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Colunistas


Fatos 27.05.2017

Sábado, 27/05/2017 às 06:00, por Zulmara Izabel Colussi

Salvador da Pátria

Em primeiro lugar, eleições diretas sempre foi, é e será o melhor caminho. É o alicerce da democracia. No entanto,devemos ficar atentos ao ambiente fértil para o surgimento de salvadores da pátria. E este é o ambiente. O Portal BBC Brasil publicou na sexta-feira uma reportagem em que mostra o crescimento do deputado Jair Bolsonaro (PSC) como candidato a presidente. Um político abertamente homofóbico, machista, que defende castração química para estuprador, que diz que ‘bandido bom, é bandido morto’, além de carregar outras desqualificações nefastas. Cresce organicamente nas redes sociais como nenhum outro político do país. Isso porque, passa a margem dos escândalos envolvendo a maioria deles. Segundo a reportagem, Bolsonaro transformou-se em um dos políticos com maior influência nas redes sociais, chegando a 4,2 milhões de seguidores no Facebook - mais do que o ex-presidente Lula (2,9 milhões) e do que o atual presidente Michel Temer (580 mil). O impressionante é que este crescimento não é articulado pelo político, mas sim por um exército de voluntários, segundo conta a BBC. Voluntários que criam comunidades e compartilham postagens multiplicam o número de seguidores.

Voto

A brincadeira, que de engraçado não tem nada, começa a se transformar em intenção de voto. O DataFolha já indica Bolsonaro como o segundo melhor colocado na pesquisa. Na mesma proporção é também o mais rejeitado. É fato que não aguentamos mais o noticiário e estamos com nojo da roubalheira descarada. Estamos carentes de líderes. Desconfiados. Descrentes. Abalados financeira e emocionalmente. Mas não podemos cair em armadilhas. Salvadores da Pátria não existem. De qualquer forma, é bom ficar atento. 

Sem imposto

Passo Fundo vai participar da campanha nacional dia sem imposto,no dia 6 de junho. Pelo menos um posto de combustíveis vai vender gasolina comum a R$ 2 reais. As regras ainda não foram divulgadas. O Posto, da Rede Sim, fica na Presidente Vargas. Entrega de senhas a partir das 7h e abastecimento das 8h às 11h. É a primeira vez que a cidade, através de um estabelecimento, adere a campanha.

Curtas

* O vereador Luiz Miguel Scheis, PDT, foi eleito presidente da Associação dos Vereadores da região da Produção.

 * O governador José Ivo Sartori estará em Passo Fundo para anunciar investimento de R$ 116 milhões, via BRDE, para a Italac. Será na segunda, às 10h.

 * Movimentos do vereador Patric Cavalcanti, DEM, indicam uma candidatura a deputado (estadual ou federal) em 2018.

 

 

 




Fatos 26.05.2017

Sexta-Feira, 26/05/2017 às 06:00, por Zulmara Izabel Colussi

Marcando posição

O presidente da OAB Cláudio Lamachia disse que o país não sofre desestabilização com um processo de impeachment. Em menos de um ano e quatro meses, a OAB apresentou dois processos contra Presidentes da República. “E foram dois políticos de ideologias completamente diferentes, sinal de que a Ordem não age de acordo com as paixões partidárias. O processo encaminhado pela OAB te um diferencial em relação aos demais, porque marca a posição de um segmento representativo da sociedade. A OAB espera que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, cumpra com suas prerrogativas ao analisar com isenção o pedido protocolado ontem.

Refis

A prefeitura de Passo Fundo pretende arrecadar cerca de R$ 3 milhões com o Refis. Proposta está na Câmara para votação. O secretário da Fazenda Dorlei Maffi, faz questão de enfatizar que o Refis municipal não é realizado todos os anos e, por isso, esta é uma oportunidade única de acertar as contas com o fisco municipal.

Sucessão

O novo diretório municipal do PP, escolhido em recente convenção, volta a se reunir no fim de semana. Objetivo é encontrar o nome que vai substituir Rafael Bortoluzzi.

Vantagem

Numa eventual eleição indireta, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, levaria vantagem sobre os demais candidatos. Ele tem os votos dos deputados que são mais de 500, contra os mais de 80 do senado. A desvantagem é o fato de ser investigado na Operação Lava Jato. No entanto, tudo se alinha para um nome de consenso entre os caciques dos partidos. Aí, Maia está fora.

