PUBLICIDADE

Colunistas


Água de Natal

Quinta-Feira, 21/12/2017 às 06:00, por Celestino Meneghini

O pedido dramático de crianças de uma comunidade nordestina, para ter água no Natal é chocante. Matar a sede é desejo mínimo de vida. É um comparativo grave que põe severa reflexão perante os apelos frenéticos de consumo e a exagerada visão consumista. O Brasil é nação capitalista, é a nossa versão de projeto social. Quando comparamos os desejos mínimos de felicidade, observamos que não é o sistema capitalista, por si, que determina o abismo do direito à dignidade humana. São os dogmas perversos destituídos do sentido de cooperação por uma cultura de poder de elites do capital, que permanecem compactas em todos os segmentos no uso das riquezas. Mal se iniciou o projeto de transposição do rio São Francisco, estão aí os abusos. A prioridade social do uso da água, para matar a sede da população mais simples, regar as pequenas propriedades, sofre a absorção das grandes empresas agropecuárias que sugam a rota das águas. Elas conseguem eficiência pelo poder econômico, sem citarmos os privilégios encontradiços nas autorizações generosas nos órgãos oficiais do governo. Falamos do capitalismo humanizado, que não pode dispensar a justiça social, que seria antes de qualquer coisa a prioridade de água para os mais necessitados. A base da justiça social é imperativo insubstituível para a decência de um país, hoje abalado pelo crime de colarinho branco, lesivo à saúde, e todos os direitos fundamentais do ser humano. Vamos deixar de lado essa literatura de mentiras, de esquerda ou de direita (nenhuma tem dado certo), comunismo ou liberalismo. Nada desses “ismos” tem sido propósito suficiente nos séculos de Brasil, para escutar o grito dos desesperados que desejam, pelo menos, um pouco de afeto e solidariedade, em meio a tantas riquezas, onde a água é o maior presente de Natal.

Tatu
Não fosse tão grave seria jocoso o nome da nova entidade do cartel recentemente denunciado, em 7 estados brasileiros nas obras do metrô. Soa como zombaria perante o povo o Tatu Tênis Clube.

Gestão tucana
As grandes empresas brasileiras, como Camargo Corrêa, Odebrecht, OAS, Queirós Galvão, vivem em estado de leniência. A mais recente entrega de envolvidos em irregularidades, pelo ex-diretor Marcelo Odebrecht, envolve dez bilhões nas administrações tucanas de Alckmin, José Serra, Alberto Goldman. Tudo relacionado com as obras do metrô, em projetos que se estendem por vários estados. A acusação é de cartel, que envolve 21 empresas. Marcelo apresenta documentos sobre denúncias. Com mais esta grande entrega, tem direito a folga da prisão. Está indo para a mansão no Morumbi, depois de dois anos de meio. Dá sinais de que encerrou as denúncias. Geraldo Alckmin vinha despontando bem para as eleições de 2018. Complicou!

 

Juiz esclarecido
Impressionante e chega a ser repugnante, a insistência do ministro Gilmar Mendes na soberba em se opor à eficácia no combate à corrupção. Tenta barrar e desqualificar o trabalho da polícia e do Ministério Público em acusações contra perigosos delinqüentes da elite econômica e política. E mais, ataca as atuações do ex-procurador Janot, elucubrando defeitos e tomando o respeitável agente público na conta de acusador irresponsável. Mas, ainda temos juízes no Supremo Tribunal Federal. O ministro Luiz Roberto Barroso rejeita com precisão insinuações que visam proteger criminosos. Citando fatos evidentes e de domínio público, discorda de Gilmar. Concluiu Barrosa: “Ricos criminosos não têm imunidade”, citando casos como Rocha Loures, Gedell e Cunha.

Fome
Grave, muito grave! Venezuela registra casos de fome atingindo a infância! A fome produz ausência de qualquer razão!


Natal
Ouvi o pároco da igreja Sagrado Coração de Jesus destacar a importância de uma árvore de Natal colocada defronte o altar, indicando a importância de seu símbolo de vida. Ao lado daquela repleta de enfeites, a árvore despida deixa ver o apelo de renovação e vida.




