PUBLICIDADE

Colunistas


Teclando

Segunda-Feira, 30/10/2017 às 06:00, por Luiz Carlos Schneider

Leis penduradas

A calçada era conhecida como passeio público. Era. Não é mais. Virou território sem lei. Ao invés de passearmos por uma faixa paralela às ruas e avenidas, somos bombardeados em autêntica Faixa de Gaza. Os projéteis não são de chumbo, mas vêm de todos os sentidos. O fogo cruzado é ensurdecedor, sai de alto-falantes nas portas de lojas, nas calçadas e nos carros de som. Em meio à gritaria, incautos pedestres devem desviar territórios ocupados. São áreas formadas por tapetes de mercadorias, mesas, cadeiras e até eletrodomésticos. Em dias de chuva, há risco de pisar em minas terrestres montadas em lajotas soltas que disparam água suja. Nas esquinas, há indícios de guerra química no odor exalado pelas bocas de lobo onde, teoricamente, a tubulação seria pluvial. Em zona de guerra não poderia faltar o mercado ilegal do vale-transporte. E agora começou o ataque aéreo. Placas indicativas, cartazes promocionais e até mesmo mercadorias ficam pendurados sobre as calçadas. Rentes às nossas cabeças, até podem danificar o penteado. Ou coçar a cabeça para pensar: será que as normas que regulamentam o uso do passeio público foram revogadas?

Máquinas Maravilhosas

No final de semana, Passo Fundo sediou um dos maiores eventos nacionais do antigomobilismo. Promovido pelo Auto Club Veículos Antigos, o 7º Encontro de Veículos Antigos reuniu em torno de 400 modelos. O público superou a edição anterior, mas o destaque ficou por conta do elevado padrão dos veículos expostos. Os clubes de Carazinho e de Novo Hamburgo contribuíram com belos exemplares. A vedete do salão foi um impecável Lincoln, vindo do Museu do Automóvel de Canela, dos irmãos Azambuja. A turma de Novo Hamburgo não deixou por menos e trouxe outra raridade: um Pontiac GP.

Maravilhosas Máquinas

Foi uma boa oportunidade para matar saudades de velhos amigos como o Landau, Dodge Charger e muitos outros. Em cada carro um pedaço da história das ruas de Passo Fundo. Tinha de tudo um pouco. Até mesmo um carro da polícia americana. Destaque especial para a variedade de caminhonetes dos principais fabricantes norte-americanos. Em relação às edições anteriores, havia mais carros da categoria hot road. São os chamados ‘biela quente’, estruturas antigas com motorização moderna e envenenada. Em matéria de automobilismo Passo Fundo continua mandando bem. Aliás, pisando fundo!

Polêmica

O jogo, sabemos muito bem, é proibido no Brasil. Agora, surge uma polêmica em relação a uma casa de jogos em Porto Alegre, pois uma decisão liminar proíbe a Brigada e a Polícia Civil de apreender as suas máquinas caça-níqueis. Ou seja, a Justiça determinou que a polícia não cumpra a lei. A decisão valerá por isonomia para todas as maquininhas da periferia? O correto não seria aguardar o fim da proibição antes de montar uma casa ilegal? O que essa nova casa teria de tão especial?

Trilha sonora

Em 1978, Chris Norman & Suzi Quatro gravaram uma música que ficou nas paradas internacionais por mais de dois anos: Stumblin' In

Use o link ou clique 

https://goo.gl/cikLnP

 

 




Teclando

Segunda-Feira, 23/10/2017 às 06:00, por Luiz Carlos Schneider

Fiscalizar

A fiscalização é uma maneira para verificar o andamento daquilo que a sociedade estabeleceu. É uma forma de autocontrole imposta pela humanidade. A fiscalização é elemento fundamental nas ligações estruturais da coletividade. Ora, se errar é humano e alguns erram propositadamente, alguém deve conferir. A fiscalização é de imenso interesse comum, tanto que em sua maioria está atrelada ao poder público. Como bem sabemos, se não houver controle a má-índole dá as cartas, joga de mão e ainda vira a mesa. Dependendo do ponto de vista, o ato de fiscalizar até pode não ser dos mais simpáticos. É claro que os infratores abominam a fiscalização. Mas ainda vale o nem sempre bem aceito provérbio ‘quem não deve, não teme’. Fiscalizar é um gesto para colocar em prática as leis. O que faz mal à sociedade é a falta de fiscalização. Por falta de fiscalização muitas normas não são cumpridas. Isso gera uma degeneração social, onde os infratores levam vantagens e ainda debocham da nossa cara. É por isso que, em meio aos tropeços do cotidiano, me pergunto incessantemente: cadê a fiscalização?