CRE

Ainda não está definido o substituto de Santos Olavo Misturini na Coordenadoria Regional da Educação. Por enquanto, quem responde é a professora Verônica Zanandreia.

Quem explica

Enquanto estamos em guerra na vida real e virtual, JBS surpreende mercado com ações em alta. Vai saber!!!

 

 




Fatos 25.05.2017

Quinta-Feira, 25/05/2017 às 06:00, por Zulmara Izabel Colussi

Campo de guerra

Brasília foi transformada em campo de guerra ontem à tarde quando cerca de 35 mil pessoas participaram do protesto denominado ‘Ocupa Brasília’. As manifestações iniciaram ainda pela manhã. Foram pacíficas até o meio da tarde, quando um grupo se destacou pelo vandalismo. Em três ministérios houve princípio de incêndio, foram evacuados e outros tantos tiveram vidros quebrados. Muita gente se feriu, resultado do confronto com a polícia. O vandalismo não é a melhor forma de protestar, mas indiscutivelmente traduz a revolta da sociedade com o atual momento político do Brasil. Um país consumido pela podridão da corrupção. Enquanto manifestantes e policiais travavam o confronto do lado de fora, no Congresso, deputados e senadores tentavam avançar na agenda. Impossível. Outra guerra nos plenários. Bate-boca, empurra-empurra, quase às vias de fato. Foi então que, atendendo a um pedido do presidente da Câmara Rodrigo Maia, o presidente Michel Temer convocou o Exército para garantir a segurança da Esplanada. Não será pela força, a do confronto, ou a armada, que iremos resolver a crise política do país. As instâncias são outras. O radicalismo não é o melhor caminho.

Lealdade

O presidente da Câmara Rodrigo Maia, na verdade, não pediu segurança através das Forças Armadas. Compartilhou uma decisão do próprio presidente Temer como prova de lealdade. Dividiram uma decisão polêmica que não foi bem vista nem mesmo entre os aliados. Estão juntos em qualquer circunstância.

Surpresa

"Espero que a notícia não seja verdadeira". Esta foi a reação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello, sobre o Exército. O ministro manifestou preocupação durante a sessão do Supremo.

Ligados

Quando opositores buscam saídas em encontros fechados, é bom ficar de olho. A saída sempre será benevolente com ambos. Nunca em benefício do coletivo.  

Economia

A crise política ainda não atinge a economia real, segundo o economista e professor Julcemar Zilli. Os indicadores seguem positivos. No entanto, a sociedade será atingida diretamente no bolso, se não houver capacidade de uma solução rápida. 




Fatos 24.05.2017

Quarta-Feira, 24/05/2017 às 06:00, por Zulmara Izabel Colussi

Sem acordo, não haveria denúncia

"Crimes graves: sem acordo de delação dos irmãos Batista, país seria ainda mais lesado”. A afirmação faz parte do artigo assinado pelo Procurador Geral da República, Rodrigo Janot e que foi publicado ontem pelo Portal Uol. “Três anos após a deflagração da Operação Lava Jato, com todos os desdobramentos que se sucederam, difícil conceber que algum fato novo ainda fosse capaz de testar tão intensamente os limites das instituições. Mas o roteiro da vida real é surpreendente”,diz Janot no começo do texto. O procurador assegura que não teve outra alternativa senão conceder o benefício da imunidade penal aos colaboradores, alicerçado em três fortes premissas: a gravidade de fatos, corroborados por provas consistentes; a certeza de que o sistema de justiça criminal jamais chegaria a todos esses fatos pelos caminhos convencionais de investigação, e a situação concreta de que, sem esse benefício, a colaboração não seria ultimada.

Sistema podre

“Além desses fatos aterradores, foram apresentadas dezenas de documentos e informações concretas sobre contas bancárias no exterior e pagamento de propinas envolvendo quase duas mil figuras políticas. Mesmo diante de tais revelações, o foco do debate foi surpreendentemente deturpado. Da questão central – o estado de putrefação de nosso sistema de representação política – foi a sociedade conduzida para ponto secundário do problemas – os benefícios concedidos aos colaboradores”, escreve.

Decisão

Janot questiona: “Quanto valeria para a sociedade saber que a principal alternativa presidencial de 2014, enquanto criticava a corrupção dos adversários, recebia propina do esquema que aparentava combater e ainda tramava na sorrelfa para inviabilizar as investigações? Até onde o país estaria disposto a ceder para investigar a razão pela qual o presidente da República recebe, às onze da noite, fora da agenda oficial, em sua residência, pessoa investigada por vários crimes, para com ela travar diálogo nada republicano? Que juízo faria a sociedade do MPF se os demais fatos delituosos apresentados, como a conta-corrente no exterior que atendia a dois ex-presidentes, fossem simplesmente ignorados?

