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Colunistas


Teclando

Segunda-Feira, 06/05/2019 às 07:00, por Luiz Carlos Schneider

E a plateia aplaude
Vivemos uma época (quase) inusitada. Ressuscitaram obsoletos fantasmas para assombrar. Fico pasmo, mas ainda assombram. Agora, a situação torna-se preocupante quando há desencontros de decisões. E de patentes. Num jogo de contradições, a tentativa é agradar gregos, troianos e até os mais insensíveis humanos. Um bate, outro ameniza. Um ameaça, outro tranquiliza. Surgem ensaiadas propostas mirabolantes que, no velho estilo ‘se colar colou’, podem ser consolidadas ou abortadas. Há um objetivo em atender muitas demandas, algumas até estapafúrdias, mas nem sempre o alvo é atingido. A conduta é simples. Anuncia-se, sente-se a repercussão e, então, a proposta segue ou é anulada. Sim, o termômetro decide para evitar um clima muito hostil. É claro que as proposições surgem de muitos interesses que vão muito além de onde visualizamos as nossas divisas territoriais. Também existem aquelas retrógradas ambições internas, onde apenas mudam as recicláveis moscas de plantão. O cenário é diferente, mas o enredo é o mesmo de um velho western. Tanto foi falado que, massiva e insistentemente, definiram os intérpretes dos papéis de mocinhos e bandidos. A partir disso a plateia já estava decidida para vaiar ou aplaudir. Mas a história é flexível e, entre mocinhos e bandidos, surgem muitos palhaços para entreter o público. Porém, além de tirarem o foco do principal, também estão acordando a plateia. A palhaçada é bem mais sincera do que o drama proposto. Até porque, nesse picadeiro somos todos palhaços.

Saudades do Brizola
Se o assunto é a escola pública, imediatamente me lembro de Leonel Brizola. Quando governou o Rio Grande do Sul, ele construiu 6.302 escolas. Isso numa época distante, entre 1959 e 1962, quando tecnologia e infraestrutura era um sinônimo de precariedade. Essas escolas propiciaram educação para muitas gerações. Meio século depois, ainda encontramos escolas construídas ou ampliadas naquela época. Sem asfalto, era mais lógico levar um professor para o campo do que 30 crianças enfrentarem o barro para chegar à sala de aula. E nas cidades o desenvolvimento da escola pública também foi enorme. Eu estudei em escolas públicas que foram construídas ou remodeladas no governo Brizola. O resultado dessa obra não foi imediato. Como o ensino é um processo longo, os frutos foram colhidos 10, 20 ou 30 anos depois. Assim, quando ouço falar em desmanche da escola pública, imagino o triste futuro das próximas gerações. Certamente, esse imediatismo não dará frutos, mas não faltará mão de obra barata para a colheita da laranja. Imaginem o que o Brizola diria sobre isso?

Inovações
Desde o começo, venho acompanhando as mudanças no Supermercado Zaffari do Bella Città. No início da remodelação, conversei com o Sérgio Zaffari que explicou sobre a proposta com foco no autoatendimento e alimentos prontos para o consumo. Confesso que considerei a ideia muito arrojada. Mas bastaram alguns dias e o novo molde conquistou a mim e aos passo-fundenses. E as inovações continuam. Na semana passada o setor de panificação e confeitaria ganhou expositores verticais, onde o próprio cliente escolhe e embala o produto. Agora, já habituado à sequência de novidades, entendo melhor a necessidade desta evolução constante. Passo Fundo merece.

Fora da área de cobertura
As calçadas são conhecidas como passeios públicos. Desde pequeno (faz tempo!) aprendi que as pessoas caminham sobre as calçadas. Parece que estou muito velho e ranzinza ou viraram o mundo de ponta cabeça? As calçadas não são mais um passeio público. Agora elas são mercado público. Temos vendedores daquilo que se possa imaginar e atuando das mais inusitadas formas. Não faltam bugigangas nas calçadas e vendedores de passaginhas (é legal?). Agora a nova moda são os pequenos balcões utilizados por empresas de telefonia celular. Até a semana passada havia balcões de uma marca. Agora outra empresa contra-atacou e também colocou seus balcões em plena calçada. Parece que perderam o sinal, pois isso é falta de educação, uma proposta deselegante que desrespeita as pessoas.

