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Colunistas


Fatos 31.10.2018

Quarta-Feira, 31/10/2018 às 06:00, por Zulmara Izabel Colussi

O voto do agronegócio
O Agronegócio representa 25% do PIB brasileiro e colabora com 32% dos postos de trabalho no país. É o setor da economia que vem segurando o país neste crise sem fim. O setor foi determinante na eleição de Jair Bolsonaro, PSL, presidente da República. O Rio Grande do Sul, por exemplo, além de eleger Bolsonaro, também elegeu um senador representando o Agro:Luiz Carlos Heinze, PP. Mas o que o Agro espera e quer do governo de Bolsonaro? Quais são os interesses que mobilizam o setor? Para o professor, pesquisador e especialista neste tema, Elmar Floss, a garantia dada pelo presidente eleito de direito a propriedade foi fundamental. A motivação tem por princípio o que o setor entende por insegurança jurídica, segundo Floss, sseja pela permanente ameaça de invasões do MST e as desapropriações para formação de reservas indígenas, mesmo onde não havia índios até a promulgação da Constituição de 1988.


Armas
Outro componente decisivo foi a promessa do presidente eleito em facilitar o acesso às armas para defesa pessoal na propriedade. E essa mudança no estatuto do armamento já movimenta o Congresso e acende o interesse de multinacionais que querem vender armas ao Brasil.

 

Infraestrutura
Por fim, há o compromisso de Bolsonaro em melhorar a infraestrutura logística para o escoamento da produção em todos os modais. “Nos últimos anos essas obras foram realizadas em outros países alinhados ideologicamente e não no Brasil”, segundo Floss. Agrega-se a isso, a promessa de que o Brasil vai buscar novas relações comerciais com países para aumentar nossas exportações de produtos agrícolas. “O agronegócio votou contra quem deixou de fazer os investimentos que deveriam ter sido realizados nos últimos governos”, analisa.

 

Nova loja
A rede Comercial Zaffari está investindo R$ 15 milhões na sua nova loja que será inaugurada no Passo Fundo Shopping, dia 8 de novembro. A loja tem mais de 4 mil m² e um dos diferenciais da operação será o funcionamento de self-checkouts. A tecnologia fará parte do empreendimento: o cliente poderá pagar pelo smartphone ou outros dispositivos móveis. Alguns carrinhos de compras terão lupa integrada para facilitar a leitura das embalagens de produtos, além wi-fi liberado. Esta será a oitava loja da Comercial Zaffari em Passo Fundo.

 

Apoio
Mobilização em torno do vereador Luiz Miguel Scheis, PDT, para a presidência da Câmara em 2019, tem apoio de Mateus Wesp, PSDB.


Rápidas
* O chamado “grupo de Brasília”, comandado pelos generais da reserva Augusto Heleno e Oswaldo Ferreira, querem 25 nomes dos seus na equipe de transição, coordenada pelo deputado Onyx Lorenzoni.

* Bolsonaro diz na TV Globo que o jornal Folha acabou, ao se referir a reportagem que denunciou fianciamento empresarial de fake news contra o PT. Por conta disso, uma campanha a favor da Folha ganha força nas redes sociais. Mas, o presidente do PSL Bebbiano disse que a liberdade de imprensa será respeitada e não há ameaça de tirar a publicidade oficial de nenhum veículo. “É preciso ter equilíbrio e critério técnico”, disse.

* Há um claro descompasso nas declarações do presidente eleito e equipe.




