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Colunistas


Teclando

Segunda-Feira, 29/10/2018 às 11:58, por Luiz Carlos Schneider

 

As eleições
A memória ainda permite algumas recordações. Da primeira eleição presidencial que vivi, eu me lembro da vassourinha de Jânio Quadros. A vassoura populista não vingou e as forças ocultas varreram com o próprio Jânio. Somente 29 anos depois eu vivi a minha segunda eleição presidencial. A vassourinha foi substituída pelo jet ski de Collor, o Caçador de Marajás. Para mostrar a modernidade do candidato, até inventaram a desnecessária expressão ‘carreata’. Ora, já existia a palavra passeata, que significa um pequeno passeio e que pode ser feito a cavalo, a pé, de carro ou de barco. Também nesta eleição, contrariando a tradição de os candidatos debaterem sentados, copiaram o molde norte-americano. Desde então, os debates vem sendo feitos com os candidatos em pé. Mas a carreata da modernidade passou rápida e o impeachment transformou o caçador em caça. Depois disso, tivemos três reeleições, mais um impeachment e, neste ano, acompanho a minha eleição presidencial de número nove. De 1960 para cá, muita coisa mudou. Antigamente, a televisão era incipiente e a campanha tinha voz pelo rádio. Havia, claro, os grande comícios que atraiam multidões. Após um longo hiato no exercício do contraditório, a televisão assumiu a condição de palanque principal. Neste ano foi bem diferente. O exercício do contraditório esteve restrito às redes sociais que, sem mediadores, permitem a permeabilidade da permissividade. Saudades dos antigos comícios, dos discursos inflamados pelo rádio e dos debates com mediadores para impermeabilizar as palavras inadequadas.

Extremismos
Este ano tivemos um processo eleitoral movido pelo ódio. Foi a campanha da raiva, quando ser contrário a alguém tornou-se mais importante do que ser favorável a outrem. Bastava o sujeito dizer alguma coisa para, imediatamente, ser rotulado disso ou daquilo. Um fogo cruzado de pontos extremos, não permitindo opiniões independentes ou posições que não fossem as suas. Nessa guerra suja, o palco principal das batalhas foi o Facebook. Você colocava um simples comentário e, imediatamente, era torpedeado por insultos e respostas descabidas. Tão descabidas que, num mesmo comentário, recebi respostas antagônicas na postura, porém uníssonas no tom da agressividade. Sim, apedrejavam sem sequer ler aquilo que estava escrito. Isso é ódio explícito.

Antes da apuração
É muito importante observar que escrevo isso bem antes da apuração. Assim, independente dos resultados, espero que a ressaca pós-eleitoral seja reconciliatória. E que cessem as brigas entre amigos e até mesmo entre familiares. Exageros politiqueiros não fazem bem a ninguém. E parem de ficar passando mensagens com mentiras. Isso é muito feio. Ou já se esqueceram do que aconteceu com o Pinóquio?

Iracélio
Iracélio, que retornou do exterior na semana passada, deseja residir num país vizinho. Argentina e Uruguai estão fora. Então...

Férias
Por alguns dias levarei esta singela coluna para pegar um solzinho. Uma rápida oxigenada, uma troca de vibrações com os pés descalços e um dolce far niente para enxaguar a alma.

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Trilha sonora
A arte despertando a memória, para lembrarmos os bons tempos em que a simplicidade musical não tinha apelações. Cliff Richard & The Shadows - Unchained Melody
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https://bit.ly/2EM5Xhy

 

 

 

 

 

 




Teclando

Segunda-Feira, 22/10/2018 às 13:17, por Luiz Carlos Schneider

A ignorância e a racionalidade
O instinto animal é bonito e, em muitos casos, os bichinhos demonstram comportamentos que até nos emocionam. Muitos vivem em grupos e têm sociedades organizadas. Porém, nós humanos, os senhores do planeta Terra, somos considerados superiores por sermos racionais. Também vivemos em grupos e, em determinadas situações, surgem algumas oclusões no pensamento. Ora, se somos racionais necessitamos exercitar o raciocínio. Isso é tão lógico quanto a própria lógica na formulação do pensamento. “A gente voa quando começa a pensar”, já sentenciou Lupicínio Rodrigues, nosso mais autêntico filósofo da vida vivida. Porém, em algumas situações, meu raciocínio observa que também temos surtos de irracionalidade. Erramos, é claro. Nós nos equivocamos, cometemos deslizes e fazemos besteiras que não condizem com a racionalidade. Então pergunto para os meus botões, até que ponto prevalece a racionalidade? Por que às vezes dá um branco na memória? Talvez a resposta esteja na qualidade da informação recebida que irá alimentar nosso raciocínio. Isso significa que quando a ignorância invade a alma tudo pode acontecer. Acaba a lógica, desaparece a razão.

