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Colunistas


Teclando

Quarta-Feira, 19/02/2020 às 07:00, por Luiz Carlos Schneider

Onde há fumaça, há candidato

As eleições municipais são as mais badaladas. Está em pauta a cidade em que vivemos e os personagens da disputa são todos da mesma aldeia. A eleição para prefeito centraliza as atenções e provoca mais discussões. Mas a eleição proporcional (para vereador) não é nenhuma barbada. Mal começou, ou melhor, sequer começou a campanha eleitoral e já estão queimando carvão por aí. E o que não falta é chope. Tem gente que vai gastar o que pode e o que não pode. Onde houver gente reunida em meio à fumaça, tem candidato no meio. Tudo pelo sonho de ser eleito vereador. O êxito eleitoral exige muita paciência, excelente relacionamento e muitos apoiadores. Na prática, muitos dos vereadores chegaram à Câmara depois de um longo trabalho junto à comunidade. Não importa o segmento e não necessita de alarde. A atuação silenciosa é uma ação sedimentar que, lentamente, vai credenciando para uma disputa eleitoral. Mas isso tudo deve ocorrer naturalmente.

Fazer campanha é necessário e demanda em muito trabalho. E, claro, nada é de graça. Porém, o bom é não forçar a barra. Da simpatia ao ridículo são poucos centímetros. Para se eleger serão necessários bem mais do que 1.000 votos, isso se a legenda ajudar. Observem que na última eleição apenas 36 candidatos superaram a marca dos mil. E desses 15 ficaram de fora. Mais de 200 concorrentes não atingiram 500 votos, enquanto 100 candidatos não chegaram sequer ao terceiro dígito. Muda o eleitorado, mudam os partidos. Mas o perfil da lista de concorrentes é praticamente o mesmo. Basicamente dividem-se entre conscientes e sonhadores. Existem os nomes fortes e já tradicionais no meio político. Não faltam os eternos candidatos e surgem inusitadas novidades. Até existem probabilidades, mas, como a eleição proporcional passa pelo êxito das legendas, da largada à chegada todos estarão no páreo. Ora, por isso mesmo é que as eleições são sempre fascinantes.

 

E se fosse...

- Em Carazinho, onde a turma é muito reservada, o assunto não ultrapassaria os limites da Avenida Flores da Cunha.
- Em Erechim, em tom bairrista, diriam que é consequência do desenvolvimento. Com muito orgulho, emendariam que “agora já temos até faculdade de Medicina”.
- Em Soledade seria resolvido à moda antiga. E após o último estampido não se ouviria absolutamente mais nada.
- Em Passo Fundo ninguém daria bola. Talvez, em asséptico corredor, alguém sussurraria “quem foi desta vez?” E logo todos estariam falando novamente sobre trânsito, aeroporto etc.
- Em Victor Graeff haveria a sangria do primeiro barril de chope. Em seguida, o pessoal já estaria reunido para uma festa na praça. E se alguém perguntasse o que levar, a turma responderia: “traz cuca. Mas só cuca”!

 Adamastor
No corredor do supermercado, encontrei o sempre atento Adamastor. Minha saudação foi interrogativa, com um automático ‘tudo bem?’ Do alto de sua inseparável finesse, adquirida sob todos os matizes luminosos da noite, a resposta foi imediata: “sem mudanças no momento”!

 Iracélio
Na semana passada, Iracélio seguiu para as areias de Itapema. A missão era para esta semana, mas ele foi bem antes. “No novo apartamento tem uma suíte só pra mim”, o Turcão com o nariz empinado. Desta vez resgatou apenas o carro, já que a Tânia e o Acioly optaram em voltar pelas asas da Azul. Imaginem o beiço do Iracélio.

