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Colunistas


Teclando

Quarta-Feira, 04/12/2019 às 07:00, por Luiz Carlos Schneider

Equação da existência

Vivemos entre o tempo e a vida. Aliás, a vida tem um tempo e assim também temos um tempo de vida. Por isso, não podemos perder tempo na vida. Mas entre tempos já vividos e aquele que agora vivemos, é necessário dar um tempo para pensar. Nesse tempo todo sempre observei vidas lutando contra vidas. Ou, ainda, vidas desperdiçando tempo para pisotear outras vidas. Entendo que a relação tempo-vida pode ser medida por um eixo entre a qualidade de vida e a quantidade do tempo de vida. Esta é a equação da existência. A vida é linda e o tempo de vida uma dádiva. Porém, durante toda a vida, enfrentamos a maldade de algumas pobres vidas que não evoluíram em tempo hábil para respeitar a vida. E o tempo passa. Vidas tombam, se esfacelam ou se perdem lentamente no tempo. Ao choro de um recém-nascido celebramos a chegada de uma nova vida. Mas também choramos ao término de alguma vida. Entre um choro e outro, temos um tempo que mede o período de nossa existência. E é nesse tempo que conhecemos tantas outras vidas.
Um tempo que deveria ser apenas de alegrias, aconchego e bons sentimentos. Mas, então, por que será que uma vida não pode ser simplesmente uma vida? Ora, porque todo tempo temos pela frente necessidades ou adversidades da própria vida. E, nesse tempo, indagamos o que é a maldade? Ora, a maldade é aquilo que as vidas perversas fazem para prejudicar outras vidas. E o pior tempo vivido é aquele em que algumas vidas manipulam a existência de muitas outras. Ah, certamente, dirão que então isso não é vida. Perfeito. A vida também é um tempo que exige plenos direitos, livre arbítrio e liberdade de manifestação. Se houver restrições ao pensamento ou censura às expressões, não será um bom tempo. Então, dando um tempinho na vida, olhe para aquilo que acontece por aí. Observe o que fazem algumas vidas e as suas consequências coletivas. Todos sonham com bons tempos para viver. Então sejamos vivos para não permitir que ataquem vidas. O respeito à vida é o melhor do nosso tempo. E com bons tempos temos mais intensidade de vida. Dê um tempo para a realidade e observe os espelhos da humanidade. É um tempo para a sua vida. E vida não se discrimina. Vida se celebra o tempo todo em todos os tempos vividos.

Costelão do Wiss
Sábado, o amigo Wiss Gabriel realizou o tradicional encontro das turmas dos frequentadores de cinco cafés de Passo Fundo. Integrei o grupo da Mesa Um do Oásis, na nossa festa de encerramento do ano. Como de hábito, Zilá, Wiss, Leandro e Leonardo foram impecáveis anfitriões. Além do chope e do já tradicional costelão, saboreamos cordeiro à brasa, feijoada e complementos especiais. E tivemos como postre um imbatível sagu com creme. Na orla do Capinguí, reencontramos amigos próximos e distantes. Conversamos, trocamos ideias, ouvimos histórias, contamos piadas e demos gostosas gargalhadas. Encerramos o exercício 2019 com uma caneca alusiva ao Costelão do Wiss, mas já imaginando o encontro de 2020.

Ele
No traslado Oásis-Capinguí, viajamos em seletíssimo grupo com todo o conforto e a segurança da estrela Mercedes Benz. Sim, Charles Martin, Galileu Giacomini e este escrevente foram de van. E na boleia adivinhem quem? Sim, o próprio: Iracélio.

Pirâmide proteica
Sabemos muito bem que a carne é fraca. Mas, agora, a carne também está cara. Consequentemente, vamos descendo na pirâmide da proteína. Da picanha para o patinho, costela, paleta, frango, ovo...

Caça-níquel
Andei jogando nas maquininhas do estacionamento rotativo. Na primeira perdi duas moedas. Já na segunda me dei bem e saiu um papelzinho como prêmio.

