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Colunistas


Sinais de civilização

Sexta-Feira, 26/05/2017 às 08:00, por Gilberto Cunha

Um homem em uma jangada improvisada com os restos do barco que recém afundara navega por mares bravios em meio a ilhas selvagens que não ousa se aproximar. Passam-se sois, luas, semanas e meses até que, prestes a perder as esperanças, avista uma ilha em cuja paisagem sobressaem-se forcas e corpos humanos dependurados. O náufrago ruma apressado para a costa. Pisa em terra firma, ergue as mão para o céu, e exulta: Ufa! Até que enfim, sinais de civilização.

Essa história antiga, com muitas versões e adaptações de autores das mais variadas matizes, pode ser útil para entendermos melhor o momento que ora estamos vivendo no Brasil, em que, cada manhã, acordamos com operações da Polícia Federal, que atendem por nomes sugestivos e inspirados, encarregadas de prisões de agentes públicos e empresários, conduções coercitivas de autoridades, delações premiadas e divulgações/vazamentos de gravações de conversas telefônicas cujos conteúdos, à primeira vistas, podem parecer aterradores.  Em vez do fim do mundo, efetivamente, devemos interpretar esse momento histórico como sinais de democracia, que nos permite saber disso, como marcas de uma civilização e suas práticas de condutas questionáveis, que podem e devem ser mudadas se quisermos, efetivamente, construirmos uma nação que mereça ser chamada de brasileira.

O lado menos mal de tudo isso é que, no seio da sociedade, ninguém pode se alvoroçar como paladino da moralidade. Há corruptos e corruptores denunciados para todos os gostos, desde a autoridade máxima da República até o funcionário público pejorativamente rotulado de barnabé, de empresários a executivos de elite, de deputados, senadores, governadores, prefeitos e vereadores e os chamados operadores de partidos políticos que, incrustados em cargos de diretorias das empresas estatais, deram seus préstimos para o desvio de vultosas quantias de recursos públicos que alimentaram os cofres de gente de credos que vão da extrema direita, passam pelo centro e chegam até a extrema esquerda.

Há, por mais estranho que possa parecer, pelo que se depreende das conversações entre os cidadãos comuns, que entre delatores e indiciados, há os que até gozam de certa simpatia e os que atraem o ódio extremo da população. No caso do senador Aécio Neves, por exemplo, ouvi de uma senhora recatada e dona de vocabulário refinado coisas do tipo “como fala palavrão o FDP desse Aécio!”. Os irmãos Batista, por ora, pelo estilo de vida que levam e vislumbra-se que levarão nos EUA e por, até então, terem, aparentemente, se saído muito bem de todo esse enrosco, são alvos do ódio de muita gente que vive abaixo do Equador. Outros, não menos culpados, fazem parte do grupo dos chamados delinquentes simpáticos, cujas façanhas gozam de certa benevolência da sociedade porque foram responsáveis por, em alguns casos, ao revelarem o elemento falso, possibilitarem o triunfo da verdade. O “prêmio” em vez de punição aos delinquentes simpáticos ou, se preferirem, aos delatores premiados dos nossos tempo, pode ser visto pelo lado de que se fizeram o que fizeram foi porque “alguém”, que se achava acima da lei, e que eles acabaram delatando, permitiram que fizessem. Ou que a Justiça pode ser feita por meio de punição ou de premiação. Escolham!

Por fim, a bem de preservar os princípios da Administração Pública fixados pela Constituição de 1988 (Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência), talvez não seja descabido propor que a Procuradoria Geral da República organize um concurso para recrutar delatores premiados, com provas de conhecimento e títulos. Gente habilitada parece que não falta no Brasil para disputar essas vagas e há o risco, sem esse processo seletivo, de os procuradores incorrerem em improbidade administrativa. Nada mais triste para um colunista do que ter que explicar uma ironia. Você não vai fazer isso comigo, prezado leitor!




