PUBLICIDADE

Colunistas


Teclando

Segunda-Feira, 11/06/2018 às 08:50, por Luiz Carlos Schneider

Quando a verdade faz mal

As lavadeiras levaram a fama, mas logo depois era nos salões de beleza que a fofoca rolava solta. Visão machista, claro, pois nas oficinas o falatório era cheio de graxa e nas barbearias as línguas estavam mais afiadas do que as navalhas. De boca em boca, a mentira é propagada e pode transformar-se em tradição oral. E chega de tratar a fofoca como se fosse uma simples diversão. Não é uma brincadeira, pois é uma mentira. Sua propagação distorce a história, conduz às injustiças e multiplica preconceitos. Pode ser plantada por maldade, insanidade, ignorância ou explícita má-fé. A inverdade é um instrumento perigoso da malícia de uma conversa, uma carta ou um telefonema anônimo, um e-mail falso ou das insanidades que repassam pela internet. Quando alguém conta uma mentira sobre algum fato que eu conheço bem ou tenha vivenciado, então respondo dizendo que “não foi bem assim”! Por mais enérgico que seja o tom do meu desmentido, nem sempre é acatado. Parece que a mentira está incutida na razão e deixa as pessoas irracionais. Assim como as tragédias, as mentiras correm em alta velocidade. Crescem, ganham força e criam um escudo de ignorância para rechaçar a verdade. Em sua autopreservação, a mentira é pródiga em gerar dúvidas. Inclusive a inversão de valores, pois já utilizam as inverdades até mesmo para contrariar uma simples informação.

Mais lúmens

À noite os núcleos urbanos são identificados de longe, pois estão iluminados. Pela lógica, quanto maior a cidade mais intensa será a sua luminosidade. Sem medições ou equipamentos apropriados, apenas a olho nu, observo que Passo Fundo está fora dessa proporcionalidade. A penumbra urbana não é de agora, pois vigora há, no mínimo, uns 20 anos. Quem está habituado em cidades muito bem iluminadas, estranha ao chegar à noite em Passo Fundo. Ainda contamos com enormes postes que espalham irrisórios lúmens. Novas luminárias com lâmpadas LED foram instaladas, mas ainda não é o suficiente. Além disso, a iluminação pública poderia ganhar o reforço das luzes dos prédios, fachadas e luminosos comerciais. Que maravilha se pudéssemos ler um jornal à noite nos canteiros e calçadas da Avenida Brasil. Além disso, teríamos mais proteção e um brilho digno do porte da cidade.

Luzes vermelhas

Lembram-se das conhecidas luzes vermelhas? Não as que ficam à beira da pista, mas, sim, aquelas que sinalizam obras na pista? De simples confecção, utilizam baldes plásticos vermelhos para proteger as lâmpadas e propiciar uma luz vermelha de alerta. Uma solução prática para demarcar os locais em obras, especialmente os desvios. Obras urbanas de grande porte necessitam uma boa sinalização durante o dia e a noite. Será que os desvios para a pavimentação da Avenida Brasil não merecem uma sinalização noturna? Se há 50 anos lâmpadas incandescentes e baldes plásticos já resolviam, aposto que hoje, com tantos avanços tecnológicos, é ainda mais fácil. Com sinalização luminosa fica mais seguro, mais bonito e, ainda, valoriza a própria obra. Será que vai acender a luz vermelha?

Trilha sonora

O autor é Charles Aznavour. A voz potente e límpida é de Shirley Bassey: Yesterday When I Was Young
Use o link ou clique
https://goo.gl/SBr6U7

 




Teclando

Segunda-Feira, 04/06/2018 às 06:00, por Luiz Carlos Schneider

Nas estradas

A paralisação dos transportadores rodoviários, além das consequências econômicas e políticas, é um convite à reflexão. O pleito contra o exorbitante valor do óleo diesel foi convulsivo. Empresários da logística apoiaram abertamente a paralisação em ato controverso, pois paralisava o seu próprio negócio. Inicialmente, outros segmentos empresariais também se manifestaram solidários, porém, ao sentirem o estrago no próprio caixa, emitiram notas em tom de Madalena Arrependida. Mas, em tempos periclitantes, não faltaram neo e pós-manifestantes dividindo a mesma caçamba com os insatisfeitos de sempre. A salada de frutas abriu as portas ao oportunismo quando, clamando por golpe, caricatas e carimbadas viúvas da ditadura também pegaram carona nesse caminhão parado. Coisa de quem pensa pequeno, pois acha que vive numa republiqueta de filme mexicano. Quem pensa grande jamais admite um golpe numa nação. Eu nunca imaginei o Brasil como uma republiqueta. Ao contrário, por favor.

