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Colunistas


Teclando

Segunda-Feira, 01/04/2019 às 06:05, por Luiz Carlos Schneider

Sonhando nas vitrines

As vitrines não são apenas uma mostra de mercadorias que estão à venda. Elas representam os nossos desejos. Quando olhamos algo em uma vitrine estamos sonhando com aquilo que queremos. O vidro não é suficiente para nos separar das fantasias que carregamos. O subconsciente nos permite tocar e agarrar aquilo que dá brilho aos nossos olhos. Quando criança, eu namorava aviões e carrinhos de brinquedo. Muitos eram apenas para olhar mesmo, como os caríssimos autoramas ou carrinhos elétricos. Objetos de cobiça que nem mesmo Papai Noel tirou das vitrines para me entregar. Depois vieram os desejos de um adolescente com gosto requintado e de bolso esfolado. Namorava discos (vinil, obviamente), binóculos, aeromodelos e equipamentos eletrônicos. Com os discos alguns sonhos foram materializados, mas os outros namoros não chegaram sequer ao noivado. Logo veio a fase das roupas, sapatos e até mesmo automóveis. Sim, eu parava para ver de perto o Maverick V8. Apenas vi, pois o V8 passou muito rápido. O retrato das vitrines está em Bonequinha de Luxo, filme em que a personagem de Audrey Hepburn tomava o café da manhã postada na vitrine da Tiffany`s fissurada nas joias. O atrativo das vitrines estará onde houver uma vitrine. Não importa a época. E muito menos a idade de quem está com o nariz encostado no vidro. 

Namorando nas vitrines
Nas últimas semanas, passei a observar o movimento nas vitrines. Se os doces dão água na boca, é claro que os sorrisos das mulheres são indisfarçáveis diante de bolsas e sapatos. Mas e a minha geração, todos com os cabelos brancos e bebedores confessos de Crush e Grapette? Pois não é que a turma continua vidrada numa vitrine? Sim, venho observando o pessoal que dá uma paradinha para conferir as novidades na Multisom do Bella. Lá flagrei um amigo músico e psiquiatra namorando aquelas caixinhas de som da JBL. Outro estava de olho nas lentes da Canon e uma parafernália de acessórios. Enfim, continuamos curiosos insaciáveis em busca de novidades. Temos os desejos do consumismo, é bem verdade. Mas essas vitrines têm um magnetismo que nos mantêm por décadas com o olho no outro lado do vidro. É um encanto mágico, onde nossos olhares acabam enfeitiçados. Olhamos aquilo que gostamos e exercemos a plenitude do desejo. Muitas vezes é difícil de concretizar, mas nunca impossível para sonhar. Na verdade, ainda somos as mesmas crianças sonhando com um brilho nos olhos. Como faz bem ao ego namorar numa vitrine. 

A grande vitrine
Semana passada, a CDL de Passo Fundo reuniu a imprensa para o já tradicional jantar de integração. Ali estava um retrato mais característico da vocação de Passo Fundo: a prestação de serviços. Isso começou quando os primeiros tropeiros passavam por um ponto fundo de um rio para, enfim, usufruir do nosso aguadero. Aqui, além da água, encontraram a hospitalidade e as portas abertas. Era o início de um comércio forte que hoje brilha nas vitrines de Passo Fundo. E a mídia também é uma vitrine. Assim, a CDL reuniu a maior vitrine desta metade Norte do Rio Grande do Sul. Sim, aqui temos vitrines nas ruas e shoppings, além da vitrine da propagação da mídia. Assim, quando a presidente Carina Sobiesiak abriu as portas da CDL e nos convidou para a mesa, estava cumprindo a vocação hospitaleira de Passo Fundo. Somos, com muito orgulho, uma imensa vitrine. 

Vitrines ao léu
É cada vez mais difícil andar pelas calçadas da Avenida Brasil. Na sombra das marquises ficam as mercadorias dos ambulantes, obrigando as pessoas a pegar um bronzeado. Ou chuva. Agora, empresas de telefonia colocam pequenos balcões nas calçadas. Isso não é apenas falta de respeito. É deboche. E vai ficando por isso mesmo. 