 
Trilha sonora
Carlinhos Carneiro, amigo emprestado pelo Fernando, é fera no vocal do Império da Lã. Essa é do Carlinhos em parceria com Chico Bretanha, Felipe Kautz e Pedro Petracco. Um belo videoclipe – Dançando no Giroflex
Use o link
https://bit.ly/2uaUnbx

 

 




Teclando

Quarta-Feira, 12/02/2020 às 07:01, por Luiz Carlos Schneider

Atualizando atualizações
Com conhecimento e prática enfrentamos a vida. Após alfabetizados, deixamos o lápis e a caneta sobre a mesa para datilografar. Quando a máquina de escrever ainda assustava, eu já me virava catando milho no teclado. Chegou o computador e, nos tempos do DOS, aprendi os comandos e os caminhos dos diretórios. Veio o Windows e com o ratinho na mão fui me virando entre janelas. Mas a evolução é insaciável e quando dominamos um programa este já está superado. Há algo novo e, então, ai de quem não entrar na nova onda. E vamos mudando. Isso seria uma evolução. Mas, cá entre nós, também é uma chatice. Até porque já estamos cientes de que a novidade de hoje será obsoleta amanhã. Ora, pela minha lógica, por que perder tempo aprendendo sobre algo que com certeza estará ultrapassado nos próximos dias? Porém, a concepção global de modernidade nos proíbe de sequer pensar em versões anteriores. Autodidata, sigo em frente e desperdiço neurônios com os novos penduricalhos que aparecem na tela. E na telinha do celular, onde também impera a imposição de alguns programas.

Dia desses, elaborei um texto no Word do celular para adiantar o trabalho. Parecia tudo perfeito, mas o domínio da tecnologia pode ser ilusório. Sabe aquele ícone na tela que seria uma coisa e agora pode ser outra?  Era. O texto sumiu e todo o meu trabalho evaporou. E sequer posso reclamar, pois o erro foi meu. Falta de atualização. Seria uma obrigatoriedade em atualizar diariamente a minha cabeça para novas versões? Então nasci 1.0 e hoje já estou operando na versão 63.99? Ou já lançaram a 64.01? Evoluir é bom. Mas poderíamos pular algumas etapas descartáveis. Por que esquentar a cabeça diariamente ao invés de um upgrade anual? Ora, enquanto desperdiçamos neurônios com esses detalhezinhos deixamos de olhar para o mundo. Certamente, é por isso que muita gente não raciocina mais e há uma diminuição coletiva do discernimento. Assim, temos novas versões tecnológicas no cérebro, enquanto velhas imposições retrógradas atuam no nosso comportamento. É necessário dosar o modismo, preservando neurônios necessários à evolução individual, para não descambarmos na consolidação coletiva do retrocesso.

A especulação
Um ano com eleições é diferente dos outros. E cada ano eleitoral é distinto. Pela proximidade eleitor-candidato, as eleições municipais têm maior importância e são as mais comentadas. Da República dos Coqueiros ao Bar do Toco, não faltam candidatos a prefeito de Passo Fundo. Com certeza, existem candidaturas explícitas, algumas implícitas e, claro, outras por detrás da moita. Mas este ano a especulação é exageradamente maior se comparada com anos anteriores. Essa indagação é um reflexo de um quadro amplo, indicando a possibilidade de muitas candidaturas. Se isso for confirmado, teremos o cenário ideal para um candidato inusitado. Sim, um nome não especulado, que surja silenciosamente e corra por fora na contramão dos favoritos. Será que existe esse candidato?

Detector de candidatos
Seria muito divertido um aparelho detector de novos candidatos a vereador. Mas, eles podem ser detectados facilmente com um pouco de atenção. Basta uma simples observação em algumas mudanças de comportamento. Não apenas os sorrisos, abraços ou apertos de mão. Os pretensos candidatos inventam de tudo para atrair as atenções e reunir pessoas. Promovem inusitados encontros e batem ponto em todos os pontos. Então, se o cara surgir com algo diferente é porque deseja ser candidato. E, dependendo da nova desenvoltura social, o detector apita na hora.