Trilha sonora
Existe muito rock. Mas também temos clássicos do rock como Pink Floyd - Another Brick In The Wall
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https://bit.ly/2raLP2P

 




Teclando

Quarta-Feira, 27/11/2019 às 07:00, por Luiz Carlos Schneider

As piadas que não são mais piadas

Até parece que vivemos em outro país, bem diferente do que sempre imaginamos. Há uma confusão mental generalizada. E proposital. A disseminação de mensagens pelas redes sociais foi o ponto de partida dessa desorientação. A maioria das pessoas atirou a bússola na lixeira e navega sem rumo por caminhos perigosos. Sem um Norte verdadeiro, seguem o oba-oba de um momento onde a lógica foi para o espaço. Até pode parecer um simples modismo, que surge e logo desaparece. Mas não é o caso. É uma febre coletiva que inflou tons ameaçadores, vingativos e segregacionistas. Há um coletivo contra as suas próprias estruturas coletivas. As pessoas entendem que nada está certo e, agora, são contrárias a tudo. O tom é de ódio e, assim, o respeito ao ser humano está desaparecendo. Alguns já agem como se não houvesse mais normas para cumprir. Consciente ou inconscientemente, são os novos fora-da-lei. Em meio a esse clima desagregador, ouvimos homens públicos com as mais esdrúxulas propostas. Jogam para uma plateia ensandecida que, mecanicamente, aplaude sem a mínima dose de senso crítico.

Mas também atiram migalhas ao vento, atendendo a demanda oportunista dos interesses de uma pseudo-elite. Na base do ‘se colar colou’, as tradições jurídicas e a cultura social vêm sendo desestruturadas. É uma corrosão da sociedade e de seus valores adquiridos e sedimentados pela vivência. Algumas medidas que surgem por aí até podem parecer inofensivas, mas fazem parte de um conjunto letal. Aquilo que era piada, não é mais. E, entre notícias falsas ou verdadeiras, nem sempre compreendemos o que está acontecendo. Até li algo sobre exportar madeira nativa da Amazônia. É claro que deve ser uma piada, pois representa a contramão do pensamento universal de preservação. Acabou o diálogo e o debate já foi para as cucuias. Estudos e pesquisas são atropelados por rajadas de desprezo. Isso, claro, sem falarmos no desrespeito às nossas tradições jurídicas e seus princípios. Mas as propostas que pipocam por aí acabam conduzindo uma camada da sociedade, sempre uma massa maleável, moldável e caricata. Leio, não acredito e penso que estão brincando comigo. Que bom se isso tudo fosse apenas brincadeira. Nada é por acaso. Ao contrário, é inegável a vergonhosa agressão ao que temos de mais valor na nossa sociedade: o bem comum.

Oásis
Novo ou antigo. Moderno ou conservador. Nestes condicionais, o Bar Oásis equilibra-se para deleite de várias gerações. Velhos quadros estão de volta às paredes rejuvenescidas. O material traz fotos histórias da Mesa Um e três publicações de O Nacional. A mais antiga delas é de 1956, que traz um anúncio do Oásis. Tem um brilhante texto do professor Juarez Azevedo e uma matéria que publicamos em 1993. É um vinculo com a própria história do tradicional ponto de encontro dos passo-fundenses. Nesta combinação, o Léo e a Luiza criaram o estilo vanguarda-retrô.

Roedores urbanos
Aqueceu e os ratos saíram das tocas. Astutos, antes abusavam da cautela e aparecia um ali outro acolá. Agora já estão muito bem aquerenciados nos canteiros da Avenida Brasil. Começam circular bem mais cedo e até assustam incautos pedestres. Andam em grupos e têm por hobby escalar as lixeiras metálicas. Antigamente associávamos os ratos ao queijo. Agora a turma prefere chantilly. Com invejável habilidade, transportam copos plásticos com restos de sorvete. Imagino que tem festa de aniversário na toca.

Iracélio
Sempre atento às novidades, o Turcão Iracélio encomendou centenas de camisetas do Flamengo para vender. Questionado pelo Éden Pedroso, Iracélio explicou: “você não tem ideia do que tem de carioca por aqui. Isso vai render uma boa grana”.