Estatística
Da Sexta-feira Santa ao 1º de Maio, em 13 dias os supermercados de Passo Fundo não abriram em três. Nesse período, ficaram fechados em 23% dos dias. Ninguém deve ser obrigado a abrir, mas, ao mesmo tempo, ninguém deveria ser proibido de abrir as portas. Quem quiser abre, quem não quiser fecha. Simples.

Iracélio
Sempre com a van nos trinques, Iracélio fica um tempão sentado no Bar Oásis. Basta alguém falar o nome de uma cidade que ele já se manifesta. “Olha, conheço muito bem o caminho”, diz para iniciar uma oferta de serviço. Depois, fala em ar-condicionado, poltronas confortáveis etc. Muitas vezes dá certo. Se eu fosse o Léo cobraria uma comissão, pois o Oásis virou a vitrine do Iracélio.




Teclando

Segunda-Feira, 29/04/2019 às 07:00, por Luiz Carlos Schneider

Carnaval, filosofia e interação social
Filosofando um pouquinho, enquanto ainda me é permitido, procuro argumentos para entender essa fissura rançosa diante da sociologia e da filosofia. O que diriam os grandes filósofos? Falta lógica, é claro. Encontrei uma resposta atenuante no Carnaval de 1955, em “Mora na Filosofia”, música de Monsueto, que completa o refrão indagando “pra que rimar amor e dor”. Outra constatação paliativa, é que sem cursos de formação todos serão filósofos de fato e, assim, não haverá mais filósofos autodidatas. Isso pode ser ótimo ou péssimo, dependendo do ponto de vista. Mais intrigante ainda é saber que, com ou sem cursos de filosofia, continuaremos pensando, pois o pensamento sempre será um exercício filosófico. E como seria uma sociedade que não pode se autoconhecer? A sociologia é o conhecimento sobre a interação social, fundamental nas relações das pessoas e grupos sociais. Ora, somos seres sociáveis e, portanto, vivemos coletivamente. Isso é muito bom. Melhor ainda é conhecer e preservar essa interação. Então, sem entender essas propostas, fico filosofando com meus neurônios remanescentes que ainda vivem em plena harmonia social. Porém, a lógica e o bom senso não permitem uma resposta, nem a compreensão e muito menos a assimilação dessas proposições. A não ser que haja algum interesse oculto nessa inexplicável proposta de desintegração sócio-filosófica? Isso é para se filosofar. E em sociedade.

A arte e o tempo
Há décadas, digo que o tempo é o filtro da qualidade da arte. Até porque os artistas estão bem à frente de seu tempo. Quantos talentos só foram reconhecidos tardiamente ou mesmo depois de mortos? Foi assim com pintores como Van Gogh, Toulouse-Lautrec e Monet. Na música não é muito diferente, e o tempo vai mostrando a qualidade das obras eruditas que se mantém por séculos. Exemplo mais recente é o dos Beatles, grupo que teve carreira meteórica e terminou em 1970, praticamente há meio século. Mas as suas músicas nunca deixaram de ser sucesso. Hoje encontramos bisnetos de beatlemaníacos cantando aquele repertório dos anos 1960. Noite dessas bati o ponto no Sweet Swiss Potatoes (sim, esse é o nome de batismo do Batatas). Quando a banda Los Marias lascou Stand By Me a galerinha foi à loucura e cantou junto sem errar a letra. E dizer que Stand By Me, de Ben E. King, foi gravada em 1962! Em meio a tanta porcaria que se ouve por aí, os jovens de hoje têm filtro no ouvido. Eles já conhecem mais as músicas da minha época do que eu próprio. Aquilo que permanece é arte. O resto é ......... (preencha educadamente os pontinhos).

Remendos
Parece que vivemos na era dos remendos, onde as emendas não tapam buracos. Ao contrário, provocam rombos. Vem sendo assim há muito tempo, não importa a dieta vigente. Assim como nas leis, no asfalto os remendos têm o mesmo efeito: provocam buracos. Nas estradas ou nas cidades, observem onde há poças d’água. Geralmente é naqueles mesmos pontos onde remendaram o asfalto. E, em muitos casos, parece que a turma não leva muito em conta a opção por asfalto quente ou frio. Aí, então, as emendas ficam piores e propiciam rachaduras e novos buracos. O único remendo eficaz que conheço é a colcha de retalhos, pois aquece e ainda dá um toque de aconchego ao lar.

