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Colunistas


Fatos - 25/02/2017

Sábado, 25/02/2017 às 06:00, por Zulmara Izabel Colussi

Referência
A condição de polo regional em saúde faz com que Passo Fundo se torne destino de milhares de pessoas. O raio de atuação da cidade nesta área é superior a um milhão de habitantes. Além do HSVP que é uma referência no Sul do país, o Hospital da Cidade é outra grande instituição que cumpre o seu papel de atendimento local e regional. Pois o HC também foi sondado por instituições hospitalares menores para parcerias na gestão. É indiscutível que a crise atingiu em cheio o segmento hospitalar e quem não estava preparado teve suas bases abaladas. Mesmo enfrentando estas dificuldades, o HC manteve seus compromissos em dia e os projetos de expansão em andamento, o que vai ampliar a capacidade instalada.

Representatividade
A região sofre com a falta de representante no Congresso Nacional. Mas, Passo Fundo sofre ainda mais. O município, através das suas forças vivas, precisa se despir de qualquer conceito ideológico e começar a pensar neste assunto. O ano da eleição, 2018, está chegando e quem não se articula em política não chega a lugar nenhum. O campo está aberto para o debate. Sejamos protagonistas e não egoístas. Em outros tempos a OAB tomou à frente do debate.

Cemitério pra cachorro
Egídio Ferronato é um assinante antigo do jornal e sempre que pode contribui para os debates. Ele escreveu para a colunista a propósito da proposta do vereador Renato Tiecher, PSB, sobre o cemitério para cachorro. Uma ideia que não é nova e teve no ex-vereador Cândido Guaradi de Rezende (in-memorian) a origem da proposta. Diz Ferronato: “A proposta deve, obrigatoriamente, ser precedida de discussão sobre "registro e imposto sobre cachorro". Afinal, quem vai arcar com as despesas? Já temos ambulatório público. Falta dinheiro para educação e saúde. E agora mais essa. Não seria conveniente deixar a iniciativa privada que esta lucrando muito com o negócio, cuidar do assunto?”

Não é só coincidência
O afastamento de dois ministros do presidente Michel Temer alegando problemas de saúde não é coincidência. José Serra e Eliseu Padilha evitam constrangimento ao presidente de ter que exonerá-los por conta de denuncias de envolvimento na Lava Jato. Ao que tudo indica, Padilha, braço direito do presidente, não retorna ao governo. A água está começando a bater....




Fatos 24.02.2017

Sexta-Feira, 24/02/2017 às 06:00, por Zulmara Izabel Colussi

Medida Provisória Municipal

Proposta do vereador Mateus Wesp, PSDB, que pretende instituir a Medida Provisória Municipal vai dar o que falar na Câmara de Vereadores. A proposição de emenda à Lei Orgânica é polêmica e renderá discussões no campo jurídico. Os presidentes da República utilizam-se das MPs para governar. São criticados por isso porque é uma forma de o Executivo legislar ou ocupar o papel que é do Legislador. Questionei o vereador se não seria uma forma de transferir o que é competência da Câmara para o Executivo. Em resposta, disse que “todo instrumento pode ser usado para o bem ou para o mal”, mas que o objetivo principal é que ele sirva para agilizar situações urgentes. Cita como exemplo positivo o caso da MP do presidente Michel Temer que garantirá o saque das contas inativas do FGTS. Se não fosse por este instrumento, segundo ele, o projeto talvez não tivesse a agilidade de tramitação que necessitaria no Congresso. “Creio que debater sobre a adoção deste instrumento irá qualificar o nível da casa e melhorar o nível dos debates”, acentuou.

Parlamentarista

“Sou parlamentarista e a medida provisória, é um instrumento do parlamentarista já que no sistema parlamentarista o governo e o legislativo trabalham juntos e é o governo que legisla, apoiado pela maioria parlamentar. Afinal, principalmente em matérias econômicas e sociais a velocidade das mudanças que ocorrem no cotidiano e que afetam o poder público necessitam um atendimento rápido que o presidencialismo clássico não consegue dar conta.”

Quem mais editou MPs?

O levantamento leva em consideração apenas o primeiro ano de governo dos últimos presidentes e foi Fernando Henrique Cardoso quem mais editou MPs: em 1995 foram 41 Medidas. Depois, Luiz Inácio Lula da Silva, PT, editou 20 MPs no primeiro ano do seu segundo mandato, em 2007, seguido de Michell Temer, PMDB, que conseguiu o feito de editar 18 MPs em três meses de governo. Ele ganhou disparado de Dilma Rousseff que teve sete medidas editadas tanto no primeiro ano do primeiro mandato (2011), quanto no primeiro ano do segundo mandato (2015).

Morosidade

A Medida Provisória recebe críticas de órgãos como a OAB que vê na prática uma concordância com a morosidade do Congresso. As MPs servem para agilizar o processo, mas encurtam caminho na discussão.