Fora dos trilhos

Somos dependentes do transporte rodoviário. Isso reascende uma indagação cíclica sobre o sucateamento do transporte ferroviário. Não apenas para cargas, mas também para passageiros. Agora já tem gente falando sobre isso, mas o assunto logo irá descarrilar para o esquecimento. Ah, tem mais. A carência de hidrovias e aeroportos (obviamente com localização adequada) com capacidade para o transporte de cargas e passageiros. Pautas pontuais para os discursos eleitoreiros. Mas depois das eleições... 

Chamem o SNI

As mentiras, hoje chamadas de fake news, ganharam novas embalagens, mas ainda são ações criminosas. Isso rola muito em redes sociais, especialmente em grupos de WhatsApp. Notícias falsas, depoimentos com ameaças apocalípticas e grotescas montagens, enganam e geram um clima de insegurança. Isso é aquilo que, em tempos turvos, denominavam de subversão. Ora, então agora estamos rodeados de subversivos, pessoas contrárias à ordem. Assim, me lembrei do SNI, expert em antissubversão. Para quem não estudou história, lembro que o SNI foi o Serviço Nacional de Informações, criado em 1964, para controlar as informações e contrainformações. Resumindo, era a turma do grampo. Imaginem aquele pessoal hoje controlando o zap-zap? Ou isso já seria uma espécie de Efeito Orloff?

Falando sobre “aquilo”

Um título na vitrine da livraria me chamou atenção: “Sexo Para Adultos”. O livro é da simpática e sorridente sexóloga televisiva Laura Müller. Então imaginei como seria uma publicação sob o título “Sexo Para Crianças”, no mínimo uma brincadeira. Também observei o subtítulo “Tudo o Que Você Sempre Quis Saber, Mas Não Tinha Coragem de Perguntar”. Então o livro deve ser bem divertido, pois, imediatamente, lembrei-me de Woody Allen. Em1972, ele rodou “Tudo o que Você Sempre Quis Saber Sobre Sexo (Mas Tinha Medo de Perguntar)”. Não comprei o livro. Vou aguardar o “Sexo Para Maduros”. Quando será lançado? Ah, não tive coragem para perguntar!

Trilha sonora

Chris Botti e Caroline Campbell - Emmanuel 

Use o link ou clique o QR code

https://goo.gl/hETJfg

 




Teclando

Segunda-Feira, 28/05/2018 às 06:00, por Luiz Carlos Schneider

De ida ao passado

Inegavelmente, a situação é muito delicada. O problema não é apenas o custo dos combustíveis, aditivado por impostos exorbitantes. Outros descontentamentos estão engajados num sentimento de repúdio ou protesto. Além da crise, o pensamento é desnorteado pelo bombardeio de informações falsas nas redes sociais. É a criminosa utilização da liberdade de expressão para despejar um combustível incendiário, que pode transformar em cinzas a própria liberdade de expressão. Assim, neste meu futuro, parece que estou regressando ao passado. As manifestações são exercícios democráticos, mas não podem estar atreladas aos interesses obscuros, pois a sociedade corre o risco de ficar na dependência de alguns grupos. É necessário estar atento à má intensão dos oportunistas de plantão e à carona dos aproveitadores. Democracia não combina com o retrocesso das trevas, onde o ser humano fica ínfimo diante de algumas patacas. Isso já conhecemos muito bem e não faltam exemplos pelo planeta, no passado e no presente. Não compreendo essa rejeição à isonomia e ao bem comum. Seria por ignorância ou pelos resquícios da prepotência? Sei lá. Mas, agora, o importante é a ordem e o bem coletivo. A sociedade não pode ser refém e muito menos a vítima do seu próprio meio. 

