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Colunistas


GLOBO DE OURO? Sai fora...

Sábado, 08/12/2018 às 06:30, por Fábio Rockenbach

Foram divulgados nessa semana os indicados ao Globo de Ouro 2019, prêmio conferido pela Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood. Teoricamente, seria um prêmio oferecido pelos jornalistas e críticos estrangeiros que, diz a lenda, é um termômetro para o Oscar. Pura balela. O Globo de Ouro há muito não é – ou nunca foi – um termômetro para o Oscar, e há quase 40 anos acumula relatos que indicam que o prêmio é uma troca de favores e dinheiro que não tem nada a ver com méritos.

A temporada do Oscar começa, a rigor, perto de outubro, quando começam as premiações, como o Gotham Awards, para filmes independentes, e é acompanhada ao longo do ano pela repercussão de eventos como Sundance e outros festivais. É o que vai solidificando certos filmes como candidatos, mas, como o Oscar é um prêmio dado pela Academia, o que vale mesmo é o que a classe pensa. A academia são os profissionais registrados que trabalham nos Estados Unidos. Diretores de fotografia votam na melhor fotografia, atores votam nos melhores atores (o que explica ótimas atuações ficarem de fora quando o ator em questão é persona non grata no meio, ou o contrário, profissionais ganharem o Oscar por trabalhos medianos como uma “recompensa” pela carreira ou sua boa relação com a classe em geral).

O crítico Pablo Villaça expõs, há alguns anos, em seu site, alguns dos podres do Globo de Ouro, um prêmio que tem perdido importância ao longo do tempo. "A Sony, em 2011, levou boa parte de seus integrantes para um fim de semana em Las Vegas, com direito a um show de Cher. Naquele ano, o estúdio estava promovendo dois filmes: o ridículo O Turista e o ainda-mais-ridículo Burlesque (estrelado por... Cher). Resultado: O Turista foi indicado como Melhor Filme, Ator (Johnny Depp) e Atriz (Angelina Jolie), ao passo que Burlesque garantiu indicação como Melhor Filme e duas de Canção Original. Já em 1999, Sharon Stone presenteou todos os membros da entidade com relógios de ouro a três dias do fim das indicações e... foi indicada por A Musa. Porém, quando a imprensa descobriu o que havia ocorrido, a repercussão foi tamanha que a HFPA obrigou todos a devolverem os relógios. E Stone não venceu o prêmio.

Em 2015, Perdido em Marte gerou polêmica ao ser incluído pelo Globo de Ouro na categoria “Comédia”. A decisão provocou questionamentos por parte da imprensa, mas a razão por trás dela parece ser clara: como a categoria “Drama” estava apinhada de títulos fortes, Perdido em Marte provavelmente ficaria de fora da disputa – e, sem ele, a cerimônia não teria Matt Damon, Ridley Scott e os demais astros do longa. Solução: colocá-lo como “comédia” (?!), onde teria maiores chances. E tinha mesmo – tanto que acabou vencendo. Em 2016, Tom Ford enviou duas garrafas de seu caríssimo perfume para todos os membros da HFPA. Mais uma vez uma situação constrangedora foi criada e todos tiveram que devolver uma garrafa. (Sim, só uma.) Ford foi indicado como diretor e roteirista por Animais Noturnos."

Neste ano? “Pantera Negra”, um bom filme de ação da Marvel, foi indicado a melhor Drama, já que a premiação principal divide-se entre “Drama” e “Comédia/Musical” (a própria divisão em gêneros é uma velharia compatível com o próprio Globo de Ouro). O grande favorito na categoria é “Infiltrado na Klan”, de Spike Lee, que concorre ainda com “Bohemian Raphsody”, “Nasce uma Estrelas” e “If Beale Street Could Talk". A ironia maior é que “Roma”, de Alfonso Cuarón, não pode ganhar o prêmio dado pela imprensa estrangeira porque é falado... em uma língua estrangeira.