Candinho

Pois o vereador Renato Tiecher, PSB, tira do fundo do baú uma proposta que, por anos, foi defendida pelo ex-vereador Candinho (in memorian). Ele é o célebre autor do projeto do Cemitério para Cachorro. Proposta que nos idos dos anos de 1970 e 1980 foi motivo de chacota e nunca foi aprovada pela Câmara. A projeto de Tiechinho vem em outro ambiente e a discussão ganhará espaço. 

Dúvida

O vereador Alex Necker, PCdoB votou contra os vetos do prefeito ao projeto que proíbe consumo de bebidas alcoólicas em vias públicas. Por ser o líder do governo na Câmara a atitude suscitou dúvidas. Outro voto chamou ainda mais atenção: o autor de uma das emendas vetadas pelo prefeito, Paulo Neckle, PMDB, foi favorável ao veto e contra a própria emenda que fixava limite de horário para a fiscalização. O vereador Luiz Miguel, PDT, não aguentou, chacoalhou a cabeça e disse: “Não estou entendendo mais nada!”




Fatos 23.02.2017

Quinta-Feira, 23/02/2017 às 06:00, por Zulmara Izabel Colussi

Modelo

Se dependesse de, pelo menos, 11 hospitais da região Norte do Estado, a administração destas instituições seria entregue ao Hospital São Vicente de Paulo. As dificuldades na gestão, os atrasos nos pagamentos (com solução parcial anunciada esta semana), os hospitais da região não hesitariam em depositar toda a confiança nas mãos do HSVP. Obviamente que o HSVP não tem como abraçar a causa. Referência no o Sul do país, o hospital de Passo Fundo também foi contemplado com recursos que estavam atrasados por parte do governo do estado. Vai usar o valor de R$ 7,5 milhões para pagar fornecedores. A gestão da casa de saúde serve de modelo. Apesar de todas as dificuldades manteve o quadro de colaboradores, não atrasou salários e não reduziu atendimentos. Ao contrário, absorveu a demanda de outras cidades.

Abordagem

O tema é complexo, polêmico e não se resume ao fato ocorrido ontem envolvendo senegaleses no centro de Passo Fundo, abordados pela fiscalização da prefeitura com suporte da Brigada Militar. Uma série de questões devem ser ponderadas e debatidas. Está mais do que na hora de todos os agentes envolvidos tratarem o assunto com a atenção que ele merece. É um problema social que deve ser enfrentado como tal. Caso contrário transformaremos as esquinas do centro em campos de batalha. Não é isso que queremos.

Vetos

Vereadores começam a analisar nesta quinta-feira os vetos do prefeito Luciano Azevedo ao projeto que proíbe consumo de bebidas alcoólicas em vias públicas. Os vetos foram a duas emendas que descaracterizaram o projeto original.

A conta chegou

O presidente estadual do PSB Beto Albuquerque diz que a conta do ‘canetaço’ da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2012, quando reduziu a tarifa de luz chegou para ser paga agora. “O resultado da incompetência e da bravata será uma conta que os brasileiros irão pagar no valor de R$ 62 bilhões. Isso representa 7% de reajuste/ano até 2025”, acrescentou.   

Pedágio

O deputado Juliano Roso, PCdoB, vai acompanhar em Brasília a reunião da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que debaterá a concessão de pedágio da da BR-386. Ele é o proponente da Frente Parlamentar para acompanhar a concessão, com o apoio de 34 deputados estaduais. A Frente vai realizar audiências em algumas cidades gaúchas para aprofundar a análise do tema.




Fatos 22.02.2017

Quarta-Feira, 22/02/2017 às 06:00, por Zulmara Izabel Colussi

Mais com menos

Existe uma diferença brutal entre estar endividado e fazer um esforço para ter as contas em dia. Se não é fácil no orçamento doméstico, imaginem na administração pública. Dois dados revelados por pesquisa da Famurs chamam a atenção ao fato de que as prefeituras gaúchas fazem um esforço enorme para o equilíbrio financeiro. Mais de 70% de 213 prefeituras consultadas no Estado adotaram algum tipo de medida de contenção. As ações mais usadas pelos prefeitos são enxugar despesas com pessoal, funções gratificadas, diárias, extinção de secretarias e afins. O outro dado é que, do total de prefeituras que responderam a pesquisa, 46,01% (98) receberam a prefeitura com superávit e 32,86% (70) encontraram o município com orçamento equilibrado. Em 16,90% (36) das cidades, o gestor municipal encontrou um quadro de déficit nas contas da prefeitura. A crise por que passa o Brasi que, segundo o ministro Henrique Meirelles, está terminando, tem sido educativa no sentido de mostrar que é possível a gestão pública fazer mais com menos. Órgão público não pode continuar sendo usado como aparato eleitoral e cabide de emprego. O que estamos vendo é prefeitos reduzindo cada vez mais a máquina administrativa e, ao mesmo tempo, voltando-se para o essencial que é atender as demandas de suas comunidades. Importante salientar que a sociedade tem papel preponderante na fiscalização para que esta prática seja a lógica da gestão pública..

