PUBLICIDADE

Colunistas


Teclando

Terça-Feira, 21/02/2017 às 07:00, por Luiz Carlos Schneider

Baderna descentralizada
Os baderneiros têm adoração por áreas públicas. Além das ruas e calçadas no centro de Passo Fundo, a baderna também tem núcleos periféricos. Um deles é no Parque de Exposições Wolmar Salton, local conhecido como Efrica. É um ponto distante de grandes áreas residenciais, mas é uma baderna com suas indissociáveis características. A primeira é a utilização de uma área pública. Se a intenção é realizar “eventos” automobilísticos, então devem estar de acordo com as exigências legais. Essas atividades são promovidas por entidades filiadas à CBA ou alguma federação? Respeitam as exigências de segurança? Tem ambulância no local e existe aprovação dos bombeiros e da Brigada? Se apenas uma dessas respostas for negativa, então não é um evento. É apenas bagunça. Álcool, direção e madrugadas são ingredientes perfeitos para uma tragédia. E, já que o local é público, quem é o responsável pela sujeira? E pelas garrafas quebradas na beira do asfalto? Alguém será multado pelo lixo e cacos de vidros acumulados? E em caso de uma fatalidade, quem será responsabilizado?

Automobilismo

O automobilismo de Passo Fundo tem uma linda e invejável história. Os passo-fundenses escreveram páginas importantes do esporte-motor. Nos tempos das carreteiras, lá pelos anos 1940/1960, Passo Fundo era sinônimo de velocidade. Em 1957, Orlando Menegaz venceu com Aristides Bertuol a segunda edição das Mil Milhas Brasileiras. Sim, isso mesmo, até hoje é a maior e mais importante prova do automobilismo brasileiro. E depois, em 1961, Menegaz formou dupla com Ítalo Bertão e trouxeram mais um caneco para Passo Fundo. É uma tradição que, em seguida, passou pelos carros de arrancada, kart e rallye. Grandes nomes escreveram uma história que merece muito respeito e não pode ser maculada.

Aerobar
O Aeroclube de Passo Fundo ganhou um charme todo especial com o Aerobar. Está em local agradável e bem decorado, que carrega a história da aviação passo-fundense. Além de atender ao pessoal do Aeroclube e do Asas do Sul, está aberto ao público diariamente a partir das 16 horas. Dos lanches aos doces e dos chás às bebidas clássicas, são muitas as opções. É possível sentar-se ao ar livre e observar pousos e decolagens. É ali que se reúne a famosa AFA - Associação dos Fofoqueiros da Aviação – (nos quais me incluo) para falar daquilo que mais gostam: aviões. Tudo sob o olhar das simpáticas corujas e dos ruidosos quero-queros, que também voam.

Cartão de visitas
O domingo foi do futebol. Jogão pelo Gauchão no Vermelhão da Serra, quando o Passo Fundo empatou com o Internacional de Porto Alegre. Uma partida que atraiu inúmeros colorados da região para Passo Fundo. Muitos vieram para uma cidade maior na expectativa de comprar algo diferente, pois não encontram em suas cidades. Mas os supermercados estavam fechados. Um péssimo cartão de visitas para uma cidade do porte de Passo Fundo.


--------------
Trilha sonora
Em 1967 o grupo The 4 Seasons, que já estava em alta, apresentou um single com o vocalista Frankie Valli: Can't Take My Eyes Off You

Use o link ou clique o QR code
http://migre.me/w5OKR




Teclando

Terça-Feira, 14/02/2017 às 08:00, por Luiz Carlos Schneider

Lajota no sapato
Falar sobre as calçadas de Passo Fundo, não é chover no molhado. É tropeçar nos mesmos obstáculos. Não faltam armadilhas pelo caminho. Predominam as lajotas soltas, alguns buracos e os perigosos desníveis. As águas das calhas que desaguam nas calçadas, até lembram os rios que desembocam nos oceanos. Não bastassem todas essas barreiras, ainda surgem as obstruções provocadas pelos ambulantes, plaquetas com anúncios e até mesas com cadeiras. Ora, Passo Fundo cresceu muito nos últimos 40 anos. A população aumentou e também ampliou o fluxo de pessoas nos passeios públicos. E as calçadas? Estão em melhores ou piores condições do que há 40 anos? Houve crescimento, mas será que esse aumento representa desenvolvimento? A qualidade de vida também é atrelada às calçadas, pois a evolução está nos caminhos em que pisamos. Será que, além de crescer, também evoluímos nesses últimos 40 anos?