Primeiro de Abril
O 1º de abril já teve a sua época. É o dia da mentira, da pegadinha do trote ou de alguma brincadeira. Agora, porém, diante de tanta mentira, já perdeu a graça. Acredito, foi num primeiro de abril que surgiu o primeiro fake News. Mas antigamente, desde o momento em que saíamos da cama, nos cuidávamos para não pagar mico. Enfim, é o Dia dos Bobos e houve um tempo em que a data era reverenciada. Bobagem de criança, besteira de mau gosto de gente grande. Mas, para alguns, parece ser tão divertido que até há quem comemore a mentira na véspera.


Trilha sonora
Hoje não vou fugir daquela surrada prática de rodar a música com o título que combina com o texto. Chico Buarque – As Vitrines.
Use o link https://bit.ly/2I1Vhvq



 




Teclando

Segunda-Feira, 25/03/2019 às 07:00, por Luiz Carlos Schneider

A tal de reciprocidade
Não fui um bom menino na Faculdade de Direito da UPF. Passei um longo tempo por lá e saí sem o canudo. Os professores eram renomados e poucas escolas do Brasil reuniam um corpo docente de tamanho quilate. Nessa minha fase de amadurecimento, tive a oportunidade de ganhar muito em conhecimento. Vira e mexe, ainda relaciono alguns fatos às aulas do curso de Direito há mais de 40 anos. Agora, após a reverberante visita presidencial aos Estados Unidos, não foi diferente. Imediatamente, uma imagem do ambiente acadêmico tomou conta da minha cabeça. Na sala estava o Dr. Rômulo Teixeira dando uma grande aula de Direito Internacional Público. Fui recordando sobre a matéria e temas paralelos que o antigo mestre compartilhava com seus alunos. Eis que, de forma contundente, surgiu a expressão “reciprocidade”. Sua importância nas relações internacionais é proporcional ao seu uso nas aulas. E o Dr. Rômulo não parava de falar em reciprocidade. É um princípio que garante um tratamento igual de parte a parte nas relações entre os países. Isso estava e ainda está nos livros. Até encontrei algo muito interessante num livro de Direito Internacional Público que pode resumir aquilo que ouvi nas aulas do professor Rômulo: “Em direito internacional e nas doutrinas políticas internacionais, a principal implicação do princípio da igualdade é a reciprocidade de direitos e benefícios”. Ora, acredito que a reciprocidade ainda seja indispensável. Então, como pode surgir um pacote de benesses, cessões e concessões unilaterais? Ora, esse pacote não tem reciprocidade. Está mais para um pacote de presente. Haverá reciprocidade?

Oscilações das folhas de outono
Outono tem seus encantos. Poderíamos dizer que é uma primavera inversa, das flores às folhas coloridas. Uma estação é representada pelo florescer, a outra pelo cair das folhas. É uma troca de pele da natureza, assim como trocamos a roupa. Sem os extremos do calor e do frio, essas estações intermediárias têm um clima agradável que merece ser apreciado. Aliás, deve ser muito bem aproveitado. É um período para viver tudo aquilo que, segundo o velho ditado, fica entre San Juan e Mendoza. Nesses períodos não podemos ficar apenas com o picolé ou o quentão. A vantagem é que os dois vão bem. Mas é exatamente entre os extremos que estão as delícias do outono. Um drinque mais doce ou mais seco, cerveja leve ou densa, enquanto o vinho até pode ser um rose. Entre um grelhado e uma sopa, cai bem um creme ou um suflê. Chocolate quente ou limonada com gelo? Tanto faz. Na dúvida, a caipirinha descerá maravilhosamente. A vida segue em harmonia com o termômetro. Sem suar de calor ou tremer de frio. Mas os encantos do outono ganham vida em boa companhia. E aí, por favor, não fique na metade do caminho. Amena é apenas a estação e isso permite que nosso clima vá aos extremos. Seria o outono uma época para abrigar desejos extremos com intimidade? Enquanto as folhas caem, também despenca a chatice de algumas exigências. O outono permite. E oscilamos.

