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Colunistas


Digitalização dos negócios: um futuro atrasado

Segunda-Feira, 30/03/2020 às 18:32, por Ricardo Bortolini

“Como continuar oferecendo nossos serviços enquanto garantimos proteção à saúde dos nossos funcionários?” Essa pergunta permeou as discussões entre os gerentes da Bortolini Imóveis e foi decisiva para o posicionamento adotado pela imobiliária desde o fechamento do comércio de Passo Fundo. Ela foi importante também para ligar um sinal de alerta: ainda estamos muito atrasados quando o assunto é digitalização dos negócios.

De fato, toda crise gera medo, insegurança e incertezas. Mas da crise também podemos tirar as melhores oportunidades de crescimento. Ninguém está imune aos efeitos do COVID-19, inclusive nossa economia, ainda muito fragilizada pelos anos desafiadores que teve de enfrentar a tão pouco tempo. Mas é interessante notar o quanto o momento atual tem nos obrigado a olhar para os nossos negócios como talvez nunca tenhamos nos permitido olhar antes. Tem nos forçado a encontrar alternativas em um ambiente ainda pouco explorado pelas empresas, mas que hoje se mostra o mais seguro: o ambiente digital.

A tecnologia sempre foi uma realidade para a Bortolini, o que ajudou muito no processo de adaptação ao novo cenário. Mas ainda assim está sendo um grande desafio. Com o isolamento social, tivemos de migrar toda a nossa operação para o digital, incorporando uma nova rotina de trabalho, uma nova forma de gerenciar equipes e de oferecer nossos serviços. Nunca antes havíamos testado o modelo home office, por exemplo, talvez pela formalidade do mercado imobiliário que, como outros segmentos tradicionais, muitas vezes exige olho no olho para estabelecer uma relação de confiança.

Mas isso não pode ser visto como empecilho. Os serviços ainda podem ser entregues com a mesma qualidade se soubermos aproveitar ao máximo ferramentas disponíveis no mercado, para cada tipo de segmento. Para nós, digitalizar todo o processo, de ponta a ponta, dependia apenas de melhorar a utilização de softwares que já possuíamos. Então fortalecemos o atendimento online por meio de todos os nossos canais de comunicação (telefone, e-mail, site, Whatsapp, Facebook, Instagram), adaptamos processos manuais e assim conseguimos desburocratizar as operações, mantendo a mesma qualidade e validade jurídica.

A visita aos imóveis continua disponível, mesmo sem o acompanhamento de um profissional. Contamos com tele entrega de chaves, todas devidamente higienizadas e lacradas, garantindo segurança e comodidade aos nossos clientes. Para quem ainda assim prefere não sair de casa, também oferecemos a visita guiada online. Nosso profissional vai até o imóvel de interesse, tomando todas as medidas de precaução, enquanto nossos clientes acompanham tudo ao vivo, por videochamadas. Os documentos necessários para o fechamento dos negócios pode ser enviado por email e até mesmo a formalização da compra, venda e locação de imóveis pode ser feita através da assinatura digital dos contratos.

Mas o que quero dizer com tudo isso é que não importa o quão tradicional é o seu segmento de atuação, sempre haverá alternativas para continuar oferecendo seus serviços quando o atendimento presencial não for uma alternativa. Alguns de forma integral, outros criando serviços à parte, capazes de manter o relacionamento com o cliente onde quer que ele esteja. Não é uma tarefa fácil, mas a transformação digital é um futuro inevitável. Todas as empresas, hora ou outra, vão precisar se adequar, seja pelas circunstâncias ou pelo perfil das novas gerações. Então por que não começar agora? O que você precisa para colocar em prática?




O mercado imobiliário frente à queda da bolsa de valores

Terça-Feira, 17/03/2020 às 07:00, por Ricardo Bortolini

A volatilidade na Bolsa de Valores nunca pegou tantos investidores de surpresa quanto nas últimas semanas. Também pudera! Uma série de fatores abalou o mercado como um todo. O decreto de pandemia do Coronavírus feita pela OMS, a disputa acirrada pelo preço do Petróleo e reformas que aguardam tramitação no Congresso Nacional, fizeram as ações despencar no Brasil e no mundo. Na semana passada, em um único dia a bolsa de valores brasileira registrou queda de 14,78%, a maior em 22 anos. O impacto foi tão grande por aqui que no mesmo dia os negócios tiveram que ser paralisados duas vezes. No total, o “circuit breaker” (procedimento padrão para conter quedas excessivas) foi acionado em quatro momentos durante toda a semana.