Esperamos e respiramos

Quinta-Feira, 14/12/2017 às 06:00, por Celestino Meneghini

O choque da realidade social que vive o povo aflige aos poucos. Está havendo acúmulo de preocupações, que aprofundam diferenças na sobrevivência familiar a partir da crise financeira, mas causando decepções nas condicionantes de realização pessoal. Ao mesmo tempo em que acreditamos no sentido esperança vemos esta percepção formando gargalos que a reduzem. Convenhamos que se apagou consideravelmente a ilusão de felicidade conectada à imagem de um Brasil rico e capaz de dividir oportunidades. Estamos cada vez mais na conta de espera prudente. A literatura romana interpretou este estado social no aforismo “Cum spero, spiro” (enquanto espero, respiro). Por ora parece que respiramos.

Adolescência
A saúde já aponta deficiências mais evidentes na missão estatal e coletiva de zelar pela saúde da infância, adolescência e juventude. Tratamentos preventivos e urgentes estão seriamente comprometidos. A tardança na assistência infanto-juvenil piorou, como nos casos de tratamento de câncer, onde hoje os casos são mais freqüentes. O prazo de 60 dias para tratamento foi esticado. Esses e outros males de saúde, não tratados com a devida urgência, por falta de componentes de quimioterapia agravam a saúde de nossa geração, além da redução da qualidade de vida, inibição na força de trabalho e seqüelas. Dados sobre estas carências, encolhimento de recursos para a saúde pública criam um clima de tortura social. As informações não são esperançosas.

Desemprego
O governo federal acaba de nomear centenas, ou milhares de agentes para cargos públicos partidários. Não há nenhuma explicação técnica para isso. Apenas a conseqüência de promessas no episódio das denúncias barradas no congresso contra Temer e seus ministros. Embora o inchaço da máquina pública tenha a forma legal pode ser considerado extensão do escândalo. Mas o desemprego continua!

Sustento
Observadores lançam esboço do que pode denunciar a maquiagem do item custo de vida. A safra agrícola do ano foi espetacular e influenciou na redução de custos de alimentos. Pouco se fala em aspectos básicos, que abalam o custo de vida: gás de cozinha e moradia. O combustível disparou e encarece o transporte coletivo. Neste sentido fala-se em duas inflações: para ricos e para os pobres. É o eufemismo de economistas. As camadas C e D estão comendo menos, mas o índice da inflação segue ledo como laranja de amostra. Essa manobra é perigosa! Se ficou mais difícil o sustento da maioria, qual o significado de inflação reduzida?

Condenação
O julgamento do recurso em segunda instância, sobre a condenação de Lula, que será em janeiro vai mudar o quadro eleitoral de 1018. O mais provável, no entanto, é a condenação.

Aeroporto
A decisão de melhorar o Aeroporto Lauro Kortz, é o resultado de longa luta de líderes de Passo Fundo. Muitos poderiam ser citados, mas a importância do ministro Padilha parece ter sido fundamental. Aqueles assuntos indesejáveis, da propina, malas de dinheiro e outras coisas, é competência da polícia e do Judiciário. No caso do aeroporto, o projeto (acredita-se) deve sair mesmo. Bom para a região.

Reforma
A proposta de reforma previdenciária poderá passar no Congresso, caso Temer invista 20% do esforço empregado para salvar seu mandato mediante favores aos deputados. Algo precisa ser feito, no entanto as medidas preparatórias que deveriam mexer nos espantosos privilégios e remunerações dos altos escalões oficiais, inclusive dos deputados, permanecem intocáveis com suas repercussões e efeito cascata.

Perfilhar
Ouvi, numa novela de época da Globo, o Toni Ramos dizendo que iria perfilhar sua afilhada. O significado é reconhecer como filha, termos vetusto, mas que ainda guarda sentido, inclusive jurídico. Aprecio curiosidades, com a devida vênia do professor Ironi, e adverti a mim mesmo sobre a semelhança fonética com a palavra “perfilar”, que tem outro significado: fazer perfil de, ou colocar soldados em linha. Gosto de palavras e tenho curiosidade. Nada mais. Ah! O Grêmio está demais!




