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Colunistas


Teclando

Segunda-Feira, 21/08/2017 às 07:00, por Luiz Carlos Schneider

Desmagnetizaram a bússola

A sociedade brasileira passa por uma fulminante crise de discernimento. As pessoas perderam o rumo e seguem interconectadas em bandos, através de grupos de WhatsApp. Não param um instante para pensar e, cegamente, acreditam no conteúdo das mensagens que recebem. Vivemos um surto de acefalia adquirida, uma moléstia contagiosa e com vertiginosa disseminação. A doença parece controlar os impulsos dos neurônios, fazendo com que as pessoas recebam, acreditem e repassem. Robotizadas, agem automaticamente. Falsas notícias, com convincentes apresentações, acabam circulando como verdadeiras. Geralmente têm conotação política, origem desconhecida e distribuição dirigida. Como são falsas, surgem da má-fé. Assim, criminosamente, atuam para esfacelar estruturas, neutralizar conhecimentos adquiridos e fragmentar a cidadania. Ao instalarem-se em crâneos não bem preenchidos, geram confusão. E assim vamos perdendo o rumo. Meridianos e paralelos se confundem, não há mais o Norte verdadeiro e a Terra fica sem eixo. Impera o descrédito coletivo daqueles que acreditam em tudo. Isso exala ódio e todos perdem nesse emaranhado. A quem interessa?

Eles voltaram I

O BOE está de volta a Passo Fundo. De 12 de março a 17 de agosto, o 3º Batalhão de Operações Especiais da Brigada Militar atuou em Porto Alegre. Os resultados foram excelentes, propiciando uma empatia com a população da Capital. O comandante do BOE, major Eriberto Branco, disse que o grupo retorna com excelentes resultados. Prova disso foi a resposta dada pelos porto-alegrenses, que acompanhavam e até filmavam o pessoal do BOE em ação. Um reconhecimento com gestos de gratidão, como gente oferecendo doces e aplaudindo o efetivo.

Eles voltaram II

Mas agora o BOE está de volta à sua sede, aqui em Passo Fundo. Uma notícia ótima para a comunidade, que já pode acompanhar as mais recentes ações deste grupo preparado para operações pesadas. Segundo o major Eriberto, além de dar suporte aos demais efetivos da BM, o BOE fará “operações fortes” na cidade. Uma delas foi neste final de semana, das 17 horas de sábado às 5 horas de domingo. A ação foi no centro e nos bairros, com resultados convincentes para deixar bem claro que eles voltaram!

Essenciais

Decreto presidencial assinado na semana passada reconhece os supermercados como prestadores de uma atividade essencial. Isso representa segurança jurídica para abertura dos estabelecimentos aos domingos e feriados, em todo o Brasil. Vamos aguardar para ver como será em Passo Fundo que, pelo mapa, ainda está no Brasil.

Esses partidos

Os partidos políticos estão tão ou mais desorientados do que os próprios eleitores. Primeiro foi o PSDB que veiculou propaganda afirmando que o partido participou das Diretas Já. Detalhe: o movimento ocorreu entre 1983 e 1984, enquanto PSDB foi fundado em 25 de junho de 1988. Outro que anda com a máquina do tempo embaixo do braço é o PMDB. A turma quer tirar o “P” da sigla. Assim, seria MDB, legenda extinta em 1979 com o fim do bipartidarismo. O PMDB, de fato, surgiu em 15 de janeiro de 1980. Será que querem somar tempo para aposentadoria?

Trilha sonora

Essa é de 1978, do grupo Dr. Hook:  Sharing The Night Together

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Teclando

Segunda-Feira, 14/08/2017 às 08:00, por Luiz Carlos Schneider

Galanteio e assédio

Nas voltas que o mundo dá, alteramos hábitos, surgem novos conceitos e mudamos comportamentos. O que antes era bonito agora é feio, enquanto aquilo que era errado agora é correto. Nessa metamorfose de conceitos surgem circunstâncias embaraçosas. Uma delas é em relação ao galanteio, uma característica classificada como virtude e relativa à boa educação. Cantado em verso e prosa, até produziu adjetivos como galante e galã. Agora, de uns tempos pra cá, o velho e bom galanteio está perdendo encanto pelo risco de ser classificado como assédio. Mas, sabemos muito bem, que galanteio é uma coisa e assédio é outra bem diferente. O assédio é crime, pois machuca a dignidade. O galanteio é entusiasmo, pois acaricia o ego. O assédio é vulgar, o galanteio é elegante. Então, devemos saber delimitar até onde vai o galanteio e onde inicia o assédio. Temos que dosar os elogios para não transformar um encanto em crime. Enfim, é uma questão de respeito. Elegantemente, claro.