Casal 200

Ela com 70, ele com 80 e já temos 150 anos. Somando os 50 de casados chegaram aos 200. Assim, Acioly e Tânia Rösing formam o Casal 200. Uma marca que mereceu uma comemoração proporcional. O Anel Que Tu Me Deste foi o tema da festa e título do livro que relata a história dos pombinhos. Na noite de sábado, o Salão Cristal do Comercial foi tomado pelo magnetismo da alegria e da afeição. Após as bodas nos ritos da Igreja Metodista, não faltou o encanto da arte. Também foi um reencontro de amigos para recordar os bons tempos do IE e da UPF, dois patamares históricos da educação no estado. Parabéns. Esteve tudo perfeito.

Dipp

Airton Dipp será candidato a deputado estadual no próximo ano. Os pedetistas afirmam que ele concorrerá. Dipp (ainda) não confirma a candidatura. Porém, o olhar de aprovação de sua esposa, Maria Cristina, não deixa dúvidas. O ex-prefeito de Passo Fundo e ex-deputado federal será mesmo o candidato do PDT à Assembleia Legislativa. Também pelo PDT, na região concorre a reeleição Gilmar Sossella, de Tapejara, e está confirmada a candidatura do ex-prefeito de Lagoa Vermelha, Getúlio Cerioli.

Cinema

O filme Liga da Justiça tem lançamento no Brasil previsto para 16 de novembro. Simultaneamente, estará inaugurando o Centerplex, o novo cinema do Bourbon Shopping Passo Fundo. Falta confirmar a data, 15 ou 16/11. A nova sala 3D terá autoatendimento, poltronas semi vip e outras novidades.

Aviador

Hoje é o Dia do Aviador. Foi em 23 de outubro de 1906 que Alberto Santos Dumont realizou o primeiro voo com o 14 Bis, façanha testemunhada por mais de mil expectadores. Para saudar todos os aviadores, nada mais justo que enviar meu abraço ao pessoal do Aeroclube, que é o berço da aviação em Passo Fundo. Voar é bem mais do que uma sensação de liberdade. Voar é um somatório de conhecimentos. Manete no esbarro, mantenha alinhado e vamos lá...

Trilha sonora

Voltando a 1971com Gilbert O’Sullivan – Alone Again

Use o link ou clique o QR code

https://goo.gl/CRkiaz

 




Teclando

Segunda-Feira, 16/10/2017 às 06:00, por Luiz Carlos Schneider

O Bom, o Mau e o Feio

O famigerado horário de verão nunca me atraiu. Essa aversão já foi unanimidade entre os gaúchos. Agora, nos últimos anos, a hora adiantada no relógio até ganhou adeptos. Em busca de vitrine, claro, o marido da Marcela até esboçou uma ilusória consulta popular sobre a implantação ou não da medida. Jogou para a torcida, pois, como bem sabemos, essa decisão é técnica. Então, em meio ao atraso, já estamos uma hora adiantados. O horário de verão é bom por gerar uma economia de energia que, mesmo ínfima, é necessária nesta época do ano. Mas, pelos meus ponteiros, é mau porque mexe com nosso horário biológico, praticamente nos rouba uma hora e deixa ainda mais confuso o fuso horário. E podemos dizer que é feio pela maneira discriminatória como é aplicado. Aliás, uma forma injusta, pois as áreas com maior deficiência energética e grande consumo ficam de fora do horário. Enfim, temos os mesmos protagonistas do filme de Sergio Leone: The Good, the Bad and the Ugly. Só falta a música do Morricone.

Umbigo e coletivo

Observem atentamente o comportamento das pessoas. Cada qual está preocupado com o seu umbigo. Não estão nem aí se determinada mudança pode ser benéfica para muitas pessoas. Com refinada mesquinhez, pensam exclusivamente nos seus interesses. Só interessa aquilo que diretamente lhes traga algum benefício. Muitas pessoas agem desta forma, pensando apenas no seu umbigo e não têm a mínima visão coletiva. Aliás, até falam em tom social e, da boca pra fora, demonstram preocupação com o coletivo. O que está acontecendo com as pessoas? É apenas individualismo? Seria falta de civilidade ou até mesmo um distúrbio mental contagioso?