Segue o baile

As mentiras estão em alta. Tanto que agora ganharam o rótulo chique de fake news. Além de mentiras, representam um perigo ainda maior à sociedade. São sistemáticas e têm divulgação minuciosamente planejada. Observem as mensagens que são repassadas. Grande parte chega exalando ódio e, quase sempre, com o objetivo de denegrir instituições. Há uma rede especializada na distribuição dessas mensagens. Descaracterizam valores e os princípios jurídicos que regem o país. São contra tudo aquilo que vigorava, propiciando para intrigas de classes. Aos poucos, encurralam a sociedade para um caminho de exceção. Ora, se isso ocorre em redes sociais de forma sistemática, por que até agora essa ação subversiva ainda não foi desbaratada? Não faltam tecnologia e gente capacitada para acabar com isso.

O bode
Antigamente colocavam antes o bode na sala. Agora esperam feder e, só então, convocam o bode. Mas o efeito ainda é o mesmo. Antes ou depois, sabemos bem, vai dar bode!


Trilha sonora
De olho no calendário, saudamos o outono com Eric Clapton -Autumn Leaves
Use o link ou clique
https://bit.ly/1hoML6F

 




Teclando

Segunda-Feira, 18/03/2019 às 07:00, por Luiz Carlos Schneider

Nos tempos da Revisteira
Há dias em que sinto muita falta dos finais de tarde na Revisteira Central. Bate saudades dos encontros com os amigos em meio aos jornais e às revistas. Desde 1962, o local foi ponto de convergência de muitas gerações que se deliciavam com o aroma do material impresso. Ingressei nesta confraria a partir de 1979, quando a segunda geração da família Ramires já comandava a Revisteira, através do Aldrian. Criei uma rotina e, mesmo recebendo em casa O Nacional e o Correio do Povo, batia ponto por lá. Minhas encomendas eram O Pasquim, Jornal do Brasil de domingo, algumas edições do Estadão e, claro, a revista Flap. Também chegavam publicações sobre cozinha, depois transformada em culinária e, hoje, ai de quem não usar a expressão gastronomia. Pois bem, essas raridades da época, além de algumas dedicadas senhoras, só tinham outros dois compradores: Douglas Pedroso e eu. E quando vinha algo diferente e sobrava apenas um exemplar, a Lorena se desdobrava para não magoar nenhum desses dois apaixonados pela boa mesa. O encanto para os meus olhos era a variedade das prateleiras, com parada obrigatória nos exemplares sobre eletrônica. Autodidata, levava os mais elementares. Os mais sofisticados eram encomendas exclusivas para o Antoninho Ferri.

Ainda a Revisteira
A Ramires era, de fato, bem central. Um corredor com prateleiras atrativas. O Maurício, com muita timidez, às vezes mostrava seus desenhos. Era fera e já conhecia tudo sobre HQ. O Augusto descarregava energia correndo em um lado para o outro, enquanto a Fernanda ainda nem estava na prancheta. Ali fortalecemos uma amizade familiar que culminou com o bacalhau das Sextas-Feiras Santas, uma tradição de quase 40 anos. As manhãs de domingo eram concorridíssimas. Mas aos finais das tardes de sábado havia uma turma cativa que batia o ponto na Revisteira. Fardado de atleta, o professor Dárcio Vieira Marques chegava para pegar O Estadão. Contava que tinha jogado uma baita partida de futebol. Educados, acreditávamos, é claro. Por ali tínhamos um autêntico perfil dos passo-fundenses. Era um desfile eclético da intelectualidade, com destaque para cabeças privilegiadas de todas as idades. Encontrava o Homerich em busca de revistas sobre tênis. Cruzava com a discrição elegante do Dr. Sérgio Lângaro ou a divertida espontaneidade da Tânia Rösing. Marcavam presença o Osvandré e o Osmar Teixeira, com direito a uma prosa na calçada. Aliás, a Céia Giongo após 20 minutinhos de Revisteira, estava com as cartucheiras carregadas para mais uma coluna social. Páginas que nos próximos dias estariam ali mesmo nas concorridas pilhas do jornal O Nacional. Porém, seguindo a metamorfose da própria sociedade, a Revisteira fechou em 2013. Foi um baque, ficamos muito tristes. E, hoje, para compensarmos essa imensa saudade, sorrimos com tão deliciosas lembranças.