O Guri do Múcio

A pré-estreia em Passo Fundo de “A Vida Extra-Ordinária de Tarso de Castro” foi um sucesso. E rendeu muitos comentários. Uma trajetória muito bem costurada. Sem chatice ou pieguice, não carrega aquele ranço de muitos documentários. Manteve um tom de amabilidade com o personagem e até permitiu algumas gargalhadas. Tudo isso sem fugir do contexto e isento de toda e qualquer hipocrisia. Permitiu que o ontem fosse escancarado de maneira espontânea. Fiquei sabendo que, jovem adolescente, Tarso era conhecido como o Guri do Múcio. Quero assistir novamente, mas uma nova projeção em Passo Fundo ainda é incerta. Na plateia estávamos em dois blocos: a turma que já conhecia um bocado sobre o Tarso e os mais jovens, para quem ele foi apresentado. Ao final do filme, combinando conhecimentos, os dois blocos já falavam a mesma linguagem. Ora, a compreensão da história amplia o entendimento entre os seres racionais. 

Os búzios do Magno

Em suas previsões anuais para O Nacional, mais uma vez os búzios do espiritualista Carlos Magno Berra estão certeiros. “Bará (regente do ano) é dono das ruas, onde ocorrerão muitas reivindicações com as pessoas clamando por justiça”. A interpretação era para o primeiro semestre e, agora, dispensa comentários. Mudando para uma área mais descontraída, vamos para o futebol. Magno disse que “o vermelho do Bará favorece o Internacional, mas, mesmo assim, será um ano com glórias para o Grêmio”. O Inter contratou um diretor-executivo e está arrumando a casa. Enquanto isso o Grêmio já ergueu duas taças. Isso não é flauta. É fato.

Trilha sonora

De Jean Dréjac e Hubert Giraud, o tema principal para um filme de 1951. Em 2014 recebeu a interpretação de Zaz, a cantora francesa que iniciou no jazz e conquistou o mundo: Sous le Ciel de Paris
Use o link ou clique 
https://goo.gl/5i1byg

 

 

 

 




Teclando

Segunda-Feira, 21/05/2018 às 08:00, por Luiz Carlos Schneider

Tarso
Sinto que o tempo anda em paralelo com a razão, pois o passado sempre tem algo para nos dizer. E, invariavelmente, surge numa hora muito oportuna dando uma chacoalhada para a ficha despencar. É com essa expectativa que vou assistir nesta segunda-feira “A Vida Extra-Ordinária de Tarso de Castro”. A pré-estreia em Passo Fundo será às 21 horas, no Bella Cittá. Convivi pouco com Tarso em suas fugazes visitas a Passo Fundo, geralmente nos eventos de O Nacional, acompanhado das inesquecíveis gargalhadas do Busato. Então vou aproveitar o documentário para fazer um passeio, do primeiro chope em Ipanema ao filé do Antonio’s no Leblon. Nesse percurso, vou conhecer muitas páginas sobre o ilustre passo-fundense. Mais do que um jornalista, ele foi personagem importante em uma época onde a criatividade era uma arma letal. Fundou o Pasquim, um jornal que nos permitia rir da tragédia. Por aqui seus exemplares eram poucos e passavam de mão em mão. A gente lia o jornal do Sig (rato símbolo do Pasquim) com um sorriso no canto da boca. Mas isso é apenas um naco do bolo. Aposto que os diretores Léo Garcia e Zeca Brito produziram um banquete. Condimentos não faltam: jornalismo, política e lindas mulheres. Sem falar no personagem, um sujeito amável, cativante e dono de um texto contundente. Assim, aqui onde o Tarso nasceu, vou conhecer um pouco mais sobre o próprio. Pois, na razão do tempo, as lembranças propiciam novas vibrações para que a lucidez não se apague.

Tomara
Parece-me que os bons ares do silêncio começam soprar em Passo Fundo. Desconfio que, em meio ao barulho, alguém acordou e foi ouvir de perto o que estava acontecendo. Ou, melhor ainda, despertou o bom senso dos geradores dos indesejáveis decibéis. Tomara que eu não esteja enganado. Mas, como se trata apenas de um princípio de solução, não vamos fazer barulho. Psiu... Silêncio!

Há Kombi
Impressionante como há Kombi em Passo Fundo. É a van mais antiga produzida no Brasil. Aliás, foi o modelo que permaneceu mais tempo em linha de produção no país. A van da Volkswagen foi fabricada por 56 anos, de 1957 a 2013. Pela sua versatilidade, continua sendo um veículo com grande aceitação no mercado. E quem tem uma, dificilmente se desfaz da Kombi. Já é cultural. Falou em van, lembrou a Kombi.

