PUBLICIDADE

Colunistas


Teclando

Quarta-Feira, 04/09/2019 às 06:30, por Luiz Carlos Schneider

Guerrilha santa
Desde a escola primária, passei por inúmeras deformações curriculares no ensino. Todas, invariavelmente, foram prejudiciais. Ainda hoje sofro pela supressão das aulas de Latim, Sociologia, Filosofia, Francês e Espanhol, além do contingenciamento (atualizando o vernáculo) nos currículos de física, matemática, história, geografia etc. Isso tudo após o golpe. Agora, mais de meio século depois, voltaram a picotar as grades escolares. É uma ação elitista, pois o alvo é a escola pública. Não haveria verbas, acabam custeios para pesquisas, projetos e qualificações. Cortes graduais, anúncios que se contradizem e, da base ao aperfeiçoamento, há um clima de incertezas. São ações que escancaram o desejo (ou seriam interesses?) em suprimir com a universidade pública. Além de esculhambarem com o ensino básico, ainda estão acabando com o direito de o pobre sonhar com um curso superior, um mestrado, um doutorado... Agora, circula por aí uma nota sobre uma inusitada disciplina no ensino público superior: ‘espiritualidade e liderança’. Mas isso deve ser fake news. Nas referências bibliográficas consta “Os Métodos de Administração de Jesus”, “Jesus Coach”, “Administração Segundo a Bíblia” etc. 

Se os estudos milenares como filosofia e sociologia ridiculamente passaram a ser vistos como ameaças, agora pegaram Jesus para Cristo. Parece que estão re-ressuscitando Cristo para reascender uma guerrilha santa. O incentivo ao desenvolvimento da espiritualidade sempre é benéfico, contanto que respeite as escolhas de cada um. A imposição de dogmas goela abaixo é um ato inquisitivo. Não tenho nada contra nenhuma doutrina. Mas entendo que não é justo e nem legal priorizar uma crença em detrimento das outras. Será que darão o mesmo espaço para as religiões afro-brasileiras? Ou ainda haveria algum interesse em sufocar a cultura afro-brasileira? Acho muito estranha essa proposta sobre a cadeira de ‘espiritualidade e liderança’. Aliás, confesso, não acredito nisso. Deve ser apenas mais uma nota falsa plantada nas redes sociais. Mas, pensando bem, até que parece ser uma inovadora forma de catequese. Ah, bobagem. Deve ser apenas uma brincadeira de mau gosto, sem pé nem cabeça, proposta sem bússola numa época sem destino. Não sou nenhum coach, mas entendo que espiritualidade é olhar para o próximo e respeitá-lo.

Vitrines apagadas
Antigamente (faz tempo) era moda um passeio para olhar as vitrines. À noite! Sim, as vitrines permaneciam abertas e bem iluminadas até determinado horário e atraiam muitos olhares. Acredito que por questões de segurança perdemos o brilho noturno da maioria das vitrines. Algumas poucas ainda ficam abertas até lá pelas 22 horas. Mas muitas lojas simplesmente abaixam as cortinas ao final do expediente. Os tempos são outros e isso justifica essa mudança de comportamento. Mas faria muito bem termos novamente vitrines bem iluminadas, gente caminhando pelas calçadas à noite. Os lúmens das vitrines ainda reforçariam a iluminação pública. Luz é vida. 

Iracélio
Nosso querido Acioly cumpre um período de prisão domiciliar, atendendo determinação de uma irrecorrível sentença médica. De acordo com a mais fidedigna fonte daquela casa, ele está muito bem e necessita apenas uma temporária imobilização. Enquanto isso, o Iracélio ficou totalmente perdido sem o seu fiel parceiro de Bar Oásis. Extraviado, nosso querido Turcão até parece um animal indócil no partidor. Vai de mesa em mesa e só fala sobre a ausência do Acioly. Tanto que Iracélio já está programando uma excursão da General Netto à Fagundes dos Reis. “Vamos lotar a van e fazer uma visita ao Professor”. Agora, só falta agendar data e horário para a caravana. Então, Tânia, entenda que isso não é uma ameaça. É apenas um aviso. Mantenha-se comportado, Alemão!