 

Infelizmente, é unânime entre os especialistas a baixa expectativa de melhora para um curto prazo. Mesmo que em alguns dias as ações tenham disparado logo na abertura, a queda ainda é muito frequente, com a tendência de continuar oscilando desta forma por mais um bom tempo. Outro consenso entre economistas é sobre manter a cautela. Para os investidores prejudicados, pular fora não é a melhor opção. A principal orientação agora é conter os impulsos e esperar a poeira baixar para não perder mais dinheiro. Uma alternativa é reorganizar a carteira de investimentos, optar por ativos de empresas com menor probabilidade de serem impactadas por crises como a que estamos enfrentando. Por outro lado, mais do que nunca investidores de primeira viagem devem ter cuidado ao ingressar no mercado de ações. Momentos como esse são realmente “tentadores”, mas devem ser aproveitados apenas por quem já conhece o mercado à fundo e tem condições de esperar um retorno a longo prazo.

 

Mas o sinal de alerta já havia sido ligado há mais tempo. Lembra da queda da Selic no final do ano passado? Quando os investimentos de renda fixa desmotivaram até mesmo os mais conservadores? Lá atrás já falávamos sobre diversificar os investimentos, um conselho que deveria ser melhor aproveitado não só em momentos de crise. Ao contrário, essa é uma prática muito efetiva para proteger seu patrimônio e evitar o pânico generalizado que estamos acompanhando hoje.

 

A moradia, como necessidade básica e sonho de consumo de boa parte dos brasileiros, sempre foi uma forte opção de investimento para quem não pensa em abrir mão da segurança. Ao contrário da volatilidade do mercado de ações, que pode ir de um extremo ao outro em questão de horas, os preços dos imóveis não caem do dia para a noite. Mesmo quando afetado, o mercado imobiliário demora algum tempo até que os efeitos de uma crise comecem a balançar os investimentos, dando a oportunidade de agir enquanto o perigo ainda é eminente. Mas mesmo nas piores hipóteses, esse é um mercado muito resistente, como pudemos testemunhar a pouco tempo, durante a crise política do Brasil. Quem apostou no setor teve seu patrimônio resguardado durante o período porque mesmo com pouca valorização, os proprietários ainda têm a possibilidade de locar seus imóveis enquanto aguardam uma melhora econômica para movimentar seus investimentos.

 

Além disso, o mercado imobiliário brasileiro vive um bom momento. Demanda crescendo, boa disponibilidade de crédito, novas condições competindo no mercado e a menor taxa de juros dos últimos tempos têm aquecido o mercado de compra e venda. Um cenário ainda mais favorável para investidores que, a exemplo de tudo o que foi dito, conseguiram superar a crise dos últimos anos sem perder um centavo de seu patrimônio.




Tecnologia no mercado imobiliário. Para onde estamos indo?

Terça-Feira, 03/03/2020 às 07:00, por Ricardo Bortolini

Pode soar repetitivo falar sobre quanto o avanço tecnológico tem facilitado nossas relações pessoais e profissionais, mas no mercado imobiliário esse é um tema que ainda tem muito a ser explorado. “Como uma máquina poderia substituir uma função tão tradicional quanto a corretagem?” Pensar por este viés nos limita e nos impede de enxergar as grandes oportunidades que a tecnologia pode trazer às imobiliárias e aos seus profissionais, principalmente no que diz respeito à experiência do cliente.

 

Tudo começa pela abordagem. Estratégias de marketing digital, para alcançar o público ideal de cada produto, já não são mais novidade. Desde que as redes sociais permitiram a veiculação de anúncios para públicos segmentados por interesse, faixa-etária, etc, ficou muito mais fácil e em conta acessar potenciais clientes. O atendimento online também já não é mais o mesmo. Os chatbots (ferramenta de interação automática via chat) agora contribuem para uma maior disponibilidade, onde o cliente pode ter as respostas que precisam, independentemente de dia ou horário, sem que para isso seja necessário abrir mão de um diálogo fluente e humanizado, como se estivesse, de fato, se comunicando com um(a) atendente real. Personalizações que só são possíveis porque a tecnologia possibilita um tratamento mais minucioso dos dados disponibilizados pelos próprios clientes, agilizando todo o processo e permitindo uma entrega muito mais específica.