Atualização constante
A gente começa rodando em DOS e desemboca no Windows. Agora vivemos a era dos aplicativos. E toda essa parafernália exige uma constante atualização. E quem não acompanha acaba ficando para trás. Eu, por exemplo, já nem sei mais qual é a minha versão atual. Mas, diante dessa interminável sequência de novidades, tenho receios em relação ao meu sistema operacional. Se ficar muito desatualizado, posso não rodar mais e correr o risco de ser descartado. Então, sigo sempre atualizando meu próprio sistema operacional, além dos aplicativos e periféricos que juntei pela vida. Tomo meu Kaspersky diário e sempre dou uma reiniciada na máquina. Tá funcionando legal. Meu receio é o índice de obsolescência do processador. É bom não sobrecarregar, pois começa a esquentar e, então, pode dar um bug.

Ela voltou
Apesar de uma imagem tradicional e conservadora, o Bar Oásis vive em constante transformação. Agora é a Luiza Castanho quem está de volta e comanda os pedidos junto ao Luciano Pacheco. Enquanto isso o Léo está de molho e, literalmente, levando a vida de barriga. Ah, querem saber sobre o Iracélio? Pois bem, dizem que eu criei um monstro. Sorte que, por enquanto, é apenas um monstro adormecido.

Esse galho
Há tempo observo que muitos carros e motos fazem o retorno, sentido Boqueirão, em frente ao Clube Comercial. É claro que alguns são infratores convictos, mas outros dobram à esquerda porque entendem que é permitido. Tudo por culpa de uma árvore, cujo galho cresceu e as folhas verdes acabaram tapando a placa que sinaliza a proibição.

Trilha sonora

A dupla inglesa Yellowstone & Voice e seu maior sucesso: Philosopher
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http://bit.ly/2ILVHHB

 




Teclando

Segunda-Feira, 22/04/2019 às 06:00, por Luiz Carlos Schneider

Quando falta educação

Por que pisar na grama se o correto é caminhar sobre a calçada? A pergunta surgiu ao observar o muito bem-cuidado canteiro central da Avenida Brasil, quadra entre a Bento e General Netto. É o ‘Largo Eloy Pinheiro Machado’, uma minipraça adotada pela Coleurb. Milhares de pessoas transitam diariamente por ali em harmonia com árvores, folhagens e a grama. Tundo é verde, inclusive os bancos. A exceção é um canteiro onde os mal-educados não deixam a grama viver. Será que a velha expressão “não pise na grama” ficou obsoleta? O marrom da terra (ou barro) desse pequeno espaço simboliza a falta de educação de alguns. Aliás, infelizmente, de muitos. O que assusta é que encontramos mal-educados em várias circunstâncias. Sexta-feira, eu estava na fila do Restaurante Requinte quando um bando de jovens passou na frente de todos e tomou conta de uma mesa. Não bastasse isso, ainda chamaram amigos que estavam no final da fila para também aproveitarem aquilo que consideram malandragem. Furar fila é desrespeito, falta de educação e ignorância. A educação vem de berço e pode ser aprimorada ou deteriorada pelo meio em que vivemos. O caminho, então, é a escola. Sim, através do ensino é possível evoluir e aprender a conviver em sociedade. Por isso mesmo é que a educação não pode diminuir. Nunca. Ora, como retroceder na evolução do conhecimento? Isso nem é piada. É crime contra a humanidade. Mas, bem sabemos, o exemplo vem de cima. Assim, os últimos atos que atingem a educação, a pesquisa e a cultura, são, mesmo que de forma inconsciente, incentivos à má-educação. Desta forma, surge um desleixo em relação aos princípios básicos de boa conduta e civilidade. O civismo só é possível com civilidade. E a civilidade é viabilizada pela boa educação. O desenho é simples. E começa com a ponta do lápis na educação. 

Portas fechadas
Estava indo tão bem... Mas, parece que o retrocesso está enraizado por aí. Em apenas três dias, os supermercados não abriram as portas em dois. Em Passo Fundo estiveram fechados na sexta-feira e no domingo. Sábado, na companhia de uma longeva dor de dente, enfrentei a chuva para ir a dois supermercados. Depois peguei filas nos caixas e ainda acabei me esquecendo de comprar dois itens. Imaginem a decepção de quem veio da região para comprar aquilo que não encontram em suas cidades? Em Erechim os supermercados também não abriram na sexta-feira e no domingo. Em Porto Alegre os supermercados funcionaram normalmente na sexta-feira e no domingo. Então, pergunto: Passo Fundo (202 mil habitantes) deve seguir o exemplo de Erechim (105 mil habitantes) ou de Porto Alegre (1 milhão 480 mil habitantes)? 