Fatos 30.10.2018

Terça-Feira, 30/10/2018 às 06:00, por Zulmara Izabel Colussi

Aspirações e projetos
O resultado da eleição tem repercussão direta no cenário local. Alguns agentes estão cacifados para 2020 e 2022, como o deputado eleito Mateus Wesp, PSDB, Márcio Patussi, PDT, e Patric Cavalcanti, DEM. A indicação de Onyx Lorenzoni para o Ministério da Casa Civil do presidente eleito Jair Bolsonaro, faz crescer a cotação política de Patric, que sempre manteve uma relação partidária e de amizade com Onyx. O futuro ministro é a ponte direta de Passo Fundo com o Planalto, via Patric. O movimento político de Patussi, ao declarar apoio a Bolsonaro no segundo turno, foi um recado claro de rompimento com o estigma PT carregado pelo PDT desde a eleição de 2012. Esse sinal dado por ele, mesmo contrariando o partido nacionalmente, possibilita a ampliação do leque de alianças para 2020, saindo do isolamento. Já Wesp, que articula ocupar a liderança do governo na Assembleia, mira a Câmara dos Deputados, respingando nas pretensões eleitorais do prefeito Luciano Azevedo, PSB, que pretendia ser o nome na retomada da representatividade do município em Brasília. Novo cenário, novas aspirações. Tudo mudou!


Urna sem fraude
Indiscutível que outra vencedora das eleições deste ano foi a urna eletrônica. Afinal, depois de tantos questionamentos, o resultado de domingo não deixou margens para dúvidas. Sem fraudes e ágil, o resultado no Estado foi conhecido perto das 19h e para presidente estava concluído por volta de 19h30.

 

Nunca é tarde
Horas depois e bem cedo da manhã. Depois de ter sido criticado por não cumprimentar o presidente eleito Jair Bolsonaro, o oponente - a quem o eleito prometeu prender depois das eleições - Fernando Haddad resolveu fazê-lo pelo twitter, às 5h36 da manhã desta segunda-feira: “Presidente Jair Bolsonaro. Desejo-lhe sucesso. Nosso país merece o melhor. Escrevo essa mensagem, hoje, de coração leve, com sinceridade, para que ela estimule o melhor de todos nós. Boa sorte!”, postou.

 

Com resposta
E a resposta de Bolsonaro veio naquele tom conhecido: “Senhor Fernando Haddad, obrigado pelas palavras! Realmente o Brasil merece o melhor”.


Câmara
Eleição para a Mesa diretora da Câmara de Vereadores de Passo Fundo para 2019 com novidades. Além de Fernando Rigon, PSDB, Luiz Miguel Scheis, PDT, será candidato. Articulação começou ainda na semana passada e esquenta os bastidores nesta virada do ano. Para eleger a Mesa são necessários 11 votos. Quem tiver a melhor articulação e composição dos cargos leva esta. O movimento do PDT interrompe uma negociação prévia entre os partidos.


Caso Manitowoc
O Tribunal de Justiça (TJ-RS) julgou os recursos opostos pela empresa Manitowoc em relação à decisão, em primeiro grau, que aplicou multa contra a multinacional em processo que discute a área da filial em Passo Fundo. O mérito dos embargos declaratórios, que questionavam a sentença de outro recurso – um Agravo de Instrumento – não foi acolhido pela turma da 3ª Câmara Cível na sessão de quinta-feira, dia 25 de outubro. Em primeira instância, a ação está na fase de análise das benfeitorias realizadas pela norte-americana no terreno.


Quimera
As teorias sobre este momento ímpar da política nacional, já estão postas para análise e o bom observador saberá separar conteúdo real de mera ficção manipulatória. O momento é de aprendizado e superação.




Fatos 29.10.2018

Segunda-Feira, 29/10/2018 às 06:00, por Zulmara Izabel Colussi

Pacificação e liberdade
O grande desafio do presidente eleito Jair Bolsonaro, PSL, é pacificar o Brasil. A polarização sem precedentes na história deixou marcas profundas. É preciso apaziguar os ânimos. No primeiro pronunciamento que fez, Bolsonaro garantiu que vai governar seguindo a Constituição e que as liberdades serão garantidas: “liberdade de ir e vir, liberdade para empreender, liberdade religiosa”. Bolsonaro agradeceu aos internautas e com toda a razão. Ele fez uma campanha sem participar de debates, enclausurado por conta do atentado que sofreu e da longa recuperação. sem recursos públicos, mas apoiado por empresários. As redes sociais foram o palanque de Bolsonaro, com um exército de pessoas compartilhando infinitamente posts de toda a ordem, incluindo as famigeradas fake news, que fugiram do controle da Justiça Eleitoral. O fato é que, 55% da população brasileira decidiu dar uma guinada na forma de governar o país, rompendo com um ciclo petistas que vem desde 2002. Deixa a esquerda e vai para a extrema-direita.


