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Colunistas


Teclando

Segunda-Feira, 20/03/2017 às 08:00, por Luiz Carlos Schneider

O cabalístico 44

Quantas verbas já foram anunciadas para melhorias no Aeroporto Lauro Kourtz? O anúncio de recursos carrega o encanto das fábulas de La Fontaine. Em 2012, prometiam obras que seriam concluídas antes da Copa de 2014. Depois, em briga por migalhas, teve a novela da caixa d’água. Porém, foi a partir do início de 2015 que surgiu a verba de R$ 44 milhões, a mais badalada de todas. E dizer que 44 é um número cabalístico que representa a eficiência. Pois bem, em nome dessa verba contaram muitas estorinhas em 2015. Sem reajustes, ela prosseguiu encantando em doutrinações pelo ano de 2016. Agora em 2017 com a despedida da Avianca de Passo Fundo, como num passe de mágica,aqueles 44 milhões reapareceram no cenário. Mesmo sem juros ou correção monetária, dizem que a já famosa verba terá maravilhosa destinação. Será que neste conto de fadas os 44 acabarão com as restrições da pista e até Airbus 320 vai descer em Passo Fundo?Nesta fábula, aindanos resta acreditar na força cabalística do 44.

Desenhando

A Avianca fazia um voo entre Passo Fundo e São Paulo (Guarulhos). A Avianca foi embora. Agora, apenas a Azul opera em Passo Fundo com voos para Campinas (Viracopos). Então, será que já sabem que a Azul tem um terminal e está operandono Aeroporto Internacional de Guarulhos? Entenderam ou terei que desenhar?

Fechando o cerco

O questionamento do Sinduscon sobre a regulamentação de obras irregulares chegou à Promotoria de Justiça. O Sindicato dos Corretores de Imóveis da Região Norte do RS enviou correspondência de apoio ao Sinduscon. Depois, também abraçou a causa a Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Passo Fundo. A entidade encaminhou manifestação contrária à regulamentação para a Promotoria. E, ainda, alertam que a proposta, pode colocar em risco todo o contexto de segurança e a limitação da ocupação urbana.Instituições em nível estadual também podem se pronunciar. Haja concreto ou aja pelo concreto?

Ontem e hoje

Antigamente, a melhor farinha era aquela vendida pelos próprios produtores, mas acabaram com os moinhos coloniais. O leite era entregueem casa pelos leiteiros, mas proibiram. O caminhão da carne abastecia os açougues, mas os matadouros foram fechados. Os argumentos para essas proibições estavam relacionados às condições sanitárias. Tudo pela saúde. Hoje, na prática, somos alimentados por grandes conglomerados. Agora, a farinha pode conter peróxido de benzoíla(bom para a acne). O leite chega enriquecido pela água (faz bem) formol (conserva) e água oxigenada (limpa). A carne vem com ácido ascórbico (vitamina C) e papelão (fibras). Fizeram tanto pela saúde, que colocaram uma farmácia em nossas mesas.

Pra não esquecer

Restam 155 dias para regularização da lei que proíbe beber em áreas públicas.

Pra lembrar

Os supermercados fecharam neste domingo.

Trilha sonora

Na segunda-feira em que inicia o outono, a música do maestro argentino BebuSilvetti que, nos caminhos de Vivaldi, também compôs as suas quatro estações: Chuva de Outono.




Teclando

Segunda-Feira, 13/03/2017 às 08:00, por Luiz Carlos Schneider

Excessiva generosidade

A lei que regulamenta obras em desacordo está gerando questionamentos. O Sinduscon já veio a público e se posicionou contrário à medida. A proposta seria de cunho social, para colocar em dia pequenas moradias em desacordo com a lei. Mas ganhou outra dimensão, beneficiando grandes obras que, de alguma ou várias maneiras, ergueram-se na ilegalidade. Regularizar ou irregular é uma ação que exige muita cautela. No caso das construções de considerável porte, apagar o passado é um desrespeito aos cumpridores da lei. Já no presente, essa anistia pode produzir um incentivo à desobediência. E para o futuro até poderá gerar um grave precedente. Ora, por que pagar hoje se amanhã a minha dívida será perdoada? Se antes alguns foram anistiados, depois outros poderão exigir o mesmo tratamento alicerçados pela isonomia. Regularizar faz muito bem. Ainda mais quando há uma generosa compensação à sociedade. Ou, preferencialmente, aos cofres públicos. Essa regularização merece muita atenção.

