PUBLICIDADE

Colunistas


Teclando

Quarta-Feira, 26/06/2019 às 06:00, por Luiz Carlos Schneider

O Pasquim é cinquentão

Na quarta-feira passada comemoramos os 94 anos de O Nacional. Agora, nesta quarta-feira, celebramos os 50 anos do lançamento de O Pasquim. De uma quarta para outra, relembramos do Seu Múcio e, em seguida, do Tarso. Aliás, com uma pitadinha de bairrismo, até poderíamos dizer que o Pasquim é passo-fundense, pois, além de ter sido um dos idealizadores-fundadores, Tarso de Castro foi o seu primeiro editor. Engatinhei no manuseio de jornais ainda criança pelas páginas do Correio Infantil nas edições dominicais do Correio do Povo. Mas foi no verão de 1970, na casa da minha avó Clodomira, em Vacaria, que conheci O Pasquim. Minha tia Lucy encomendava na banca um dos poucos exemplares que por lá chegavam. Tinha charges, títulos chamativos, muito bom humor, escrachava com a ditadura e era diferente de todas as publicações em que havia passado os meus olhos. Irreverente, permitia uma leitura com um gostinho de deboche implícito em época de censura explícita. Foi amor à primeira vista. As entrevistas tinham um formato diferente, que logo foi copiado por outros jornais e revistas. Despejou uma linguagem própria, cotidiana e satírica que também fez escola. Depois, pela difícil convivência interna da excessiva genialidade da patota, teve baixas, retornos e muitos fechamentos e ressurreições. No abre e fecha, até acredito que O Pasquim bateu o recorde dos casamentos de Liz Taylor. Mas eu continuo com saudades do nosso irreverente e cinquentenário hebdomadário. E do Sig.

Mesa Um
Após pequeno vácuo, foi reaberta a agenda oficial da Academia da Mesa Um do Bar Oásis. Até podem ocorrer ínfimos recessos, mas a confraria jamais passará por uma recessão. Assim, na semana passada, tivemos mais uma sessão solene no Clube Comercial. Desta vez o encontro teve como paraninfo o confrade Cláudio Zanatta. Como sempre, o cardápio da Lisete foi um sucesso com destaque para os rechonchudos camarões gratinados. Ah, o famoso pudim do Biazi fechou a noite com chave de caramelo. De acordo com o nosso convocador-oficial, Aldo Battisti, a agenda do ano está quase completa. E em julho tem Mu-Mu. 

E a fiscalização?
Parece que virou moda a utilização de alto-falantes nas portas das lojas em Passo Fundo. Com certeza é um gesto de extrema má-educação, além do péssimo mau-gosto das vibrações sonoras que atingem incautos ouvidos que transitam pelas calçadas. Além disso, na Avenida Brasil há exageros nos decibéis que alcançam até os prédios do lado oposto. Isso é insalubre. Isso não é permitido. Mas, ao que parece, também não é fiscalizado. Onde andaria a fiscalização? 

À disposição
Muitas vezes elucidar quem serão os candidatos é mais difícil do que adivinhar o resultado de uma eleição. Quem serão os candidatos a prefeito de Passo Fundo? Há rumores, nomes cotados, sondados e até imaginados. De verdadeiro temos muito pouco. Mas, claro, há nomes dispostos como, por exemplo, Júlio Henrique da Costa. O conhecido Julinho Mu-Mu aceita concorrer novamente. Mas tudo dependeria do partido, coligações etc. Enfim, nada de concreto.

Trilha sonora
Na efervescência cultural do Rio, o Pasquim pulsava nas bancas e na linguagem popular. Erasmo Carlos, já num estilo bossa, homenageou o jornal em Coqueiro Verde
Use o link https://bit.ly/2KJotcX