No escurinho do cinema

Atenção cinéfilos de plantão. Em breve Passo Fundo terá uma novidade cinematográfica. É a volta das salas de cinemas no Bourbon Shopping. Agora o espaço será explorado por uma empresa de São Paulo, que desembarca trazendo grandes novidades tecnológicas. Os trabalhos estão adiantados, com expectativa de iniciar as sessões já na segunda quinzena de novembro. Além das projeções 3D, devem chegar muitas inovações em sonorização e efeitos. Um dos diferenciais serão as salas menores e multiuso, que ainda poderão receber palestras ou eventos empresariais. Borurbon - a saga continua, em breve mais um cinema perto de você.

Aleluia

A modernidade não combina com o retrocesso. Enfim, surge uma luz dominical no túnel do Gigante do Norte. Os cantos dos pássaros na primavera são prenúncio de novidades para 2018. A evolução é relacionada ao fechamento dos supermercados em domingos e feriados em Passo Fundo. Esse ano, serão em torno de 20 dias com as portas fechadas. No ano que vem esse número deverá baixar para nove. Já é uma evolução. O Zaffari do Bella está totalmente reformulado, o Bourbon reabrindo os cinemas. Ora, se de um lado temos os estabelecimentos investindo e inovando, não podemos mais conviver com o retrocesso das portas fechadas. Que 2018 seja ótimo para clientes, funcionários e empresas.

Trilha sonora

Ainda crianças, os australianos Barry, Robin e Maurice Gibb conheceram O sucesso e a fama. Conquistaram o mundo e gravaram com grandes nomes da música. Em 1998 um grande encontro dos Bee Gees com Celine Dion: Immortality

Use o link ou clique 

https://goo.gl/9YMKkJ

 




Teclando

Segunda-Feira, 09/10/2017 às 06:00, por Luiz Carlos Schneider

A nossa seca

Sempre ouvimos falar sobre a indústria da seca no Nordeste, onde coronéis se beneficiam com a tragédia. Além do desvio de recursos, é infindável argumento de palanque. Mas, pensando bem, por aqui não é muito diferente. Não temos a seca, porém sempre teremos alguma espécie de estiagem em segmentos diversos. Ora, se por lá a seca virou cordel ou repente, por aqui fazem tertúlias e o que não falta é a trova. Nesse deserto há carência de um oásis de lógica, e os versos apontam para miragens. Em meio à areia, os cactos não falam, mas, na intimidade de seus espinhos, também sentem-se espinhados. E segue a trova, que vem de todos os lados, por cima e por baixo. Mal desponta um tema e já surgem os trovadores. A rima pode ser pobre em novidades, mas sempre rica em aspirações. Os trovadores não fazem rodeios, basta um arpejo na gaita e começam os versos. As rimas podem ser inéditas, mas os temas são quase sempre os mesmos. Assim como a seca, eles continuam rendendo. E dá-lhe trova.

Alta octanagem I

Diz a lenda, que o pessoal de Passo Fundo tem gasolina nas veias e o fator rh é medido em octanas. O automobilismo faz parte da vida dos passo-fundenses, desbravadores nas Mil Milhas Brasileiras e inovadores na preparação dos motores. Agora o foco é o antigomobilismo, através da restauração e conservação de veículos antigos. Dias 28 e 29 de outubro acontece o 7º Encontro de Veículos Antigos, no Gran Palazzo Centro de Eventos. A realização é do Auto Club Veículos Antigos de Passo Fundo.

Alta octanagem II

O antigomobilismo de Passo Fundo é reconhecido em todo país. O acervo não é fraco e seu valor vai muito além do colecionismo. Esses veículos permitem um resgate da história de Passo Fundo, suas oficinas, mecânicos e pilotos. Conhecer os modelos de cada época é um atlas cronológico das ruas da cidade. Para os saudosistas é um prato cheio. Mas ainda pode ter o efeito de um aditivo na circulação, aumentando a octanagem e elevando o giro. Enfim, um misto de nostalgia com adrenalina.

Figuras e Palavras

Conheci o engenheiro Mauro José Nodari ao lado do Abelino Campos, fazendo uns ajustes nas rotativas de ON. Há muitos anos sei das suas bem conceituadas habilidades profissionais. Agora, recebo do Mauro um livro onde mescla lindos textos com imagens de suas esculturas, feitas em metais e outros materiais. O título não poderia ser outro: “Figuras & Palavras”. Muito bom, Mauro. Espero que essa linha de produção não seja interrompida.

