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Colunistas


Teclando

Quarta-Feira, 09/10/2019 às 06:30, por Luiz Carlos Schneider

Prometedores de promessas
Existem piadas prontas que até parecem verdadeiras. São aquelas mesmas promessas de sempre que já viraram rotineiras. Existe um ranking das obras prometidas, com subdivisão por antiguidade ou por vezes em que foram anunciadas. Algumas são requentadas de tempos em tempos e com direito a replay. Outras permanecem em banho-maria e fazem parte do vocabulário dos passo-fundenses. Muitas, é claro, ganharam verberte no anedotário. Mas temos aquelas que de tão batidas já provocaram uma lavagem cerebral. Tanto que até são imaginadas como concretas. Sim. De tão anunciadas, materializaram-se no imaginário. É aquela história da água mole em pedra dura, vai batendo, batendo e acaba penetrando na cabeça das pessoas. Algumas dessas promessas são como os cometas e aparecem de tempos em tempos. Como há um espaço entre cada aparição, até surpreendem as novas gerações. Essa prática deu uma longevidade às próprias promessas. Há promessas tão velhas que logo renderão festa de centenário. O que me preocupa é o uso repetitivo das mesmas promessas. Ora, isso é falta de criatividade. Ou será que não há nada mais interessante para prometerem?  São piadas e provocam risos. Porém, a maneira antiética como elas são utilizadas é oportunismo. Mas continuam prometendo. E prometendo as mesmas coisas de sempre.
 
Ligações acintosas
Do telefone de manivela ao smartphone, a evolução é inegável. Do velho telefone fixo para o celular foi um avanço surpreendente. Hoje temos os smartphones que, na prática, são maravilhosos equipamentos que até servem para fazer ligações telefônicas. E receber telefonemas. Aí começa um grande incômodo. São as ligações de telemarketing geradas por bancos, agências de cobrança e das próprias empresas de telefonia. Utilizam vários números que, supostamente, estariam em diferentes áreas do país. Em alguns casos ligam, você atende e eles desligam. E quando alguém conversa já sabe seu nome, CPF etc. Muitos oferecem empréstimos consignados. Ora, como sabem o nome e outros dados das pessoas? E ligam insistentemente. É insuportável. Até quando? Será que não há ninguém disposto a acabar com isso? Tecnologia para tal não falta.
 
Depois da chuva
Nos dias de chuva temos alguns inconvenientes. A chuva passa e logo nos esquecemos de que choveu. Mas a chuva que passa também deixa ensinamentos. Ora, depois da chuva, os fatos não podem evaporar. São lições para que a gente aprenda a conviver com a chuva. Durante a chuva podemos observar onde existem lajotas soltas, marquises com acúmulo de água, bocas-de-lobo entupidas etc. Depois da chuva devemos fixar as lajotas, verificar entupimentos no escoamento das marquises, limpar as bocas-de-lobo e drenar os pontos propícios para proliferação do Aedes aegypti. Isso, é claro, também poderia ser fiscalizado.
 
De volta ao passado
Domingo, inacreditavelmente, os supermercados estarão fechados em Passo Fundo. Vi o aviso na porta de um estabelecimento. Mas será que todos os habitantes do Norte do RS já foram informados sobre esse inoportuno fechamento? Muita gente virá a Passo Fundo e acabará dando com a porta na cara. Fechar supermercados é atitude de cidade pequena. Passo Fundo tem 200 mil habitantes.
 