Trilha sonora
Esta é de 1991, com o cantor e composityor norte-americano Richard Marx – Hazard
Use o link https://bit.ly/2jXGsAm

 




Teclando

Quarta-Feira, 28/08/2019 às 06:30, por Luiz Carlos Schneider

A leitura dos automóveis
Em 1878, quando Karl Benz colocou nas ruas o primeiro automóvel, foi o início de uma transformação no transporte. Porém, logo representou muito mais do que isso. O automóvel por muitos anos foi um encanto para muitos, um privilégio para poucos. A indústria automobilística ganhou linhas de montagem e aumentou o volume de carros pelas ruas do planeta. Ainda pouco acessível, o automóvel ganhou a condição de símbolo de status. Chegaram os carros populares e a comodidade do carro próprio deixou de ser exclusividade para alguns poucos. Da indústria às ruas, o automóvel tem peso pesado na economia. E, com a licença dos economistas, interpreto que os veículos representam um múltiplo indicador econômico. A variação na venda entre novos e usados demonstra como anda o fôlego financeiro da população. A demanda de carros populares indica que quem ganha menos deu um salto. O indicativo também serve para carros médios, esportivos, luxuosos ou especiais. Então, sem olhar para aquelas siglas de indicadores das páginas de economia, olho para as garagens. Domingo, em caminhada ao Boqueirão, observei que as revendas estão com estoque abarrotado. Isso vale para novos e usados. Aí, misturando automóveis com economia, sociologia e uma pitada de política, podemos chegar a muitas conclusões. Como sobram carros menores é porque a turma do andar de baixo estagnou. Mas não faltam modelos maiores nas vitrines. Quem explica? O andar de cima, Karl Benz ou algum devaneio contemporâneo?
 
Coleta seletiva
De que adianta um serviço de coleta seletiva do lixo se as pessoas não respeitam? Se existem dois contêineres, cada qual para um tipo de resíduos, é inadmissível que depositem no recipiente errado. Mas parece que tem gente confundindo a inclusão social com a inclusão de resíduos. Sim, praticam a inclusão do lixo e misturam tudo. Para que a coleta seletiva seja eficaz temos que fazer a nossa parte. E é bem simples. Basta separar em casa os detritos recicláveis dos orgânicos. Um saquinho para cada um. Depois, é só colocar cada qual no contêiner correto: reciclável no azul e orgânico no laranja. Só isso!
 
De bandeja
Algumas lojas (as maiores) interromperam o uso de alto-falantes nas suas portas. Palmas! Em compensação, agora algumas menores começaram com a barulheira. Será que a legislação permite? Então, essa eu dou de bandeja aos meus tantos amigos vereadores: apresentem um projeto que acabe definitivamente com o uso alto-falantes nas calçadas. E nas ruas. Imaginem se todos os estabelecimentos colocarem equipamentos de som nas portas? Passo Fundo é uma cidade de porte, um referencial que não combina com o desrespeito dessa péssima prática. Até porque em Passo Fundo não somos mal-educados.
 
As andorinhas
Chegamos ao final de agosto e as andorinhas voam faceiras sobre a cidade. Digo faceiras, porque elas não respeitam os padrões de voos lineares de outras aves. Em círculos, com bruscos movimentos ascendentes e declinantes, conquistam com as suas asas a verdadeira liberdade de voar. Como o inverno teve apenas alguns picos de baixas temperaturas, já estamos em clima de primavera. Precursoras da estação das flores, as andorinhas já preparam os seus ninhos. Alterações climáticas ou as andorinhas foram doutrinadas para mudarem de comportamento?
 
Branco Ughini
Em rápido reencontro com o amigo Branco Ughini conversamos, é claro, sobre futebol. Craque do Gaúcho nos anos 1950-60, ele conhece e conta muitas histórias. Branco é de uma época em que a maioria dos jogadores era de famílias de Passo Fundo e região. Ele pegou a fase em que o futebol vivia a transformação do amador para o profissional. Branco Ughini é, hoje, patrimônio vivo do futebol gaúcho.