Trilha sonora
Música de Adriana Calcanhotto na gostosa interpretação de Roberta Sá - Me erra
Use o link ou clique
https://bit.ly/31KrfnB

 




Teclando

Quarta-Feira, 05/02/2020 às 07:00, por Luiz Carlos Schneider

A disputa por espaços
O crescimento populacional resulta em algumas, ou muitas, adversidades. Aqui em Passo Fundo, as ruas e avenidas praticamente ainda são as mesmas de há 50 anos. Porém, nesse meio século a população dobrou. Aumentou o número de habitantes e, obviamente, mais pessoas circulam pelos mesmos lugares. Isso gera uma disputa por cada centímetro. Assim, temos uma luta velada por espaços. Isso ocorre sobre o asfalto das ruas e sobre as lajotas das calçadas. Ah, é claro, tem briga acirrada por vagas de estacionamento. Mais pessoas e mais carros circulando. E não há nada de errado nisso, pois o aumento do número de veículos é um indicativo de qualidade de vida. Para resolver isso, exceto algumas intervenções técnica, não há como ampliar ruas e calçadas. A cidade cresceu, temos inconvenientes dentro da proporcionalidade em comparativo com grandes metrópoles. Mas será que o tão propalado ‘problema’ fica restrito apenas à relação espaço/habitante? Não, é claro que não. A inconveniência está em cada um de nós.

É uma adversidade que contagia o coletivo. O espaço diminui e aumenta o problema comportamental. Antes de propor mirabolantes fórmulas mágicas, necessitamos conviver com essa condição. Automóveis, bicicletas, caminhões, caminhonetes, cavalos, motos, ônibus, patinetes, pedestres e skates movimentam a cidade. Porém, para alguns ainda falta a ingestão diária de cápsulas de civilidade. Na segunda-feira, quase fui atropelado por duas bicicletas. Conduzidas por adultos em alta velocidade sobre a calçada! Skatistas andam na pista à noite sem sinalização. Automóveis invadem o espaço das paradas de ônibus. Motos estacionam fora das áreas destinadas aos ciclomotores. Caminhões desrespeitam restrições de circulação na cidade. Cavalos deixam marcas fedorentas pelos canteiros. Caminhonetes andam com apito no escapamento. Os mais idiotas, então, detonam o som, cuja qualidade rasteira está ao nível dos próprios condutores. Ora, isso tudo não são problemas de trânsito. São questões comportamentais. Ou, mais objetivamente, falta de bom senso. E isso só poderá ser resolvido com civilidade e muita educação.


Novela e realidade
Minha preocupação não é com o ingresso de atores na vida pública. Até porque os políticos são grandes intérpretes, alguns até dignos do Oscar. Meu temor é que os personagens tomem conta dos ocupantes de funções públicas. E essas novelas já conhecemos muito bem.

Assepsia criminosa
Dentre tantas asneiras carregadas de ódio, ainda encontramos um pouco de inteligência nas postagens das redes sociais. Essa roubei do amigo Carlos Alceu Machado, sempre com suas boas pitadas de agradável perspicácia:
“Use o banheiro como se tivesse cometido um crime. Não deixe vestígios.”

Coronavírus
Não faltam piadas sobre o coronavírus. Mas a situação não está para brincadeiras. O momento requer seriedade e muita atenção.