Trilha sonora
Um clássico que cai bem em todas as horas. Ao piano Jason Lux e o encanto da voz de Nieka Moss – La Vie En Rose
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Teclando

Quarta-Feira, 02/10/2019 às 06:30, por Luiz Carlos Schneider

Até onde irá a manipulação?
A manipulação é uma das maiores perversidades da humanidade. Manipular é enganar o intelecto para deformar a personalidade. É fraude. É crime. É uma maldade praticada pelo ser humano para mudar o comportamento ou a maneira de os outros pensarem. Os manipuladores agem desde cedo, por exemplo, ainda na escola para conseguirem uma condição de liderança. Na verdade estão mentindo para levar vantagem. Crescem, mentem e manipulam para o resto da vida. Até porque a manipulação é um gesto covarde para atingir os indivíduos do seu meio. Cada vez mais estamos todos manipulados e, mesmo que inconscientemente, também somos um pouco manipuladores. Na disputa política a manipulação encontrou um prato cheio. Inicialmente, isso ficou nítido na manipulação de pesquisas eleitorais. Depois chegaram as notícias manipuladas atendendo aos grandes interesses. Nunca faltaram os boatos que correm de boca em boca. As discriminações sociais persistem graças à manipulação coletiva. Para tal os manipuladores usam e abusam das mais infames piadas. Mas isso não tem a mínima graça. É o ódio agindo através da manipulação. A imposição do preconceito é uma das manipulações mais antigas. E persistente, pois acompanha a dissimulação.
 
Tecnologia manipulada
Mas os boatos manipuladores não são mais apenas fofocas em salas de espera. Agora a manipulação surgiu travestida de mensagem eletrônica. Mal chegaram os computadores e já surgiu o repasse de mentiras por e-mail ou outras formas de mensagens. Ora, o fato de ler algo dava a conotação de veracidade para tudo. Então, os aéticos embarcaram nas redes eletrônicas para atacar àquilo e àqueles que machucam os seus mais íntimos recalques. Enfim, era o sonho de consumo para quem gosta de bater e esconder a mão. Dentre tantos canais, a manipulação encontrou no WhatsApp o ninho mais vulnerável e mais letal. É por ali, num aplicativo que anda pela telefonia, que surgiu um campo aberto para a proliferação de mentiras. Não falo daquelas mentiras que faziam crescer o nariz do Pinóquio. São inverdades elaboradas e muito bem produzidas com os mais obscuros fins. Além das pseudoideias, existem alguns ideais nada éticos nessa história. Não é apenas um passa-repassa, pois há novos instrumentos para multiplicar esse processo. Sim, depois dos fake news vieram os deepfakes. Agora, a notícia falsa ganhou um sistema robotizado para disseminar as mensagens. Simplificando: os criminosos manipuladores agora contam com inteligência. Artificial, é claro.
 
Conivência com a manipulação
O problema é que essa enxurrada de mensagens tem por objetivo desagregar a sociedade, criar ódio e desacreditar as instituições. Como atiram para (quase) todos os lados, agem de forma massiva contra a coletividade. Haveria interesses em atacar o bem comum. Se a manipulação é doentia, queremos saber quem está por trás disso? Quem está levando vantagens com essa lavagem encefálica?  Está na hora de acabar com essas redes criminosas. Ora, diante da tecnologia disponível, isso não é difícil. Então, por que até agora ninguém fez nada para desmascarar esse crime coletivo? Ora, então, além de interesses e interessados, também teríamos coniventes? Há um crime explícito e suas inegáveis consequências. Falta alguém entrar em cena para coibir e punir os responsáveis. Existe uma rede de distribuição de mensagens manipuladoras. Essas mensagens são repassadas incessantemente. As mensagens transitam por sistemas de telefonia celular e, portanto, podem ser acessadas. Isso todos sabem. Ora, então alguém estaria prevaricando? Até porque no combate ao crime os grampos devem prender bem mais do que as simples mechas de cabelos. Manipulação é crime. E os criminosos devem pagar pelos seus crimes.
 