Trilha sonora
Um dos cantores com carreira mais longeva dos Estados Unidos: Johnny Mathis - Unbreak My Heart
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https://bit.ly/33mZLUr

 

 




Teclando

Quarta-Feira, 20/11/2019 às 07:00, por Luiz Carlos Schneider

Antes de reclamar, prestigie!

Prestigiar e não reclamar. Isso é premissa de conduta social. Acho ridículo alguém desdenhar daquilo que Passo Fundo oferece. Pior ainda é quando comparam os atrativos da cidade com os disponibilizados nas capitais. Tem, também, quem busque paridade com os Estados Unidos! Isso é um desrespeito comportamental de origem. Até parece que fomos doutrinados para menosprezar aquilo que a cidade oferece. É claro que não necessitamos atingir extremos de bairrismo, mas um pouquinho de amor coletivo faz muito bem. Digo isso porque quando temos algo diferente as pessoas não reconhecem. Seguem modismos e todos fazem as mesmas coisas. Houve época que em cada esquina encontrávamos uma pizzaria. Ou, ainda, as mais inusitadas ofertas de hambúrgueres o que, convenhamos, na terra do Boka é heresia. Mas, de uns tempos para cá, os japoneses passo-fundenses amam sushi. Então, entre tendências ou modismos, caímos na mesmice. Aí quando faltam algumas opções, já está na ponta da língua a desprezível expressão ‘Passo Fundo não tem nada’. Enfim, não apreciam e nem valorizam o que temos de melhor e ainda reclamam.

Fico triste quando perdemos novas ou diferentes opções porque não foram valorizadas. Esta semana fechou o restaurante Laziz Awii, na Benjamin Constant, onde eu me deliciava comendo quibe com pétalas de cebolas. Perdemos uma excelente opção da culinária árabe. Porém, quem não prestigiou agora não pode reclamar. Também fechou a revenda Mahogany, onde encontrava um magnífico xampu para cabelos grisalhos. Fará muita falta. Mas, enquanto o leite derramado segue pelo ralo, vamos olhar e enaltecer o que há de bom por aí. Começamos pelo Boka, um ícone passo-fundense com quase meio século. Ou o Panorâmico, que é uma referência regional. Mas também não podemos desviar o nosso olhar das novidades não efêmeras. É o caso do Quintino que, sempre em alto nível, vem agregando novos encantos. Agora tem um contêiner com drinks e coquetéis que é pura tentação. E, ainda, uma pizza com massa fermentada 24 horas. Tudo em elevado padrão de qualidade. Ora, isso é Passo Fundo fazendo sombra em muita capital. Do café do Oásis à culinária peruana do Meztra, contamos com excelentes opções. Pois bem, então vamos aproveitar e valorizar as maravilhosas alternativas que temos. E parem de reclamar que isso é cacoete de vila.

Incógnita
Sabemos muito bem, a história se repete. O filme da vida tem um enredo básico com pequenas adaptações ao tempo. Assim, não mudam os personagens de ontem, hoje e amanhã. E nem mesmo os coadjuvantes. O tempo corre, queimamos filme e nem todos fazem a leitura correta do que passa na telona da vida. Os caricatos bobos da corte são identificados com a maior facilidade. A coreografia das massas de manobra não muda. Mas há personagens misteriosos que praticamente não aparecem. Então, é aí que fico com a pulga atrás da orelha. Por exemplo, quem estaria interpretando Golbery nesta nova temporada da série?

Canários
Os canários da terra cantam e encantam no céu. Fazem ninhos em luminárias dos canteiros da Avenida Brasil. É comum encontrar casais de canários em busca de alimentos. O macho, com penas alaranjadas, tem um canto lindo que chama a atenção. Já o voo dos filhotinhos impressiona pela alta velocidade. Até parecem um supersônico Mirage. O interessante é que esses canários estão muito bem adaptados ao cenário urbano.

Ratos
Enquanto isso no solo, ratos e ratazanas estão dando um show à parte. A família aumentou exageradamente. E os indivíduos estão bem reforçados. E muito à vontade.