Hospital-Escola
Uma nova concepção, que começa pelo visual arrojado. Foi o que detectei ao primeiro olhar sobre o Hospital-Escola da Imed no Hospital da Cidade. Um espaço que privilegia as necessidades de quem circula por lá. Não é carrancudo e nem hermético. Sua importância, porém, está muito acima da bem proposta funcionalidade. Na inauguração, gostei das palavras de Paulo Ferenci, da Junta Administrativa do HC, que destacou a condição de Passo Fundo, a única cidade no Brasil na faixa de 200 mil habitantes com três cursos de Medicina. A parceria demonstra o crescimento vertiginoso da Imed e do próprio hospital. Mas não são apenas essas duas instituições que estão crescendo. É o segmento da saúde de Passo Fundo que, em mais um salto, ganha novos patamares. Quando a educação e a saúde crescem, quem mais cresce é Passo Fundo.

O Bella mais belo
Mexe aqui, moderniza ali e nos últimos meses o Bella Città vem passando por constantes melhorias. Remodelada, a área de alimentação criou um novo clima no shopping. Ficou maior, com um visual agradável e convidativo. A inauguração do Bella até parece que foi ontem, mas já faz 20 anos. Desde a fase inicial, já teve uma grande ampliação e, gradativamente, surgem algumas novidades. A grande remodelação do supermercado Zaffari deu novos ares ao shopping. Agora o estacionamento está em obras, mas já observei que as vagas estão recebendo uma sinalização: luz vermelha ocupada e verde livre. Melhorias que facilitam a vida dos usuários. É na soma desses detalhes que Passo Fundo deve ser sempre um diferencial para manter-se como um referencial.

Iracélio
Ninguém perguntou nada, mas Iracélio entrou no Bar Oásis dando explicações. Nosso conhecido Turcão chegou falando que não tem WhatsApp e nem sabe o que é isso. Iracélio ainda lascou essa: “eu no máximo posso enviar um telegrama”.

Trilha sonora
Nas últimas décadas, no Brasil as portas estão praticamente fechadas para a música europeia. Aqui a cantora italiana In-Grid: In-Tango
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Teclando

Segunda-Feira, 15/10/2018 às 07:30, por Luiz Carlos Schneider

De volta às trevas?
Os sintomas sempre indicam os males e as suas consequências. Quando pensamos que podemos ser felizes, puxam o tapete da nossa liberdade. Pelo que estou observando nos últimos dias, parece-me que o retrocesso é iminente. Será que vamos voltar às trevas? Seguiremos involuindo aos tempos das cavernas? Mal respiramos um pouco e já começou novamente a chatice do fechamento dos supermercados. Vivíamos tranquilamente, sem aquela desnecessária preocupação em saber se os mercados estariam abertos ou fechados. Depois de quase um ano sem esse tipo de aborrecimento, uma nova sequência de fechamentos aponta para o retrocesso. Em apenas 22 dias, fecharam em dois feriados. Agora até podem parecer fechamentos esporádicos, mas indicam o início de uma regressão. O patamar de ser a maior cidade do norte do estado exige uma postura condizente com essa grandeza. Os feriados, comprovadamente, têm um forte magnetismo e atraem consumidores de uma imensa região. Passo Fundo deve preservar sua tradição em recebê-los de braços e portas abertas. Vamos prosseguir evoluindo ou caminhar para trás? A abertura é desenvolvimento. Portas fechadas é decadência. Não podemos voltar ao passado.