Perdeu
O PT perdeu para ele mesmo, para sua arrogância e soberba. Terá que se reinventar e reconquistar espaço, porque o país precisa de pluralidade partidária se quiser manter a democracia.

 

Números
No Rio Grande do Sul, Bolsonaro ampliou significativamente sua votação em relação ao primeiro turno. Fez 63,74% dos votos, enquanto Fernando Haddad somou 36,76%. Em Passo Fundo, Bolsonaro fez 64,29% e Haddad 35,71%.

 

Novidades
Algumas novidades nestas eleições: voto crítico; neutralidade e junção do nome com o de Bolsonaro. No caso do governador Sartori (Sartonaro) não deu muito certo.

 

Liderança
Ciro Gomes, PDT, e Fernando Haddad, PT, devem disputar a liderança da esquerda no Brasil. Tanto Ciro quanto Haddad, estão credenciados para voltar a disputar a presidência em 2022.

 

Abrindo voto
O anuncio do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa e do ex-procurador da República Rodrigo Janot, de que votariam em Haddad por exclusão, não sensibilizou e nem contribuiu para a esperada virada do PT.

 

PSDB e MDB juntos
A eleição para o governo do Estado ficou alijada do processo, pela polarização que seu deu na campanha à Presidência. No entanto, uma coisa é certa, PSDB e MDB devem se unir logo adiante. O PSDB esteve com José Ivo Sartori durante maior parte do governo e as propostas de Leite não divergem tanto assim das que vem sendo praticadas por Sartori. Não haverá oposição. E, em nome da governabilidade, o apoio do MDB é praticamente certo.

 

Líder do governo
O deputado estadual eleito Mateus Wesp, PSDB, está credenciado para buscar a liderança de governo de Eduardo Leite na Assembleia Legislativa. Foi o mais votado da bancada.

 

Nomes
Passo-fundenses que poderão fazer parte do governo Bolsonaro: o ex-prefeito de Passo Fundo Fernando Machado Carrion e o procurador do Estado, Rudinei Candeia.




Fatos 27 e 28.10.2018

Sábado, 27/10/2018 às 06:00, por Zulmara Izabel Colussi

O respeito ao voto

Resultado de eleição deve ser respeitado e ponto. Vença quem vencer, o próximo presidente da República terá um grande desafio pela frente e ele começa na montagem do governo com efetivação a partir de 1º de janeiro de 2019, ao ser empossado. Unir o país é um deles. Cumprir as promessas que fez durante a campanha é etapa seguinte e imediata. Os brasileiros querem desenvolvimento, trabalho, renda, redução da desigualdade, mas também querem um país com mais segurança, saúde de qualidade e educação. Colocar as contas em dia, retomar o investimento no país são tarefas que o próximo presidente terá que cumprir. Vai precisar de apoio político e da colaboração de todos os segmentos sociais. Que as instituições funcionem dentro de suas prerrogativas, que as diferenças sejam tratadas com respeito e que, sim, se faça oposição dentro dos preceitos democráticos. Sejamos vigilantes, não coniventes.

Empreendimento

Master Imóveis se prepara para fazer um grande lançamento nos próximos dias só para a área da saúde. Conceito Coworking vem para revolucionar o segmento. Prédio de nove andares e, pelo menos, 60 salas para dentistas, médicos, fisioterapeutas que queiram compartilhar os espaços com outros profissionais. Mais detalhes só no lançamento. Será na Rua Uruguai, onde já estão instalados outros empreendimentos da saúde.

Metasa a todo vapor

Os portugueses da construtora responsável pela obra de restauração da ponte Hercílio Luz, em Florianópolis, e o engenheiro do estado de SC estão impressionados com a qualidade da estrutura metálica fornecida pela empresa Metasa, de Marau. A empresa retomou a produção o que é um grande alento para a região. Em fevereiro deste ano, o empresário Antônio Roso, um dos empreendedores do Passo Fundo Shopping, reassumiu o controle acionário da empresa das mãos de empresa de Minas Gerais. Estava prestes a fechar.