Saborosa penitência
Há 37 ou 38 anos, mantemos a tradição de preparar um bacalhau na Sexta-Feira Santa com os amigos Lorena e Aldrian Ramires. Este ano eles conseguiram reunir toda a família. A turma aumentou e lá estavam Mauricio, Augusto, Fernanda, Ana Paula, Leonardo, Gabriel, Sofia e Henrique. Desta vez os casais convidados foram Ione e Renan Zanin e Maria do Carmo e Olanir Grazziotin. Tudo em família, incluindo esse velho amigo agregado das panelas. A novidade é que, pela primeira vez, o Aldrian deu uma mãozinha na cozinha e descascou as batatas. Agradeço à Lorena pelo apoio logístico e à Ana pela mesa dos sonhos que nos preparou. E, assim, vamos preservando o costume de uma penitência de quase 40 anos. 

Entre a flauta e os búzios
Que o Grêmio seria campeão gaúcho eu já sabia. Está nas previsões do Pai Carlos Magno, publicadas em O Nacional. Aliás, além dos búzios, com Geromel e Kannemann a lógica também é incontestável. De olho em Brasília, em ano de Xangô e Iansã já começaram as movimentações internas no governo. Das farpas às intrigas internas, começam as trocas de nomes. Do futebol à política, o Painho está acertando todas. 

Guerra dos ovos
Religiosidade e tradição também movimentam o comércio. Páscoa, além da ressurreição, é simbolizada pelo coelho e um ninho cheio de doces. Sou do tempo em que predominavam as casquinhas de ovos pintadas à mão e recheadas de amendoim com açúcar. Mas agora predominam os ovos de chocolate. Houve época em que ocupavam um pequeno espaço nas gôndolas, depois passaram a cobrir os corredores. Este ano notei que o mercado de ovos de chocolate é muito competitivo. No mínimo uns cinco fabricantes colocaram promotores de vendas nos supermercados. A disputa pelos consumidores foi grande. Então imagino a alegria das crianças que receberam um delicioso ovo de chocolate na Páscoa. Presente do Coelhinho, é claro. 

Vandalismo
Pois na madrugada de domingo vândalos destruíram uma das portas da agência do Banco do Brasil, no centro de Passo Fundo. Pela largura do vidro, os vândalos eram muito fortes ou estavam muito bem equipados. Da baderna ao vandalismo a distância é mínima. A falta de educação conduz às ações criminosas. Essa foi uma.

Trilha sonora
A suavidade da música instrumental com o inglês Peter White – How Deep Is Your Love
Use o link http://bit.ly/2vgLw52




Teclando

Segunda-Feira, 15/04/2019 às 07:00, por Luiz Carlos Schneider

Ignorantes acima da ignorância
Quando a ignorância vem à tona, certamente, existem motivos para isso. Discordo da definição simplista de que a ignorância seja apenas a falta de conhecimentos. A ignorância mais contundente é aquela que, propositadamente, vai contra o conhecimento. Porém, torna-se ainda mais grave quando essa conduta tem por objetivo não permitir ou restringir a evolução de alguns. Agir ou ser contrário à pesquisa, ciência e aprendizado é, no mínimo, coisa de ignorante. E, neste caso, a expressão ignorante também merece uma reavaliação. Não são apenas aquelas pessoas que não receberam os ensinamentos básicos. Ao contrário, são seres recalcados que, em um entendimento de difícil e até contraditória compreensão, acham que a evolução intelectual é uma ameaça. Ora, isso é retrocesso explícito. Com essa mentalidade, logo voltaremos aos tempos das cavernas. Mas, observando àqueles que se sentem incomodados com o aprendizado dos outros, fica visível um comportamento de pessoas mesquinhas, de mal com a vida e egoístas. Um egoísmo vergonhoso em não aceitar para os filhos dos outros aquilo que é bom para os seus filhos. Isso, sim, é o maior atestado de ignorância.