Perversão cultural

Quinta-Feira, 07/12/2017 às 06:00, por Celestino Meneghini

Parte da opinião pública, instada por uma mídia comprometida, absorve com facilidade impressionante, a idéia de que os Direitos Humanos “protege bandido”. Na verdade essa mentira foi plantada durante a ditadura, onde ativistas dos direitos humanos rebelavam-se contra a tortura, prisão e toda série de sevícia. Discordavam de um governo arbitrário. O governo gastava fortunas para apregoar que os manifestantes contra as prisões ilegais de pessoas inocentes defendiam marginais e bandidos. Verdadeiro crime contra a orientação social. Essa mentalidade absurda foi ganhando assento, principalmente em inteligências teleguiadas, cabeças subjugadas ao cabresto do fuzil. O averno social veio mais lúgubre quando o comando das manobras desse absolutismo político era entregue a psicopatas assassinos e torturadores, considerados intocáveis pelo poder. Qualquer maluco, dedo-duro, ou rancoroso político, que se aliasse aos ditadores ganhava poder, privilégios; era um juiz de exceção. A perversidade que durou décadas esconde com naturalidade até hoje, verdadeiro massacre contra lideranças sagradas da liberdade, especialmente campesinos, preservacionistas de nossas águas e florestas. E continua íngreme a luta contra o trabalho escravo.

Matam os bons
Assim foram assassinadas pessoas maravilhosas como Dorothy Stang (2005), religiosa naturalista que fazia trabalho missionário na defesa de extrativistas que buscavam sobrevivência nas florestas. Pessoas de muito valor, prestigiadas por um número cada vez menor de jornalistas, vem sendo eliminadas por representantes dos grandes negócios que desejam o poder a qualquer custo. Eles matam quem se opõe ao lucro criminoso. Só neste ano foram mortos 48 jornalistas brasileiros, na grande maioria, defensores de causas sociais relevantes como as reservas ambientais, condições decentes de trabalho e contenção do monopólio espoliativo. O Brasil é o campeão da América, nas matanças de ativistas dos direitos humanos. E os comentaristas ignotos de rádio e TV, continuam com essa sabujice reducionista perante o avanço do desmatamento e grilagem de terras. A liberdade se esvai e o homem vira mero produto. Nos garimpos, trabalhadores sem vínculo legal de emprego vivem o engodo do próprio sustento, dormindo em verdadeiros ergástulos.


Corrupção destrói
O que mais destrói a mentalidade de um povo é o mau costume. A corrupção endêmica no Brasil, praticada pelos mais ilustres e privilegiados no poder, estendeu raízes durante cinco séculos. As atitudes desonestas de líderes fizeram escola para a crueldade social. Pela primeira vez estamos vendo as instituições processantes causar preocupação aos maus brasileiros. E todas essas injustiças sociais, que partem de uma promiscuidade ideológica nos comandos, produziram os males da desonestidade que grassou e quer continuar. O mau exemplo de quem deveria garantir a verdadeira ordem tem efeitos destruidores também entre os criminosos comuns. O parâmetro da exploração do homem pelo homem, prejudicando sempre o trabalhador não é outra coisa senão um modelo que preponderou em favor dos malfeitores de colarinho branco. Como punir a populaça, se os tutores da moral são os piores elementos? A criminalidade é o arrastão iniciado pelas elites, desde o tempo da escravidão. “Exempla trahunt” (os exemplos arrastam).

Racismo
É indispensável que todos nos aliemos à resistência do ator Bruno Gagliasso e sua família, que sofre ofensa racial à filha Tita. É um caso que se repete em todo o país. O movimento de respeito é urgente.


Coral Ricordi
A apresentação do Coral Ricordi D’Itália de Passo Fundo realizou seu concerto com grande êxito, no dia 1º deste mês. Foi memorável espetáculo que emocionou a platéia!


Anel de Cavendish
Vejam só a criatividade do réu Sérgio Cabral, na Justiça Federal. Depois da comemoração e champanha, longe dos cristais da ostentação aplica uma versão estupenda. Diz que foi mero gesto de puxa-saco, o presente milionário do anel que fascinou Adriana Anselmo. Se der certo o Gedell das malas no apartamento adotará o mesmo. É escárnio! Cavendish, ex-dono da Delta, que pagou propina aos borbotões ficou de queixo caído.




