PUBLICIDADE

Colunistas


Teclando

Segunda-Feira, 25/09/2017 às 07:30, por Luiz Carlos Schneider

Fim do mundo

Parece que o fim do mundo, programado para o sábado, desta vez não deu certo. Ou o mundo acabou de fato e apenas estamos sonhando com a realidade? Então, pelos meus cálculos eu já sobrevivi a uns 12 finais de mundo. Este da colisão com o Planeta X foi bem mais tranquilo. Nesta edição não teve tantas entrevistas apocalípticas na televisão, com direito às encantadoras animações gráficas. Foi muito mal divulgado e não teve a dimensão que se esperava para um fim do mundo. Isso, certamente, por incompetência dos organizadores do evento. Um fracasso também junto à plateia, onde sequer provocou pânico ou levou as pessoas em busca de locais adequados para o momento catastrófico. Não me chamem de nostálgico, mas, verdade seja dita, já não fazem mais fins de mundo como antigamente. Houve edições bem melhores, quando até imaginávamos as cenas derradeiras da humanidade. Agora resta esperar pelo próximo. E torcer para que seja bem mais impactante que este da temporada 2017. Afinal, repetir os erros seria o fim do mundo!

Manual do fim do mundo

Não é difícil fazer previsões do fim do mundo. Um simples tutorial poderia sugerir inicialmente uma busca por profecias. Parece complicada, mas é uma barbada. Até porque, sempre encontramos alguém que disse alguma coisa que poderemos transformar em previsão apocalítica. Outras fontes enigmáticas são as energias do cosmos e os quatro elementos: terra, fogo, ar e água. Escolha um planeta e dois elementos para traçar um triângulo. Por que um triângulo? Ora, o triângulo é poderoso. Das Bermudas ou amoroso, pode se transformar no fim do mundo. Outra fonte profética são os números, através da combinação de datas e desdobramentos matemáticos. Do primeiro ao quinto ou na corrida, surgirá um número. Então trace paralelos com a cabala ou o ábaco. Pronto. Você já tem um fim do mundo prontinho em suas mãos. Agora resta divulgar. Ou melhor, vender o seu fim do mundo.

Mundo sem fim

Mas, como a banca paga e recebe, são tantas previsões que um dia uma acabará acertando. Não estou preocupado com o fim do mundo. Minha preocupação é com essa rotina sinistra. Por que a humanidade está sempre pensando num possível fim do mundo? Não querendo entrar (mas entrando) na seara da psique, parece uma espécie de fuga coletiva. Ou seriam resquícios de repressões inquisitivas que atravessaram milênios? Mas, afinal, o que é mesmo o fim do mundo? Entendo que a expressão serve para rotular a indignação para com a própria realidade. A miséria, a intolerância, a prepotência e a pobreza de espírito são o próprio fim do mundo.

Mundo dos bichos

Os bichinhos estão em alta. Nunca tivemos nos lares tantos cachorrinhos, gatinhos e outras espécies de estimação. E os animais silvestres? Muitos já foram extintos, enquanto outros beiram à extinção. Fiquei feliz ao observar a mata ciliar do Rio Passo Fundo. Além de pássaros conhecidos, abriga aves enormes que nem sei identificar. Essa fauna, mesmo em área urbana, poderia ser bem maior. Mas muita gente continua despejando resíduos (de todos os tipos) no rio que é a própria história da cidade. Isso também é o fim do mundo!

Trilha sonora

É de 1969, porém sempre atual. John Lennon: Give Peace a Chance

Use o link ou clique 

https://goo.gl/cWKQa0

 




Teclando

Segunda-Feira, 18/09/2017 às 07:30, por Luiz Carlos Schneider

O progresso

O mundo muda, substituímos palavras de uso cotidiano, a paisagem ganha novas formas e reconhecemos transformações. Antigamente ouvíamos falar em progresso. Hoje os discursos falam em desenvolvimento. Na condição de cidade-polo, o crescimento de Passo Fundo não pode ser observado de uma forma isolada. Assim como as células, recebe energias do que está em seu entorno. Batendo (há tempos) na trave dos 200 mil habitantes, também representa uma centena de localidades. São municípios de uma terceira geração, pois surgiram de municípios emancipados de Passo Fundo. E é ali que reencontramos o propalado progresso. Povoados e vilas cresceram e hoje têm características urbanas de cidades. A agropecuária, claro, é o carro-chefe. Mas também foram criadas muitas indústrias, além de um comércio próprio. Ora, isso comprova que houve um grande desenvolvimento nessas comunidades. Foram anos e anos de espera e de trabalho, mas o progresso chegou. Uma volta pela vizinhança permite um novo olhar sobre Passo Fundo, justificando a sua conotação metropolitana.