Trilha sonora
Na discotecagem do Batatas, na última quinta-feira, estavam Sérgio Júnior e Milton Roque (leia-se Los Marias). A viagem do tempo foi a 1979, quando rodaram a ELO – Electric Light Orchestra: Last Train to London
Use o link: https://bit.ly/38Zn6ie

 

 




Teclando

Quarta-Feira, 29/01/2020 às 07:00, por Luiz Carlos Schneider

A restauração da mídia

A mídia não vive sem publicidade. As novas mídias foram além e abusam com propaganda explícita e implícita. Até certo ponto isso é justificável, porque, sabemos muito bem, a manutenção dos serviços exige recursos. Mas, além desse aspecto, há uma metodologia que considero pouco ou nada ética. São armadilhas que conduzem para caminhos que não procurarmos. Sabem aquelas chamadas que aparecem nas cercanias dos textos, inclusive de grandes veículos? Ou, então, as intermináveis inserções espalhadas entre parágrafos? Geralmente elas surgem em tom análogo ao que estamos lendo e, assim, quem não estiver muito ligado acaba clicando. Já ao lado, ou no final das verdadeiras notícias, surgem chamadas excessivamente chamativas. Algumas têm cara de informação séria. Outras são pura apelação. Vão dos alimentos perigosos aos que podem ser milagrosos. Ora, são iscas que atiçam a preocupação com a saúde para atrair curiosos leitores. Outras artimanhas das novas mídias mostram fatos horripilantes, informações sem a mínima importância ou de suposta grande relevância. É claro que não faltam propagandas com a já surrada expressão ‘você nunca mais será o mesmo depois disso ou daquilo’.

É óbvio que abundam idiotices sobre pseudopersonalidades. Bem piores são aquelas propostas para conhecer os 30 ou 50 superlativos em alguma área. Então, para saber quem são os melhores, você acaba clicando. E, assim, entra numa sequência para clicar 30 ou 50 vezes para ir adiante, num passa e repassa interminável. Mas a criatividade (ou falta de) é fantástica. Na semana passada esbarrei com a chamada “bariátrica em cápsula ajuda mulher a restaurar casamento”. Uau! Aí vamos por partes. Primeiro fiquei na dúvida para saber se a bariátrica em cápsulas requer anestesia ou não. Agora não sei e nunca vou compreender o que significaria a suposta restauração de um casamento. Conheço dissolução e até mesmo casos em que o casamento foi salvo. Porém, restaurado é um tanto estranho. Restauração me leva a pensar em dentes obturados. Mas, dentro desta milagrosa proposta, se o casamento for antigo a restauração seria em amálgama? Ou é em resina acrílica? Ou nesse casamento já caberia uma prótese? Em casos mais graves poderia ser um implante? Enfim, como seria um casamento restaurado? Exige manutenção? Requer cuidados especiais? Ora, fiquei aqui restaurando neurônios para compreender esse remendo.


Nossas ratazanas
As ratazanas estão por aí. Dependendo do habitat são silvestres, urbanas ou políticas. As silvestres abandonam o campo e vêm para as cidades. Algumas urbanas, cruzadas com raposas, transformam-se em políticas. Mas observo mais as urbanas. São de boa origem, da família Rattus Norvegicus, e encontram-se plenamente adaptadas ao modus vivendi de Passo Fundo. São urbanas, pois adoram o movimento do centro da cidade. Ainda trazem hábitos do campo como, por exemplo, as tocas que habitam na Praça Marechal Floriano e nos canteiros da Avenida Brasil. As ratazanas são espertas e agem pela preservação da espécie. Algumas, porém, já têm uma ginga de malandragem. Tanto que na madrugada frequentam um restaurante. Muito bem nutridas, são enormes e assustam quem passa na Moron entre a Chicuta e a Sete. E, mais um detalhe, é bom não esquecer que a proliferação das ratazanas é geométrica.

Iracélio
Época de férias e as operações do Iracélio ficam restritas ao transporte, que também anda devagar. “Se quiserem eu posso levar uns aí para bem longe. Vontade não falta”, esbraveja o Turcão louco por uma confusão. Ah, Iracélio não toma jeito. Toma cerveja.