 

Em que bairro você deseja morar? Quais as suas necessidades básicas, do dia a dia? Você depende de ônibus para chegar ao trabalho? Precisa morar próximo de escolas ou faculdades? Em um atendimento tradicional, para entregar as melhores opções, o corretor precisa coletar todas essas informações uma a uma, para só então realizar uma busca manual pelo produto que melhor se encaixa dentro das suas condições. Enquanto que uma única ferramenta possibilita entregar a mesma opção, guiada apenas pelo seu histórico de interações com a imobiliária. Uma alternativa que agiliza o trabalho do corretor e a vida do próprio cliente, afinal, com o tempo cada vez mais escasso, quem não gostaria de ter a solução para os seus problemas, na palma da mão? Uma grande comodidade que a tecnologia, quando usada adequadamente, pode proporcionar ao ramo imobiliário.

 

Quanto ao corretor, cabe à ele uma função mais consultiva durante o processo de negociação. O cliente chega muito mais decidido do que quer, mas ainda precisando da garantia de que está fazendo um bom negócio. Por isso, o conhecimento de mercado do corretor continua sendo determinante para o processo de compra de um imóvel.

 

Uma participação que não impede, no entanto, de utilizar a tecnologia de ponta a ponta, até a consolidação dos negócios. Na locação, por exemplo, o cliente já não precisa mais se deslocar até a imobiliária para assinar seu contrato ou ir até cartórios para reconhecer assinaturas. Tudo pode ser feito online, de onde estiver, sem burocracia. O detalhe é que para isso também não é necessário abrir mão da segurança e do sigilo das informações.

 

Resta às imobiliárias adaptar seus processos a fim de atender às expectativas do cliente, cada vez mais exigente, autônomo e participativo no processo de venda e locação. Um desafio que se estende aos profissionais, que devem se manter em constante atualização, especializados em segmentos específicos e afinados com o que há de mais novo em tecnologia no mercado imobiliário.




Aceitar permuta pode acelerar a venda do imóvel

Terça-Feira, 18/02/2020 às 07:00, por Ricardo Bortolini

A negociação é, sem dúvidas, um dos processos de venda que mais requerem cuidado no mercado imobiliário. Uma decisão equivocada pode travar a transação exigindo mais tempo de espera por parte do vendedor. Por isso é tão importante deixar a resistência de lado e avaliar com calma toda oferta que receber, mesmo aquelas que incluem outro imóvel como forma de pagamento. Isso mesmo! Pode até parecer estranho, mas aceitar outro imóvel na venda do seu pode ser o melhor a se fazer, dependendo das circunstâncias. 

A modalidade, também chamada de permuta, é reconhecida legalmente e pode ocorrer de duas formas: como a troca de dois bens do mesmo valor ou como parte do pagamento, acompanhada de uma compensação financeira caso haja um imóvel de maior valor na negociação. Independente do formato escolhido, a permuta é uma opção que exige cuidado redobrado e uma avaliação criteriosa de ambos os imóveis envolvidos na transação. Detalhes que tornam o acompanhamento de um corretor requisito indispensável.

Quem aceita a permuta integral provavelmente já cogitava essa possibilidade antes mesmo de anunciar a venda do imóvel. Isso, por diversos motivos: mudar para outra cidade, investir em outro local, mudar de casa para apartamento (ou o contrário) e por aí vai. Agora, se a ideia for vender o imóvel para outros fins que demandam maior potencial financeiro, como dar um upgrade na qualidade de vida, receber em dinheiro é a primeira opção. Mesmo nesses casos, avaliar a possibilidade de aceitar um imóvel como parte do pagamento não deve ser descartada. Especialmente se tratando da venda de um imóvel de maior valor.

Neste caso, a permuta com compensação financeira pode inclusive acelerar o processo todo. Parece incoerente, mas faz sentido se você pensar no público que seu imóvel atende. Quanto maior o valor a ser negociado, menor será a demanda e mais específico será o grupo de potenciais compradores. É só você traçar o perfil de pessoas que consomem imóveis de alto padrão. Na grande maioria, investidores atuantes no mercado imobiliário.

