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Colunistas


Não está tudo errado

Sábado, 07/07/2018 às 06:00, por Resenha Russa

Muito cuidado com as afirmações de generalização a respeito do trabalho de Tite e da montagem deste elenco para a Copa. Falando de campo e bola, ou seja, deixando de lado a questão política da CBF, a seleção não pode ter seu trabalho e o projeto dos últimos anos nivelados por baixo. É claro que não é momento de passar a mão na cabeça. Alguns ensinamentos precisam ser urgentemente aprendidos. Mas, no fim das contas, o Brasil foi eliminado por um time que foi fatal e efetivo em sua estratégia.

 

Fator surpresa
O Brasil foi surpreendido pela Bélgica. Na vitória sobre o Japão, ficaram escancarados diversos problemas belgas. O técnico Roberto Martínez não resolveu todos, longe disse, mas modificou a formação da equipe e conseguiu levar vantagem sobre Tite. A ideia da Bélgica era ter os três jogadores de frente (Lukaku, Hazard e De Bruyne) sempre preparados para os contra-ataques. Com isso, concedia espaços pelos lados quando se defendia, já que os atacantes não faziam a recomposição. Tite demorou 45 minutos para perceber por onde poderia levar vantagem e o Brasil acabou desclassificado.

 

Cavani
Impossível falar de França x Uruguai sem entrar no assunto Edinson Cavani. A presença do atacante não garantiria a classificação uruguaia, mas a ausência influenciou diretamente no andamento do partida. Sem seu companheiro de ataque, Suárez não conseguiu entrar no jogo e sua seleção, apesar de se defender bem, não feriu o adversário. Méritos para França, que conseguiu furar o bloqueio na bola parada, uma das principais armas do rival.

 

Livre, leve e solta
Apesar de ser a dona da casa, podemos dizer que a Rússia chega sem responsabilidade nas quartas de final. Superando todas as expectativas, os russos podem entregar a bola para a Croácia e executarem seu jogo mais defensivo, buscando sempre os lançamentos para o grandalhão Dzyuba. Mais do que nunca, os croatas vão precisar do seus talentos individuais para buscar a classificação.

 

Pelo alto
Suécia e Inglaterra podem fazer um grande duelo no jogo aéreo. Os suecos se sentem muito confortáveis se defendendo no próprio campo e rebatendo as bolas que os adversários cruzam pelo alto. A Inglaterra, por sua vez, marca a maioria do seus gols na bola parada.




Uruguai x França

Sexta-Feira, 06/07/2018 às 06:00, por Resenha Russa

Com uma defesa sólida, um meio-campo renovado e uma dupla de ataque extraordinária, o Uruguai chega às quartas de final como uma das melhores seleções da Copa do Mundo. Enfrentando a jovem e talentosa geração francesa, a promessa para o jogo eliminatório é de equilíbrio. A França fez uma das melhores exibições deste Mundial na vitória sobre a Argentina, quando encontrou espaço para usar da velocidade cada vez que recuperava a bola e potencializou o jovem Kylian Mbappé. Espaço, aliás, é tudo que a competitiva seleção de Oscar Tabárez não costuma conceder. Uma das saídas utilizadas por Didier Deschamps para abrir a melhor defesa da Copa pode ser o avanço dos dois laterais de forma simultânea, como aconteceu quando esteve em desvantagem contra os argentinos. A grande baixa da partida fica por conta da possível ausência do uruguaio Edinson Cavani. Além de toda a qualidade técnica, o atacante se entende muito bem com Luis Suárez e transmite muito mais confiança para o seu time do que o provável substituto, Cristhian Stuani.

