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Colunistas


Filhos de adolescentes

Quinta-Feira, 30/11/2017 às 06:00, por Celestino Meneghini

Embora a questão da maternidade precoce seja universal e atinja indistintamente camadas sociais diversas, a pobreza faz-se presente na maioria dos casos. Fala-se aqui nas proporções de concepção que envolve adolescente ou jovem. No Brasil 20,8% da maternidade envolvem meninas/adolescentes, em circunstâncias de dificuldade. E normalmente sem acompanhamento paterno. Metade dos casos refere-se à gravidez na faixa da infância adolescência (10 a 14 anos) e outra metade dos 14 aos 19 anos. Mesmo com atendimento de saúde (SUS), é freqüente surgimento de problemas obstétricos, e emocionais ou psicológicos para a mãe e a criança. Entre os casos mais complicados, além das conseqüências psicológicas, principalmente para a criança, os observadores apontam a demora no acompanhamento pré-natal, infecções, amamentação precária ou o estado puerperal. Os riscos concorrem fortemente com a generosidade dos desígnios da natureza. O pré-natal e amamentação do recém nascido são fundamentais. O problema é que a gravidez ocorre principalmente entre meninas mais pobres e com baixa escolaridade. A vida enrijece tanto para a mãe que suspende a escola como para o filho, nestes casos, mais propenso a reproduzir carências. Embora a natureza seja milagrosamente generosa, em alguns países a gravidez na adolescência é considerada problema de saúde pública. Pouco se fala em políticas públicas para esses casos de maternidade precoce, já que a mãe e filho não votam. Mas é um problema severo que afeta a cidadania. E mais, a criança não tem culpa.


A crise de liderança
É depressivo para a democracia a constatação de que 14 dos 25 presidentes dos partidos políticos brasileiros estão na lista de suspeita, ou denunciados, por corrupção. A ordem de prisão de Antônio Carlos Rodrigues, PR, escancara o quadro ético comprometedor de lideranças políticas. A ação policial Compromete Romero Jucá, do PMDB, Gleisi Hoffmann - PT, Aécio Neves – PSDB, Agripino Maia – DEM, Ciro Nogueira – PP, Roberto Jefferson – PTB, Carlos Lupi – PDT, que são os mais expressivos líderes nacionais. Partido é instituição; merece proteção e não pode suportar condutas desonestas. As salutares diferenças de opinião política infelizmente são destruídas pela voracidade dos ensandecidos. A decomposição de liderança partidária custa muito caro, não só para os cofres públicos, mas para a justa esperança do povo.

Parlamentares
A perversa realidade do envolvimento de uma centena de parlamentares em escândalos de corrupção expõe a dificuldade de alcançarmos a punição. A ação mais, ou menos efetiva, do Judiciário não depende apenas da investigação policial. Trata-se de um poder que também recebe as pressões de líderes poderosos. A imprensa e o Ministério Público também agem neste contexto, mas não podem parar. No Congresso são permanentes as manifestações para dificultar a apuração ou punição. E nada mais nos surpreende no desespero dos que usam a representação democrática para se livrar dos processos. Um desses instrumentos é a utilização do foro privilegiado, a cada momento assaltado pela relação incestuosa do uso do mandato para defender o crime. Como disse Jose Hernandes : “la ley es como el cuchillo:/ no ofiende a quien lo maneja”. Legisladores e detentores do poder usam essa arma (a faca) contra os interesses do povo, mas não querem machucar-se. Por isso é muito estranho a democracia sem povo.

Ricordi D’Itália
A história cultural e artística da música italiana do Coral Ricordi D’Itália é memória da influência de colonizadores que viveram em nossa região. O coral fará, nesta sexta-feira, a apresentação musical de um grupo amador com grande dedicação. O espetáculo inclui repertório variado, que aborda a luta, valores, e alegrias de uma geração incluída na vida do país e da região. O Recital Ricordi D’Itália, em sua terceira edição, será no palco do SESC, às 2h30min. Ingressos ainda podem ser adquiridos junto à secretaria da Catedral Metropolitana, ou mediante contatos com a presidente Glaci Bortolini, fones: 9 9931-1076 e 9 9912-1585.