Advocacia-Geral da Ciência

Sexta-Feira, 19/05/2017 às 08:00, por Gilberto Cunha

A Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS), que é responsável pela publicação da prestimosa revista Science, criou, recentemente, um website (www.forceforscience.org) com o intuito de demonstrar, para os agentes políticos e para o público em geral, a força e o papel ciência na sociedade contemporânea. Uma espécie de Advocacia-Geral da Ciência, com suas prerrogativas inerentes, para a defesa incondicional das boas práticas científicas. A propósito de iniciar as discussões, alguns questionamentos postos pelos editores da Science - Por que a ciência é importante para você? Como ela afeta a sua vida, a sua carreira e o seu dia a dia na comunidade? Por que você entende que o governo tem de investir recursos públicos em pesquisa científica? Qual a mensagem sobre ciência que você gostaria de enviar para os formuladores de politicas públicas - suscitaram respostas de entusiastas das mais variadas matizes científicas, algumas até desmesuradamente apaixonadas, cujos excertos podem ser lidos na edição da Science de 12 de maio de 2017 (v.356, n.6338, p.590-592).

O resultado do trabalho científico e tecnológico, com um mínimo de atenção, pode ser visto por todos os lados no nosso dia a dia. Exemplos não faltam, no celular e seus aplicativos que usamos à exaustão; nos meios de transporte que nos levam a lugares e em tempos outrora inimagináveis (inclusive à Lua); nos alimentos, processados industrialmente ou in natura, que comemos; nos medicamentos que tratam dos nossos males etc. Mas, não obstante essa percepção de utilidade da ciência, não raro, institutos cientifico são fechados, os fundos de financiamento de pesquisa são reduzidos, bolsas de incentivo à formação de novos cientistas são cortadas, programas pesquisa descontinuados etc. e a comunidade cientifica, especialmente na esfera pública, cada vez mais, é forçada a justificar a importância do seu trabalho à sociedade.

Entre as respostas dadas aos questionamentos postos pelos editores da Science, cabe destacar algumas posições que, apesar de óbvias, nos pareceram interessantes. No que toca à sustentabilidade e conservação ambiental, por exemplo, ninguém pode ignorar que o apregoado colapso dos ecossistemas, associado à mudança do clima e à perda de biodiversidade, pode ser tão devastador quanto uma guerra nuclear. E, nesse aspecto, apesar do sectarismo dos discursos contrários, a atuação da comunidade cientifica tem sido fundamental para assegurar a exploração sustentável dos recursos do ambiente e o bem-estar das pessoas no longo prazo.

Na saúde, o papel da ciência tem sido reconhecido como cada vez mais relevante. Morria-se, antes dos antibióticos, por causas que hoje soam inacreditáveis. A evolução nas drogas, nos equipamentos hospitalares, na tecnologia de exames, em procedimentos médicos, etc. são decorrentes de pesados investimentos, privados e públicos, em pesquisa básica. Somente o desenvolvimento científico e tecnológico é que pode fazer com que se tornem raras, dependendo das circunstâncias, frases tão tristes de ouvir/dizer como essas: “lamento, nada pode ser feito!” ou suas variantes do tipo “sinto muito, não há mais o que fazer!”. Sim, mesmo que não se disponha de soluções para todos os males, são muitas as soluções hoje disponíveis que, outrora, não existiam; mas, independente disso, nos institutos de ciência e tecnologia aplicadas à saúde, novas soluções continuam sendo buscadas.

Os benefícios econômicos e sociais auferidos por desdobramentos derivados de pesquisas básicas são imensuráveis. Quem imaginaria a priori (para justificar a importância da pesquisa) que de um projeto de astronomia, estudando galáxias distantes, poderia resultar aplicações úteis na calibração de sistemas GPS ou em técnicas cirúrgicas a laser? O impacto de uma pesquisa não precisa ser imediato para que ela possa ser considerada relevante. Tudo que nos revelar como funciona o mundo pode ser importante filosoficamente ou, um dia, tecnologicamente. 