Filhos de adolescentes

Quinta-Feira, 30/11/2017 às 06:00, por Celestino Meneghini

Embora a questão da maternidade precoce seja universal e atinja indistintamente camadas sociais diversas, a pobreza faz-se presente na maioria dos casos. Fala-se aqui nas proporções de concepção que envolve adolescente ou jovem. No Brasil 20,8% da maternidade envolvem meninas/adolescentes, em circunstâncias de dificuldade. E normalmente sem acompanhamento paterno. Metade dos casos refere-se à gravidez na faixa da infância adolescência (10 a 14 anos) e outra metade dos 14 aos 19 anos. Mesmo com atendimento de saúde (SUS), é freqüente surgimento de problemas obstétricos, e emocionais ou psicológicos para a mãe e a criança. Entre os casos mais complicados, além das conseqüências psicológicas, principalmente para a criança, os observadores apontam a demora no acompanhamento pré-natal, infecções, amamentação precária ou o estado puerperal. Os riscos concorrem fortemente com a generosidade dos desígnios da natureza. O pré-natal e amamentação do recém nascido são fundamentais. O problema é que a gravidez ocorre principalmente entre meninas mais pobres e com baixa escolaridade. A vida enrijece tanto para a mãe que suspende a escola como para o filho, nestes casos, mais propenso a reproduzir carências. Embora a natureza seja milagrosamente generosa, em alguns países a gravidez na adolescência é considerada problema de saúde pública. Pouco se fala em políticas públicas para esses casos de maternidade precoce, já que a mãe e filho não votam. Mas é um problema severo que afeta a cidadania. E mais, a criança não tem culpa.


A crise de liderança
É depressivo para a democracia a constatação de que 14 dos 25 presidentes dos partidos políticos brasileiros estão na lista de suspeita, ou denunciados, por corrupção. A ordem de prisão de Antônio Carlos Rodrigues, PR, escancara o quadro ético comprometedor de lideranças políticas. A ação policial Compromete Romero Jucá, do PMDB, Gleisi Hoffmann - PT, Aécio Neves – PSDB, Agripino Maia – DEM, Ciro Nogueira – PP, Roberto Jefferson – PTB, Carlos Lupi – PDT, que são os mais expressivos líderes nacionais. Partido é instituição; merece proteção e não pode suportar condutas desonestas. As salutares diferenças de opinião política infelizmente são destruídas pela voracidade dos ensandecidos. A decomposição de liderança partidária custa muito caro, não só para os cofres públicos, mas para a justa esperança do povo.

Parlamentares
A perversa realidade do envolvimento de uma centena de parlamentares em escândalos de corrupção expõe a dificuldade de alcançarmos a punição. A ação mais, ou menos efetiva, do Judiciário não depende apenas da investigação policial. Trata-se de um poder que também recebe as pressões de líderes poderosos. A imprensa e o Ministério Público também agem neste contexto, mas não podem parar. No Congresso são permanentes as manifestações para dificultar a apuração ou punição. E nada mais nos surpreende no desespero dos que usam a representação democrática para se livrar dos processos. Um desses instrumentos é a utilização do foro privilegiado, a cada momento assaltado pela relação incestuosa do uso do mandato para defender o crime. Como disse Jose Hernandes : “la ley es como el cuchillo:/ no ofiende a quien lo maneja”. Legisladores e detentores do poder usam essa arma (a faca) contra os interesses do povo, mas não querem machucar-se. Por isso é muito estranho a democracia sem povo.

Ricordi D’Itália
A história cultural e artística da música italiana do Coral Ricordi D’Itália é memória da influência de colonizadores que viveram em nossa região. O coral fará, nesta sexta-feira, a apresentação musical de um grupo amador com grande dedicação. O espetáculo inclui repertório variado, que aborda a luta, valores, e alegrias de uma geração incluída na vida do país e da região. O Recital Ricordi D’Itália, em sua terceira edição, será no palco do SESC, às 2h30min. Ingressos ainda podem ser adquiridos junto à secretaria da Catedral Metropolitana, ou mediante contatos com a presidente Glaci Bortolini, fones: 9 9931-1076 e 9 9912-1585.