Fiscalizar
As pessoas aplaudem as grandes operações, algumas excessivamente midiáticas, mas se esquecem do cotidiano. Sim, isso já virou rotina. Operações são necessárias, porque na prática representam o exercício da fiscalização. Isso comprova a importância da fiscalização em nosso meio. Fico pasmo ao observar abusos no trânsito, na ocupação do passeio público, nos estridentes alto-falantes que circulam por aí e tantas outras irregularidades que passam a lo largo de um controle. Ora, a fiscalização básica, aquela que faz parte do nosso dia a dia, é a sustentação que protege o exercício regular da cidadania. Poderíamos começar com pequenas ações para evitar infrações graves no trânsito. Exemplos não faltam. Basta ficar numa esquina à noite e observar o desrespeito às proibições de sentido. Já é praxe dobrar onde não é permitido. Irregularidades perigosas que podem ter trágicas consequências. Resumindo, vamos fazer primeiro o dever de casa. Depois, sim, vamos dar atenção às ações midiáticas.

Pulguinha
Existem situações que atiçam a velha pulguinha atrás da orelha. Isso ocorre quando do nada surge alguém para o inesperado. A pulga provoca ainda mais coceira quando se trata de espaço público. E se esse alguém tiver mais ligações com o setor público, então a pobre pulga começa a surtar. Sabe a expressão “caiu de paraquedas?” Essa, então, atiça até mesmo as mais dóceis pulgas auriculares. Pois bem, noto que os insetos saltitantes andam muito agitados. Não apenas quando pulam, mas, especialmente, quando pousam. Atrás das orelhas, as pulguinhas têm audição privilegiada e ouvem bem mais do que podemos imaginar.

Mesa Um
Aberta a temporada de encontros da Mesa Um do Bar Oásis. Na quinta-feira, 11, foi realizada a primeira Sessão Solene do ano. O paraninfo foi o confrade João Carlos Waihrich, que recebeu a mais eclética confraria de Passo Fundo. Num maravilhoso churrasco, não faltou um cordeiro pré-elaborado pelo expert Joãozinho. O encontro foi um sucesso, atraindo integrantes da Mesa Um que há tempos não assinavam a ata. Nem mesmo a queda de um poste numa esquina da Vergueiro atrapalhou a reunião. Ao contrário, o início da recepção até ganhou uma dose de intimidade com luz de velas. Tudo perfeito. João Waihrich abriu com chave de ouro e a temporada 2019 promete

Iracélio
Após a publicação na coluna de uma foto do Turcão Iracélio, a vida no Oásis nunca mais será a mesma. Ele ficou impressionado com a repercussão. Tanto que, definitivamente, atirou para bem longe os resíduos da modéstia que ainda lhe restavam. “Bah, O Nacional não é fraco”. Então perguntei por quê? A resposta foi na tampa. “Já tive que dar autógrafo para um monte de gente”, disse com a maior naturalidade. Bem feito. Agora, aguentem o Iracélio.

Civilidade
Se o chavão diz que esporte é saúde, para mim tem uma concepção ainda mais ampla. É a civilidade. Isso agora impera no futebol passo-fundense. Domingo, o jogo entre Gaúcho e Cruz Alta foi assistido pelo técnico Paulo Porto junto ao vice presidente do Passo Fundo, Domingo Morello. Ao final da partida, dirigentes do Cruz Alta e familiares procuraram o presidente do Gaúcho, Augusto Ricardo Ghion Júnior, para agradecer pela cordialidade e atenção que desta vez receberam na Arena. Isso, sim, é civilidade.

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Trilha sonora
Ao sax do italiano Gil Ventura: Une Belle Histoire
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https://bit.ly/2Ze3lj0

 