Plantar ou não plantar trigo, eis a questão! – FINAL

Sexta-Feira, 12/05/2017 às 08:00, por Gilberto Cunha

Na busca pela viabilização de uma triticultura genuinamente brasileira, competitiva e sustentável segundo os ditames do mercado, há um camarote de honra reservado aos profissionais de assistência técnica, aos produtores/empresários rurais e aos dirigentes das organizações de representação de agricultores; que ainda aguarda para ser ocupado.

Aos assistentes técnicos cumpre saber planejar e manejar as lavouras nos domínios do que há de melhor em tecnologia de produção de trigo no Brasil,sempre em conformidade com as diferentes realidades regionais e dosempreendimentos ao quais prestam serviços. E ao produtor rural cabe valorizar o profissional de assistência técnica, remunerando condizentemente o seu trabalho, e, por ser, em última instância o tomador de decisão, fazer a gestão efetiva de todo processo da produçãoaté acomercialização, sem perder de vista a relação custos/gastos de produção e a expectativa de preço que vai receber pelo trigo no momento da colheita; que, invariavelmente, segue o mercado internacional e mais os custos de internalização do cereal no País. Ano após ano, desde 1990, quando o Governo Federal, deixou de ser o único comprador e também o único vendendo de trigo no território brasileiro, via o Banco do Brasil, que o mesmo enredo se repete. Então, algo pode ser feito?

Indiscutivelmente, apesar de árduo, há um caminho, que como dizem os versos do poeta espanhol Antonio Machado – “Caminante, no haycamino,/se hacecaminoal andar.”–precisamos construir enquanto trilhamos.  E esse caminho não pode ser outro que não seja o alinhamento da produção de trigo no Brasil, em custos e qualidade tecnológica, pelo mercado internacional.  Há que se entender claramente que usar bem a tecnologia de produção não é sinônimo de gastar mais. Quem pode taxativamente afirmar que uma prática milenar como a rotação de culturas, sabidamente responsiva em trigo, deve ser relegada?  Baseado em que, alguns princípios básicos da fitopatologia/entomologia podem ser trocados por um calendário de aplicação de agrotóxicos? Qual a razão para o uso de adubos previamente formulados, não raro com algum nutriente acima do nível crítico presente no solo, em vezde aplcar estritamente o que falta e vai ser extraído pela cultura? Análise de solo tornou-se dispensável?  Por que desperdiçar um nutriente caro e fundamental para o trigo como nitrogênio fazendo um mau manejo das adubações em cobertura, por meio do fracionamento excessivo de doses e aplicação em momentos que potencializam a volatilização de amônia? Deonde vem a necessidade tanta pressa para semear as lavouras, com, quase sempre, resultados desastrosos em falhasno estabelecimento de plantas? Ou seja, tão somente pôr em prática os conhecimentos que são sobejamente ensinados nos bons cursos de Agronomia do Brasil.

A gestão do empreendimento é de responsabilidade do produtor rural, desde a compra dos insumos até a venda dos grãos (quando for essa a finalidade). E, nesses dois extremos, há espaço para melhorar a eficiência nos gastos e nos ingressos, no que tange a escala e oportunidades. Talvez olhar mais para a margem de contribuição deixada pelo cultivo de trigo, no que diz respeito à diluição dos custos fixos do empreendimento, do que propriamente valorar os custos de produção. Nesse caso, um bom começo e ver as possibilidadesde interferência de gestão nos custos fixos, nos custos variáveis e nos custos operacionais.

Às organizações de produtores de trigo, além do papel junto aos agentes políticos, cabe o desafio de buscar a construção de novos mercados para o trigo brasileiro, via a exportação. Para isso, precisamos de competitividade em preço, estabilidade e identidade de qualidade tecnológica para o trigo brasileiro.  A inciativa Fecoagro - Embrapa Trigo para o desenvolvimento do trigo brasileiro padrão exportação é um começo. Por enquanto, o primeiro passo de uma longa caminhada ainda por ser construída. 