Cortina de fumaça
Assim como nas previsões de Pai Magno, o ano de Xangô e Iansã está bastante movimentado. Eu diria conturbado e fora de foco. Somos envolvidos por fatos lamentáveis e impactantes. Lá fora caíram aviões, aqui tivemos a tragédia da barragem, a chacina na escola, um júri pelo assassinato de uma criança ou a prisão dos assassinos de uma voz que se erguia pelas minorias. Não bastasse esse cenário catastrófico, a classe política vem dedicando-se com esmero ao mais profundo besteirol. Até seria uma criativa produção humorística, se não fosse o trato da idiotice com a vida pública. Porém, independente do significado, isso tudo produz uma fumaça espessa que encobre atos e fatos muito importantes. É o caso de um decreto que extingue cargos em instituições federais de ensino. Seria um desmanche silencioso da universidade pública? Ao que parece, a educação pode ser definida como uma expressão abstrata utilizada apenas eleitoreiramente. E, em meio à fumaça, ficamos sonhando com a concretização efetiva do ensino.

Atualização do sistema
Não bastassem as atualizações do Windows, agora também chegam as do Android. Seriam evoluções cheias de inovações. Mas para mim são apenas confusões repletas de complicações.

Trilha sonora
Num clima nostálgico, apenas para lembrar que houve uma época em que havia música instrumental no dial. Nino Portelli: Schwarz Is Die Nacht
Use o link ou clique:
https://bit.ly/2CsMzmh

 

 




Teclando

Segunda-Feira, 11/03/2019 às 06:00, por Luiz Carlos Schneider

Reformatório

Se existe algo que eu não consigo entender, são as intermináveis reformas que assolam o ensino brasileiro. A começar pelo termo “reforma” que, nesse caso, não significa uma melhoria e está mais para o enjambrado. Passei, como vítima e cobaia, por várias dessas propostas. Todas, sem exceção, diminuíram a carga horária, suprimiram matérias importantes e enfraqueceram os currículos. Foi assim com a conta que não fechou da matemática moderna, com o adeus ao francês e com o latim que eu não tive. Menos matemática, menos física, pouca química e escassa biologia. Conhecimentos que fizeram e ainda fazem muita falta no meu dia a dia. Mas o foco dessas reformas irresponsáveis sempre foi criar facilidades. Ou seja, menos aula e mais gente concluindo os estudos. Então, sempre foram involuções. O ensino é uma evolução que parte do senso crítico e necessita aprimoramentos constantes. Suprimir a absorção de conhecimentos é diminuir a qualidade do ensino. Amigos, dois ou três anos mais velhos, aprenderam muito mais do que eu. Outros, dois ou três anos mais novos, receberam menos conhecimentos do que a minha turma. Ou seja, as estapafúrdias mudanças resultaram em uma diminuição do aprendizado. Não foram reformas. Foram deformações. 

Mobral
As verdadeiras reformas educacionais que conheci foram desenvolvidas por Leonel Brizola. No Rio Grande do Sul construiu escolas e contratou professores. No Rio de Janeiro, ao lado de Darcy Ribeiro, apostou no ensino em tempo integral com os Cieps. Nos dois casos propiciou aumentos e não diminuições. Então, por que suprimir? Por que diminuir a oferta de conhecimentos? Essa mania de propiciar facilidades é um túnel que conduz à época do Mobral. Explicando para os mais jovens, o Mobral foi o Movimento Brasileiro de Alfabetização. Era um sucesso de mídia em tempos de censura, mas um fracasso como proposta educacional. Em pleno regime de exceção, teve até uma CPI para investigar o Mobral. Além disso, propiciou muitas piadas pejorativas. Mas também foi uma piada. Interesseira e de mau gosto. Isso, sim, foi falta de educação. 