Teclando

Quarta-Feira, 19/06/2019 às 06:00, por Luiz Carlos Schneider

O que vale é o tempo

Nada é mais marcante em nossas vidas do que o tempo. Tanto que tirei um tempinho para falar sobre o tempo. Tempo não é verbo, mas tem passado, presente e futuro. É indicativo e, portanto, transitivo direto e indireto. O tempo é infinitivo e fica muito além do pensar. Deixa marcas e também assume a condição de passageiro. Dependendo do momento é um gerúndio e, perfeito ou imperfeito, vamos vivendo. Corremos contra o tempo e lamentamos pelo tempo perdido. Vivemos o nosso tempo e ainda sonhamos com novos tempos. Para as pessoas o tempo passa e até faz estragos. Mas para as instituições é motivo de orgulho, um certificado de responsabilidade e um carimbo de idoneidade. Ora, então esses atributos tornam-se ainda mais importantes em relação a um jornal. É quando o tempo grava os nossos passos, marca todas as ações e registra a vida. E, nesse indissociável paralelo entre o tempo e a vida, as páginas amarelam e superam épocas. Hoje, O Nacional completa 94 aninhos. Impossível não pensar no tempo. Ainda mais de um tempo tão importante em minha vida. E faz tempo! 

Nostalgia
Sou um tanto conservador em algumas preferências e não abro mão. Assim, sempre falo no Brizola, na Varig etc. Mas essa conduta nostálgica não é privilégio meu. Observem as transmissões de futebol pela televisão. Basta um gol ou uma jogada bonita que, imediatamente, recorrem ao baú em busca de um lance semelhante do Romário, Ronaldinho ou Ronaldão. Sempre os mesmos. Também tem o narrador que num jogo de futebol, invariavelmente, fala sobre o Senna. Sempre o mesmo, nunca sobre o Piquet ou o Fittipaldi. Esse me ganha, pois fala mais do Senna em um jogo de futebol do que eu falo sobre o Brizola durante uma semana. 

Greve e fluxo
A greve da semana passada paralisou o transporte coletivo em Passo Fundo. Bom para os taxistas que tiveram uma manhã com muito trabalho. Conversei com alguns e estavam muito contentes. Além da grande demanda, encontraram facilidades no trânsito sem os ônibus no centro da cidade. Aí voltamos à tecla do trânsito. Ainda está em tempo de planejar o futuro e realizar as intervenções necessárias. Está na hora de deixar de lado a vontade de alguns para privilegiar o interesse coletivo. Isso, claro, com uma conduta estritamente técnica. Temos duas opções: planejamento ou o caos. 

Decolando
Nunca acreditei no imediatismo das oscilações nas bolsas de valores em consequência de fatos políticos. Influenciam, mas não da maneira como propalam. Já sobre a queda do Real em relação ao Dólar, as consequências estão nas prateleiras. Os importados tiveram uma ascensão vertiginosa. 

Iracélio
Sabe quando uma pessoa faz da sua interpretação a verdade? Iracélio é bem assim. Nosso querido Turcão apareceu no Oásis trajando chinelos de dedo. Acioly, com uma leve pitada de estricnina, perguntou se ele iria dirigir usando chinelos. Iracélio confirmou que sim e ainda lascou que “só é proibido na estrada, mas na cidade pode”! Não bastasse isso, ainda pediu um café cappuccino e reclamou que não veio “aquela coisinha por cima”. Ele queria chantilly, mas pediu cappuccino. Ah, Iracélio veio de outro planeta.


Trilha sonora
Como faz falta ligar o rádio e ouvir uma música instrumental. Ao sax o italiano Gil Ventura: Paroles Paroles
Use o link https://bit.ly/2XkbC6Q




Teclando

Quarta-Feira, 12/06/2019 às 06:00, por Luiz Carlos Schneider

Perigosas e indiscretas

Quando você posta algo no Facebook, observa uma nítida espécie de manipulação consentida da informação. Dependendo do tema, os comentaristas serão alguns amigos cujas publicações pouco aparecem para você. Se o assunto for outro, voltam os queridos de sempre, familiares e amigos feicibuquianos do dia a dia. O que mais me chamou a atenção foram as novas solicitações de amizade vindas após uma publicação que obteve muitos comentários. Sim, está tudo engatilhado e harmonizado pelo tema abordado e outros fatores. Se você posta algo relacionado à política, logo surgem novos amigos da mesma linha de pensamento. Se for algo relacionado à história, vêm aqueles que viveram à época ou estão ligados àquilo. O que me preocupa é essa quase instantaneidade de interligação entre pessoas. Isso comprova que, mesmo legalmente, as redes sociais também são redes cibernéticas de pesca. Ou muito mais. Ainda podem representar um acompanhamento daquilo que pensamos e fazemos. Opa. Então somos controlados! Onde fica a nossa privacidade? Ora, já está escancarada a partir do momento em que nos expomos através de uma rede social. Mas essas interligações algorítmicas, além de bisbilhoteiras, são instrumentos de controle. Agora vivemos em tempos de conexões perigosas e explicitamente indiscretas.