 

Brasil x Bélgica
A Bélgica que avançou de maneira heróica contra o Japão seria uma presa fácil para o Brasil. No entanto, como os problemas defensivos da seleção europeia ficaram expostos antes do confronto, é provável que por meio de mudanças de nomes, postura e até mesmo de posicionamento em campo, o técnico Roberto Martínez consiga amenizar a demora na recomposição quando o time perde a bola e a lacuna deixada no centro do campo. Se persistirem os mesmos defeitos, a Seleção Brasileira irá encontrar muito espaço nos contra-ataques e também na entrada da área, local onde Philippe Coutinho costuma ser fatal com seus arremates. Sem Casemiro, o Brasil perde força na bola aérea, uma das principais armas de seu adversário, que pode ter o gigante Fellaini se somando a Lukaku dentro da área e se projetando nas costas do baixo lateral Fágner. Com Fernandinho, ganha um passe e uma saída mais rápida quando recuperar a bola. Tite também terá a disposição o retorno de Marcelo no time titular e a alternativa de Douglas Costa para o segundo tempo.




Melhores

Quarta-Feira, 04/07/2018 às 06:00, por Resenha Russa

A nossa seleção com os destaques da Copa do Mundo sofreu poucas alterações na última rodada. Apesar da eliminação da Dinamarca, Kasper Schmeichel se consolidou ainda mais como grande goleiro deste Mundial ao defender um pênalti na prorrogação e outras duas cobranças já na disputa de penalidades. Responsável pelas bolas paradas e autor de grandes lançamentos pela Inglaterra, Trippier se mantém na lateral direita. Respondendo muito bem ao ataque do México, Thiago Silva segue formando a dupla de zaga ao lado de Granqvist, mais uma vez sem sofrer gols pela Suécia. A grande novidade na defesa é justamente na posição mais carente do torneio: lateral-esquerdo. Pela regularidade ofensiva e defensiva na grande campanha Sueca, Augustinsson assume o posto.

 

Meio
No centro do campo, nenhuma novidade em relação a última rodada. Casemiro fez mais uma boa exibição nas oitavas de final e segue sendo o grande volante. Luka Modric não teve uma grande atuação contra a Dinamarca e perdeu até mesmo um pênalti na prorrogação. Mesmo assim, o croata foi responsável por encontrar o passe que ocasionou a penalidade e posteriormente assumiu a responsabilidade na disputa de pênaltis. Continua sendo um dos melhores jogadores da competição, assim como Philippe Coutinho. Apesar do desempenho muito abaixo contra o México, figura na equipe pelas três grandes partidas anteriores. Com toda sua classe e também responsável pela bola parada da Colômbia, Juan Quintero é uma das revelações da Copa e completa o setor.

 

Ataque
Entre os atacantes, uma grande modificação. Atual melhor jogador do Mundo, Cristiano Ronaldo foi fundamental nas duas primeiras partidas, mas não conseguiu repetir o nível nas outras duas e Portugal acabou sendo eliminado. No seu lugar entra Dzyuba. O centroavante grandalhão da Rússia é peça chave no estilo de jogo dos donos da casa, participou do lance que ocasionou o pênalti e ainda converteu a cobrança que resultou no empate (e posteriormente a classificação) contra a Espanha – já soma três gols e uma assistência em quatro jogos. O inglês Harry Kane continua sendo o artilheiro do torneio, mesmo tendo disputado apenas três jogos, e fecha o setor ofensivo.

 

Técnico
Para não cometer o que consideramos uma injustiça, vamos abrir uma exceção. Na escolha do melhor técnico até então, serão dois nomes. Se Uruguai e Suécia estão classificados para as quartas de final, grande parte do mérito se deve aos técnicos: Óscar Tabárez e Jan Andersson. Por mais que não sejam brilhantes para quem gosta de um futebol vistoso, são dois comandantes que conseguem fazer suas equipes executarem muito bem sua proposta de se defender no próprio campo, usar do contra-ataque e explorar o jogo aéreo.