 

Saindo das trevas
Passo Fundo não é uma cidade mal-assombrada. É apenas mal-iluminada. É um problema antigo, um desleixo que de longa data vem sendo empurrado com a barriga. Quem está acostumado em cidades com boa iluminação, estranha muito ao entrar em Passo Fundo à noite. Agora, parece que surge uma luz no final da Avenida Brasil Petrópolis. É por lá que iniciou a troca no sistema de iluminação, com a utilização de lâmpadas mais modernas. A diferença é gritante, ou melhor, ofuscante. Espero que este contraste comprove a necessidade de melhorar (e muito) a iluminação pública em toda a cidade. A penumbra das ruas não condiz com o brilho da magnitude de Passo Fundo.

Cultura da emergência
Estamos preparados para tratar com situações de emergência? Tudo indica que o despreparo é bem maior. Isso fica nítido quando o motorista de uma ambulância tenta, desesperadamente, andar pela Avenida Brasil. Alguns motoristas abrem espaço, mas a maioria permanece inerte. E em outras situações de emergência, como devemos proceder? Não temos uma cultura de transmitir ensinamentos relacionados às emergências. Não apenas orientações básicas e ocasionais. O ideal seria começar no ensino fundamental e reforçar as instruções em outros níveis. Mais do que simplesmente repassar conhecimentos, é importante criar um novo comportamental sobre procedimentos em situações de emergência.

Bye-bye Avianca
O encerramento das operações da Avianca em Passo Fundo ganhou destaque em sites especializados, que reproduziram matérias de O Nacional. Agora, o último voo entre Passo Fundo e Guarulhos, programado para 11 de março, transformou-se em atrativo para os aficionados. O planespotter João Machado, do blog Gaúchos Spotters, estará a bordo para registrar em imagens. Fábio Luiz Fonseca, do site AeroEntusiasta e idealizador do pioneiro AeroFórum, também estará por aqui. Enfim, nosso aeroporto já virou atração turística.

--------------
Trilha sonora
Aos 76 anos, morreu domingo,12/02, Al Jarreau, cantor norte-americano de jazz, com trabalhos também em R&B (rhythm e blues) e pop. Dentre tantos êxitos, em 1981 lançou We're In This Love Together.

Use o link ou clique o QR code
http://migre.me/w2X21

 




Teclando

Terça-Feira, 07/02/2017 às 08:15, por Luiz Carlos Schneider

Baderna x Burocracia

Prossegue a baderna nas noites passo-fundenses. Mas há uma esperança para acabar com a bebedeira, a barulheira e a sujeira no centro da cidade. É a lei que proíbe o consumo de bebidas alcoólicas em vias públicas. Porém, o trâmite burocrático é um obstáculo que retarda essa solução. Foi aprovada com emedas que descaracterizavam o seu objetivo principal. Depois, prevaleceu o bom senso do prefeito Luciano Azevedo que a sancionou vetando as descabidas emendas. Agora, de volta à Câmara, nos próximos dias os vetos podem ser acatados ou derrubados. Quem circula por lá acredita que os vereadores devem acatar. Mas não terminará ali o trâmite burocrático. Ainda haverá prazo de mais 180 dias para elaborar uma regulamentação que definirá a operacionalidade da nova lei. Espero que prevaleça o bom senso e diminuam esse prazo, pois seis meses é um exagero. Assim, finalmente, haverá um amparo legal para acabar com a baderna. Mas até lá não haverá folga, pois as operações da Brigada já estão retirando alguns resíduos deste núcleo nocivo.


Chuva aromatizada
Basta uma paradinha numa esquina para sentir o bafo nada agradável que sobe das bocas de lobo. Como essas entradas servem para a captação das águas das chuvas, o mau cheiro vem de esgotos pluviais. Sim, os esgotos pluviais carregam o odor característico dos esgotos cloacais. Algo está errado, pois não poderia ocorrer uma espécie de integração entre esses tipos de canalizações. Desconfio que existam muitas ligações clandestinas. Ou as chuvas já estariam caindo das nuvens aromatizadas? O problema não é apenas o mau cheiro. É o grave risco sanitário. Alguém solucionará?