Dandara e Zumbi

Quinta-Feira, 23/11/2017 às 06:00, por Celestino Meneghini

Mesmo antes da participação da guerreira líder, Dandara dos Palmares, as mulheres seqüestradas de suas tribos na África suportavam a dor mais pungente da escravidão. Castro Alves descreve a tragédia dos navios negreiros e a suprema aflição das mães: “Negras mulheres, suspendendo às tetas/ magras crianças, cujas bocas pretas/ rega o sangue das mães...” Dandara, todavia, simboliza a resistência guerreira ao lado do esposo Francisco Nzumbi, Zumbi dos Palmares. O casal legendário das lutas libertárias foi imolado em meio ao massacre do maior quilombo no Brasil. Foram mães que lutaram e não tiveram tempo para derramar lágrimas. Nos quilombos, os negros construíram instalações produtivas e inteligentes, como hábeis no amaino da terra, caça e pesca. Coisas que a aristocracia improdutiva não fazia, a não ser delegar o trabalho aos escravos. Descendentes africanos sustentaram essa sociedade letárgica de senhores preguiçosos e cruéis que imperou sobre a vida e morte dos súditos. Ainda no século XIX o princípio patrimonialista permitia angariar empréstimos bancários dando escravos como garantia. A maior corrupção do país. Mais de três séculos assim! Séculos de horror toldaram o céu de nossa pátria, mesmo após a Independência. Entendam nossos leitores que relatos de nossa história repleta de dor a covardia não pretendem reacender ódio e amargura. Fazemos isso em nome de idéia de liberdade por uma consciência de resgate do holocausto de tantos irmãos inocentes que deram a liberdade e o próprio sangue para que chegássemos aos dias de hoje.

Amas pretas

Hoje ainda vemos núcleos de privilegiados desconectados em relação ao cenário de violência nas favelas, como se fosse situação de outro planeta. Absorvem a miséria alheia com explicações relativistas espantosas, como se o “poor side of town” (lado pobre da cidade) fosse moral e plausível. Nenhuma réstia de cooperação. Assim agiam os vendedores de escravas que eram objeto de anúncio em jornal, onde essa imoral mentalidade patrimonialista mencionava ofertas de mães, em amamentação para nutrir crianças brancas de mães esquálidas. Sabiam do valor da mulher negra. As mães fortes e com boa produção de leite, podiam ser compradas com filho ou sem filho ainda infante. Esse é o caos profundo, da elite e da “nobreza”, que implantou a cultura do desprezo pelos pobres, negros, brancos ou pardos. Tudo pelo lucro, até o sagrado elo criador de mãe e filho, é superado pela volúpia patrimonialista. As mulheres negras perceberam seus valores insuperáveis. 

Sem escola

Outra maldade oficial a que eram submetidos o filhos de escravos: proibição de freqüentar escola. O senhorio explorador sabia que o conhecimento é arma libertária, como apregoa a mestra da Jornada Nacional de Literatura, professora Tânia Rösing. As mães escravas suportavam como ninguém a dor de ter filhos sem escola. Por isso a mulher negra e moderna de hoje vem assumindo liderança e luta pelo saber. Observem, elas lêem cada vez mais.

Avanços

A negritude presente, no trabalho, na cultura, ou nas artes, ciências e desenvolvimento, devolve o senso salvador da cooperação e cidadania. Crescemos todos fitando o mesmo patamar de dignidade. É o sentido de verdadeiro amor cívico que nos redime, numa pátria carente de igualdade. Graças a Deus temos grandes avanços.

Recital Ricordi

A diversidade de canções italianas será o espetáculo do recital Ricordi D’Itália, in Concerto III. O consagrado Coral Ricordi D’Itália de Passo Fundo vai se apresentar dia 1º de dezembro, no Teatro do SESC. Ingressos para o espetáculo musical poderão ser adquiridos com os membros do coral, especialmente com a presidente Glaci Bortolini, ou pelos telefones (54) 9 9931-1076 e (54) 999121585.

Retoques:

  • Jorge Picciani (PMDB) mal fazia tinir as taças da impunidade, quando ouviu a nova voz de prisão.
  • O capitão Evandro Zambonatto recebe os confrades da Mesa Um do Oasis, nesta quinta-feira, no Vermelhão da Serra. Entre as novidades do Zamba, o falado Pato recheado.