Trilha sonora
De Baden Powell e Vinícius de Moraes, com Céu e o pianista norte-americano Herbie Hancock – Tempo de Amor
Use o link ou clique o QR code
https://bit.ly/1CUrecD




Teclando

Quarta-Feira, 21/08/2019 às 06:05, por Luiz Carlos Schneider

Eloquência entusiástica

Lá por 1970, em Erechim havia um forte clima de hostilidade em relação a Passo Fundo. A discórdia vinha do futebol, por uma rivalidade entre Ypiranga e 14 de Julho. E fechava o pau. Tanto que o meu pai me proibiu de ir aos jogos com times de Passo Fundo. Para garantir a segurança das partidas, um policiamento extra seguia de trem de Passo Fundo para Erechim. A bronca iniciou depois dos comentários inflamados de um já famoso cronista esportivo: Antônio Augusto Meirelles Duarte. Há 43 anos, quando inicie na Rádio Erechim, havia gravações de propagandas em discos de acetato da gravadora do Meirelles. Na mesma época, nos corredores do Direito da UPF conheci pessoalmente o badalado radialista. Em seguida, já atuando na Planalto nos bons tempos do Padre Farina, passei a ouvir muitas histórias sobre o empolgante narrador. Algumas de muito pioneirismo, outras folclóricas. Na sequência, pela Rádio Passo Fundo integrei por vários anos a equipe de esportes sob o comando de Meirelles Duarte. A maioria dos jogos eram narrados pelo Jorge Antônio Gerhardt, com Jarbas Sampaio Corrêa nos comentários enquanto eu atuava como repórter de campo.

Já na primeira partida em que fiz dobradinha com o Meirelles fiquei impressionado pela clareza da narração. Como ele distribuía muitos adjetivos nas transmissões, eu aguardava apenas por empolgação. Mas o Meirelles me surpreendeu pela velocidade com que descrevia tudo em cima do lance. Rapidez e detalhes sem atropelar a última flor do Lácio. Mas imprimia ainda mais velocidade na venda de publicidade. Editou por muitos anos o Agro Jornal, publicação dirigida ao agronegócio. Rádio, jornal e TV o consolidaram como multimídia. Mesmo hospitalizado, manteve por muitas edições a sua tradicional coluna em O Nacional. Jornalismo, política e publicidade, porém entendo que a grande virtude do Meirelles foi a sua habilidade com o uso do vocabulário. Era um grande orador, empolgava e emocionava. Gostava de utilizar a expressão “flamante” para enaltecer algo ou alguém. Narrava com entusiasmo, falava com eloquência. Isso quando não inflamava como fez com os jogos de futebol. Foi um grande orador. Suas palavras tinham tamanha força que deslocaram vagões de Passo Fundo para Erechim. Meirelles Duarte talhou o seu nome na tábua do tempo de Passo Fundo.

Impasse
Há décadas a turma da Mesa Um do Bar Oásis mantém uma tradicional harmonia. É recíproco o respeito entre os confrades, pois o seleto grupo é formado apenas por antigos frequentadores da casa. Infelizmente, agora, surgiu um grande impasse, uma verdadeira briga por espaço. De um lado Léo Castanho, proprietário do Oásis, de outro Wiss Gabriel, um dos ícones da Mesa Um. A situação embaraçosa deixou o convocador-oficial, Aldo Battisti, no meio da fogueira. A disputa entre Léo e Wiss é para decidir quem será o paraninfo da reunião de encerramento do exercício 2019. É, na prática, uma batalha fluvial entre Ernestina e Capinguí. 