Dandara e Zumbi

Quinta-Feira, 23/11/2017 às 06:00, por Celestino Meneghini

Mesmo antes da participação da guerreira líder, Dandara dos Palmares, as mulheres seqüestradas de suas tribos na África suportavam a dor mais pungente da escravidão. Castro Alves descreve a tragédia dos navios negreiros e a suprema aflição das mães: “Negras mulheres, suspendendo às tetas/ magras crianças, cujas bocas pretas/ rega o sangue das mães...” Dandara, todavia, simboliza a resistência guerreira ao lado do esposo Francisco Nzumbi, Zumbi dos Palmares. O casal legendário das lutas libertárias foi imolado em meio ao massacre do maior quilombo no Brasil. Foram mães que lutaram e não tiveram tempo para derramar lágrimas. Nos quilombos, os negros construíram instalações produtivas e inteligentes, como hábeis no amaino da terra, caça e pesca. Coisas que a aristocracia improdutiva não fazia, a não ser delegar o trabalho aos escravos. Descendentes africanos sustentaram essa sociedade letárgica de senhores preguiçosos e cruéis que imperou sobre a vida e morte dos súditos. Ainda no século XIX o princípio patrimonialista permitia angariar empréstimos bancários dando escravos como garantia. A maior corrupção do país. Mais de três séculos assim! Séculos de horror toldaram o céu de nossa pátria, mesmo após a Independência. Entendam nossos leitores que relatos de nossa história repleta de dor a covardia não pretendem reacender ódio e amargura. Fazemos isso em nome de idéia de liberdade por uma consciência de resgate do holocausto de tantos irmãos inocentes que deram a liberdade e o próprio sangue para que chegássemos aos dias de hoje.

Amas pretas

Hoje ainda vemos núcleos de privilegiados desconectados em relação ao cenário de violência nas favelas, como se fosse situação de outro planeta. Absorvem a miséria alheia com explicações relativistas espantosas, como se o “poor side of town” (lado pobre da cidade) fosse moral e plausível. Nenhuma réstia de cooperação. Assim agiam os vendedores de escravas que eram objeto de anúncio em jornal, onde essa imoral mentalidade patrimonialista mencionava ofertas de mães, em amamentação para nutrir crianças brancas de mães esquálidas. Sabiam do valor da mulher negra. As mães fortes e com boa produção de leite, podiam ser compradas com filho ou sem filho ainda infante. Esse é o caos profundo, da elite e da “nobreza”, que implantou a cultura do desprezo pelos pobres, negros, brancos ou pardos. Tudo pelo lucro, até o sagrado elo criador de mãe e filho, é superado pela volúpia patrimonialista. As mulheres negras perceberam seus valores insuperáveis. 

Sem escola

Outra maldade oficial a que eram submetidos o filhos de escravos: proibição de freqüentar escola. O senhorio explorador sabia que o conhecimento é arma libertária, como apregoa a mestra da Jornada Nacional de Literatura, professora Tânia Rösing. As mães escravas suportavam como ninguém a dor de ter filhos sem escola. Por isso a mulher negra e moderna de hoje vem assumindo liderança e luta pelo saber. Observem, elas lêem cada vez mais.

Avanços

A negritude presente, no trabalho, na cultura, ou nas artes, ciências e desenvolvimento, devolve o senso salvador da cooperação e cidadania. Crescemos todos fitando o mesmo patamar de dignidade. É o sentido de verdadeiro amor cívico que nos redime, numa pátria carente de igualdade. Graças a Deus temos grandes avanços.

Recital Ricordi

A diversidade de canções italianas será o espetáculo do recital Ricordi D’Itália, in Concerto III. O consagrado Coral Ricordi D’Itália de Passo Fundo vai se apresentar dia 1º de dezembro, no Teatro do SESC. Ingressos para o espetáculo musical poderão ser adquiridos com os membros do coral, especialmente com a presidente Glaci Bortolini, ou pelos telefones (54) 9 9931-1076 e (54) 999121585.

Retoques:

  • Jorge Picciani (PMDB) mal fazia tinir as taças da impunidade, quando ouviu a nova voz de prisão.
  • O capitão Evandro Zambonatto recebe os confrades da Mesa Um do Oasis, nesta quinta-feira, no Vermelhão da Serra. Entre as novidades do Zamba, o falado Pato recheado.




PUBLICIDADE


PUBLICIDADE