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Colunistas


Melhores

Sexta-Feira, 29/06/2018 às 06:00, por Resenha Russa

Encerrada a terceira rodada, já definimos a seleção da fase de grupos. Schmeichel foi responsável direto pela classificação da Dinamarca e sofreu apenas um gol em três jogos, sendo o goleiro de maior destaque. Trippier, o homem das bolas paradas da Inglaterra, continua na lateral direita. Thiago Silva coroou suas grandes exibições com um gol contra a Sérvia e forma a dupla de zaga ao lado do gigante Granqvist, autor de dois gols e líder da forte defesa sueca. Apesar da eliminação de Senegal, o lateral-esquerdo Sabaly fecha o setor defensivo com sua regularidade. Reconhecido principalmente pelo poder de marcação, Casemiro se mostrou importante também com seus lançamentos e ocupa o posto de melhor volante. Outros três jogadores que podem facilmente disputar o prêmio de melhor da Copa completam o setor: Modric, Coutinho e Juan Quintero. O croata é o grande destaque da campanha 100% de seu país, enquanto o brasileiro assumiu a responsabilidade, com dois gols e uma assistência, e o colombiano é a grata surpresa do Mundial, participando diretamente de um gol por partida. Artilheiro com cinco gols, Harry Kane forma a dupla de ataque com Cristiano Ronaldo, autor de outros quatro. Jan Anderson, mentor da competitiva Suécia, é o grande técnico desta primeira fase.

 

Decepções
A maior decepção da fase de grupos foi a Alemanha. Os atuais campeões do Mundo não conseguiram passar da primeira fase, algo que não acontecia há 80 anos. Em outro patamar, a Polônia também gerava bastante expectativa pelo desempenho e pelos resultados obtidos no último ciclo. No entanto, o time liderado por Lewandowski acabou se despedindo da Copa já na segunda rodada. A Argentina conseguiu a classificação, mas pode facilmente entrar nesta lista pelo fraco desempenho e as constantes mudanças por falta de convicção do técnico Sampaoli.

 

Surpresas
Sem dúvidas os donos da casa são a grande notícia positiva. Poucos esperavam a classificação da Rússia, que deixou o Egito de Mohamed Salah para trás e também goleou a Arábia Saudita. A classificação da Croácia não surpreende pela qualidade de seus jogadores, mas a facilidade com que avançou vencendo todas as partidas chama a atenção. A Suécia encanta pela classificação em primeiro lugar e o México pelo grande desempenho nas duas primeiras partidas. Segundo lugar em um dos grupos mais equlibrados, o Japão eliminou Senegal e Polônia e também entra na turma que se sobressaiu na fase de grupos.




Brasil

Quinta-Feira, 28/06/2018 às 06:00, por Resenha Russa

A jogada do primeiro gol do Brasil tem a assinatura de Tite. A arrancada de Paulinho no espaço entre o zagueiro e o lateral esquerdo da Sérvia não foi por acaso. O lance claramente foi treinado a ponto de tornar-se automática a ação dos jogadores do Brasil. Quando Coutinho carrega a bola com a perna direita em direção ao meio, Gabriel Jesus atrai um dos zagueiros, criando um “buraco” na primeira linha sérvia para a penetração de Paulinho. Méritos para a visão do ex-jogador do Corinthians e principalmente para passe perfeito de Coutinho. O craque do Barcelona foi o principal líder técnico deste time na fase de grupos. Algumas peças da equipe que ainda não estão rendendo o que podem – até pelo o que foi apresentado na campanha das Eliminatórias Sul-Americanas – vão precisar mostrar mais na decisão contra o México.

 

Defesa sólida
O tão criticado Thiago Silva foi um dos melhores jogadores da Seleção nessa fase de grupos. Contra a Sérvia, o zagueiro foi muito seguro, se antecipando inúmeras vezes dos grandalhões do time europeu. Os laterais Fágner e Filipe Luís são bons marcadores e podem dar mais consistência a esse sistema de defesa. O que preocupa é equilíbrio do meio campo brasileiro. No início do segundo tempo, a Sérvia teve muita vantagem nesse setor e não marcou o gol por muito pouco. Somente com a entrada de Fernandinho o time voltou a equilibrar as ações da partida. A partir do jogo contra o México nas oitavas, o campeonato é outro. Não há espaço para momentos de desconcentração e um erro pode ser fatal no mata mata.

 

Alemanha
As dúvidas na seleção da Alemanha eram apontadas antes do início da Copa, mas ninguém poderia esperar que a participação se encerasse tão precocemente. Na estreia, enfrentou um adversário mortal nos contra-ataques, apresentou uma fragilidade na recomposição defensiva e poderia ter sido goleada. Contra a Suécia, dificuldade para enfrentar um adversário fechado. Na última partida, novamente pouca produtividade com a bola nos pés e derrota para a Coreia do Sul, uma das seleções mais fracas do Mundial. O sonho do pentacampeonato ficou para 2022.