Trilha sonora
Não importa a hora. Um sax sempre cai bem. Kirk Whalum – For You
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https://bit.ly/2CUh8kN

 

 




Teclando

Quarta-Feira, 13/11/2019 às 06:30, por Luiz Carlos Schneider

A eleição de 1989

Há 30 anos, em 15 de novembro de 1989, o Brasil se reencontrou nas urnas. Para mim foi inesquecível. Indissociável da democracia, o direito de escolher o presidente estava de volta depois de 29 anos. Falo em eleição direta, obviamente. Durante a ditadura, pós-golpe de 1964, também não era permitida a escolha de governadores, prefeitos das capitais e de cidades rotuladas como de segurança nacional. Na última eleição presidencial, em 1960, o populismo trouxe Jânio e a sua vassourinha, que logo foram varridos pelas ‘forças ocultas’. Somente em 1989 houve eleições diretas para presidente. O país havia saído de um bipartidarismo imposto goela abaixo. Foi então que o Brasil começou mostrar a sua cara. Surgiram candidatos para todos os gostos. Uma prateleira que tinha opções de um extremo ao outro. Alguns já eram bem conhecidos. É o caso de Brizola que teria sido candidato no pleito que não houve em 1965. Mas também não faltaram novidades. E foi Collor, uma dessas novidades, o eleito com descarado impulso da grande mídia. Novamente triunfou o populismo, desta vez travestido de ‘caçador de marajás’. Ah, naquela época houve grandes debates. Discussões de propostas onde os mais preparados brilharam. Uns fugiram e outros sucumbiram. A audiência foi ampliada através de um pool das redes de televisão.

No primeiro turno Collor não compareceu na maioria. No segundo, já com os candidatos Collor e Lula em pé, o que não era o habitual, o mais alto levou a melhor. E logo o populismo circulou de jet-ski pelo Lago Paranoá. O resultado teve grandes disparidades regionais. A votação nacional foi uma. A dos gaúchos foi outra. No Rio Grande do Sul, Brizola fez mais de 60% dos votos. Aliás, só não venceu em Aratiba, único município onde Lula foi o primeiro. Dos 23 candidatos, acredito que no mínimo uns dez passaram em campanha por Passo Fundo. O comício de Brizola na Gare foi o maior da história, pois quando acabou ainda tinha gente tentando chegar ao local. E Brizola também teve magnitude no resultado, pois ultrapassou 64% dos votos dos passo-fundenses. Mas, independente de nomes e resultados, foi aos 33 anos de idade que vivi a minha primeira eleição presidencial. Debates, comícios e pela primeira vez na vida pude votar para presidente. Foi emocionante. Enfim, os caminhos democráticos permitiam o contraditório e respirávamos civilidade. Espero que nunca mais esse ciclo democrático sofra alguma interrupção. Tomara que as novas gerações jamais testemunhem um hiato na democracia.


Bandas e Batatas
A festa dos 10 anos do Batatas foi sensacional. A turma saiu do Menor Palco do Mundo© para receber 10 bandas na excelente acústica do Pub 540. Assim tive a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre as bandas nossas de todos os dias. Para minha alegria, a base do repertório é das antigas. Mas a galerinha não é fraca. Sem nomes para evitar esquecimentos, aplaudi instrumentistas e vocalistas de alto nível. Temos talentos de sobra tocando nos porões, garagens e palcos de Passo Fundo. O encontro do Batatas acena para a proposta de um festival de música por aqui. A arte merece aplausos e espaço.

Mesa Um
Na semana passada teve reunião ordinária da Mesa Um do Bar Oásis. Desta vez o paraninfo foi Evandro Zambonato, que recebeu os confrades na aprazível Vivenda das Palmeiras. Com a turma do Sipriani na churrasqueira e Dênis Pimentinha na copa, o encontro foi um sucesso.

Golpe
Fiquem atentos. Continuam aplicando o golpe do cartão de crédito em pleno centro de Passo Fundo.