Mesa Um
Sessão ordinária da Mesa Um do Bar Oásis foi realizada na noite da última quinta-feira, na sede central do Clube Comercial. O paraninfo da noite foi o confrade Nelci Antônio Astolfi, que garantiu um elevado e seleto quórum. A recepção teve cardápio autografado pela Lisete Biazi e a direção hidráulica do Mestre Pagode. Quem debutou nos jantares da Mesa Um foi Luciano Pacheco, o Lú, agora CEO (Chief Executive Officer) do Oásis. O primeiro frio do ano não assustou a gurizada e o papo seguiu frouxo. A temporada 2018 da Mesa Um promete ser uma das mais badaladas.

Trilha sonora
O ano 1981. O filme de Claude Lelouch, Les Uns et les Autres (Retratos da Vida). A música de Michel Legrand e Francis Lai. Na voz de Jean Pierre Savelli e Geraldine Chaplin : Un Parfum de Fin du Monde 
Use o link- https://goo.gl/KJqxX1




Teclando

Segunda-Feira, 14/05/2018 às 11:45, por Luiz Carlos Schneider

Futebol

A magnitude do futebol é bem mais do que uma simples bola e ultrapassa as dimensões de um gramado. Cada vez mais concordo quando o Brasil é qualificado como o país do futebol. Uma considerável parcela da população até entra em campo. Alguns batem uma bolinha legal, muitos enganam e raros são os autênticos talentos. Ora, são as mesmas parcelas proporcionais da sociedade para tantas outras atribuições. Então, deixando um pouco a bola de lado, temos no futebol elementos importantes em nossas vidas. Um deles é a paixão. Aquele sentimento que nos entusiasma, faz vibrar, entorpece e até cega. Isso quando não faz a gente perder a cabeça. O futebol é democrático, pois também permite um exercício de cidadania através da análise e de acaloradas discussões. Nesse patamar encontramos desinformados, desinteressados, dedicados, fanáticos e, ainda, aqueles que só pensam naquilo. Não importa o grau de envolvimento, todos dão os seus pitacos, não ocultam suas paixões e tocam uma flauta. Vejo no futebol o mais puro e absoluto exercício da fidelidade. Ah, nessa área ninguém troca de paixão e muito menos vira a casaca. Também é um corrimão para nos conduzir pelo túnel da história, sendo um importante referencial para a compreensão sobre o meio em que vivemos. Num bate-papo sobre futebol reunimos informações sobre ruas, prédios e muitas pessoas. Aliás, personagens enfileirados pelo tempo. Então, pegando a bola de volta, lembramos que, assim como a Terra, ela também é redonda. E continuamos girando no jogo da vida. 

Gaúcho

Já que estamos com a bola embaixo do braço, recorro aos bordões para colocar o Sport Clube Gaúcho dentro dessas quatro linhas. O espaço é pequeno diante da dinâmica exigida para uma abordagem sobre o seu Centenário. A marca de 100 anos foi completada neste sábado, 12/05. Mais do que um século de histórias, o Gaúcho está cercado por casos e causos salpicados pela paixão e pelo folclore. Não faltam histórias, muito menos personagens. Houve épocas em que, para enfrentar o Gaúcho no Estádio Wolmar Salton, era necessária muita cautela. E coragem dos adversários. Mas fora de casa também impunha muito respeito. Lembro-me de uma partida em Erechim entre Ypiranga e Gaúcho no início dos anos 1970. Quando a bola chegou aos pés de Bebeto, o Colosso da Lagoa silenciou. No silêncio da torcida adversária, estava o respeito ao melhor centroavante que tive o privilégio de ver atuar. O silêncio é um aplauso. 

Koff

O ex-presidente gremista Fábio Koff morreu na quinta-feira. Responsável pelas maiores conquista do Grêmio, também marcou pela sua habilidade diplomática como dirigente. Sábado, no Gre-Nal, Koff foi homenageado dentro e fora de campo. Antes do jogo, foi ovacionado e os aplausos tomaram conta do minuto de silêncio. O aplauso também é um silêncio.

Trilha sonora

A música pop passa pela riqueza da obra do maestro Burt Bacharach, que completou 90 anos. O tempo não depreciou o estilo inovador de seus arranjos, muito menos dos sucessos que ganharam grandes interpretações. Burt Bacharach e Dionne Warwick em um pot-pourri

Use o link ou clique o QR code

https://goo.gl/z76wZ8




PUBLICIDADE


PUBLICIDADE