Teclando

Segunda-Feira, 08/04/2019 às 07:00, por Luiz Carlos Schneider

Nossas marcas preferidas
Somos apaixonados por marcas e as marcas marcam em nossas vidas. Meados da década de 1970, portanto bem jovens, íamos de Erechim a Getúlio Vargas e, propositadamente, pedíamos uma Brahma. Nossa, ouvíamos poucas e boas. Aquilo soava como uma ofensa, pois estávamos na terra da Serramalte. Então saboreávamos uma Serramalte Extra Luxo. Quando cheguei a Passo Fundo já tinha uma preferência pela Antárctica. Mas aqui era uma raridade encontrar uma Pilsen Extra ou uma Pilsner Chopp, a conhecida Chopinho. Ora, Passo Fundo tinha a fábrica da Brahma que, portanto, dominava o mercado. Além disso, quando você estava tomando outra cerveja em um restaurante, logo depois o garçom trazia uma Brahma enviada pelo pessoal da cervejaria. A linha de frente da Brahma fazia um trabalho impecável. Não foi diferente na famosa guerra dos refrigerantes cola. Naquela época encontrava Coca-Cola apenas em dois bares da cidade. Aqui havia a fábrica da Pepsi que reinava ao lado da Mirinda. A Coca começou a ganhar espaço a partir de 1980, quando instalou em Passo Fundo um depósito da própria fábrica. Voltando ao colarinho branco, houve época em que conseguíamos uma Polar Export, vinda de Estrela, o que era uma raridade por essas bandas. Como clientes, éramos fiéis às nossas marcas prediletas. Mas logo a Antárctica comprou a Serramalte e a Polar. Aí tínhamos duas vertentes: os apreciadores da linha Antárctica e os da linha Brahma. Então, em 1999, as duas se uniram, formaram a Ambev e misturaram os nossos rótulos prediletos. Mas, como gostos e preferências não se discutem, ainda mantenho as minhas predileções. Porém, ainda é grande a saudade da Pilsen Extra e da Chopinho da Antárctica.

Arco-íris
Em muitos momentos da minha vida, já vi patrulhas, patrulheiros e patrulhamentos. Além disso, em épocas de exceção, havia arapongas e faltava gesso para tantos dedos em riste. Mas nunca vi tamanho patrulhamento ideológico como agora. Aliás, um patrulhamento muito distante do sentido ideológico. Os radicalismos que observo não aceitam o controverso e confundem debates com ataques. É aquilo que classificamos como discussão de piá bobo. Uma implicância infantil que respinga até no espectro solar. E vai muito além do bate-boca entre cor-de-rosa e azul. Enquanto uns se acham proprietários do verde, outros têm um branco na memória e respondem com um sorriso amarelo. Alguns até pensam que teriam sangue azul e laranja para outros seria ofensa. Há, ainda, aqueles que por qualquer coisinha, ficam vermelhos de raiva. Assim, nessa guerra das cores, temos que cuidar até a cor da roupa que usamos. Em meio a esse exagerado patrulhamento, meu medo é que alguém acabe com o olho roxo. Ora, isso não é discussão política. A política visa à garantia da felicidade coletiva. E a felicidade é transparente e pode ser multicolorida.

Vanguarda cinquentona
Em 1967, com apenas 11 anos de idade, eu já apresentava um programa infantil na Rádio Erechim. Sempre estava com o rádio ligado e ligado ao rádio. Mas foi em 1979 que tive o privilégio de integrar a equipe da melhor rádio do interior do estado. Desembarquei poucos dias depois de a emissora completar 10 anos. Cheguei à Rádio Planalto há exatos 40 anos. Na semana passada a Planalto completou 50 anos. E, como o destino tem suas ironias, o seu fundador nos deixou no início deste ano. Sim, por pouco mais de dois meses, o Padre Paulo Augusto Farina perdeu as comemorações do cinquentenário da sua querida Planalto. Que pena. Ele construiu uma rádio, montou uma equipe e sempre exigiu uma programação de qualidade. Repito: qualidade! E não era pouca coisa, pois nos espelhávamos nas rádios Guaíba e Jornal do Brasil. Bons tempos. Mas o tempo passou. Bateu saudades, é claro. A nossa vanguarda de ontem, hoje já é cinquentenária. Então, comemorando, meu abraço aos colegas que hoje atuam na Planalto.

Enfim, Iracélio
Para aqueles que ainda não conheciam, aqui está ele. Sim, Iracélio ao lado de Acioly Rösing no Bar Oásis. Aliás, o Turcão está sempre junto ao Acioly. Segundo os comentários, há indícios de que Iracélio apresente uma espécie de relatório semana para a Tânia. Pura intriga da oposição. Essa dupla é afinada e de longa data toca de ouvido.

Mesa Um
A primeira sessão ordinária de 2019 da Mesa Um do Oásis já está agendada. Será na próxima quinta-feira, 11, tendo como paraninfo do encontro Joãozinho Waihrich.

Trilha sonora
Do Montreux Jazz Festival, edição 1984, Sade - Why Can't We Live Together?
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https://bit.ly/1hs2q1m






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