Afinados

Bancada do PDT na Câmara de Vereadores afina discurso e posição de defesa da gestão do ex-prefeito Airton Dipp e oposição ao atual governo municipal, comandado por Luciano Azevedo. O vereador Márcio Patussi, mais uma vez, se coloca à disposição para concorrer a deputado estadual.

Lei Kandir

Por sugestão do deputado estadual Tarcísio Zimmermann (PT), o Colégio de Líderes da Assembleia Legislativa aprovou a proposta de que o parlamento gaúcho lidere um movimento nacional de mobilização pelo ressarcimento dos créditos devidos pela União aos Estados por conta da Lei Kandir. Hoje, a dívida do RS com a União chega a R$ 51,6 bilhões, mas o Estado teria a receber a título de ressarcimento da Lei Kandir R$ 43,4 bilhões. Dá para pagar a conta.

Escola Aberta

O vereador Saul Spinelli (PSB) protocolou uma Moção de apoio a manutenção das atividades integrais da Escola Aberta, localizada no bairro São José. A proposição, assinada por todos os vereadores da Casa, visa sensibilizar o governo estadual da importância dos serviços oferecidos pela instituição. Fundada em 1993, com a aprovação do Conselho Estadual de Educação, a Escola Aberta atende cerca de 30 alunos em turno integral, que além das atividades curriculares realizam as refeições no local. O Estado sinalizou pela redução da carga horária de atendimento da Escola que encerraria suas atividades de turno integral e passaria a oferecer os serviços apenas no turno da tarde. Para Spinelli, tal mudança ocasionaria o fechamento da Escola a médio prazo, uma vez que as crianças atendidas necessitam, inclusive, do oferecimento do almoço e café da manhã.

Ritmo

O número de obras em andamento, sendo autorizadas e até concluídas pela prefeitura de Passo Fundo, através de convênios, parcerias e até com recursos próprios, surpreende neste início de segundo mandato do prefeito Luciano Azevedo, PSB.  

 

 




Fatos 18.02.2017

Sábado, 18/02/2017 às 06:00, por Zulmara Izabel Colussi

Trânsito

Reclamações recorrentes sobre a ausência da guarda municipal em algumas escolas de Passo Fundo ganharam as redes sociais nesta semana. A volta às aulas intensifica o trânsito nos horários de entrada e saída de alunos. Com um efetivo de 76 agentes, trabalhando 24 horas, os profissionais são revezados por turnos. Pela manhã e à tarde cerca de 2O agentes atuam nos diversos pontos da cidade. Nos demais turnos são montados plantões de 15. Além do atendimento de ocorrências (só em 2016 foram três mil atendimentos), a Guarda participa das operações Balada Segura e Avante Sossego Público. No que se refere às escolas, são atendidas apenas as localizadas nas chamadas regiões conflitantes, onde o movimento é maior. Incluem-se escolas particulares, estaduais e uma municipal, a Notre Dame que fica na João Catapan, segundo informou à colunista o chefe da Guarda Ruberson Stieven. O atual efetivo não tem condições de atender, mesmo que queira, a atual demanda de uma cidade com 200 mil habitantes. O ideal, na verdade, seria nem precisar de agentes para organizar o trânsito, caso os motoristas tivessem a consciência de conduzir seus veículos conforme as regras. Como essa não é a realidade, obviamente que faltam agentes.

Indústria

Não existe indústria de multas no trânsito. O que existe são motoristas cometendo infrações.

Hospitais

O governador José Ivo Sartori vai quitar as dívidas do Estado com hospitais. Em 2016, ficaram pendentes R$ 276 milhões, que começaram a ser pagos no mês de janeiro deste ano. Foi feito o repasse total de R$ 76 milhões a 167 hospitais que prestam atendimento pelo SUS. Os 49 restantes, que têm os maiores valores a receber, serão pagos por meio de uma linha de crédito do Fundo de Apoio Financeiro e de Recuperação dos Hospitais Privados sem Fins Lucrativos (Funafir). O total é de R$ 200 milhões.

Reposição salarial

Simpasso e prefeitura começaram as rodadas de negociações para a reposição salarial do funcionalismo. A primeira reunião foi na sexta-feira e na mesa estão a proposta do sindicato de 8,46% e o argumento da crise econômica por parte do município.

Prelo

Estão saindo do ‘prelo’ três novas obras do defensor público jubilado e advogado passo-fundense Paulo Renato Cerati. São elas: O advogado e a interpretação dos problemas jurídicos; O escorpião dourado e as treze pontas de fogo; Prece última de um universitário. O primeiro livro é técnico e os outros dois são reflexões e histórias do cotidiano. Cerati, que foi presidente da Academia Passo-fundense de Letras, já tem oito livros publicados.

Felicidade

Uma das alegrias desta vida: termina o horário de verão. Muito atrapalho na vida de quem acorda cedo para pouca economia.

 




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