Despedida - I

Sábado, a Avianca bateu asas e voou para, provavelmente, nunca mais voltar. E não foi por falta de passageiros. Foi por falta de aeroporto em Passo Fundo. Culpa de quem? Ora, de quem teve a infeliz ideia de transformar um campo de pouso da Brigada Militar em aeroporto. Ali iniciou a filosofia do remendismo. Uma esticadinha ali, mais um metro de cada lado, um remendo e mais outro remendo. Assim, as condições operacionais sempre beiram aos limites das restrições. Isso, claro, sob a regência dos que não sabem o que se passa entre os bordos de ataque e de fuga de uma asa. 

Despedida - II

Passo Fundo não perdeu apenas um voo diário para 120 passageiros. Perdeu uma importante ligação. Fechou-se uma porta para o desenvolvimento. Foi um triste sábado no Lauro Kourtz. Vi muitas lágrimas e até uma dose de revolta em relação à situação do aeroporto. Aos políticos recomendo distância dos aeroportuários de Passo Fundo. Eles não aguentam mais ouvir promessas e discursos sobre verbas, licitações, reformas e ampliações. Perdemos o trem húngaro, perdemos os aviões da Avianca e logo perderemos o bonde da história.

Encontros

A agenda do pessoal da redação esteve agitada neste final de semana. No sábado tivemos a formatura do colega Júlio Ferreira. Domingo foi o chá de fraldas em preparação à chegada da Antônia, para alegria da colega Cissa Battistella. O chá e a formatura propiciaram muitos encontros com colegas do presente, do passado e, quem sabe, até do futuro. Matando saudades e colocando a prosa em dia, foi muita emoção para um fim de semana. A turma não é fraca. É maravilhosa.

Contagem regressiva

Restam 162 dias para a regularização da lei que proíbe o consumo de bebidas alcóolicas em vias públicas.

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Trilha sonora

Depois de um final de semana com despedidas e muitos encontros, a música de Milton Nascimento e Fernando Brandt, na voz de Maria Rita: Encontros e Despedidas.

 

 




Teclando

Segunda-Feira, 06/03/2017 às 08:45, por Luiz Carlos Schneider

Inquietude de um visionário
Não nascemos apenas com fome. Também chegamos ao planeta sedentos por novidades. Somos por natureza famintos e curiosos. Não é por acaso que a humanidade produz alimentos em grande escala e faz descobertas fantásticas. A pesquisa é uma inquietude. Mas não basta apenas obter novos conhecimentos, pois é necessário propaga-los. O inquieto agrônomo Gilberto Borges fez exatamente isso, divulgando e colocando em discussão as novidades da agricultura. O Gigi, que praticamente batia ponto em nossa redação, estava sempre carregando novas ideias. Suas visitas propiciavam um desfile de informações sobre agricultura e ecologia. Unindo a terra às letras, ele pulverizou o plantio direto pelo Brasil e outros países. Precocemente, Gilberto Borges se foi. Mas como era um visionário, além do que já havia semeado, também nos deixou muitos insumos. Um desses é a Expodireto, com reflexos regionais diretos e repercussão internacional. Olhando lá na frente, a feira foi concebida com uma proposta que carrega a dinâmica da transmissão de conhecimentos. Certamente, Gigi espalhou um punhado do fertilizante da inquietude sobre a Expodireto.

A Razão

Fiquei triste ao saber do encerramento da publicação do jornal santa-mariense A Razão. Com quase 83 anos, iniciou pelas mãos dos Diários Associados, maior conglomerado nacional de mídia da época. Em 1982 o jornal foi adquirido pela família De Grandi, ampliando seus laços com a comunidade. Em 1988, o jornal passou pela morte trágica de seu diretor Luizinho De Grandi. Sua esposa Maria Zaira De Grandi, que assumiu o comando, faleceu há três anos. A Razão tinha fortes raízes com Santa Maria e região. Muitos nomes das letras rio-grandenses passaram por A Razão, dentre tantos, cito os amigos Tau Golin e Claudemir Pereira.