Plantar ou não plantar trigo, eis a questão! – PARTE 2

Sexta-Feira, 05/05/2017 às 08:00, por Gilberto Cunha

Na edição de O NACIONAL de sexta-feira passada (28/04/2017), essa coluna finalizou replicando argumentos que têm sido usados quase à exaustão em discursos públicos de ocasião, há muitos anos, quando o assunto é a falta de interesse pelo plantio de trigo no Brasil e que, na nossa modesta opinião, por serem parcialmente corretos, apenas tangenciam a solução do problema. São, com relativa facilidade, encontráveis referências a: falta de política agrícola no Brasil. Não procede, pois há instrumentos de crédito, seguro rural, garantia de preço mínimo e de apoio à comercialização. A indústria moageira não quer comprar o produto nacional. Também equivocado, pois, em tese, o moinho local seria o maior aliado do produtor local, mas, em se tratando de negócios, legitimamente, o empresariado desse setor busca qualidade e preços e não carregar estoques para melhor competir no mercado. E outros tantos, como a reiterada guerra fiscal entre as Unidades da Federação (RS x PR, especialmente), que, no caso do trigo gaúcho aporta custos adicionais para o envio dos excedentes de produção para o principal centro consumidor no centro do País. A decisão de equalização de tarifas é de natureza politica e, se convencidos da necessidade e importância pelas organizações de produtores, essa pode ser tomada livremente pelo poder executivos dos Estados envolvidos.  Deficiências de logística, em especial no que se refere ao monopólio da navegação de cabotagem por embarcações de bandeira brasileira, que, quando disponíveis, encarecem o custo de frete por adicionais de renovação da frota da marinha mercante, encargos trabalhistas da tripulação, impostos sobre combustíveis etc. Eis uma questão que se arrasta há muitos anos, sempre referenciada, nunca bem compreendida e muito menos solucionada.  Os atores mais interessados, no caso as organizações de produtores rurais, deveriam, a partir de tratativas feitas junto à representação dos armadores, levar a discussão ao palco do Congresso Nacional; uma vez que estão envolvidas questões positivadas em lei. Representantes da bancada ruralistas, inclusive muitos gaúchos, não faltam no parlamento brasileiro.

Reitero: o desencanto dos produtores rurais com o plantio de trigo no Brasil é uma mera questão de rentabilidade e falta  liquidez do produto no momento da colheita. Mas, apesar da complexidade do problema, há solução; frise-se. Tentar mostrar o caminho da produção competitiva e sustentável de trigo no Brasil e afugentar as aves de mau agouro contra o trigo brasileiro é a nossa intenção. Oxalá essas breves nota consigam motivar, pelo menos, a reflexão crítica sobre o assunto!

Indiscutivelmente, só há um caminho para a triticultura brasileira: alinhar a produção de trigo no Brasil, em preço e qualidade tecnológica, ao mercado internacional.  Não é por outra razão que não se questiona a viabilidade da soja no País (ou não se questionava, até o cenário atual de preços pagos ao produtor rural), por exemplo. Somente assim poderemos falar em uma triticultura genuinamente brasileira, competitiva e sustentável.  Para atingirmos esse status no seleto clube dos países efetivamente produtores de trigo no mundo, há, de plano, duas lições que ainda precisamos fazer melhor.  Uma envolve a gestão da produção de trigo no campo, no que toca ao cumprimento dos papeis do produtor rural/empresário e do assistente técnico. E a outra, diz respeito às organizações dos produtores rurais e agentes públicos dos ministérios envolvidos (Fazenda; Indústria, Comércio Exterior e Serviços; e Agricultura, Pecuária e Abastecimento; especialmente) na proposição de novos instrumentos de política agrícola, prospecção e criação de novos mercados para o trigo brasileiro, superando de vez a ilusória e descabida guerra de interesses entre produtores rurais e indústria moageira nacional. O assunto não se estanca por aqui. CONTINUA NA PROXIMA COLUNA. 




Plantar ou não plantar trigo, eis a questão!