Talento

Terça-Feira, 03/07/2018 às 06:00, por Resenha Russa

Willian e Neymar conseguiram mostrar aquilo que se esperava da dupla de ataque na fase de grupos. Com uma injeção de ânimo e confiança, os atacantes fizeram um grande jogo e, juntamente com Thiago Silva, foram os melhores jogadores do Brasil contra o México. Neymar está conseguindo ser mais efetivo a cada jogo, recuperando a melhor condição física, deixando de gastar energia com jogadas longe do gol e usando o recurso do drible contra o lateral-direito adversário. William também se transformou contra o México. No segundo tempo, ganhou mais liberdade para flutuar pelo campo e não ficou preso ao lado direito. Nem parecia o mesmo jogador das três primeiras partidas do time na Copa.

 

Segurança
Mais uma partida extremamente segura de Thiago Silva. A técnica e principalmente a concentração do capitão brasileiro dão ao jogador o título de atleta mais regular da seleção neste mundial. Na soma dos desarmes de todo time brasileiro foram 27. O ótimo desempenho defensivo brasileiro também passa pela competência do seu companheiro de zaga, Miranda, e também por Casemiro. O volante do Real Madrid, aliás, será desfalque por suspensão na próxima fase e deve dar lugar para Fernandinho.

 

Gabriel Jesus
O dono da titularidade no comando do ataque é a grande interrogação na Seleção Brasileira. A torcida pede incansavelmente por Roberto Firmino, de grande temporada pelo Liverpool e mostrando serviço a cada oportunidade recebida. No entanto, Tite tem optado por manter o jogador do Manchester City, titular durante o ciclo das eliminatórias, mas que não vem apresentando o mesmo rendimento de outrora. Com o gol marcado contra o México no segundo tempo, o atacante do Liverpool deve ganhar mais minutos em campo nas quartas de final.




Jogo grande

Sábado, 30/06/2018 às 06:00, por Resenha Russa

Com uma das melhores gerações da atualidade, a França não fez uma grande primeira fase. A esperança é que agora, jogando contra a Argentina, um adversário mais forte, consiga encontrar mais espaços para usar da velocidade de Griezmann e Mbappé nos contra-ataques. A Argentina é uma grande decepção com Jorge Sampaoli, não apresenta ideias, está muito pressionada psicologicamente, mas possui o jogador mais imprevisível e genial desta geração.

 

Quem vai ter a bola?
A grande curiosidade no confronto entre Uruguai e Portugal fica por conta de quem irá tomar a iniciativa, já que as duas seleções se sentem mais confortáveis jogando no erro do adversário. Uruguaios são muito competentes na defesa e possuem na bola parada a grande arma ofensiva, enquanto portugueses estão muito confiantes e sabem que, mesmo não fazendo uma grande Copa, podem contar com o poder de decisão de Cristiano Ronaldo para vencer até mesmo quando a partida apresenta um cenário desfavorável.

 

Grande teste
A Espanha chegou na Rússia como uma das três principais candidatas ao título, mas perdeu seu treinador, Julen Lopetegui, nas vésperas da estreia e ainda desperta dúvidas. Logicamente, o time é praticamente o mesmo, já que ninguém consegue modificar uma estrutura em pouco tempo. Resta saber como serão as escolhas de Fernando Hierro, com pouca experiência como treinador em competições de alto nível. Apesar de jogar em casa, a Rússia está leve e sem responsabilidade, já que pela primeira vez conseguiu avançar de fase. 

 

Desequilíbrio
Modric, Rakitic, Perisic, Mandzukic, Kovacic e companhia. A Croácia finalmente conseguiu uma grande campanha com a geração de jogadores badalados. O confronto contra a Dinamarca talvez seja o mais desequilibrado pelo que as duas equipes mostraram na primeira fase – ou não mostraram, no caso dinamarquês.

 

Chaveamento
Em termos de camisa, história e tradição, obviamente o mata mata da Copa do Mundo está com um lado mais forte e outro mais fraco. Mas, em 2018, as seleções consideradas favoritas ainda não conseguiram mostrar todo o seu potencial, enquanto algumas menos tradicionais supreendem e são muito competitivas no que se propõem a fazer. Dentro de campo, o chaveamento considerado fraco pode se mostrar até mais difícil.




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