Contagem regressiva
Ranzinzice minha, mas não podemos nos esquecer da baderna institucionalizada nas noites passo-fundenses. Então, para que ninguém esqueça, vamos lembrando que a lei que proíbe o consumo de bebidas alcoólicas em áreas públicas foi aprovada. E sem aquelas emendas que transformavam o vinho em água. Há 11 dias a nova lei foi encaminhada para regulamentação. Há um prazo de 180 dias para isso. Ou melhor, agora são 169 dias. Mas, cá entre nós, é muito tempo. Será que existe algum medicamento para acelerar esse processo? Como diria um conhecido narrador esportivo, “o cronômetro está correndo, correndo...”.


Última chamada
No próximo sábado, daremos adeus a Avianca Brasil em Passo fundo. A empresa pousou no Lauro Kourtz ainda como Ocean Air. Por aqui operou com os aviões Brasília, Fokker 50, Fokker 100 e Airbus A-318. Neste dia 11 de março, às 14h40, a decolagem do voo 6179 encerrará as atividades da Avianca em Passo Fundo. Se tivéssemos um (outro!) aeroporto que comportasse aviões maiores, isso não ocorreria. Mas persiste a filosofia dos remendos.

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Trilha sonora
A Irlanda nos brindou com a cerveja Guinness, o whiskey Jameson e a banda U2 que, em 1987, lançou With Or Without You

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Teclando

Terça-Feira, 28/02/2017 às 06:00, por Luiz Carlos Schneider

O Carnaval sem carnaval

Estamos em pleno Carnaval, mas, pelo segundo ano consecutivo, sem festa popular nas ruas de Passo Fundo. A maneira como tratam do Carnaval é um verdadeiro carnaval. Aliás, um triste enredo que trocou a elegância dos passos cadenciados pelo desalinhado empurra-empurra. Mesmo longe da passarela não faltaram holofotes aos destaques, que atiraram confetes às arquibancadas e serpentinas aos camarotes. O asfalto é público e os instrumentos até poderiam ser da iniciativa privada, mas a harmonia deve vir do berço das escolas de samba. Público, privado ou autossustentável? Ou as três opções? Nada disso! A crise não permite. Sim, estamos enfrentando uma avassaladora crise cultural. É uma onda que aniquila fragmentos da história e, tal qual a Quarta-feira de Cinzas, leva um bom bocado da nossa alegria. No Carnaval ficamos sem carnaval, sem o talento de nossos passistas, mestres-salas e porta-bandeiras. E as novas conquistas? Será que também acabaram as nossas paixões de Carnaval? Nesse perigoso interlúdio, um legado está definhando.

O carnaval no Carnaval

Na prática, o Carnaval é um grande feriadão. Aliás, sequer é um feriado. Mas, mesmo sendo um ponto facultativo, fechou os bancos por mais de quatro dias. Os supermercados, claro, aproveitaram a carona. Muita gente foi à praia, aos balneários da região, ao Nordeste ou até mesmo pescar na Argentina. Tinha passo-fundenses na Marquês de Sapucaí. O casal amigo Bruna e Léo Castanho desfilou pela Mocidade. Mas neste Carnaval aqui em Passo Fundo também teve carnaval nos clubes. A folia está voltando com tudo aos salões. Pelos menos nos clubes está reascendendo o velho e gostoso Carnaval. Quanto riso, quanta alegria!

Aleluia (quase)

Ufa, está chegando a tão esperada lei que proíbe o consumo de bebidas alcoólicas em vias públicas de Passo Fundo. Sancionada pelo prefeito, que vetou as emendas que a descaracterizavam, voltou à Câmara e teve os vetos acatados. Em outras palavras, isso representa um dispositivo legal para amparar a ação da Brigada no combate à baderna. Porém, como a objetividade na área pública é repleta de contornos, ainda falta a sua regulamentação. Isso pode levar até 180 dias. Mas, com uma pequena dose de boa vontade, poderá ser feita em 18 dias. Ou menos...