Trilha sonora
Um trio italiano que há mais de meio século se mantém em alta. Ricchi s Poveri – Cosa Sei
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Teclando

Quarta-Feira, 06/11/2019 às 06:30, por Luiz Carlos Schneider

Finesse e grossura
Estamos num cenário onde despontam dois comportamentos distintos: finesse e grossura. A finesse é uma palavra de origem francesa definida como uma habilidade para compreensão, uma forma educada de agir, sutileza e bom gosto. Já a grossura é apresentada como aquilo que é grosso, grosseria, falta de educação e arrogância na comunicação. Mas, simplificando, eu defino a finesse como civilidade e a grossura como ignorância. A distinção entre os adjetivos não está representada por bens materiais e não se mede em grades curriculares.A diferença é gritante na conduta das pessoas.
Como nem sempre o acesso à educação obtém bons resultados, entendo como uma lapidação quase improvável a transformação da grossura em finesse. Já a situação inversa tem amplas possibilidades, pois até mesmo os resultados de requintados cursos de etiqueta evaporam quando a índole é doentia. Há um momento em que a prepotência traz à tona toda a grossura que estava camuflada por sorrisos e gentilezas. A grossura e a finesse são muito bem detectadas na conduta sociopolítica. É uma peneira por onde passam os bons sentimentos em relação ao próximo, mas o egoísmo e a ignorância não peneiram. Assim, separamos o olhar em relação ao próximo da ganância e do ódio doentio
A grossura não aceita o debate e é autoritária. A finesse tem diálogo, permite o contraditório e respeita isonomias. Um teste simples, onde ficam bem distintos, é ver aqueles que são a favor da vida e os que pregam a morte. Observando esses e outros detalhes, logo detectamos quem está de um lado ou de outro. O autoritarismo, a censura, a arbitrariedade e o desprezo pelas instituições são formas explícitas de manifestação da grossura. O diálogo, a liberdade, a imparcialidade e o respeito às normas de convivência são indispensáveis para que haja finesse.
Impor comportamentos e pensamentos obtusos é pura grossura. Respeitar condutas e ampliar os horizontes do raciocínio é requisito básico para a finesse. A grossura está no tom de voz que exprime raiva intransigente. A finesse está na sonoridade das palavras de equilíbrio e serenidade. Entre a finesse e a grossura há um abismo que separa a racionalidade da ignorância. Apesar desta discrepância, muitas vezes nos confundimos e acabamos enganados pelos disfarces dos interesses. Assim, em constante autoanálise, estou sempre atento para manter distância da grossura. E você, com seus indissociáveis adjetivos, é da turma da finesse ou da grossura?

O mordomo
A ficção nos incutiu a ideia de que o mordomo sempre seria o culpado. No cinema, as histórias de detetives tinham um happy end quando desvendavam um crime. E, por algumas décadas, o criminoso era o mordomo. Em alguns suspenses de Alfred Hitchcock o mordomo, culpado ou inocente, aparecia com o arquétipo de suspeito. Até na encantadora animação Aristogatas, da Disney, o mordomo foi escolhido como vilão. Aliás, o personagem tinha o olhar e a conduta do mordomo culpado. E era. O mordomo culpado está na música “Foi o Mordomo”, dos Paralamas do Sucesso. Na realidade o mordomo é um profissional muito bem preparado, um administrador de residências. Porém, diante de algumas modernidades cotidianas, escassearam os mordomos da clássica escola inglesa. Hoje esses profissionais são raros. Resumindo: não temos mais mordomos como antigamente. Essa condição criou um problema na hora de apontar um culpado. Assim, na falta de mordomos, a culpa vem sendo distribuída entre motoristas, porteiros...

Compactíssimas
- Sábado, 09, o Menor Palco do Mundo© dará um pulo ao vizinho 540 Pub. É a festa de 10 anos do Sweet Swiss Potatoes, nosso querido Batatinhas. Começa ao entardecer e vai estremecer a Indep.
- Sábado e domingo tem Encontro de Veículos Antigos no Gran Palazzo. Atrações? Entre 500 e 600 raridades!

Trilha sonora
A banda sueca Rednex - Hold Me For a White
Use o link ou clique:
https://bit.ly/2pLuDjx

 






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