Educação
A população de Passo Fundo aumentou, há mais automóveis andando pela cidade e muitos veículos da região circulam por aqui. O trânsito ficou mais complicado. Mas o aumento de veículos não pode ser encarado como um problema, pois isto é um indicativo de desenvolvimento. Infelizmente a estrutura viária não acompanhou esse crescimento. Porém, não podemos deixar de observar atentamente a conduta das pessoas, seja como motoristas ou pedestres. Carros em fila dupla ou estacionados em locais proibidos estão entre os problemas mais frequentes. Outro abuso é o que ocorre na esquina das avenidas Brasil com General Netto, onde fazem o retorno pela passagem do canteiro central na contramão. Muitos motoqueiros e alguns automóveis descem a General Netto, fazem um slalom nos canteiros e seguem direto para a outra pista da Brasil. Sim, temos um problema comportamental. Somos mal-educados. Então, nestes casos, as multas terão surpreendente efeito terapêutico. 

Trilha sonora
De Roberto e Erasmo, no tom da inocente rebeldia de 1969, na voz suave de Paula Toller: As Curvas da Estrada de Santos
Use o link https://bit.ly/2NTD6sJ

 




Teclando

Quarta-Feira, 06/03/2019 às 07:00, por Luiz Carlos Schneider

Paixão na Avenida
Lá pelos idos de 1980, os desfiles do Carnaval de Passo Fundo eram realizados na Avenida Brasil, com o palanque oficial montado ao lado do Clube Comercial. Foi ali que incorporei a Visconde do Rio Branco como a minha escola. Em matéria de passistas e bateria não tinha pra ninguém. Mas não era nenhuma barbada, concorrendo com Bom Sucesso, Garotos da Batucada e tantas outras escolas que encantavam na Avenida. Lindas fantasias materializavam sonhos de um ano inteiro. Trajes mais ousados levantavam a plateia nas arquibancadas montadas nas calçadas e canteiros. Os puxadores de samba não eram fracos. Quando o samba-enredo contagiava, o público reforçava o coro e os versos ecoavam pela Avenida. Na pista havia uma combinação de encanto, talento e paixão. Na plateia imperava a integração socioeconômica passo-fundense. A interação transpunha o cordão de isolamento, pois nos dois lados quase todos se conheciam. E, claro, na maioria das vezes o enredo também era local. Que saudades. Sinto falta de tão importante manifestação cultural. Então, para viabilizar o Carnaval de Rua, já está na hora de discutir sobre o desfile de 2020.

Burro Preto
Reunimos talentosos colegas e formamos o “Boleiros da Imprensa”. É uma equipe excessivamente comunicativa, mas que não interage tanto assim com uma bola de futebol. Atendendo ao convite do amigo Josué Longo, na semana passada o time realizou uma excelente exibição diante da Seleção Nacional de Burro Preto. Até o presidente da Câmara de Passo Fundo, Fernando Rigon, que é de Burro Preto, aplaudiu a magia do nosso elenco. A recepção do Ivo Balbinotte e familiares foi impecável, do churrasco de novilha à sobremesa. A reunião valeu pela integração entre colegas e por reencontrarmos tantos amigos daquela região. O jogo foi muito bom. O placar? Ah, não venham perguntar sobre esses pequeninos detalhes. Por favor!

Inocência e maldade
Inocência ou maldade? Em muitas circunstâncias fico nesse dilema. Até que ponto vai a inocência? Onde começa a maldade? A vida é repleta de inocências e maldades. Até porque convivemos com índoles que oscilam entre esses dois extremos. Talvez a maldade possa ser detectada em alguns gestos, essencialmente no oportunismo político ou no egoísmo social. Ora, assim podemos observar que o oportunismo é agente da maldade que se utiliza da inocência dos outros. Mas, para confundir tudo, a maldade também pode usar a carapuça da inocência. O difícil mesmo será encontrarmos a maldade regenerada e transformada em inocência.

Nota dez
Neste Carnaval Passo Fundo levou nota dez em evolução. Sim, estamos evoluindo em vários segmentos e, assim, comprovando nossa condição de Gigante do Norte. Mesmo que o Carnaval seja um ponto facultativo, tivemos um feriadão. O fator positivo é que os supermercados abriram normalmente. Que bom, pois não podemos retroceder ao arbitrário abre e fecha. Portas abertas é evolução. Merece nota dez. 

Trilha sonora
Foi-se Tavito, autor de Casa no Campo e que fez parte do lendário Clube da Esquina. Também ficou conhecido ao gravar uma parceria com Ney Azambuja: Rua Ramalhete.
Use o link: https://bit.ly/2TdpluS






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