Outro ponto que você precisa considerar é a liquidez do imóvel ofertado no negócio. Aceitar um imóvel que tem maior procura no mercado, ao invés de esperar meses até que seu imóvel seja vendido dentro das condições iniciais, pode ser uma boa estratégia. Afinal, se estamos falando de um imóvel de menor valor, naturalmente a sua comercialização será mais rápida.

Com a decisão tomada, resta seguir alguns cuidados. Garantir que os imóveis envolvidos na transação estejam quitados e livres de ônus, são requisitos básicos. Outro ponto que merece sua atenção é a formalização de tudo o que foi acordado, de maneira mais detalhada possível. Lembre-se que essa é uma transação mais delicada, capaz de envolver mais de uma venda na mesma operação, e que justamente por isso, você precisa ter garantias de estar fechando um bom negócio.

Certeza que você só terá se puder contar com a orientação de alguém especializado no assunto, capaz de intermediar interesses e dar todo o auxílio necessário para tomar a melhor decisão possível.




Crédito prefixado será lançado pela Caixa nos próximos dias

Terça-Feira, 04/02/2020 às 07:00, por Ricardo Bortolini

Uma nova linha de crédito imobiliário está a caminho. Ao que tudo indica, o anúncio oficial do crédito prefixado, que estava previsto somente para março, deve ser feito pela Caixa ainda nos próximos dias. Entretanto, o pouco que já foi divulgado pelo próprio presidente do banco, Pedro Guimarães, aumenta e muito as expectativas para 2020.

 

Isso porque além de ser mais uma opção frente ao mercado imobiliário, a nova linha promete juros igualmente atrativos aos consumidores. Diferentemente das modalidades já praticadas, o crédito prefixado não terá correção pela TR e nem pelo IPCA, oferecendo taxas abaixo de 10% ao ano. Se comparado à maior taxa do financiamento corrigido pela inflação (4,95% a.a.) somada ao IPCA (3,4%, conforme previsão do último Boletim Focus), o crédito prefixado pode se tornar um forte concorrente, inclusive pelo menor risco que oferece ao tomador de crédito. Enquanto quem opta pelas outras modalidades precisa ficar atento aos índices de correção, quem for optar pelo crédito prefixado não estará sujeito às oscilações do mercado. Ao que parece, a ideia é justamente transferir o risco do consumidor ao banco, em troca de taxas levemente mais altas que as outras modalidades. Outra diferença do crédito prefixado é o prazo para pagamento, que deve ser menor. Hoje o financiamento corrigido pela TR pode ser pago em até 35 anos, enquanto o financiamento corrigido pelo IPCA não ultrapassa os 30 e a nova proposta deve ficar entre 20 e 25 anos.

 

Para o segmento, essa é mais uma excelente opção para estimular a aquisição de imóveis em um ano que deve continuar bem aquecido. A pouco tempo já vimos um movimento semelhante, que deu uma força extra ao mercado imobiliário na segunda metade de 2019. Segundo dados da Abecip, os valores financiados com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) subiram 37% em 2019. Foram R$ 78,7 bilhões liberados para aquisição e construção de imóveis no último ano. No mesmo ritmo, o número de unidades também subiu. Foram 298 mil imóveis financiados em 2019, um aumento de 30% em comparação ao ano anterior.

 

Vale ressaltar também a importância da Caixa em manter a competitividade a partir do lançamento de novas opções de crédito imobiliário. Tradicionalmente os demais bancos têm depositado bons esforços para tentar competir lado a lado com a estatal. Volto a lembrar o lançamento do financiamento corrigido pela inflação que incentivou, por exemplo, o Banco do Brasil a lançar uma linha semelhante antes mesmo do ano virar. Outros que se preparam para competir no mercado são Itaú e Bradesco, mas com a expectativa de atender a demanda de outros públicos.

 

Quem ganha no fim das contas é o consumidor. Com maior investimento no mercado e diferentes opções de financiamento, fica muito mais fácil adquirir o próprio imóvel, com a liberdade de escolher a linha mais adequada à sua realidade. Todas têm seus prós e contras. Quanto menor o risco, consequentemente maior será a taxa fixa, e vice-versa. O importante aqui é pesar muito bem cada medida para poder desfrutar do melhor momento do mercado imobiliário e conquistar sua tão idealizada casa própria.






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