Trilha sonora
Aproveito uma dica das sempre preciosas postagens do colega e grande crítico musical Juarez Fonseca. Faixa do álbum lançado em 1973 pelo fantástico saxofonista e compositor argentino Gato Barbieri: India
Use o link: https://bit.ly/38XbZXd

 

 




Teclando

Quarta-Feira, 22/01/2020 às 07:00, por Luiz Carlos Schneider

A deterioração coletiva do intelecto 

A realidade da evolução tecnológica já ultrapassa a criatividade da ficção científica. Telégrafo, rádio e televisão deixaram o mundo de queixo caído. Era apenas o engatinhar de uma surpreendente corrida tecnológica. Ora, tudo iria acontecer depois de 2001. E, de fato, aconteceu. Aliás, continua acontecendo em uma interminável sucessão de inovações. Tudo está decorrendo muito rápido. Não foi exatamente em 2001, mas o emblemático ano até pode ser considerado como um marco deste boom tecnológico. A linguagem digital criou raízes, saiu dos escritórios e tomou conta das pessoas. A antiga telefonia agregou inteligência. Demos um salto dos singelos editores de texto para as abrangentes redes sociais. Tudo logo se transformou em equipamentos multimídia. E as pessoas também se converteram para não perderem a conexão com a humanidade. Em rápida adaptação, ainda assumiram a condição de multimídias. Sim. Agora todos seguem uma conduta multimídia. Mas, convenhamos, essa metamorfose foi muito rápida.

E é exatamente na assimilação deste mundo multimídia que surge um problema gravíssimo: a distorção da informação. Por falta de preparo ou pela mais pura ingenuidade, não há mais discernimento. Até parece que Eremildo, o idiota, foi clonado para uma invasão coletiva das almas. E, assim, todos acreditam em tudo aquilo que repica no passa e repassa das redes sociais. Essa tolice acabou com a prudência e abriu espaço para novas formas de ação da maldade humana. Nos últimos anos, somos vítimas de uma distribuição sistemática de inverdades. E não são ações isoladas. Há pessoas que se dedicam (gratuitamente?) ao repasse de notas elaboradas com objetivo de descaracterizar a sociedade. Atacam instituições, normas, estruturas sociais e pessoas. É uma lavagem cerebral que está acontecendo de forma contínua e programada. E sabe-se muito bem quem são alguns dos propagadores desse instrumento destruidor. São células de distribuição e, portanto, representam um crime organizado. Será que a inteligência policial, que deve proteger os cidadãos, ainda não sabe disso? Certamente, não falta tecnologia para rastrear os criminosos. Ou, em linguagem arcaica, basta puxar o fio da meada.

Queda na Mesa Um

Mais de 230 anos após a Queda da Bastilha, enfim, mais um tombo para entrar na história. Foi a Queda na Mesa Um do Bar Oásis. Não propriamente da mesa, mas um incidente numa sessão ordinária da confraria. Na segunda-feira, com quórum elevado, o banco que acompanha o formato arredondado da parede acabou despencando. Além de um raspão e pequenas dores nas almofadas, foi um grande susto. A reconstituição pericial, feita no papel, mostra que a soma do peso de cada um estava de acordo com a estrutura. Mas, será que essa perícia também levou em conta o peso de todas as consciências? Eis a questão. Porém, a vida segue sem problemas. E a partir de agora a Mesa Um já tem mais uma história empolgante para ser contada.

Recepção

Os amigos Bruna e Léo Castanho retornaram de um giro na Europa. No dia em que chegaram foram recepcionados com os sabores da mesa brasileira. Na orla de Ernestina, reencontraram a maionese caseira da Sueli e um granito que o Comando Fachini tratou na cerveja. E como ninguém é de ferro, o Derli levou uma cachacinha exclusiva. A alegria tomou conta de todos. Bom retorno!

Trilha sonora
Nascida em Barcelona, Andrea Motis está com 24 anos, é cantora e trompetista. E também canta em português, como na obra de Paulinho da Viola. Andrea Motis Quintet – Dança da Solidão
Use o link: https://bit.ly/36g5kWe

 

 

 






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