Convencimento I

Pelo que sabemos, convencer aos outros faz parte da história da humanidade. No próprio comércio, um bom vendedor necessita convencer o cliente. Os políticos, então, gastam o verbo para convencer os eleitores. Pregadores religiosos também necessitam do convencimento para fortalecer seus rebanhos. A propaganda é um método de convencimento, enaltecendo as qualidades dos produtos. Não há nada de errado em tentar convencer as pessoas, vendendo mercadorias, crenças ou ideias. O que não pode ocorrer é a propaganda enganosa. Agora, com as novas mídias coladas em nossas mãos, multiplicaram se as facilidades para atingir o intelecto dos outros. E é exatamente nessa pulverização indiscriminada que vem sendo travada uma verdadeira guerra pelo convencimento. Uma guerra perigosa, um jogo sujo e sem o mínimo compromisso com a verdade.

Convencimento II

Os argumentos são apelativos e até beiram ao ridículo, mas são convincentes. Surge um convencimento através de atos repetitivos, que propiciam um bombardeio de pseudoinformações para gerar um pensamento coletivo. Ou, pior, também provocam uma confusão generalizada. Essa prática é uma arma que, sem nenhum escrúpulo, propaga o falso. Vai convencendo por afinidades ou atraindo o inconsciente coletivo. Mas, quando éramos crianças, nossos pais e professores nos ensinaram que é muito feio mentir. Em casa ou na escola, éramos punidos quando mentíamos. Então, por que hoje tem gente grande espalhando mentiras? As motivações são inescrupulosas em busca do convencimento. Mas também são oportunistas, que mentem deslavadamente porque sabem que não serão punidos. Assim, parece que a covardia é coadjuvante neste convencimento.

Terraplanistas

A terra não é redonda. Isso é o que dizem os terraplanistas, um grupo de pessoas que acreditam que a Terra é plana. Entendem que a Lua e o Sol são menores e ficam bem mais próximos. Os terraplanistas têm grupos em redes sociais e pretendem realizar algumas missões para comprovar suas teses. Enquanto isso, seguimos girando...

Trilha sonora

Um grupo que revirou o tango. Gotan Project: Last Tango in Paris

Use o link ou clique

https://goo.gl/oL63O5

 




Teclando

Segunda-Feira, 11/09/2017 às 07:30, por Luiz Carlos Schneider

Calçada dá grana

Pense num enorme e bem sortido mercado a céu aberto. Chatuchak em Bangkok? Ver-o-Peso em Belém? Calma, não gaste neurônios levando a sua imaginação para tão longe. Os tailandeses e os paraenses que nos desculpem, mas mercado a céu aberto tem aqui nas ruas de Passo Fundo. Mantendo a vocação prestadora de serviços, vamos além do comércio de rua. Temos um comércio de calçada com enorme potencial. No Centro da cidade não faltam vendedores de roupas, eletrônicos, bijuterias, brinquedos, doces, cachorro-quente, sorvetes, livros, vale-transporte, tênis ‘naique’ e a bugiganga que você imaginar. Nem entro na discussão sobre a economia informal, porque o incômodo coletivo é causado pela ocupação das calçadas. E isso não é privilégio dos ambulantes, pois encontramos até geladeiras e máquinas de lavar roupa expostas sobre o passeio público! Mercadores de todos os portes, sem a mínima consideração, enchem as calçadas de placas e outros obstáculos. Falta espaço, mas sobra poluição sonora e visual. A Avenida Brasil é um grande mercado a céu aberto. De dia e de noite.

Campo e cidade

Há muitos anos, era grande a separação entre a vida no campo e na cidade.  A distância geográfica era multiplicada pelas dificuldades de transporte e comunicação. Agora, a tecnologia chegou à área rural que, em muitos casos, também conta com facilidades de acesso. O importante é que a tecnologia aproximou o campo da cidade. Hoje, quem mora no interior tem praticamente tudo aquilo que é disponibilizado nas grandes cidades. O homem do campo está bem mais urbano e respira tecnologia. Em contrapartida, muitas pessoas que moram nas cidades buscam a qualidade de vida do campo. Preferem comidas campeiras, andam pilchadas e até falam diferente. Inversão ou reconhecimento de valores?