Receitinha
Fuja de pessoas rancorosas. Evite seres recalcados e não curados. Tenha cuidado com pensamentos raivosos. Desvie os seres mesquinhos. Siga os mais novos, eles mostram os caminhos mais puros e lindos. Siga os mais velhos, eles já estão calejados pela vida, sabem como é o sofrimento e carregam muitas aulas de história. Siga os talentos e ouça o que a música propicia de inspiração, pois a arte é a beleza resultante da obra da criação.

Trilha sonora
De autoria de Adriana Calcanhotto, sucesso com Roberta Sá – Me Erra
Use o link https://bit.ly/2MsiidU 




Teclando

Quarta-Feira, 14/08/2019 às 06:05, por Luiz Carlos Schneider

Aquela garrafa que escapou

Alguns pequenos imprevistos podem ter dolorosas consequências. Uma cotovelada na quina da mesa ou um dedão do pé na base da cama são acidentes torturantes. Mas uma garrafa de cerveja espatifada no chão é muito desagradável. Se estiver cheia, então será uma tragédia. Foi bem assim quando, na semana passada, uma garrafa de cerveja escorregou da minha mão. Numa fração de segundo uma oktoberfest passou pela minha cabeça. O som do impacto foi uma mistura de um estouro abafado pelo grave do conteúdo e o agudo do vidro quebrado. Psicologicamente já é um problemão. O líquido derramado pode abrir as comportas para outro líquido. Sim, não há como segurar as lágrimas. Mas também temos que enfrentar as consequências físicas e fazer a assepsia necessária. Cerveja no copo tem aroma, buquê. Cerveja no chão tem cheiro forte que logo ser transformará em insuportável odor. O que mais me impressionou foi a multiplicação da garrafa quebrada. Não contei, mas calculo que tenham resultado em torno de 1.800 pedaços, entre cacos, lascas e as mais inusitadas formas de fragmentos.
Abalado pelo acidente e acometido por profunda tristeza, tive que encarar uma inesperada operação de limpeza. E, verdade seja dita, não fomos preparados para isso. Nem em casa e nem na escola nos deram um manual com as ações mais indicadas para essas situações. Comecei atirando páginas e mais páginas de jornal sobre os escombros. Depois juntei os pedaços, enquanto varria os cacos para uma providencial pazinha. A retirada do líquido em meio aos fragmentos foi uma operação de alto risco. Não me cortei, mas levei um tempão para retirar uma parte dos 600 ml desperdiçados. Aparentemente estava limpo, mas logo o puro malte iria exalar um cheiro insuportável. Então despejei um desses milagrosos produtos de limpeza sobre a área da tragédia. Ao secar tudo novamente, encontrei mais caquinhos. Depois, já na sala, senti o atrito de vidros desgarrados do bando. Após 1 hora e 40 minutos de trabalho ininterrupto dei por finalizada a operação. Ou quase, pois tenho a absoluta certeza de aqueles cacos mais rebeldes podem surgir a qualquer momento em algum lugar. Mas, a essas alturas, a garrafa reserva já estava geladinha e a minha sede multiplicada com louvor. Sabe aquele primeiro copo que a gente entorna rapidinho? Nossa... Como é gostosa uma cerveja!


Suaves pontapés no balde

- Quando você entra num táxi ou carro de aplicativo normalmente tem um pouco de pressa. Então o motorista diminui a velocidade e quase para o carro para conferir o celular. A sinaleira fecha e a ansiedade aumenta. Sinal verde e ele arranca na maior calma do mundo, pois está conferindo o aplicativo. Haja saco. Isso provoca ansiedade!

- Seguindo as mais recentes regras, será que também proibirão a venda de laxantes?

- Continuam utilizando alto-falantes na porta das lojas e, pelo excesso de volume, atrapalhando a vida de quem está num raio de mais de 60 metros. No sábado a barulheira é ainda maior. Um decibelímetro e um singelo bloco de multas poderiam acabar com essa palhaçada. 

Brizola
Vale a pena a leitura de “A Metralhadora e a Rosa – O Brizola Que Eu Conheci”. Recebi o livro através do colega José Ernani e agradeço ao autor, o também colega, Iberê Athayde Teixeira. Brizola é sempre interessante. E atual.