Almoço grátis

O marido da Marcela saiu incólume da votação dos deputados. Mas sabemos muito bem que não existe almoço grátis. Ainda mais na política brasileira onde, ao que parece, a negociata está institucionalizada. Então, agora o marido da Marcela tem que pagar a dívida com os parlamentares. E, inacreditavelmente, quer multiplicar o poder dos políticos em época de crise política. Num momento em que os parlamentares estão desacreditados, o marido da Marcela acena com uma proposta parlamentarista. Sim, os mais vividos lembram que essa ideia já foi rechaçada pela população em dois plebiscitos, em 1963 e 1993. Se agora os congressistas já pintam e bordam, imaginem as negociatas para sustentar um gabinete?

Remendando

Em matéria de país, a coisa tá russa. Há uma crise institucional. Essa instabilidade coloca em xeque valores e instituições. O descontentamento generalizado deixa as pessoas obcecadas por mudanças. Aí entra em cena a bandeja do oportunismo oferecendo reformas. Na prática são paliativos para agradar a plateia temporariamente. Ou um carro reformado é melhor do que um carro novo? Você prefere uma casa nova ou uma casa reformada? Enfim, reformas não são novidades. São remendos de última hora. E assim a crise segue ampla, geral, institucional e remendada.

Estacionamento

Escasseiam locais para estacionar em Passo Fundo. Na área central temos a zona azul que, pela rotatividade, permite que sucessivamente surjam algumas vagas. Entradas de garagens, áreas de carga e descarga e contêineres de lixo diminuem consideravelmente o espaço disponibilizado. Fico perplexo ao ver que alguns veículos permanecem o dia inteiro numa mesma vaga. Será que os motoristas desses veículos pagam pelo tempo que ocupam uma vaga? E o mais importante, não há um tempo limitado de duas horas? Então por que permitem que alguns veículos fiquem durante o dia “guardando” um espaço na Avenida Brasil? E ninguém viu?

Trilha sonora

A pianista e cantora Roberta Flack gravou em 1973, mas nunca nos cansamos de ouvir Killing Me Softly With His Song - https://goo.gl/Gn4xQz




Teclando

Segunda-Feira, 07/08/2017 às 06:30, por Luiz Carlos Schneider

Cidade

Nos 160 anos de Passo Fundo a celebração é de uma cidade. Não estou me referindo apenas ao município ou à localidade pela sua população. Estou falando de uma cidade. São muitos os fatores que deram a esta urbe a condição de cidade. Como sou ranzinza por vocação, às vezes reclamo daquilo que não está ao nível de Passo Fundo. Mas, cá entre nós, o que enxergamos de melhor nos outros quintais? A exceção de detalhes isolados, quase nada. Sim, isso mesmo. Então, ranzinzices de economia interna à parte, vamos constatar que as cidades são raridades no mapa. Existem municípios com algum destaque econômico ou com muitos habitantes. Mas não preenchem todos os requisitos para obter a plena condição de cidade. É um patamar que exige história, educação, desenvolvimento econômico e cultural, infraestrutura, qualidade de vida, localização, porte e um magnetismo regional. Assim é Passo Fundo. Vamos celebrar essa Terra de Passagem que tem um rico passado. A sua trajetória não é passageira e quem por aqui passa, admira-se e firma o passo. É o Passinho do cotidiano dos nossos passos.

 Varig I 

Muito além de uma empresa aérea, a Varig foi reverenciada pelos brasileiros, respeitada pelos estrangeiros e idolatrada pelos gaúchos. Sob o binômio padrão e qualidade, voou para todas as pontas da rosa dos ventos. Sobrecarregada de predicados, também passou por dificuldades. Em 1993, foi à Justiça buscar ressarcimento dos prejuízos causados pelo Plano Cruzado. Era o início de um voo sem rumo, afetado pela turbulência de interesses de políticos e restrições na autonomia financeira. Em 2006, com escancarada omissão governamental (Zé Dirceu?), a Viação Aérea Rio-Grandense pousou para finalizar o mais lindo ciclo da aviação comercial na América Latina.