PMDB no pódio da corrupção

Sexta-Feira, 17/11/2017 às 06:00, por Celestino Meneghini

Parece que as revelações da Lava Jato não acabaram com as surpresas. Tem muito mais do que se imagina. Já se previa mais podridão, como acontece na gestão mais podre dos últimos 500 anos, envolvendo assustadoramente gestores do PMDB. Até a Globo começou a legendar o partido envolvido mais diretamente no roubo aos cofres públicos. Mas, o que parece não apresentar surpresa, oferece números apavorantes, nas falcatruas do transporte do Rio. O que se calcula que foi o benefício para o monopólio do transporte coletivo (de Sergio Cabral e a dinastia de Jorge Picciani), criminosamente alcançado, chega à casa dos 190 bilhões de reais, via renúncia fiscal. E a propina jorrou. E o Rio está pobre, prejudicando o Brasil inteiro. Os corruptos do PT já foram denunciados, mas esse pessoal do PMDB ocupa o pódio de todas as competições arrebatando a taça do PP e PSDB. Edson Albertassi (PMDB), com a maior cara de pau é indicado para o Tribunal de Contas. O governador Pezão dá um pisão na moral insistindo no nome de Albertassi. E André Puccinelli ex-governador do MS, enrolado até o nariz na operação “Papiros de Lama” e Cadeia Velha, também é do PMDB.

Torpor
Não é difícil deduzir o que gerou o estado de torpor, estupor, ou apatia moral que afeta o ânimo cívico do brasileiro. O que se imaginava expressão popular fortalecedora, concentrada no apoio contra a corrupção e o impeachment da presidente Dilma acabou em exaustão. As seqüências monstruosas de focos do crime organizado continuado geraram um resíduo mórbido. A perplexidade ampliada atingiu a crença na mobilização contra o roubo deslavado de nossos recursos nacionais. Deixando de lado as conotações partidárias entre “coxinhas” e “mortadelas”, esquerda ou direita, sobrou o ceticismo morno. A imprensa, face importante no processo, não evoluiu. Ainda há confiança na investigação policial, mas a realidade de difícil eficácia judiciária espalhou dúvidas sobre a esperada punição. O povo está aflito, mas silencioso. Silêncio intrigante. O delírio sombrio da intervenção também definha. A grande maioria está abalada com a crise que começa a afetar a sobrevivência. O clima não é bom por que aumentam as incertezas.

País triste
Uma tristeza paira no ar entre pessoas que saíram de suas casas para protestar contra a praga da corrupção. Isso acontece porque o poder não foi sacudido o quanto se esperava. Até os semeadores de ódio partidário estão confusos.
Fantasmas coletivos
A proclamação da República, pelo marechal Deodoro da Fonseca, em 15 de novembro de 1889, veio de um desgaste imperial de D. Pedro II. Havia movimentação popular na classe média, mas foi o desejo de poder das oligarquias foi o mote republicano. Os grandes fazendeiros queriam compensar as “perdas” com a abolição da escravatura. Neste sentido, o compasso de participação popular foi lento e tumultuado. Hoje, apesar da restauração da democracia, continua sofrida a atenção ao povo trabalhador. Vejam o desemprego e a onda frenética que foi produzida para culpar os direitos trabalhistas pela ineficiência empresarial. Esta é a marca “killer”, definida por Augusto Cury, na sua obra Ansiedade, diagnosticando dissabores do pensamento socialmente progressista, no aspecto individual. Os fantasmas indiscretos da consciência popular ainda toldam avanços da democracia como justiça social.

Nascimentos
A informação sobre a redução de natalidade no Brasil permite assombro pedagógico. Que causas estão por trás desse medo de ter filhos? A diferença social alarmante afeta a dignidade da imensa maioria, na saúde, segurança, habitação, alimentação ou educação. Afeta a perspectiva histórica agora flagrada na contenção sublime da fecundidade familiar.

Gás
Gás de cozinha e gasolina com aumento astronômico nos últimos dez meses. E não há inflação?
Ricordi
Dia 1º de dezembro o Coral Ricordi D’Itália fará sua apresentação “In concerto III”. Será no auditório do SESC. Ingressos à venda!