Novidades

O Zaffari do Bella Cittá passa por uma revolução. O que não mudou está mudando. Terá um novo foco, baseado em supermercados norte-americanos. Para oferecer alimentos prontos ou pré-prontos, foi instalada uma bateria com mais de 60 balcões frigoríficos horizontais. Mas, além disso, a mudança atinge todos os setores. E, pelo que ouvi, deverão trabalhar exclusivamente com carne de gado Angus. Vamos aguardar.

Trilha sonora

Início do anos 1970, quando sonhávamos com as musas do cinema ouvindo Rita Moss - Just a Dream Ago

Use o link ou clique 

https://goo.gl/2xW6yV

 




Teclando

Segunda-Feira, 02/10/2017 às 07:00, por Luiz Carlos Schneider

Estamos em obras

Estamos em obras tem o significado de transtorno pelo desenvolvimento. Obras são necessárias e sempre serão muito bem-vindas. Aliás, tomara que tenhamos muitas e muitas obras por aí. Mas, já que o objetivo é melhorar, a concepção dos serviços também deve ser aperfeiçoada. O foco poderia ser a diminuição desses transtornos agregados ao desenvolvimento. Não é de agora a ideia para realizar alguns serviços na madrugada, praticamente eliminando os incômodos para a população. Uma proposta que, claro, terá um pequeno custo adicional. Ora, mas esse custo é pelo benefício de todos. Além disso, aumentará a segurança e facilitará as condições de trabalho para o pessoal. E, em ação menos radical, podem delimitar os horários de alguns serviços urbanos. É o caso das pinturas das faixas de segurança e de outras sinalizações. Por que fazer esse serviço em horários considerados de pico? Por que obstruir o já prejudicado fluxo de veículos? Isso cria transtornos que, dependendo da situação, atrapalham muito a vida das pessoas. Evitar incômodos também é uma obra. Isso é uma obviedade inseparável do bom senso.

Mais obras

Se observarmos as obras públicas, não importa o nível ou se terceirizadas, encontraremos muita evolução em relação à segurança. Nas cidades ou nas rodovias, melhoraram muito em termos de sinalização. Mas, ao que parece, ainda não dispõem de tecnologias para diminuir a sujeira. E, em alguns casos, até mesmo o mau cheiro. Na semana passada, por um acidente de obra ou pela obra do acidental, a erupção de um esgoto cloacal infestou o cruzamento das avenidas Brasil com General Netto. Por dois ou três dias, o líquido correu pela pista até desembocar no sistema fluvial. Mas isso parece não ser um problema, pois a rede pluvial exala o mesmo perfume da cloacal. Isso, sim, merece uma grande obra. A obra da fiscalização.

Ocupação

O amigo entusiasta João Machado nos enviou alguns números sobre os voos regulares em Passo Fundo. Com base nos relatórios da Anac, ele publicou o levantamento em seu blog Gaúchos Spotters. Em julho, Viracopos - Passo Fundo (somente ida) teve 6406 assentos ofertados, 5725 ocupados, com índice de 89,4% de ocupação. Em agosto, já com um terceiro voo da Azul, a oferta subiu para 9050 assentos com 6884 ocupados, representando 76,1%. Por curiosidade, fui conferir a ocupação do voo entre Porto Alegre e Santo Ângelo. Em agosto foram 910 assentos ofertados com 784 ocupados (86,2%). Para Passo Fundo em abril, quando encerraram os voos, dos 828 ofertados 598 foram ocupados (72,2%). Interessante.

Tango

A música latina é envolvente e respeitada em todo planeta. Assim, a arte sul-americana também conquistou o mundo. A bossa nova e o samba colocaram o Brasil no cinema e nos mais importantes palcos da Europa. Mas nossos vizinhos argentinos não ficaram para trás e convidaram o mundo para bailar um tango. Considero o tango uma milonga urbana e boêmia. Transpõe a alma portenha no choro de um bandoneon e, ainda, é um leque aberto à coreografia. O tango é lindo para ver e ouvir.

Trilha sonora

O maestro Ástor Piazzolla revolucionou com o novo tango. Uma vanguarda que conquistou espaço no repertório da Moscow City Symphony: Libertango.

Use o link ou clique

https://goo.gl/GFOzWB

 

 




PUBLICIDADE


PUBLICIDADE