Flores e amores
Hoje é o Dia dos Namorados e o amor está no ar. Mais um ano e eu continuo avulso. Se acompanhado, o dia dos namorados é um encanto. Já sozinho é uma... Mas a data, mesmo com foco comercial, é um tributo à paixão. Desde sábado, o movimento foi intenso nas lojas e shoppings. Também é a noite de maior faturamento nos restaurantes. A data é um encanto para os namorados, floriculturas, lojas e restaurantes. Enfim, só é ruim para quem está solteiro. Então, para não repetir o mico de ficar com inveja do brilho nos olhos dos casais, hoje vou jantar em casa. Sozinho. Aliás, já perdi a conta de há quantos anos chega junho e sempre estou solito. É chato, fico meio sem jeito e me sentindo excluído. O consolo é que venho economizando em presentes, flores, jantares...

 

Cuidado com os recalcados
Ódio e política não combinam. A política é a própria capacidade de governar. Governar para todos. Governar atendendo interesses de grupos é uma forma de corrupção ou, no mínimo, imoral. Governar para simplesmente agradar a plateia é uma grande irresponsabilidade. A coisa pública exige probidade e muito equilíbrio. Um equilíbrio que beire à isenção. Ora, então o ódio deve permanecer afastado do poder porque é fruto do desequilíbrio. Raiva, ódio e preconceito geram agressividade e conspiração. Certamente, as pessoas carregadas de ódio são recalcadas ou complexadas. Ora, com esse perfil tornam-se perigosas e uma ameaça pública. Então, como representam um perigo à coletividade, não podem governar. Não compreendo por que ainda não é exigido o exame psicotécnico para políticos.

 

Salton
Sempre harmônico na combinação da mente com as letras, o amigo Jorge Alberto Salton acelera sua produção literária. Agora, lança uma trilogia: A Noite das Tartarugas, Pássaros do Amanhecer e Meia Tarde na Lagoa. Será na próxima sexta-feira, 14, a partir das 18h30, na Livraria Delta do Passo Fundo Shopping. E, como faz bem à alma incentivar a leitura, no lançamento cada exemplar custará apenas 10 Reais.


Trilha sonora
Os DJs alemães do Mo`Horizons: Dance Naked Under Palmtrees
Use o link https://bit.ly/2F0cwec




Teclando

Quarta-Feira, 05/06/2019 às 06:00, por Luiz Carlos Schneider

Olhar no futuro

As pessoas reclamam do trânsito em Passo Fundo. É claro que no passado já foi bem mais tranquilo. A cidade cresceu e os problemas no tráfego são inevitáveis e classificados como ônus do desenvolvimento. Então ouço as pessoas falarem que temos muitos automóveis nas ruas da cidade. Ora, isso não é ruim. Ao contrário, toda abundância é um sinal de qualidade de vida. Mas se temos muitos automóveis, necessitamos de uma boa infraestrutura viária. Ocorre que aumentou o volume de veículos em circulação e o sistema viário não consegue acompanhar essa nova demanda. Isso não é privilégio de Passo Fundo. São raras as cidades preparadas para essa multiplicação dos veículos. Então, já poderíamos estar de olho no futuro. Algo deve ser planejado para adequação dos ônibus no centro, corredores para os coletivos, áreas para estacionamento etc. Já é hora de pensar num metrô. Por que não um aeromóvel? Antes de buzinar, vamos planejar.