Estreito do Uruguai
Famoso por permitir que se colocasse um pé no Rio Grande do Sul e outro em Santa Catarina, o Estreito do Rio Uruguai não existe mais. Era uma beleza natural que encantava com suas rochas arredondadas, esculpidas pela força das águas. O local foi coberto para formar um alagamento que represa água para gerar energia elétrica. O Estreito era fascinante pela beleza e até assustava pela velocidade da água, pois, em um pequeno corte, canalizava todo o volume do Uruguai. Foi ponto turístico por muitas décadas, num distrito de Marcelino Ramos que também abrigava o alambique da família Koller. Ali era produzida uma cachaça, cujo nome seria um prenúncio para o destino daquela área. Era a famosa “Lágrimas do Uruguai”.


Algonauta

Quando era criança (parece que foi ontem), eu usava Gumex nos cabelos e sonhava em ser um astronauta. Agora, os cabelos estão grisalhos e sou chamado de internauta. Mas continuo com a cabeça no mundo da lua.

 

--------------
Trilha sonora
Desde o final dos anos 1950, as músicas de Neil Sedaka vão passando de geração em geração. Um de seus êxitos, lançado em 1974, foi revitalizado por Aiza Seguerra em 2003: Laughter in the Rain

Use o link ou clique o QR code
http://migre.me/w0rVN




Teclando

Terça-Feira, 31/01/2017 às 08:00, por Luiz Carlos Schneider

O Aeroporto
Ungido por romarias de promessas, o Aeroporto Lauro Kourtz vai muito além da peregrinação política. Carrega imperfeições de concepção e é dependente de intermináveis paliativos. Mas jamais poderemos esquecer que também é a porta de entrada para o desenvolvimento. Em dezembro de 2016 o aeroporto recebeu mais de 15 mil passageiros das linhas aéreas, segundo levantamento do blog Gaúchos Spotters. A Azul teve ocupação média (ida e volta) de 85,06% na ligação com Campinas, 72,7% para Porto Alegre (apenas três voos semanais) e 81,07% nos seis voos daquele mês para Florianópolis. A Avianca chegou a 84,6%, com 5.688 passageiros na rota com Guarulhos. Tudo isso e, ainda, a aviação geral. Sim, aviões executivos, táxi-aéreos, aeronaves civis e militares completam o movimento do Lauro Kourtz. E os aviões-ambulância que, além de pacientes, também transportam órgãos para transplantes? Ora, o aeroporto está em localização errada, mas com utilização certa e superando adversidades.

A Avianca
A Avianca encerrará suas operações em Passo Fundo no próximo dia 11 de março. O avião utilizado, Airbus 318, está sendo retirado da frota e um modelo maior (A320) não opera em Passo Fundo. A empresa está abrindo uma nova base em Navegantes, com três voos diários para Guarulhos a partir de maio. Equipamento: Airbus 318. Calma! Isso até poderia parecer má vontade em relação a Passo Fundo, mas prevaleceu o porte do aeroporto, um destino que já começa com três voos diários. Serão os últimos suspiros dos 318 no Brasil, pois gradativamente serão substituídos pelos 320. Pelas restrições, essa transição não seria possível em Passo Fundo. E, infelizmente, não há indicativos de ações para acabar com essas limitações operacionais.

A Azul
Passo Fundo perde um voo da Avianca para São Paulo e ganha outro da Azul. Isso, claro, sem intervenção, solicitação, promessa ou alardes. Já estava programado e a partir da próxima segunda-feira, 06/02, a Azul terá dois voos para Viracopos (Campinas). É aquele voo da manhã que chega a Passo Fundo às 10h25, foi retirado na alta temporada e será retomado. Para Porto Alegre, com escassos três voos semanais, entre fevereiro e abril não encontramos a frequência de segunda-feira. É interessante observar que a Azul está em expansão e já utiliza aviões com dois corredores (wide body) em rotas internacionais. Também está introduzindo nos voos domésticos o Airbus 320, que não está homologado para Passo Fundo. Gato escaldado...