Desertos de notícias

Quinta-Feira, 09/11/2017 às 06:00, por Celestino Meneghini

A informação e opinião ganham estudo numérico importante. O momento histórico, sem reducionismo, anda embalado pelas mídias. O instituto Atlas da Notícia é amparado em conceituados organismos de pesquisa e análise sobre a cobertura da mídia impressa e digital. Trata-se da presença do jornalismo do Brasil. A primeira etapa do projeto aponta existência de 5.354 veículos em 1.123 cidades de 27 unidades da federação. São 130 milhões, equivalente a 60% da população, servidos mais diretamente por veículos de informação e opinião. Considere-se que ficaram de fora 4.500 municípios, em regiões representadas por 70 milhões de habitantes. No ranking da concentração estão, São Paulo – 1.641, Rio Grande do Sul – 600 e Santa Catarina com 547 veículos impressos. Na proporção, nosso estado é dotado do maior número de jornais por 100 mil habitantes. O levantamento quantitativo denuncia expressiva disparidade das regiões Sul e Centro Oeste com as demais do país, exceto o Distrito Federal. Como dissemos, são números, mas considerados importantes na capacidade decisória dos cidadãos. Há a lacuna considerável pela ausência de veículos de informação impressa e digital, denominada “Desertos de Notícia”.

O privilégio de Passo Fundo


O perfil de cada luta histórica do desenvolvimento e da política em Passo Fundo está relatado nos jornais. São dois jornais diários na cidade. O Nacional é o mais antigo órgão regional que mantém ineditamente edições diárias, há quase um século. Mais do que o simples registro dos fatos ergue-se a cada dia um espaço de tribuna, com o estigma de memória implacável, na expressão vetusta do conhecido jargão. Assim, o jornal que cultiva a visão própria da comunidade, estabelece ao mesmo tempo o debate necessário no desdobramento de suas causas e trajetórias, garantindo a insuperável estrutura de resgate. Essa transparência é fonte de conhecimento sobre a sociologia regional etiológica. Todas as frentes de memória são cada vez mais imprescindíveis à consciência sobre o que somos e o que queremos. “Scripta manent, verba volant” (o que está escrito permanece, as palavras voam). A influência da imprensa escrita é incontestável. No caso, com tanta diversidade étnica, é possível entender como nossa terra apresenta facetas tão fortes e decisivas.

Regras trabalhistas
A nova legislação aprovada na reforma trabalhista entra em vigor a partir do dia 11 deste mês. Não há dúvidas de que algumas adaptações deveriam ser feitas para modernizar a relação de trabalho. Sem recorrer à teoria da conspiração, é fácil constatar que as regras aprovadas no Congresso ocorreram num momento de desequilíbrio de classes. O desemprego assustador debilitou a correlação de forças. Há polêmicas. A começar pelo que denominam inconstitucionalidade temerária, como observam os magistrados do Trabalho, a Ordem dos Advogados e a CNBB. Numa postura mais patrimonialista, além do ministro Ivens Gandra Filho – presidente do TST, a bancada ruralista, instituições empresariais e a maioria dos parlamentares federais. Nas negociações coletivas a expectativa é de polêmica da hierarquia legal.

Retoques:
Imigrantes senegaleses presentes em Passo Fundo já vinham preparando a celebração religiosa. São aproximadamente 300 representantes na cidade que lembram o dia de Senegal. Notável é o direcionamento religioso e ético de nossos irmãos senegaleses, que expõem alegria, disciplina e responsabilidade no trabalho.
A decisão judicial proferida por um magistrado de Goiás acende o debate sobre a infidelidade matrimonial. É o adultério, que era punido segundo artigo 240 do Código Penal, atualmente revogado. O que surge, agora, é a possibilidade de o adúltero ou a mulher adúltera, serem condenados por dano moral. A expressão latina “ad alterum thorum” (cama de outro), ganha sanção na esfera cível.
A reforma previdenciária tem muito a discutir. Recentemente a comissão especializada do Senado concluiu que a Previdência não é deficitária. Os recursos é que são utilizados para fins diferentes. Além disso, a reforma não atinge a mega aposentadoria.




