece simulacro de um drama “inter pocula” (entre os copos). O desdém à sentença trabalhista, protagonizado pela meia ministra do meio governo Temer, desagradou até o senso mínimo do pai Jefferson. Ainda que a Justiça possa reconhecer constitucionalidade na nomeação de Temer, a sobriedade do Ministério do Trabalho restará ofendida.

 

Investimento
O investimento da União acentua a queda, só comparada ao déficit de 1997. É a pior situação dos últimos 22 anos. Os cortes não atingiram classes privilegiadas que recebem salários e vantagens exorbitantes neste momento de crise. A austeridade pegou setores importantes na pesquisa, além de educação, habitação e saúde pública.




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