O Sinduscon
Mais do que uma cidade-polo, Passo Fundo é, de fato, o Gigante do Norte. Essa condição ganha amplitude em vários segmentos. Vai além da educação, saúde, serviços, comércio, indústria e agronegócio. A representatividade também é fundamental neste fortalecimento. Na semana passada, foi a vez do Sinduscon de Passo Fundo dar um salto territorial, com a certificação da sua abrangência sobre 30 municípios. Em 1981 iniciou a luta por uma carta sindical, recebida em 1986. Agora, concretizou-se o segundo grande sonho do Sinduscon. Mais estrelinhas para Passo Fundo.


Trilha sonora
Aeroporto também lembra aviões que não voltam mais. Em 1975 Milton Nascimento e Fernando Brant reverenciaram as asas da Panair. Elis Regina: Conversando no Bar.
Use o link ou clique o QR code
http://migre.me/vXqhd




Teclando

Terça-Feira, 24/01/2017 às 08:10, por Luiz Carlos Schneider

Remendo é remendo


“Decolar é opcional, pousar é obrigatório”. O ditado popular da aviação é antigo, mas serve para uma reflexão sobre o Aeroporto Lauro Kourtz. O problema está na origem, pois iniciou a partir de um remendo no velho campo de pouso da Brigada Militar. Isso, claro, por questões políticas. Foi no governo Ildo Meneghetti, quando abandonaram as obras de um grande aeroporto iniciadas no governo Leonel Brizola. Então surgiu uma grotesca pista cheia de pedras. Remendaram com uma tirinha de asfalto. Depois espicharam no comprimento. Ganhou alguns irrisórios metros na largura. E os remendos prosseguiram. E persistem. Mas o aeroporto continua mal localizado, em um ponto muito elevado e com a pista fora do eixo do vento predominante. Ou seja, tem restrições operacionais. E, por essas restrições, lá se vai a Avianca. E por essas restrições, dificilmente virá outra empresa com aviões de porte. E continuarão remendando. Em Passo Fundo remendar é obrigatório e pousar é opcional.

Rombo

O excesso de feriados é motivo de preocupação para os lojistas. Segundo divulgou a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul, cada dia parado no Rio Grande do Sul representa R$ 1,26 bilhão à economia do estado e cerca de R$ 160 milhões ao comércio varejista. “Desta forma, em 2017 teremos uma perda de R$ 8,82 bilhões para o estado e R$ 1,12 bilhão para o varejo”, destacou o presidente da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch. A propósito, em 2017 os supermercados de Passo Fundo não abrirão as portas em 21 dias: dez feriados, nove domingos e dois pontos facultativos. É o equivalente a três semanas com as portas fechadas. Quanto representa isso?

Agregar


Parece que essa é a ordem no Esporte Clube Passo Fundo. Na semana passada o Vermelhão da Serra recebeu um bom público nas arquibancadas e no salão de eventos. A festa de aniversário foi um sucesso. Destaque para a renovação dos participantes, demonstrando que o clube está atraindo novos simpatizantes. O presidente Evandro Zambonato foi muito hábil ao escolher o diretor social Genes Nogueira, o Compadre Lagoa. Nada melhor para a função do que um calejado expert em atividades festivas. Não poderia ser diferente, foi um sucesso. E, já pensando na próxima festa, o Lagoa promete ainda mais rigor no cronômetro e no termostato. Inclusive.

Céu azul


O curso de Piloto Privado pode ser muito importante na formação dos jovens. Não é apenas uma questão de propiciar isenção no serviço militar ou simplesmente aprender a pilotar. O brevê é patamar importante na formação profissional de pilotos comerciais, agrícolas ou de linhas aéreas. Porém, pelo conteúdo teórico e prático, proporciona conhecimentos de grande utilidade para toda vida. Da mecânica à aerodinâmica, da meteorologia à física são muitos os aprendizados. Interessante e oportuno, pois o Aeroclube de Passo Fundo está montando novas turmas. Uma excelente oportunidade para aqueles que desejam seguir a carreira de piloto, obter novos conhecimentos ou, simplesmente, ficarem mais próximos das nuvens.

--------------
Trilha sonora
Música e aviões, tudo a ver. A homenagem do maestro francês Franck Pourcel ao primeiro supersônico comercial, em 1976: Concorde.

Use o link ou clique o QR code
http://migre.me/vVlqD

 




PUBLICIDADE


PUBLICIDADE