Trilha sonora
A música instrumental virou raridade no rádio. Mas é sempre um encanto, aconchegante e um afago para os ouvidos. Como num jazz suave do trompetista Rick Braun – Middle Of The Night

Use o link: https://bit.ly/2ZYD6g9

 




Teclando

Quarta-Feira, 07/08/2019 às 07:00, por Luiz Carlos Schneider

 

O maior palco do mundo
A vida é um palco e o palco sempre rende aplausos. Há algumas semanas publicamos uma crônica com o título “O menor palco do mundo”. A repercussão foi grande e surpreendeu pela resposta dos jovens. Muitos vieram falar sobre a crônica e alguns até me adicionaram nas redes sociais. Sim, isso comprova que os jovens leem jornais. No tête-à-tête com a galerinha, observei que eles valorizam muito o material impresso. Ocorre que em tempos de insanidades e idiotices, o passa e repassa de besteiras e mentiras plantadas não cola mais. A tinta e o papel são determinantes para que a informação tenha credibilidade. Os jovens com um bom discernimento sabem disso e, para não embarcar em fria, buscam fontes confiáveis. Manuseiam tecnologia e buscam credibilidade. O jornal transmite essa confiança. É informação palpável, um registro histórico. Prova disso é que, por ser um material impresso, a crônica foi transformada em quadro. Então, contrariando algumas aves de mau agouro que batem asas por aí, fiquei conhecendo o maior palco do mundo. Sim, o jornal é um imenso palco. Não tem página virada, pois é um respeitável espelho da sociedade.


Voando alto
Sempre é útil desmistificar sobre a aviação. Para isso é necessária uma aproximação das pessoas com o meio aeronáutico. Ver um avião de perto, observar pousos e decolagens pode ser o início de uma paixão. E essa paixão pode resultar em uma carreira profissional. Um grande passo para acabar com os mistérios sobre a aviação foi dado no final de semana pelo Aeroclube de Passo Fundo. Um encontro aeronáutico atraiu milhares de pessoas à área operacional da entidade. O Aeroclube, que é uma escola, proporcionou uma aula de adaptação à aviação. Sei muito bem das dificuldades para conseguir realizar uma festa deste nível. Mas a turma é boa de cabeça, pé e mão. O encontro foi um sucesso e superou expectativas. Que venham os próximos.

De olho nas prateleiras
Veganos e vegetarianos, data vênia. A carne é fraca e o meu fraco é a carne.
Aqui, nesse extremo meridional, o preço da carne é preponderante. Como produtores, já fizemos uma revolução pelo preço do charque. É claro que o mercado internacional dita os preços, mas não tenho informações de como está o valor para os criadores. Conheço bem os preços das prateleiras que considero fora da nossa realidade. Agora surge a informação de que isso vai mudar ainda esta semana. Confiram nas prateleiras dos supermercados. Se a minha fonte não estiver errada, o preço de alguns cortes nobres da carne bovina vai baixar. Tomara. E haja carvão!

Embaixada
Muito além da babosa nos cabelos, parece-me que as baboseiras penetraram nos crânios e invadiram os cérebros. No estilo ‘se colar colou’, não faltam disparates. Um dos destaques do momento é a discussão sobre quem será o embaixador do Brasil nos Estados Unidos. Após ouvir sobre qualificações e outras justificativas, também gostaria de indicar alguém para o cargo. É um amigo. Amigo não é parente e, portanto, não há nepotismo algum na minha indicação. Indico para embaixador do Brasil nos Estados Unidos o Edu do Boka. Ou vocês conhecem alguém que já tenha fritado mais hambúrgueres do que ele?

---------------------

Trilha sonora
Isaac tem 11 anos, Nora oito. Ao lado do pai Nicolas e com apoio da mãe Catherine fazem sucesso na internet. Isaac e Nora, aqui em um clássico cubano (ainda pode?): Veinte Años
Use o link ou clique
https://bit.ly/2LdiNqX

 






PUBLICIDADE