Resumo da ópera? Dê menos importância a esse prêmio bancado por presentes caros, influência e dinheiro. O próprio Oscar não é digno de ser meritocracia quando a maior parte dos bons filmes do ano ficam de fora da premiação. 




Surpresas e duas indicações

Sábado, 01/12/2018 às 06:30, por Fábio Rockenbach

Buscando sugestões de bons filmes de 2018, à parte as obras do circuito alternativo que não chegam aqui – falo mais delas em outro momento – segue uma pequena relação de filmes que valem a pena lembrar lançados em 2018 (essa série segue nos próximos finais de semana).
Para quem gosta de uma comédia, uma das grandes surpresas do ano foi  “A Noite do Jogo”, com Jason Bateman e Rachel McAdams. A ideia do filme de Jonathan Goldstein é, basicamente, uma série de erros de comunicação que descamba para uma situação incontrolável. No caso, um jogo de faz de conta em que bandidos de verdade surgem no meio de uma brincadeira com bandidos de mentira e iniciam uma noite repleta de mal entendidos e confusões para um casal. A premissa ultrapassada mistura boas sacadas de outras obras do gênero e também de obras sérias, como “Vidas em Jogo” de David Fincher. Há uma óbvia falta de verossimilhança que é necessário aceitar para embarcar na brincadeira, e, como habitualmente acontece, o filme se torna sério demais a partir de um momento, mas é uma baita surpresa trazendo, de quebra, um dos melhores planos-sequência do ano, imitando o jogo PAC-MAN, citado anteriormente no filme. Ninguém no filme é melhor do que Jesse Plemons, mais conhecido como a nova versão de Matt Damon, como o vizinho policial desconfiado do casal. Vale muito a pena. 

Em termos experimentais, “Buscando” (Searching) é um filme que ainda não alcançou o merecido boca a boca entre o público. Ele faz uso de uma estética que não é nova: se passa apenas em telas de aplicativos ou aparelhos. É a história de um pai viúvo que precisa criar sozinho a filha adolescente, até o dia em que não tem mais notícias dela. Vasculhando seus perfis nas redes sociais, conversando por vídeo com amigos da filha ou autoridades, ele começa a descobrir mais sobre a personalidade e os hábitos da filha e começa a se desesperar à medida que o tempo passa e ela não aparece. É uma investigação policial recontada a partir das múltiplas telas que permeiam o dia a dia de todos hoje, o que traz uma boa dose de reconhecimento com nossas rotinas diárias em facebook, whatsapp, vídeo-chamadas, emails, instagram e afins, construído com bom ritmo – o que surpreende, já que a primeira impressão é que o filme poderá sofrer justamente por se ambientar apenas em segundas telas. 

“Um Lugar Silencioso”, como já escrevi em outro momento aqui na coluna, é um filme feito de contrariedade: sua premissa é baseada no silêncio, mas para funcionar bem é preciso assistir com o volume alto. A estreia promissora do ator John Krasinski (ator de outra boa sugestão deste ano, a minisérie “Jack Ryan”, disponível na Amazon Prime) na direção se passa em um futuro não estipulado, quando o planeta foi tomado por uma raça de seres que não enxergam, mas têm uma audição poderosa e estraçalham suas vítimas. Krasinski, sua esposa e seus três filhos – um deles surdo – precisam sobreviver no absoluto silêncio. É o motivo perfeito para um filme que supera as expectativas iniciais, apesar de resvalar mais próximo do final. Sua metade inicial é maravilhosa e, lembre-se, precisa ser visto com bom volume, apesar de ser silencioso na maior parte do tempo.