Trilha sonora
O grupo alemão que abriu as portas do mundo para a música eletrônica e a gente já rodava por aqui. Kraftwerk, de 1978, The Model
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https://bit.ly/1oezinS
 




Teclando

Quarta-Feira, 25/09/2019 às 06:30, por Luiz Carlos Schneider

O ronco da térmica

As vibrações sonoras têm efeitos infinitos e inimagináveis consequências. Músicas, obviamente de boa qualidade, nos transpõem para locais que o nosso pensamento delinear. Os acordes desenham paisagens que ganham cores a cada nota. Já os barulhos em geral são irritantes e até podem nos tirar do sério. Inoportunos alto-falantes, gritos, buzinas, apitos ou músicas semitonadas machucam a alma e provocam reações de mal-estar. Agridem o intelecto e o corpo, revoltam e atiçam a ira. Há, porém, alguns ruídos que nos acompanham no cotidiano. Já fazem parte de nossas vidas e estão sempre dando recados aos nossos ouvidos. Soam como sinalizadores, indicam acontecimentos, situações, novidades e até sentimentos. O som de uma sirene é um aviso sonoro, chama a atenção e nos alerta para algo. A campainha, o telefone ou aquele toque do whatsapp são indicativos bem conhecidos. Somos avisados o tempo todo e respondemos aos sinais. Até parece que os nossos reflexos foram treinados para os sons emitidos em nossa volta. 

Na redação temos um ruído que decepciona, gera desilusão e o balanço das cabeças chateadas. É o ronco da garrafa térmica vazia indicando que acabou o café. É um verdadeiro baixo-astral. Aquele som característico do ar com as últimas gotas até poderia ser batizado de quarta-feira de cinzas, porque acaba com a alegria de qualquer um. Provoca decepções individuais com reflexos coletivos. Uns torcem o nariz, outros franzem a testa e alguns murmuram. Mas, dependendo do momento e da ansiedade de cada um, os palavrões saltam pela boca sem o mínimo controle. Aquele ronco é conhecido de todos e produz um desgosto em cadeia. E é exatamente nesse momento que a solidariedade surge em todos os rostos. O apoio moral está nos olhares, uma energia que nos leva a prosseguir mesmo sem um gole de café. Mas, em meio à comoção, sempre surge uma boa alma disposta a passar mais uma garrafa de café. Obrigado colegas. Esse ronco é mais um vínculo de puro carinho na redação.

Feriadão
O feriado é bom para quem viaja, vai acampar ou para uma casa de campo. Mas na cidade a vida fica muito triste. Não foi diferente na última sexta-feira. As ruas de Passo Fundo esvaziaram. E as calçadas ganharam uma cobertura de esterco equino. Estávamos na urbe cercados pelo concreto e com um olfato de campesino. O pior é que os supermercados estavam fechados e, assim, Passo Fundo parecia um deserto. Portas abertas e vitrines iluminadas dão vida à cidade. Portas fechadas deixam a cidade vazia e abandonada. 

Costelão
Domingo, no encerramento do feriadão, os amigos Bruna Borba e Léo Castanho organizaram um encontro no Condomínio Bavária, na orla de Ernestina. O cardápio, adequado ao calendário, teve um dos mais apreciados sabores da culinária sul-rio-grandense: um costelão de 12 horas. Não foram 12, pois bastaram oito horas e já estava no ponto com as ripas pedindo para saltar. Não faltaram os complementos adequados, com destaque para um aipim de prenda prendada. À sombra das árvores, a turma mandou bem. A natureza garantiu um cenário assinado pelo pôr-do-sol. Então, já no segundo expediente, a costela foi para a panela e ganhou a companhia de um arroz arbóreo. E lambemos os beiços mais uma vez. Quando faremos o próximo?