Brasil

Quarta-Feira, 27/06/2018 às 06:00, por Resenha Russa

Um verdadeiro jogo de xadrez. Essa deve ser a temática do jogo de Brasil x Sérvia. Mesmo precisando do resultado, a seleção da Sérvia deve apostar nas jogadas de bola aérea para tentar a vitória. Com um dos times com maior média de altura na Copa, essa deve ser a principal preocupação da seleção brasileira. Por outro lado, o time de Neymar e Coutinho pode quebrar o bloqueio defensivo com a qualidade individual. Tite aposta nessa estratégia mantendo o time que jogou contra a Costa Rica, deixando de lado a ideia de apostar em um meio campo mais físico e defensivo. Essa escalação promete oferecer mais possibilidades de furar a defesa do adversário europeu. Mas não podemos esquecer de um fator importante para o jogo da 3ª rodada: o comportamento das duas equipes. Se tratando de uma decisão, a parte emocional dos atletas certamente estará mais aflorada. A Sérvia vai tentar desestabilizar esse time de todas as formas. Será um grande desafio para os comandados de Tite.

 

Sem gols
O primeiro 0 x 0 da Copa da Rússia aconteceu na terça-feira (26). Na 37ª partida do Mundial, França e Dinamarca não tiraram o zero do placar. O empate sem gols agradou as duas equipes, que conseguiram cumprir seus objetivos, mas certamente não deixou o fã de futebol satisfeito com a partida.

 

Alemanha
Para se classificar para as oitavas de final da Copa, a Alemanha precisa acabar com um pequeno fantasma. Nos últimos dois Mundiais o atual campeão foi eliminado ainda na primeira fase do torneio. Em 2010 a Itália ficou no último lugar em um grupo com Paraguai, Eslováquia e Nova Zelândia e acabou eliminada sem vencer uma partida. Na última Copa foi a vez da Espanha decepcionar na chave com Holanda, Chile e Austrália. Graças ao gol salvador de Kroos na última partida, com uma boa vitória sobre a Coreia do Sul a Alemanha consegue quebrar esse tabu.




Uruguai

Terça-Feira, 26/06/2018 às 06:00, por Resenha Russa

É de se aplaudir o trabalho que Oscar Tabárez vem fazendo na seleção do Uruguai durante os últimos 12 anos. O pequeno país consegue se agigantar e competir contra as principais potências. O futebol passa longe de ser o mais vistoso esteticamente, mas é extramente competitivo dentro da sua proposta. Para a Copa do Mundo, maestro Tábarez até tentou modificar um pouco o formato da equipe, convocando meio-campistas jovens e que também sabem jogar com a bola nos pés. No entanto, o que prevaleceu nesta campanha foi o já conhecido estilo uruguaio de se jogar futebol: pouca posse de bola, sistema defensivo sólido, ligação direta para os atacantes e uma bola parada mortal. O sistema defensivo terminou a fase de grupos sem sofrer um único gol e Suárez e Cavani comandaram o ataque, marcando três dos cinco gols da equipe. Aliás, todos os gols uruguaios se originaram de bola parada. O Uruguai não é um dos favoritos para brigar pelo título, mas promete dar trabalho nas oitavas de final.

 

El-Hadary

O Egito não somou nenhum ponto e está eliminado da primeira fase, mas um dos seus goleiros fez história. Reserva nas duas primeiras partidas, El-Hadary começou jogando contra a Arábia Saudita e, no auge de seus 45 anos, se tornou o jogador mais velho a atuar em uma Copa do Mundo. Para alcançar o feito, o jogador superou o também goleiro Mondragón, que disputou uma partida do Mundial de 2014 pela Colômbia. Mostrando que não foi escalado apenas para atingir o recorde, o veterano até defendeu um pênalti no primeiro tempo, mas não evitou a derrota do seu país.

 

Messi

Com 31 anos de idade e um dos melhores currículos da história do futebol, Lionel Messi terá uma das últimas chances de liderar seu país ao título de uma Copa do Mundo. Em 2022, o argentino terá 35 anos de idade e muito provavelmente perderá o rendimento extraordinário que vem tendo nos últimos anos. Resta ao craque tentar liderar esta equipe a uma reviravolta histórica contra a Nigéria. Uma missão quase impossível.




Coutinho

Sábado, 23/06/2018 às 06:00, por Resenha Russa

É incrível a capacidade de Philippe Coutinho em decidir jogos. O jogador é o melhor atleta da Seleção até o momento. Em dois jogos, dois gols e dois prêmios de melhor jogador da partida. O meia participa ativamente da construção de jogadas e independentemente da posição é certeza no time de Tite. Com sua principal arma sendo o passe final e o chute de perna direita, não parece uma opção inteligente colocá-lo em outra posição que não seja no lado esquerdo. Contra a Costa Rica, Coutinho repetiu o que mais fez em sua passagem de 5 anos pelo Liverpool: salvar o seu time de resultados ruins.

 

Mudança

A atuação contra a Costa Rica deixou clara algumas impressões. Como a seleção tem por característica usar mais o forte lado esquerdo com Marcelo, Neymar e Coutinho, o atacante do lado oposto fica aberto esperando a oportunidade da bola ser invertida para fazer a jogada individual. Com Willian apresentando um baixo desempenho nesses dois primeiros jogos, Douglas Costa aparece como uma opção interessante para Tite e já mostrou serviço no segundo tempo contra os Costa-Riquenhos. Além de ter o drible, por ser canhoto e jogar pela direita, o atacante invariavelmente acaba fazendo o movimento de sair da direita para o centro e permitindo com que o lateral-direito Brasileiro também encontre espaço para participar das ações ofensivas.

 

Hermanos
Mesmo sem jogar bem e não mostrar organização, a Seleção Argentina só depende de si mesma para se classificar para a próxima fase. E talvez esse seja o maior problema: a equipe de Jorge Sampaoli não transmite confiança e dificulta qualquer tipo de análise ou previsão.




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