DUAS DICAS NA NETFLIX

Não vi ainda, mas preciso ver porque estão em alta na NETFLIX: “CAM”, um filme “pequeno” de terror sobre uma garota, uma “cam girl” de canais eróticos, que descobre que existe outra pessoa igual à ela se passando por ela nas webcams dos usuários. A outra opção é “A Balada de Buster Scruggs”, uma antologia de seis curtas com elenco de peso ambientados no velho oeste. A grande indicação aqui não vem nem do elenco, e sim da direção: quem assina o filme são os irmãos Coen, que dividem sua filmografia entre filmes mais sombrios, como “Onde os Fracos Não Têm Vez”, com comédias de humor negro e altas doses de ironia, como “Fargo”. Seu novo filme, feito para a Netflix, ambienta seus curtas em um território que os irmãos já conhecem, o velho oeste (eles são responsáveis pelo ótimo “Bravura Indômita”, refilmagem do western de 1969). Fica a dica: eu devo colocar os olhos neles nesse final de semana.




Melhores de 2018: Lágrimas sobre o Mississipi

Sábado, 17/11/2018 às 06:15, por Fábio Rockenbach

Começando hoje, até as férias, uma série de textos relembrando – e indicando – os melhores filmes do ano que está acabando. A coluna começa falando sobre racismo, encerra indicando uma obra que deveria ter sido lembrada no Oscar de forma mais acintosa: MUDBOUND – LÁGRIMAS SOBRE O MISSISSIPI.

O filme, dirigido por Dee Rees,  se baseia em uma obra literária, mas por melhor que seja o argumento, tem sua força baseada no que a adaptação faz de cinemático. Conta a história da convivência conflituosa entre os McCallan, uma familia de brancos que se muda para o Mississipi e enfrenta dificuldades maiores do que esperava na fazenda, e os Jackson, que têm terras arrendadas no local e trabalham para os McCallan. O roteiro usa uma dupla narração em off de um texto poderoso. O comentário da voz narradora complementa o visual e, ainda que peque pelo academicismo no seu final, ajuda a montagem a criar o contraponto entre o que acontece, o que se diz e o que se vê. É um trabalho primoroso de montagem que constrói sentidos, alternando ações que se complementam e se comentam, ou na forma como cenas montadas uma após as outras nos fazem pensar no discurso proposto por Rees. Em "Mudbound", gestos e olhares denunciam mais do que palavras, e o visual está a serviço do que se conta.

Temos o senhor da terra, que fala da "terra que eu construí com meus escravos, que eu cultivei", emoldurada pela imagem dos negros trabalhando e dos brancos observando.O filho dos Jackson que salta do tanque na Bélgica e o pai, que cai do telhado no Mississipi e fica impossibilitado de trabalhar, um prenúncio da queda familiar que se aproxima. O menino, pensando no irmão que combate na Europa, aponta a vassoura para o branco que passa em frente à fazenda e atira. O irmão, na Europa, ouve os gritos comemorando a morte de Hitler do lado de fora, e o lamento da mulher branca que o abraça. "É o fim, não é?" O fim da guerra representa também voltar para a América, onde uma guerra pior espera pelo soldado negro.

São praticamente quatro arcos dramáticos que só existem conectados, mas cujo toque é venenoso como o racismo. E são muitos personagens fabulosos na sua complexidade: o mais complexo deles, provavelmente, o filho mais velho da família branca, que ressalta a opressão racista como algo natural não por ser mau, mas por realmente acreditar nas diferenças. Rees mostra, na figura detestável do patriarca dessa mesma família, que mais do que a genética, é o comportamento no meio que molda o caráter dos filhos e perpetua as manifestações de preconceito. Trabalho maravilhoso da diretora Dee Rees e da diretora de fotografia Rachel Morrison. Não há cores na fotografia pálida do filme - elas não têm espaço num mundo onde a dicotomia entre preto e branco é tão desigual. 

Dois lados, duas famílias, duas ondas que se movem para um embate inevitável - o choque é constante, então não há a busca por um clímax no filme, há um constante ranger entre tensões até que quando ele explode, se assemelha às explosões da guerra que perturbam dois dos personagens principais. A guerra na Europa marca os dois, mas nenhuma guerra é maior que aquela travada no racista Mississipi, que os assombra dia após dia. Em "Mudbound", gestos e olhares denunciam mais do que palavras, e o visual está a serviço do que se conta.