Trilha sonora
Em 1977, Billy Joel lançou um de seus maiores sucessos: Just The Way You Are
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Teclando

Quarta-Feira, 18/09/2019 às 06:20, por Luiz Carlos Schneider

As cartinhas

Sou de um tempo em que as pessoas trocavam correspondências por carta ou telegramas. Quem não tinha muito que fazer, mandava uma cartinha para a rádio. Muitas reclamações não eram lidas, porque a censura daquela época era explícita. Diante do microfone éramos reféns sob a ameaça de lacrarem nossos transmissores. As cartinhas formaram um elo das pessoas com o mundo externo. Dores, amores, desilusões, desabafos e declarações ganhavam alívio pelas ondas do rádio. Os presidiários escreviam muito para as emissoras, ofereciam músicas aos familiares e contavam sobre seu sofrimento. Hoje as pessoas não enviam mais aquelas cartinhas. Agora estão nas redes sociais para desabafar e extravasar. Porém, alguns se dedicam ao exercício de um pseudopoder de censura. Basta publicar algo que provoque coceiras nas suas recalcadas memórias que eles entram em cena. Mas é muito fácil identificar um comentário desses neocensores: na maioria dos casos começam rotulando os autores dos textos como isso ou aquilo. E tudo no mais explícito tom autoritário. Sentem-se como os guardiões da verdade ou representantes de imaginárias leis. Não propõem debates (já estaria fora de moda?). Agridem com reprimendas. Sinais dos tempos. Hoje convivemos com a inovação constante da tecnologia. A comunicação é bem mais ágil e acessível. Mas nem todos estão preparados para o exercício da informação. As cartinhas já não são mais de papel. E a censura agora é implícita. 

Pastel de feira
Em uma saudável caminhada pelos longos caminhos da Avenida Brasil, encontramos de tudo um pouco. Mas sempre tem algo que chama a atenção. É o caso do pastel de feira. Passei por muitos locais anunciando pastel de feira. Ora, sempre pensei que pastel de feira a gente encontrava apenas em feiras. Então fiz um pingue-pongue individual e sem raquete. Onde temos feiras? Será que a feira virou uma franquia? Sem respostas na hora, prossegui caminhando e me perguntando qual era o pastel? Pesquisando pelo Google, é claro, descobri que o badalado pastel teve origem nas feiras paulistanas. Lá pelos anos 1950, os feirantes japoneses adaptaram uma receita chinesa com a farinha de trigo portuguesa e acrescentaram a cachaça brasileira. Foi um sucesso e estão vendendo pastel até para ingleses. Então, ao que parece, o pastel de feira virou uma instituição gastronômica. Mas aqui por essas bandas meridionais, também temos nossos próprios pastéis. O mais conhecido de todos é o famoso pastel de rodoviária, cujas consequências são sempre imprevisíveis. Temos o pastel de vento, praticamente sem recheio, e o pastel premiado, aquele em que encontramos uma azeitona. Mas do lado doce da culinária portuguesa herdamos maravilhosas iguarias: o pastel de Belém e o pastel de Santa Clara. Enfim, sempre é bom saber qual é o pastel!

Se lixando para o lixo
Anda de mal a pior a relação das pessoas com o destino dado aos resíduos. No centro, continuam entupindo os contêineres com placas de isopor e outras embalagens. Poucos separam o lixo orgânico do reciclável. O pior é que misturam tudo na hora de depositar. Quem age sim é, de fato, um lixo!
 
Encostando o pé no balde
- Na próxima sexta-feira os supermercados estarão fechados.
- Algumas lojas insistem em utilizar alto-falantes a todo volume.
- As calçadas estão sortidas: balcões, ambulantes, roupas e até colchões.
- O aumento da truculência é proporcional à persistência da ignorância.
 