 Varig II

Agora em 2017, quando a Varig completaria 90 anos, enfim a Justiça deu ganho de causa à empresa. Os valores da indenização podem chegar a R$ 6 bilhões. Esses recursos chegarão com no mínimo 24 anos de atraso. Uma demora suficiente para acabar com um ícone, levando funcionários ao desespero e até à morte. Dentre meus amigos que foram pilotos da Varig, hoje alguns voam no Brasil e outros no exterior. É o caso do comandante Werner Niederberger que postou no Facebook: “Sentença óbvia, só que tardia para os trabalhadores. Principalmente os mais idosos e aposentados, que viram suas vidas virarem ao avesso e sem chance de recomeçar”. Enfim, já derreteu a cera das asas de Ícaro.

 Melodia

Hoje, não faltam inaptos badalados e talentos menosprezados na música brasileira. O talento de Luiz Melodia merecia muito mais destaque, em meio ao surto de desarranjo musical que rola por aí. Ele saiu do placo na semana passada, mas nos deixou uma obra fantástica. Carioca, Melodia teve a influência do samba da Estácio de Sá e da Jovem Guarda, misturou com uma dose de rock and roll e uma pitada de soul. E assim nasceu um estilo diferente e personalizado: a melodia de Melodia. Letras românticas e contemporâneas interpretaram a sociedade sem disfarces. Esse não era fraco.

 Trilha sonora

Em 1975, na trilha da telenovela Pecado Capital, a obra de Luiz Melodia obteve grande propagação: Juventude Transviada

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Teclando

Segunda-Feira, 31/07/2017 às 07:00, por Luiz Carlos Schneider

Blindagem da idiotice

Com certeza, seus ouvidos já foram agredidos pelo som excessivo vindo de um veículo. Mas por um acaso você já ouviu alguma música reproduzida por esses equipamentos? Certamente, não. O nível de imbecilidade desses condutores não permite que eles tenham a mínima sensibilidade musical. E não faltam casos de veículos detonando o som pelas ruas de Passo Fundo. Dia e noite, comprovando que os imbecis têm hábitos diuturnos. Mas, independente de horário, limites sonoros ou da porcaria que estiverem ouvindo, nada justifica que o ruído chegue até os outros. Isso, claro, é o que consideramos um mínimo exigível para a convivência social. Ora, dirão alguns, isso é coisa de jovens. Não, pois juventude não é sinônimo de idiotice. Isso é falta de educação e civilidade. Mas, confesso, fico impressionado com a fantástica proteção que cerca esses infratores. Isso começa pela saúde, pois, inacreditavelmente, ainda não estariam surdos. Também parecem blindados em relação às infrações que cometem. Ora, se fossem devidamente autuados e punidos, essa barulheira toda já teria acabado há muito tempo. O controle do volume está nas mãos de quem?

Lâmpadas vermelhas

As luzes vermelhas estão desaparecendo. Isso ocorre com as duas lâmpadas vermelhas mais características. A primeira é aquela que já foi muito comum à beira de estradas, indicando local onde predomina a maquilagem excessiva e impera uma extremíssima objetividade. Aspectos sociológicos e a concorrência externa justificam a diminuição das luzes vermelhas próximas às rodovias. A outra em fase de extinção é aquela sobre os prédios. Aliás, uma exigência para sinalização de obstáculos aéreos. Todos os prédios, torres e até guindastes a partir de 12 metros de altura devem ter sinalização aérea. Mas aqui em Passo Fundo raras luzes vermelhas são vistas sobre os prédios e as torres. A lei mudou? Falta fiscalização? Ou haveria uma espécie de síndrome antiaérea por aqui?