Faltou gás
Estava preparando um risoto no maior capricho. O arroz embebido no azeite para uma rápida fritura. Mas, como não fritava, fui ajustar a chama e descobri que não havia fogo. Terminou o gás. Isso, pontualmente, às 23 horas. Liguei para uma dezena de distribuidores. Poucos atenderam e explicaram que a entrega era no máximo até às 22 horas, inclusive por questões de segurança. Lembrei que há alguns anos era possível adquirir um botijão de gás nos postos de combustíveis. Era, mas não é mais. Então o recurso foi acionar o Luciano Vieira, nosso sempre atento taxista do ponto da General Netto com a Brasil. Bastaram 10 minutos e ele chegou aqui com um botijão cheio. O diferencial de um profissional é a busca de soluções. Valeu, Luciano. O risoto ficou ótimo!

Iracélio
O segundo turno é um dos assuntos que pairam sobre o Oásis. Iracélio, o conhecido Turcão, anda meio quieto. Mas não muito. Dependendo do momento tem discurso pronto. Iracélio anda cansado com as discussões políticas e adotou um comportamento mais discreto. Agora lascou esta: “o voto é secreto, mas pode custar caro”.

Pega na mentira
Quando uma pessoa mente é classificada como mentirosa. Agora, em tempo de eleições, a mentira corre frouxa no WhatsApp. A questão é que não são mentirosos isolados e perdidos em uma rede social. Fazem parte de uma verdadeira máquina de fake news. Sim, existem células de distribuição de mentiras. O problema é que muita gente, mesmo bem esclarecida, acredita em tudo aquilo que recebe através das redes sociais. Isso merece atenção. Elaborar e distribuir mentiras são crimes. Então existem organizações criminosas. Serão investigadas e punidas?

Trilha sonora
Por muitos anos na Rádio Planalto, ouvíamos Reflexão com o Padre Paulo Augusto Farina. Ao fundo a música de Bach/Gounod com Paulinho Nogueira: Ave Maria
Use o link - https://bit.ly/2Nt72Ky




Teclando

Segunda-Feira, 08/10/2018 às 06:00, por Luiz Carlos Schneider

O jogo
Impossível não falar sobre eleições. Escrevo no sábado à noite e, portanto, não estou comentando resultados. Acredito que o processo eleitoral, de forma muito abrangente, merece uma leitura despida de paixões. Tivemos um período pré-eleitoral bem diferente dos anteriores, pois além da campanha explícita também funcionaram as redes sociais. Desde o início ficou nítido um forte antagonismo, em duelo direto de duas correntes. Infelizmente, a batalha teve ínfima passagem pelo campo do contraditório, do debate e do esclarecimento. Prevaleceram as mentiras, eufemisticamente chamadas de fakes. Foi uma longa contenda iniciada há mais de um ano pelas redes sociais. Cada publicação feita nos grupos, especialmente pelo WhatsApp, multiplicava-se em proporções geométricas. Ora, as informações corretas foram importantes. O problema foi o repasse compulsório das mais inusitadas mentiras e acusações. Essas mensagens, de cunho criminoso, tiveram propagação incalculável. Isso fez com que o necessário controle sobre a propaganda eleitoral fosse para o espaço. E não faltaram mentiras. A liberdade transformou as redes sociais em células de libertinagem. Uma guerra fria e obscura movida pelo ódio em tom de revanchismos. Mais um capítulo para valorizar os estudos sobre a história política brasileira.

 

Pênalti
A argumentação política se assemelha muito à paixão futebolística. Para exemplificar, coloco as urnas eletrônicas na marca do pênalti. Nos últimos meses, recebi e ouvi muitas manifestações de desconfiança com o sistema eleitoral, especificamente sobre a possibilidade de fraude através das urnas eletrônicas. Porém, nesta segunda-feira após o resultado da apuração, aquelas pessoas manterão a sua desconfiança? E aqueles que confiavam, agora passarão a desconfiar? Ora, isso depende do resultado! Se for bom para os seus candidatos, a urna será ótima. Caso contrário, será péssima. É o caso do pênalti. A favor do seu time foi pênalti. Contra, jamais. Isso é conduta de torcedor. E torcedor é passional.

 

Cartão
Pesquisa é uma amostragem, uma ferramenta de trabalho. Pode ter erros, é claro, porém traz o resultado de um estudo. Mas quando o desempenho dos seus candidatos é ruim, os eleitores-torcedores falam em manipulação. Já depois das eleições, em caso de obterem resultados positivos, a suposta manipulação é extinta e sepultada. Já para os perdedores será motivo de desconfiança pós-eleição. Isso é um comportamento tosco de torcedores fanáticos. Dependendo do resultado, responsabilizam as pesquisas eleitorais assim como os árbitros seriam os culpados no futebol. Cartão vermelho para o fanatismo que abafa a razão. Eleição é o exercício fundamental da democracia.