PS: Na espera pela estreia de INFILTRADO NA KLAN em Passo Fundo. No Brasil, estréia semana que vem. É um dos melhores filmes do ano. Torçamos. 




Curtas

Sábado, 10/11/2018 às 06:00, por Fábio Rockenbach

33 anos depois de sua morte, Orson Welles tem um novo filme estreando nos cinemas. "The Other Side of the Wind", lançado aqui em tradução literal, começou a ser filmado na metade dos anos 70 com o diretor-ator John Huston no papel principal e até o começo dos anos 80 ainda estava em um imbróglio produtivo como era de praxe na carreira de Welles. Morto em 1985, pensou-se que a obra ficaria relegada ao esquecimento. A NETFLIX entrou na jogada e, sob supervisão do produtor Frank Marshall e do icônico diretor Peter Bogdanovich, mais de 1000 rolos de película foram restaurados. O filme é um exercício de metalinguagem que resume a própria carreira de Welles, presente no personagem principal, um diretor que volta de um semi-exílio e, por sua visão criativa complexa e caótica, tem dificuldades para concluir a obra, chamada "O Outro lado do Vento". A narrativa do filme se divide entre o processo de filmagem e o filme em si, com uma metalinguagem violenta - é o que me dizem alguns conhecidos que já viram o filme - alternando entre esses dois polos. O recurso, aliás, é típico de Welles, um diretor tecnicista e extremamente afeito ao formal - e que para muitos caprichava na forma como se dizia, mas no no que se dizia.

Para quem quiser conferir o quanto do Welles de clássicos como Cidadão Kane ou A Marca da Maldade estão presentes em sua obra perdida, a NETFLIX disponibilizou ele no começo de novembro.

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Ainda falando em NETFLIX, a companhia divulgou novo trailer do live action de MOGLI.  Aliás, mais um. Há três anos, o diretor Jon Favreau (de AVENGERS) entregou uma live-action caprichada baseada na obra de Kipling, que lucrou muito em todo o mundo. Inexplicavelmente, a NETFLIX achou que a história - que já virou filme e desenho inúmeras vezes - achou que três anos era tempo suficiente para uma nova produção. Estreia no dia 7 de dezembro e - trailers, eu sei, não bastam pra falar de um filme - parece carregar no CGI para tentar humanizar seus personagens animais. Talvez até demais.

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Para quem é fã de um dos mais icônicos personagens do cinema, ROCKY BALBOA, guarda a data de 24 de janeiro. Será a estreia do oitavo filme com o personagem, CREED 2. Mesmo sem a presença de Ryan Coogler, diretor que criou e vendeu a Stallone a ideia de CREED, filme que fez muito sucesso (merecidamente) em 2015 e ressuscitou um personagem que já havia encerrado sua trajetória com um ótimo filme (o sensível e nostálgico ROCKY BALBOA) os fãs do personagem estão ansiosos. Se o primeiro filme focava em dois fracassados se apoiando para uma volta por cima (de forma indireta, a base do primeiro filme da trilogia) o segundo filme parece dedicar um espaço merecido a um personagem icônico, o boxeador Ivan Drago.  Como diz um conhecido fã da série, sempre houve a dúvida de como teria sido a vida de Drago após os eventos de Rocky IV. Aqui, os dois filhos de Apollo e Drago se encontram, décadas depois, para uma luta que relembra o confronto do início do quarto filme em que Apollo Creed morre no ringue. Roteiro aparentemente banal, sim, trama de acerto de contas e afins, mas se um pouco do dedo de Coogler estiver envolvido ou sobrando do primeiro filme, a promessa é de um filme digno do personagem principal e sua iconografia no cinema americano. O primeiro CREED também era, aparentemente, banal, e se saiu muito melhor que o esperado.  A data é 24 de janeiro. 