Mesa Um

O Clube Comercial recebeu a sessão solene da Mesa Um do Bar Oásis. A reunião, na última sexta-feira, teve como paraninfo Júlio Henrique da Costa. O encontro marcou o retorno de Rudah Jorge, que andava um pouco afastado da confraria. O jantar, com assinatura da Lisete, como sempre foi um sucesso. Pagode voltou ao comando da copa, preparando caipirinhas e distribuindo alegria com e sem gelo. Na hora da sobremesa, em alusão ao paraninfo, não teve Mu-mu e entrou em cena o famoso pudim do Biazi. Há suspeitas de que a receita também teria vindo de Aratiba. Mas ele não abre o jogo.

Tabuleiro

É difícil fazer uma leitura do jogo pelos primeiros movimentos. No início, as jogadas parecem placebos. Mas, ao despontar dos primeiros efeitos, surgem alguns pontos para ligar. A partir disso até podemos ler os movimentos paralelos.  

Trilha sonora

Esta é de 1987, mas continua rodando pelo mundo. Glenn Medeiros: Nothing's Gonna Change My Love For You

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Teclando

Segunda-Feira, 24/07/2017 às 06:00, por Luiz Carlos Schneider

Tecnologia

A tecnologia tem um avanço infinito. As novidades chegam para permanecer entre nós ou, ainda, serem substituídas pelas novidades do futuro. A tecnologia está no nosso cotidiano. Na entrada do estacionamento do Bella Città há um sistema indicativo das vagas disponíveis. Isso é tecnologia. Mas a grande novidade está no supermercado da Comercial Zaffari do shopping. É um caixa de autoatendimento, o self checkout, onde o próprio cliente faz todas as operações. Testei, achei prático e sem complicações. As novidades estão aí para facilitar a nossa vida. No açougue do mercado encontramos carnes embaladas na origem, por um sistema que aumenta a durabilidade. Isso também é um avanço tecnológico. Por lá ainda encontrei outra novidade. É um sofisticado carrinho elétrico para a limpeza dos corredores, equipamento silencioso e utilizado sem incomodar os clientes. Mais tecnologia. Mas o avanço terminou no domingo, quando os supermercados não abriram. Infelizmente, a tecnologia esbarra no retrocesso.

Barulho

Sou de uma época em que o uso de silenciosos nos escapamentos dos veículos era obrigatório. Descarga aberta era proibida. O máximo tolerado era o sistema de escapamento Kadron, que dava um tom de potência ao motor do Fusca. Aliás, por aqui era chamado de Fuca. Agora, pelo que ouço nas ruas de Passo Fundo, parece que o uso de silenciosos e abafadores não é mais obrigatório. As motos, então, são poderosas usinas de decibéis. Quanto menor a moto, maior o ronco. Mas onde está o porquê dessa barulheira? Ou mudaram a lei ou os escapamentos perderam a eficácia? Ou seria apenas falta de fiscalização?

Música

Como é agradável você entrar num ambiente onde a música não machuca seus ouvidos. Em alguns pontos de Passo Fundo a turma anda caprichando na trilha sonora. Boa música nas lojas, restaurantes, lotéricas e supermercados. Em locais aprazíveis nos sentimos mais à vontade, permanecemos por mais tempo e, claro, consumimos mais. Sabe aquela música que você quase nem percebe? Pois assim é um bom som ambiente. Discreto e sem exageros. Discrição é bom gosto, exagero é apelação. Bom gosto não exige muito, basta não descambar na vulgaridade. Música faz bem à alma.

Pensamento

Eu determino o que é importante para mim. Não os outros. O respeito à individualidade faz parte do coletivo. Fico indignado diante de certas ‘obrigatoriedades’ que tentam invadir o meu livre-arbítrio. Ainda tenho o mais amplo e fortalecido direito de escolha. Ouço apenas o que quero ouvir e leio somente o que quero ler. Abomino as unanimidades efervescentes. Entendo que a nossa individualidade pode, preventivamente, barrar histerias coletivas. Por isso, não embarco nessas ondas que apagam pensamentos. Até porque, como diria Lupicínio, o pensamento parece uma coisa à toa. Parece. Apenas parece!

Trilha sonora

O que deixa uma música agradável? Um bom arranjo. Um grande arranjador foi o maestro Erlon Chaves. Em 1973 gravou com a sua Banda Veneno: Carly & Carole

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https://goo.gl/3knwk2




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