Irrestrita

Não é errada a ação da fiscalização para retirar ambulantes das calçadas. Mas a fiscalização não pode ficar restrita apenas a essa irregularidade. E a venda de alimentos (quase) itinerante à noite com mesas e cadeiras nas calçadas? E os produtos sem origem fora das calçadas? Ou com origem expostos nas calçadas? E as irregularidades das próprias calçadas, esburacadas, com lajotas soltas e desníveis que colocam em risco a nossa integridade física? Se for para multar, que seja de forma generalizada. Mãos à obra, pois irregularidades não faltam.

Trilha sonora

Depois da parceria com Hermínio Bello de Carvalho em ‘Sei Lá Mangueira’, Paulinha da Viola buscou muita inspiração para se redimir com a ala de compositores da sua Portela. Então, em 1970, gravou um samba-enredo que não foi o enredo, mas contagiou a avenida cantado no aquecimento e na dispersão: Foi Um Rio Que Passou Em Minha Vida

 

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Teclando

Terça-Feira, 21/02/2017 às 07:00, por Luiz Carlos Schneider

Baderna descentralizada
Os baderneiros têm adoração por áreas públicas. Além das ruas e calçadas no centro de Passo Fundo, a baderna também tem núcleos periféricos. Um deles é no Parque de Exposições Wolmar Salton, local conhecido como Efrica. É um ponto distante de grandes áreas residenciais, mas é uma baderna com suas indissociáveis características. A primeira é a utilização de uma área pública. Se a intenção é realizar “eventos” automobilísticos, então devem estar de acordo com as exigências legais. Essas atividades são promovidas por entidades filiadas à CBA ou alguma federação? Respeitam as exigências de segurança? Tem ambulância no local e existe aprovação dos bombeiros e da Brigada? Se apenas uma dessas respostas for negativa, então não é um evento. É apenas bagunça. Álcool, direção e madrugadas são ingredientes perfeitos para uma tragédia. E, já que o local é público, quem é o responsável pela sujeira? E pelas garrafas quebradas na beira do asfalto? Alguém será multado pelo lixo e cacos de vidros acumulados? E em caso de uma fatalidade, quem será responsabilizado?

Automobilismo

O automobilismo de Passo Fundo tem uma linda e invejável história. Os passo-fundenses escreveram páginas importantes do esporte-motor. Nos tempos das carreteiras, lá pelos anos 1940/1960, Passo Fundo era sinônimo de velocidade. Em 1957, Orlando Menegaz venceu com Aristides Bertuol a segunda edição das Mil Milhas Brasileiras. Sim, isso mesmo, até hoje é a maior e mais importante prova do automobilismo brasileiro. E depois, em 1961, Menegaz formou dupla com Ítalo Bertão e trouxeram mais um caneco para Passo Fundo. É uma tradição que, em seguida, passou pelos carros de arrancada, kart e rallye. Grandes nomes escreveram uma história que merece muito respeito e não pode ser maculada.

Aerobar
O Aeroclube de Passo Fundo ganhou um charme todo especial com o Aerobar. Está em local agradável e bem decorado, que carrega a história da aviação passo-fundense. Além de atender ao pessoal do Aeroclube e do Asas do Sul, está aberto ao público diariamente a partir das 16 horas. Dos lanches aos doces e dos chás às bebidas clássicas, são muitas as opções. É possível sentar-se ao ar livre e observar pousos e decolagens. É ali que se reúne a famosa AFA - Associação dos Fofoqueiros da Aviação – (nos quais me incluo) para falar daquilo que mais gostam: aviões. Tudo sob o olhar das simpáticas corujas e dos ruidosos quero-queros, que também voam.

Cartão de visitas
O domingo foi do futebol. Jogão pelo Gauchão no Vermelhão da Serra, quando o Passo Fundo empatou com o Internacional de Porto Alegre. Uma partida que atraiu inúmeros colorados da região para Passo Fundo. Muitos vieram para uma cidade maior na expectativa de comprar algo diferente, pois não encontram em suas cidades. Mas os supermercados estavam fechados. Um péssimo cartão de visitas para uma cidade do porte de Passo Fundo.


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Trilha sonora
Em 1967 o grupo The 4 Seasons, que já estava em alta, apresentou um single com o vocalista Frankie Valli: Can't Take My Eyes Off You

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