Sexta-Feira, 28/04/2017 às 08:00, por Gilberto Cunha

É em Hamlet, a grande tragédia da dúvida, escrita por William Shakespeare por volta do ano 1600, mais do que em algumas falas dos participantes do Fórum do Trigo, realizado no Centro de Eventos da UPF, na tarde do dia 18 de abril de 2017, que os triticultores brasileiros, possivelmente, poderão encontrar a resposta para a tomada de decisão se devem ou não plantar esse cereal na safra de 2017; que ora está iniciando no sul do Brasil. Nos solilóquios desesperados do príncipe da Dinamarca diante da violência do mundo há mais esperança do que se pode depreender dos discursos de alguns participantes da plateia do Fórum do Trigo. Tal qual em Hamlet, na questão plantar ou não plantar trigo, as aparências enganam e a resposta não pode ser embasada mais em paixão do que em razão, como se fora uma mera representação de luta entre o bem e o mal. Nesse caso, plantar ou não plantar trigo, é uma questão de gestão de negócios, com visão de longo prazo e opção pela sustentabilidade dos empreendimentos e que não pode ser contaminada por discursos imediatistas e ideologias de ocasião.

São muitos os argumentos, tanto pelo sim quanto pelo não, para quem quiser adotar um posicionamento que seja minimamente fundamentado sobre plantar ou não plantar trigo no Brasil. Vamos começar pelos que nos parecem mais robustos e que por ora tem dado o tom das discussões sobre o assunto. Inquestionavelmente, há dificuldades para se produzir trigo no Brasil, tanto envolvendo nossas instabilidades ambientais quanto institucionais; por um lado. Mas, por outro lado, também é inegável que possuímos domínio tecnológico, clima, solo e triticultores experientes, para a produção competitiva e sustentável de trigo no País. Não há dúvida que, na área de genética de trigo, nossas cultivares são bem adaptadas ao ambiente brasileiro, produtivas e que possuem padrão de qualidade tecnológica para atender aos mais diferentes usos. Os nossos profissionais da assistência técnica sabem como bem manejar as lavouras desse cereal. E some-se que, na maioria dos estabelecimentos rurais dedicados ao cultivo de grãos no verão (soja e milho, por exemplo), a mesma estrutura de produção pode ser usada no trigo no inverno, não exigindo, portanto, a mobilização de investimentos específicos para essa finalidade. E que são indiscutíveis as vantagens da soja cultivada sobre resteva de trigo, quer seja pela melhor qualidade da semeadura, pelo aproveitamento residual de nutrientes e/ou pela supressão de plantas daninhas de difícil controle, caso da buva, que competem com essa oleaginosa.  Então, por que, apesar de tantos argumentos favoráveis e aparentemente consistentes, uma aura de pessimismo insiste em dominar as discussões quando o assunto é a produção de trigo no Brasil? Há que se entender a razão desse mau agouro de ocasião e o que pode ser feito para se lidar melhor com a delicada questão da produção de trigo no Brasil.

A explicação mais provável, na minha percepção, talvez resida na frustração de expectativa de liquidez experimentada pelos triticultores, que, com pequenas variações, se repete a cada safra, quando é chegada a hora da comercialização desse cereal no País. É nesse momento que os discursos apenas tangenciam a solução do problema, ao focarem na busca de culpados e replicarem argumentos que são apenas parcialmente corretos. Insistem alguns: falta política agrícola no Brasil. Não procede, pois há instrumentos de crédito, seguro rural e de apoio à comercialização. A indústria moageira não quer comprar o produto nacional. Também equivocado, pois, em tese, o moinho local seria o maior aliado do produtor local, mas, em se tratando de negócios, legitimamente, o empresariado desse setor busca qualidade e preços e não carregar estoques de grãos, para melhor competir no mercado. E outros tantos, como a reiterada guerra fiscal entre as Unidades da Federação, os entraves de logística ligados à navegação e cabotagem, etc. O assunto não se estanca por aqui. CONTINUA NA PRÓXIMA COLUNA.




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