Da falsidade à falseada

Em tempos de abundância tecnológica há uma carência de lógica. Parece que a turma ainda não aprendeu a distinguir entre o falso e o verdadeiro. Com a facilidade para propagação, todos se sentem e agem como multimídias natos. Ao ver algo que concordam ou gostariam que fosse verdadeiro, desligam o sensor e acreditam. Isso é o que acontece o tempo todo nas redes sociais. E assim são propagadas as informações falsas. Mas e por que existem informações falsas? Ora, são frutos da falsidade (interesses) de algumas pessoas. E por que são repassadas? Ora, pela falseada intencional de quem gostou do que recebeu. E, só pra lembrar, a falsidade ideológica é crime.

Supermercados

Novidades e tecnologia representam desenvolvimento. Isso é o que encontramos nos supermercados de Passo Fundo. Recentemente, o Zaffari do Bella Città implantou um sistema de caixas com autoatendimento. Mas parece que logo teremos mais inovações por lá. O tradicional mercado da esquina da Avenida Brasil com a Sete passa por uma reforma cadenciada. Qual será a novidade?

Trilha sonora

Enquanto houver talentos, haverá música no ar. Talentos como o compositor erudito contemporâneo Saint-Preux e a cantora francesa Danielle Licari: Concerto Pour Une Voix

Use o link ou clique

https://goo.gl/NQhpw7

 




Teclando

Segunda-Feira, 04/09/2017 às 08:45, por Luiz Carlos Schneider

Ouvidos indefesos
A palavra poluição nos dá uma ideia de nuvens marrons e fumaça escura nas chaminés. Já com a poluição sonora imaginamos um cenário de gritos, buzinas e explosões. Essa nossa concepção reflete o quanto abominamos qualquer tipo de poluição. Em Passo Fundo vivenciamos uma barulheira constante. É o ataque ininterrupto dos decibéis à membrana timpânica. Uma violência produzida em vários níveis, com destaque para os idiotas que detonam o som automotivo. Depois vêm as motos com escapamento aberto e a multiplicação dos carros de som. Mas o barulho também está nas calçadas e em algumas lojas, que insistem em colocar um alto-falante na porta. Aí você está caminhando pela calçada e seus ouvidos são atacados por todos os lados. Não é apenas uma simples agressão. É uma covardia aquilo que estão fazendo com nossos indefesos tímpanos. Decibelímetros e fiscalização fazem muita falta. Mas a carência maior ainda é a de bom senso.

Voo da madrugada
Iniciou neste domingo uma terceira frequência aérea entre Passo Fundo e Campinas, em São Paulo. É o voo da Azul que sai de Viracopos às 23h15 e chega aos 50 minutos da madrugada em Passo Fundo. O avião, um Embraer 195, pernoita aqui e retorna à Campinas às 6 horas da manhã. Isso significa uma troca de tripulação e, claro, a permanência de duas equipes em Passo Fundo. A frequência é diária e preenche a lacuna deixada com o encerramento do voo da Avianca para Guarulhos. Agora a oferta é de 354 acentos/dia para São Paulo.

Voo da temporada
Em 18 de dezembro reiniciam os voos sazonais entre Passo Fundo e Florianópolis. Serão três vezes por semana, nas segundas, sextas e domingos, somente durante a alta temporada. Sai de Floripa às 16h15 e chega aqui às 17h30. Decola de Passo Fundo às 18h20 e chega às 19h35 em Florianópolis, permitindo assistir um deslumbrante pôr do sol. As passagens já estão à venda, com valores que oscilam entre R$ 310 e R$ 616. Nesta perna a Azul irá operar com o ATR-72, com 70 lugares. É o mesmo modelo que operava Porto Alegre - Passo Fundo e, agora, atende Santo Ângelo.