Lesivo

Para Janot, Embora os benefícios possam agora parecer excessivos, a alternativa teria sido muito mais lesiva aos interesses do país. “Tivesse o acordo sido recusado, os colaboradores, no mundo real, continuariam circulando pelas ruas de Nova York, até que os crimes prescrevessem, sem pagar um tostão a ninguém e sem nada revelar, o que, aliás, era o usual no Brasil até pouco tempo”, conclui.

Só piora

O cenário político só piorou nas últimas horas. A devolução da mala com dinheiro (era R$ 500 mil, mas foram entregues R$ 465), a prisão de dois ex-governadores e um assessor do presidente Temer,a dificuldade de avançar com a pauta do Congresso e o descrédito absoluto da sociedade empurram o governo para uma situação insustentável. Articulistas de Brasília, buscam uma saída honrosa. O mercado, dono das nossas vidas e destinos, assiste nervoso a tudo, antes de se posicionar. Mas a solução não pode demorar. Se a crise política ainda não afetou a economia real, segundo o professor Julcemar Zilli, poderá atingir se a solução não vier logo.

 




Fatos 23.05.217

Terça-Feira, 23/05/2017 às 06:00, por Zulmara Izabel Colussi

Recado de Maia

O presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia, DEM, deu a entender que não vai dar andamento aos pedidos de impeachment do presidente Michel Temer. Serão nove com o que a OAB deve protocolar nesta semana. Em declarações à imprensa, ontem, depois das delações dos executivos da JBS, Maia disse que não vai se prestar ao papel de interromper o processo de reformas e promete para hoje dar prosseguimento às votações, entre elas, medidas provisórias, cujos prazos estão vencendo. Com a reafirmação de Temer de que não renunciará, pois isso seria uma confissão de culpa e com a negativa do presidente da Câmara em dar andamento aos processos de impeachment, retirar Temer da presidência só se houver a cassação da chapa Dilma-Temer por parte do TSE. As sessões para iniciar o julgamento estão previstas para o começo de junho. Até lá o Brasil sangra.   

Reflexões

Tenho detido minhas leituras muito mais em reflexões que fogem a desnecessária separação entre bons e maus, entre direita e esquerda, entre os que pensam de uma forma e os que se tornam inimigos por discordarem dela. A imparcialidade é um exercício diário na vida de um jornalista. Para ajudar neste exercício, o mínimo que se pode fazer é não se deixar contaminar pelo radicalismo das posições ideológicas apaixonadas. Reflexões como a do diretor geral da Imed, Eduardo Capelari, merecem a leitura. O texto está na página 4 da edição de hoje de ON.  

Eleições

Rene Cecconello ressurge em atividades partidárias. Na passagem do ex-senador Eduardo Suplicy por Passo Fundo, há uma semana, ele foi um dos divulgadores das atividades. É um dos nomes do PT para 2

Desabafo

O desembargador aposentado Lauro Pacheco, pai de Frederico Pacheco, primo de Aécio Neves, e que foi preso em operação da Polícia Federal, na semana passada, publicou um desabafo em sua rede social, dirigindo-se ao senador suspenso. Diz ele: “Meu filho FredericoPacheco de Medeiros está preso por causa de sua lealdade a você, seu primo. Ele tem um ótimo caráter, ao contrário de você, que acaba de demonstrar, não ter, usando uma expressão de seu avô Tancredo Neves, 'um mínimo de cerimônia com os escrúpulos'. Vejo agora, Aécio, que você não faz jus à memória de seu saudoso pai o Deputado Aécio Cunha. Falta-lha, Aécio, qualidade moral e intelectual para o exercício do cargo que disputou de Presidente da República. Para o bem do Brasil, sua carreira política está encerrada."

Sinceridade

O vereador Patric Cavalcanti, DEM, lamentou que o deputado Onyx Lorenzoni, do seu partido, esteja na lista de recebedores de caixa 2 da JBS. Ele recebeu R$ 100 mil em 2014 e admitiu publicamente, assim que a revelação veio à tona. Cometeu um ilícito como 1.829 políticos denunciados pela empresa. Mas só Onyx admitiu. Ninguém pode falar que faltou com a verdade. Vai pagar pelo erro. 




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