Talk show

Tive o privilégio em participar, ao lado de Oliveira Júnior, do Nani talk show do José Ernani. Foi no aconchegante Porão, ao som de Wagner & Cia, numa aula de música e história. Não faltaram reminiscências radiofônicas e a galera da Medischool vibrou quando falamos sobre Tarso de Castro, O Nacional, Pasquim... Foi show.

Trilha sonora
Por muitos anos na Rádio Planalto, ouvíamos Reflexão com o Padre Paulo Augusto Farina. Ao fundo a música de Bach/Gounod com Paulinho Nogueira: Ave Maria
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Teclando

Segunda-Feira, 01/10/2018 às 11:53, por Luiz Carlos Schneider

Pela vida da democracia
A eleição é o momento máximo da democracia, em exercício prático da soberania que cabe a cada cidadão. É simples, objetiva e igualitária, quando todos têm a competência da escolha. Um pouco mais complexo é o período pré-eleitoral, a conhecida campanha política. Nem sempre o jogo é limpo, pois surgem calúnias, difamações e as mais estranhas articulações. Muita coisa mudou, mas as promessas persistem. Antigamente ouvíamos muitas nos empolgantes comícios. Em seguida, as propostas estapafúrdias foram absorvidas pelo horário eleitoral. Em meio a isso, há, também, um lado cômico. Leiam atentamente o material de campanha, onde o que não falta é paternidade para obras e outras realizações. Em alguns casos deveríamos solicitar exame de DNA, pois muitos se dizem pai da mesma criança. Há, ainda, exageros, pois tem até quem exalte o abstrato. Porém, quando o poder está em disputa, surgem fortes interesses que acabam gerando aspectos acessórios e tirando o foco do principal. A tecnologia, que viria para esclarecer, vem sendo utilizada como instrumento para confundir. Há uma guerra nas redes sociais, onde carecem os argumentos e abundam as mentiras. O processo eleitoral deve ser democrático antes, durante e após as eleições. Assim, o importante é manter o foco no bem comum, princípio fundamental da convivência em sociedade. Na hora de escolher, eu continuo acreditando em quem defende à vida em toda sua plenitude.

Controle Remoto II
Na agradável companhia do Casal Controle Remoto (leia-se Bruna Borba e Léo Castanho), estivemos com outros amigos no Panorâmico. Tive o privilégio de conhecer Márcio Grandene e Clara Oliveira, da Marina Estrela do Sul. Entre uma Patagônia e uma caipirinha, fiquei sabendo das novidades que badalam pela orla de Ernestina. No meio da conversa, os queridos Ana Paula Bortolon e Luciano Pacheco confirmaram que juraram um mútuo e encantado sim. Brindes e transbordou alegria pela mesa. Diante desta oficialização, fiquei atento e constatei que agora temos o Casal Controle Remoto II. Obviamente, a Ana é o controle.

Fraquejando
Parecia que vivíamos na normalidade. Na região milhões, sim, milhões de consumidores, nem olhavam mais para o calendário. Como condiz para uma cidade do porte de Passo Fundo, os supermercados voltaram a funcionar aos domingos e feriados. Simples. Pois não é que no último dia 20, um feriado, estavam fechados? Isso significa que muita gente que, oportunamente, aproveitaria para fazer compras deu com a cara na porta. Clientes de Passo Fundo e de outras cidades que, diante da incerteza, podem não regressar. Ora, estava tudo indo tão bem. Por que estariam fraquejando? Um feriado aqui, mais um depois e logo voltaremos ao retrocesso do fecha-fecha.

Aquela lajota
Basta uma lajota solta para estragar o dia de alguém. Nesses tempos em que São Miguel comanda as chuvas, pisei na famosa lajota solta da Avenida General Netto. Calça, meia e calçado lambuzados. Bem em frente ao prédio que abriga importante entidade. Além da incontestável falta de fiscalização, ainda falta civilidade aos responsáveis pelos passeios públicos de seus imóveis.

Trilha sonora
Da sua fase pós-Jovem Guarda, uma maravilha cada vez mais atual de Erasmo Carlos: Mulher
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