A chuva
Verão, final de tarde e um calor infernal. Aí vem uma chuvinha e aquele aroma gostoso de terra molhada que propicia sorrisos. Ah, que maravilha essa chuva que chegou para refrescar. Agora, num cinzento outono, enfrentamos os primeiros dias frios do ano. E quando chove ninguém comemora. A reclamação é geral. Na semana passada foi assim, com chuva forte, fraca, fina ou grossa. Teve chuva para todos os gostos e em todos os horários. Em meio ao dilúvio de maio, encontramos lajotas soltas, poças d’água ou trechos de calçadas sem marquise. Entraram em cena os guarda-chuvas que nem sempre abrem, enroscam por tudo e ainda são furtados. Além disso, não podemos nos esquecer do indescritível incômodo dos sapatos encharcados. Não bastasse a chuva, ainda ficamos ouvindo as pessoas reclamarem da mesma. No fundo somos ingratos em relação à chuva que traz água para nossas vidas. Ora, se no verão ela é recebida com muito carinho, por que tamanho desprezo no outono? 

Fogões e panelas
Na minha concepção o fogão ainda é a lenha. Até porque o fogão a gás apareceu bem depois. É claro que só cozinho em fogão a gás. Depois chegaram os fornos de micro-ondas, porém nunca aceitei esse tipo de modernidade. Agora os fogões elétricos estão na moda. Mas as panelas também evoluíram e revolucionaram a vida numa cozinha. A panela de pressão surgiu como milagrosa, por cozinhar o feijão em apenas 20 minutinhos. Uso e abuso da panela de pressão. Mas esses dias me perdi no tempo e queimei uma carne que seria ao molho de mostarda e cebola. Para não desperdiçar, transformei os escombros num inusitado molho madeira campeiro. Não ficou de todo ruim. Agora, para não repetir essas façanhas, já estou de olho numa panela de pressão elétrica. Mas nunca abandonarei a velha panela de ferro. 

Iracélio
No Bar Oásis vigora a teoria da vassoura nova. A Luiza Castanho chegou revolucionando, instalou porta de vidro e a Mesa Um ganhou uma placa metálica de “reservado”. Todos aplaudiram. Menos um. Claro, cresceu o olho do Iracélio que reclamou para o Léo pedindo uma placa para a mesa que ocupa. “Se é assim, tem que reservar uma mesa para nós. Eu, o Jota, o Acioly, o Camargo e o Ricardo”. A resposta do Léo é impublicável.


Trilha sonora
Alemã naturalizada britânica, Tanita Tikaram: Twist In My Sobriety
Use o link ou clique o QR code
https://bit.ly/2EMszfx

 




Teclando

Segunda-Feira, 13/05/2019 às 06:30, por Luiz Carlos Schneider

Os palavrões

O palavrão pode ser apenas uma palavra enorme, daquelas cheias de letrinhas e de difícil pronúncia. Mas também significa uma palavra grosseira, que soa em tom indelicado aos ouvidos bem-educados. Os palavrões têm grande abrangência, mas não podem ferir algumas normas de decoro. Após uma martelada no dedo o palavrão será espontâneo, aceitável e até terapêutico. Digo mais. Num momento desses o seu uso é indispensável. No futebol, a sua aplicação vem sendo limitada e não pode ser ofensiva. No caso de um pênalti desperdiçado, claro, servirá como um lamento ou válvula de escape. Nas piadas é um bom condimento quando utilizado de forma adequada e no tom certo. Mas quando o riso é atiçado pelo palavrão, então é pura apelação. Numa briga ou discussão parece que os palavrões são compulsórios e carregados de agressividade. São como bolhas da ignorância que sobem da fervura de um desentendimento. Não têm justificativas, porque são expressões desrespeitosas e agressivas. E, diante da disseminação da pólvora, esses palavrões são espoletas que podem matar. Assim, fico estupefato ao ouvir palavrões que vêm da esfera pública, aquilo que seria o andar de cima. Quando homens públicos, aqueles que detêm o poder, influenciam e têm espaço na mídia chegam aos palavrões, isso não significa que transbordariam em convicções. Ao contrário. O palavrão também tem outro significado, pois serve para suprir a falta de argumentos. É quando baixa o nível do debate e a razão é suprida pela ignorância. Ora, esse é um indicativo da falta maturidade para a vida pública. Ou seria apenas (mais uma) apelação?