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Parafraseando um conhecido: existem roteiros ruins, existem roteiros medíocres, e existe o roteiro de HOUSE OF CARDS Sexta temporada. 
Em tempo: vi metade dos episódios até agora, mas se o nível continuar o mesmo até o final, é prova cabal de que já passou da hora da série encerrar, ou a lembrança dos bons momentos será substituída pelo fiasco das últimas temporadas.




Halloween, 40 anos depois

Sexta-Feira, 02/11/2018 às 07:00, por Fábio Rockenbach

Os diretores italianos orgulham-se de terem criado o giallo, um  gênero cinematográfico  marcado basicamente, mais do que por estéticas visuais, por um tema comum: a do assassino misterioso. Nos anos 70, gente como Mario Bava e Dario Argento sedimentaram o gênero que ficaria famoso pela sua exploração no cinema americano a partir do final daquela década. Graças à produção em série de produtos para o público adolescente, o horror se transformou em fenômeno  pop. Assassinos passaram a ser pop stars, e personagens como Jason Vorhees, Michael Myers e até Freddy Krueger ganharam fãs e séries longevas. Há uma dezena de filmes sobre Myers, igual quantidade e refilmagens sobre Jason, idem a Krueger. Todos filhos dos giallos criados pelos italianos (e Argento continua ditando escola, já que a refilmagem de Suspiria é um dos filmes mais aguardados no Brasil em 2018). Jason chegou a ser utilizado até como metáfora à AIDS, por “punir” os adolescentes nos anos 80: quem fazia sexo nos filmes com o personagem, o  público já podia saber, logo entraria na roda.

Mas no meio desse festival de mesmices e filmes de baixo orçamento dos anos 80, há uma exceção. Minto, não no meio, mas antes. Em 1978, John Carpenter apresentou ao mundo o desequilibrado Michael Myers, um doente mental violento com instintos assassinos que foge de uma instituição psiquiátrica e esconde o rosto atrás de uma máscara. Myers é a deixa para Carpenter explorar a data do Halloween, já que no filme, o personagem comete seu primeiro assassinato ainda jovem exatamente nessa data, e (claro) acaba fugindo do Manicômio, já adulto, também numa véspera de Halloween.

Cito Halloween porque aquele filme, em 1978, é uma exceção entre as muitas cópias e imitações. Carpenter é um diretor autoral, com marcas próprias e sabe filmar. A trilha icônica, com notas simples e repetidas, é do próprio diretor (que costuma fazer e executar as trilhas dos seus filmes, fazendo outras que marcaram época, como a de Fuga de Nova Iorque, de 1981) e o “Halloween” original, esse de 1978,  é um primor de suspense. Já começa com um longo plano-sequência em primeira pessoa, para entrar “arrombando a porta” do espectador, e ao  longo do filme o diretor usa de longos planos abertos também para passar ao espectador a incômoda sensação de que sempre há alguém espiando a protagonista, uma babá que vai acabar topando com o assassino na noite do dia das bruxas. O filme, também, lançou Jamie Lee Curtis, que ganharia o apelido de “scream queen” (rainha do grito) e engataria uma bem sucedida carreira por diferentes gêneros nos anos 80 em diante. 

Foram várias continuações, algumas razoáveis, a maioria dispensável, até que o roqueiro Rob Zombie refilmasse “Halloween” nos anos 2000 abusando da violência gráfica e sonora (a violência é vista, mas também ouvida de forma grotesca) em dois filmes. Agora, em 2018, para comemorar os 40 anos da obra original, a série volta aos personagens originais (Jamie já havia retomado sua personagem, Laurie Strode, nos anos 90 em Halloween H20, na comemoração dos 20 anos do filme). Aos 60 anos, Curtis (e Strode) reencontram Myers, uma experiência que acompanha a personagem de forma traumática em toda sua vida.

A notícia boa dessa comemoração é que o filme, ao contrário do que se esperava tem sido bem recebido, de forma até surpreendente. Não vi ainda – e acredito que dificilmente supere a obra original, que já é um clássico do gênero. Para quem quiser aproveitar o rescaldo do Dia das Bruxas, está em cartaz no Centerplex do Bourbon. 




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