Tá melhorando
É proibido o consumo de bebidas alcoólicas nas áreas públicas de Passo Fundo. Ora, isso é um avanço em termos de convivência social e de segurança. Mas, para permitir a sua instrumentalização, também é necessária uma conscientização. Até porque alguns vícios da má-educação ainda persistem. Neste domingo pela manhã, encontrei muitas garrafas quebradas pelas calçadas. Quase todas eram daquelas vodcas com preços e consequências de ácido de bateria. Apesar do odor de urina presente em algumas portas e vitrines, a turma do xixi diminuiu consideravelmente. Tá melhorando, mas não dá pra dar mole. Não podemos nos esquecer de que o tempo é fundamental para que ocorram as mudanças comportamentais. Então, persistência.

Trilha sonora
O francês Michel Legrand assinou magníficas trilhas para o cinema. Em 1964, compôs as músicas para Les Parapluies de Cherbourg. Aqui na voz de Laura Fygi acompanhada por The Manhattan Big Band: I Will Wait for You
Use o link ou clique o QR code
https://goo.gl/GuKu6B

 

 




Teclando

Segunda-Feira, 28/08/2017 às 07:00, por Luiz Carlos Schneider

Infinita leitura

O céu seria mesmo o limite? Entendo exatamente ao contrário, pois é para onde decolam os nossos sonhos. O céu é, de fato, um ponto de partida para a nossa imaginação. Um horizonte sem fim e o infinito azul que nos permitem fantasiar. No céu voamos para viajar e imaginamos para voar. Quando estamos tristes ficamos cabisbaixos, enquanto alegres estamos com cabeças erguidas. E olhar para cima, pensar alto é olhar para o céu. O céu azul inspira poetas, pintores, fotógrafos e músicos. As nuvens não tiram o seu encanto, pois são pinceladas de algodão no azul sem fim. Mesmo nublado, é prenúncio de vida que vem em gotas d’água. O significado maior dessa imensidão é alforria, pois no céu encontramos a liberdade, interpretada pela soberania no voo dos pássaros. E as aves também escrevem neste infinito azul. Há poucos dias vi um casal de andorinhas brincando de primavera. Ora, terminou o inverno. Estava escrito no céu.

Tração e arrasto

Novos capítulos e o mesmo enredo. Assim segue a novela relacionada ao Aeroporto de Passo Fundo. Na semana passada houve mais uma reunião que, desta vez, foi para unir forças. Enfim, um bom caminho. E também um tema sugestivo, que permite uma melhor compreensão de como ocorrem pousos e decolagens. São as forças que atuam sobre o avião: tração, arrasto, sustentação e gravidade. Ora, então que a tração supere o arrasto e haja sustentação para neutralizar a gravidade. É uma pena que nenhum piloto participe dessas reuniões. Com piloto é bem mais fácil decolar.

Expectativa

Após decreto, que reconhece os supermercados como prestadores de uma atividade essencial, como serão as negociações em Passo Fundo? Aqui ainda vigora um acordo, que determina o fechamento dos estabelecimentos um domingo por mês. Isso, claro, até pode facilitar o cumprimento da folga dominical pelos mercados de porte médio ou pequeno. Porém, acaba não permitindo que os grandes abram suas portas. Ao exemplo de hospitais, hotéis e outros segmentos, supermercados de porte podem ampliar suas equipes para cumprir uma escala com distribuição das folgas dominicais. E quem não consegue, fecha um domingo por mês. Quem pode abre. Que não pode, não abre. Simples.

O Passo

Sábado, estive no Passo. Sim, no passo fundo do Rio Passo Fundo que corta a Avenida Brasil em Passo Fundo. É um local histórico que fica próximo ao Paço. Da ponte observei a água do Rio Passo Fundo, que corre em direção ao Rio Uruguai. Melhorou muito em comparação há alguns anos. Está mais limpa, com um odor suportável e com pouco lixo no leito. E pode ficar ainda melhor. Só não entendi o que despejava uma tubulação junto à cabeceira oeste da ponte. Era líquido, esbranquiçado e produzia espuma. Seria sabonete ou um novo xampu para peixes?

Trilha sonora

 “Como Nossos Pais”, de Laís Bodanzky, foi o filme vencedor do 45º Festival de Cinema de Gramado. Sábado, na cerimônia de premiação, discursos pela Lei do Audiovisual, Amazônia e diversidade. Aqui está a homenageada da noite, a atriz e cantora argentina Soledad Villamil: La Canción y El Poema

Ouça pelo link: https://goo.gl/irWfzv

 




PUBLICIDADE


PUBLICIDADE