O guarda-chuva I
Chove ou não chove? Da dúvida, lá vamos nós de guarda-chuva na mão. Às vezes não abre direito ou é difícil para fechar. Em dia de chuva, além de proteger da água que vem de cima, serve como instrumento de equilíbrio para um bailado no desvio das lajotas soltas. Muitas vezes enrosca em similares que andam em sentido contrário ou em mercadorias penduradas sob as marquises. Quando não chove é um estorvo. Quando chove é uma maravilha. Um guarda-chuva pequeno e dobrável é bem mais prático para se transportar. Mas tem algumas desvantagens, pois a área de proteção é bem menor e podemos encharcar as calças e os sapatos. Ou mesmo num descuido irrigar o cofrinho. Já os enormes até podem ser confundidos com guarda-sóis de praia. São um incômodo para entrar num carro, difíceis de transportar e complicados para guardar. Em compensação protegem muito mais e até permitem oferecer uma carona. Grande ou pequeno? A decisão é difícil. Quando carrego um enorme guarda-chuva fico pensando que um portátil seria bem melhor. Já embaixo de uma chuvarada, tenho vontade de jogar fora o pequeno e comprar um enorme. 

O guarda-chuva II
Numa rápida espiada pelo Google, o nosso novo professor de História, soube que o guarda-chuva foi inventado há milênios. Teria origem na China, mas o “professor” não tem muita convicção disso. Também se sabe que no mundo ocidental foi precedido pela sombrinha e, tempos depois, ganhou a sobriedade da cor preta para proteger os homens. Independente do modelo e da origem, o maior problema em relação ao guarda-chuva é o furto. Na semana passada, após o almoço, meu amigo não encontrou o seu protetor no porta-guarda-chuvas do restaurante. Ora, alguém poderia tê-lo levado por engano ou algo assim. Mas, comprovando a má-fé, o larápio deixou no local um pedaço de guarda-chuva. Perder ou esquecer, tudo bem. O difícil é compreender que não foi furtado por alguém que não teria recursos para comprar um guarda-chuva, pois a clientela do local tem um bom poder aquisitivo. Então foi uma ação criminosa, fruto de uma péssima índole mal-educada. Enfim, educar sempre será um guarda-chuva para nos proteger da ignorância e qualificar o meio em que vivemos. 

Comércio
As datas alusivas têm influência direta nas vendas do comércio. Nem por isso podem ser simplesmente taxadas de datas comerciais. Ainda mais o Dia das Mães. Até porque mãe é mãe e estamos conversados. Lembro-me, lá pelo início dos anos 1980, quando o colega Duarzan Bittencourt D'Ávila cuidava da publicidade da Casa Rayon. Ele me convocava para gravar as propagandas alusivas ao Dia das Mães. O fundo musical era sempre o mesmo, com Agnaldo Timóteo “Mamãe, mamãe, és a rainha do lar...”. De lá para cá, os anúncios mudaram muito. Mas o apelo da data continua o mesmo. Não sei em números, mas, pelo que vi nas ruas, as mamães de Passo Fundo ganharam muitos presentes. No sábado, mesmo com uma chuva constante, lojas abertas e muitos clientes com sacolas na mão. Parece que as vendas foram boas. 

Restaurantes
No almoço, o maior movimento do ano nos restaurantes é no Dia das Mães. No jantar, claro, é o Dia dos Namorados. Pois neste ano não foi diferente e no domingo os restaurantes de Passo Fundo estavam lotados. As filas foram inevitáveis e as famílias estavam reunidas. Além de comemorar a data, esse movimento também está associado ao fato de não dar trabalho na cozinha para a mamãe no seu dia. Assim, até mesmo aquelas famílias que não têm o hábito de comer fora de casa, acabam saindo. A homenagem é para as mães, mas a alegria é do pessoal dos restaurantes. 

Trilha sonora
Gilberto Monteiro é mais do que um grande instrumentista. É um grande ser humano com muita genialidade. Aqui, ao lado de Antônio Flores, em sua consagrada: Pra Ti Guria
Use o link http://bit.ly/2HiGtGR






PUBLICIDADE