Trilha sonora
Os noruegueses Erlend Øye e Eirik Glambek Bøe formam o duo Kings Of Convenience, que faz uma música pop moderna e influenciada pela brasileiríssima bossa nova – Misread
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Teclando

Quarta-Feira, 11/09/2019 às 06:30, por Luiz Carlos Schneider

Da língua ao rabo
Ah, uma língua é sempre uma delícia. Tem uma textura inconfundível. É, simultaneamente, rija, flexível e aveludada. Mas língua não é para qualquer um, pois exige muita habilidade ao manuseio. O mais importante é saber utilizá-la numa sequência perfeita. Tudo ao seu tempo. Nem mais, nem menos. O primeiro passo é encontrar a língua certa. E foi desejando uma linguinha gostosa que parti em busca. Encontrei várias e, seguindo a dica de que as menores são as melhores, peguei um dos pacotinhos mais leves. Então, confesso, acho que até sonhei com a língua. Mas primeiro temos que quebrar o gelo. Um trâmite onde nada pode acontecer de forma abrupta ou avançar o sinal. Assim, enquanto o pacotinho descongelava submerso na água fria, preparei um caldo quente na panela. Folhas de louro, alho, pimenta em grão, cravo-da-índia, noz-moscada, molho inglês e uma lasquinha de canela. Ah, que aroma envolvente. Um banho de especiarias digno da mais encantadora de todas as línguas. Passar a mão também faz parte do ritual. Então, apalpando o pacotinho estranhei que havia uma parte cilíndrica e rígida. Foi uma resposta nada agradável vinda do nosso quinto sentido. 

Mas seria apenas um susto já que, em outras circunstâncias, poderia ser bem mais embaraçoso. Então fui abrindo a embalagem e, surpreso, encontrei um rabo. E com etiqueta! Sim, eu peguei o pacote errado. Mas não há como refugar um rabinho. Aliás, rabo é uma iguaria da culinária gaúcha que combina com mandioca cozida. Mas eu desejava mesmo era uma língua. E estava ali na cozinha com um rabo na mão. E, entre essas duas pontas, não vamos nos perder pelo caminho. Então, retornando o pensamento à cauda, tive que aproveitar o caldo. Porém, língua e rabo são extremos que exigem muita paciência e técnica aprimorada. Isso significa que nessa hora temos que usar a cabeça com muita calma. O primeiro ato foi tirar o excesso de gordura e guardar o pote de manteiga na geladeira. Então, coloquei o rabo na pressão e transformei o sonho da língua à provençal numa suculenta rabada. Estava ótima, mas ficou aquela sensação de que o cardápio teve a intromissão do prefixo grego “en”. A vingança veio no dia seguinte quando, finalmente, me deliciei com uma verdadeira língua. Rabo ou língua? Pouco importa. Sempre nos deleitamos e acabamos lambuzados.

Barulheira
Pensei que a barulheira estava acabando nas ruas centrais de Passo Fundo. Em alguns estabelecimentos prevaleceu o bom senso e o respeito, pois acabaram com a palhaçada de colocar caixas de som nas portas. Porém, alguns ainda não se deram conta do incômodo que provocam. Além do volume excessivo, primam pelo péssimo gosto musical. Assim temos uma dupla agressão. Machucam os nossos ouvidos pela barulheira e, ainda, nos agridem com a porcaria sonora que pensam ser música. Isso é falta de civilidade. Sim, não sabem viver em comunidade. Imaginem se todos os estabelecimentos comerciais utilizassem alto-falantes nas portas? Ora, para alguns está difícil de a ficha cair. Será que nunca ouviram falar em harmonia e respeito recíproco? Com tanto barulho, já não escutam mais nada.

Iracélio
Enquanto o Acioly exerce um repouso compulsório, o Iracélio fica meio perdido sem o seu fiel parceiro de Bar Oásis. Extraviado, nosso querido Turcão resolveu bater ponto na Mesa Um. Fica em silêncio e às vezes anota algo numa carteirinha. Então perguntei o que ele estava escrevendo. A resposta veio com um sorriso maroto e um ar de superioridade. “Agora tô cheio das novidades. Quando o professor voltar eu vou contar um monte e ele vai ver como eu sou inteligente”. Iracélio não toma jeito. Continua tomando cerveja.

Trilha sonora
A convidada de hoje é Céline Dion - Encore Un Soir
Use o link https://bit.ly/2kq7QaB

 






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