Coluna Celestino Meneghini

Quinta-Feira, 19/10/2017 às 07:00, por Celestino Meneghini

Rancor dos corruptos
O jovem ministro da Cultura Marcelo Calero foi uma exceção na sua passagem efêmera pelo governo Temer. O diplomata de carreira denunciou pressões do antão ministro Geddel Vieira de Lima, que exigia privilégios ilegais numa obra particular. Com seu comportamento honesto, deixou o governo. Geddel ocupava a destra de Temer e, certamente desprezou a postura de lealdade de Calero em defesa de seu país. O noticiário tratou como figura quase ingênua, o que seria uma bomba no colo do governo Temer. Passou praticamente em branco. Gestos de fidelidade ao povo em clamor de justiça são tão raros restando abafados como centelhas no fundo desta caverna escura do poder. Vejam, agora, o ex-procurador Rodrigo Janot, que é atacado violentamente na sua trajetória de denunciante contra a corrupção. “Veritas parit odium” (a verdade gera ódio), neste cenário lúgubre onde cumprir o dever, não se vender, é ousadia e heroísmo mudo. As pessoas de bem, que se propõem ser honestas, preparem-se para o rancor dos corruptos!

O sistema
Às vezes, para não reconhecermos que há trama em tudo, somos levados, ou leves ao que se chama: voto de confiança. O povo acreditou que ocorrendo o impeachment da presidente Dilma obviamente haveria o estancamento da sangria pela corrupção. Temer assumiu e já teve grande parte de seu ministério envolvido em denúncias. Ele próprio foi denunciado em pleno exercício da sagrada presidência. E o crime continuou. Os articuladores do impeachment sabiam dos envolvimentos de Temer. Talvez por isso foi escolhido, garantindo que a lambança ia continuar. A manobra colocou Temer na presidência, por quê? Certamente, se o substituto de Dilma fosse rigoroso observador das leis (ilibado) e de correção ética, não cairia nas graças desse grupo que se revela mais contaminado, no Congresso. Que má sorte esta reservada ao povo! Quem diria que o estofo para o mal seria o grande mote na substituição da presidência!

Lidiane Leite
Lembram da ex-prefeita Lidiane Leite, de Bom Jardim? Aquela loira histriônica que sacudia seios generosos na pista da balada? Pois esta figura era citada por uma burguesia ridícula de nosso país, como moderna expressão de gestão. Isso acontecia há dois anos. Citavam-na como sucesso pela aparência física e não perdiam a chance de desprezar mulheres na liderança política, possivelmente cumpridoras do dever, mas sem dotes estéticos como a tal loira. Recentemente houve denúncia de corrupção acachapante no governo municipal de Bom Jardim. Ela gastou o dinheiro na badalação da balada. Poderia ter sido bela e honesta. Mas preferiu usar na boate o dinheiro do cemitério e educação. A lição é singela e universal: Aparências enganam!

Condição degradante
Primeiro as regalias da renúncia fiscal presenteadas aos grandes proprietários devedores da Brasil, às vésperas de mais uma condescendência a Temer e seus ministros. Agora as medidas ordenam o desmonte do combate ao trabalho escravo. A ficha suja dos exploradores não terá mais transparência para repúdio comercial. A nova ordem é um crivo político ao tratamento degradante que equivale ao trabalho escravo. A bancada ruralista exulta, agradece, ou agradecerá quando livrar Temer e os ministros do processo criminal no STF. Parece o poder de Nero, com a fronte engrinaldada, na destruição de Roma. Estão incendiando nossa democracia.

Tucanos de Aécio
O Senado devolveu a plena liberdade restringida com medidas cautelares aplicadas pelo Judiciário ao senador tucano Aécio Neves. Logicamente, com a aliança PMDB/PSDB, está definitivamente selada a defesa de Temer. Ao PT resta apenas concordar com críticas a Janot, que de nada adiantarão.

Retoques:
?As pessoas simples, do povo, tentam conter o desespero do desemprego, hospitais em greve, violência na cidade e no campo. Não falta muito para se ouvir o grito de angústia da mais forte epizeuxe bíblica “Eli, Eli, lamma sabachtani?” (meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?)




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