Bortolini Imóveis

A Bortolini Imóveis é mais uma empresa de Passo Fundo a confirmar presença no Passo Fundo Shopping. A novidade foi anunciada a convidados, durante coquetel na Sierra Móveis.  O espaço terá aproximadamente 100 m², preparados para oferecer todo o portfólio de produtos nas áreas de locação e venda. A Bortolini contará com parceiros no projeto, como as construtoras MML, Borin, Langaro Engenharia, Alliança e Innovar. Para adequação do espaço são investidos R$ 80 mil. Na ocasião, ainda foram apresentados a nova edição da Revista Imóveis & Mercado e o novo canal do Youtube, o "Bortolini com Vc".

De volta

“Não adianta bater, que eu não deixo você entrar...” Jingle antigo das Casas Pernambucanas, que marcou uma época. O Jingle talvez não seja mais o mesmo, mas a rede volta a Passo Fundo, inaugurando uma loja no Passo Fundo Shopping.

Decisão chega tarde

Decisão da ministra Rosa Weber sobre ação da Justiça em diversas Universidades pelo Brasil, proibindo debates políticos chegou tarde. Foi no fim de sexta-feira, quando ações truculentas impediram debates democráticos em instituições de ensino superior. "O TSE está adotando todas as providências cabíveis, por meio da Corregedoria-Geral da Justiça Eleitoral, para esclarecer as circunstâncias e coibir eventuais excessos no exercício de poder de polícia eleitoral no âmbito das universidades de diversos estados da Federação.", disse a ministra. 




Fatos 26.10.2018

Sexta-Feira, 26/10/2018 às 06:00, por Zulmara Izabel Colussi

Cacos
O presidente eleito no domingo terá uma tarefa crucial para o bem da Nação: juntar os cacos, se é que isso será possível. O Brasil está dividido, não só entre um candidato ou outro, mas pelo ódio. Nunca uma campanha eleitoral foi tomada de tanta raiva, o que nos leva a uma certeza absoluta: independentemente de quem vencer, não seremos mais os mesmos a partir de segunda-feira, 29 de outubro de 2018. Aprendemos muito sobre muitas coisas, mais sobre nós mesmos e as pessoas que nos cercam. Não olharemos e nem seremos vistos da mesma forma. Houve uma ruptura e rupturas deixam marcas profundas. Foi uma campanha do medo que calou boa parcela da sociedade e onde a opinião do outro foi ameaçada. Ameaças que se espalharam pelas redes sociais escrachadas sem que fossem coibidas com o devido rigor legal. E o pior, as instituições que deveriam garantir o Estado Democrático de Direito não demonstram controle. Nunca se desejou tanto que uma campanha eleitoral terminasse logo. Nunca, tantas pessoas adoeceram pelo sofrimento de não conseguir argumentar. Nunca vimos tanta gente cega numa histeria coletiva defendendo o indefensável. Mas, tiraremos lições disso tudo. A que preço? Bom, o tempo será implacável e eu temo pelo resposta.


Redução
O reducionismo do debate político ao antipetismo embretou a sociedade no pior cenário dos últimos tempos. Tinhamos 13 candidatos à presidência da República, e alguns com boas possibilidades de gerir o país. A confissão feita por um político, esta semana, à colunista, em tom de brincadeira é o sentimento de muitos cidadãos: “Acho que vou votar no Ciro de novo. É a eleição entre o terror e o pânico”, disse. Poderia ser o Amoedo, o Meirelles e até o Alckmin...


Ameaça
Outro político revela que o voto em Bolsonaro é condicional. “Se eleito, e se não atender as demandas, aprendemos como tirar um presidente”, disse, referindo-se ao impeachment de Dilma Rousseff. Numa democracia, sim, é possível. Mas só em uma democracia!


Proibição
E as proibições de atos políticos pelo país seguem a todo o vapor com anuência da Justiça que afirma aos quatro cantos que as instituições estão funcionando. A Justiça Eleitoral de Erechim acolheu nesta quinta-feira, 25, o pedido do Ministério Público Eleitoral, proibindo a realização do evento político-eleitoral previsto para ontem à noite na Universidade Federal Fronteira Sul, sob pena de crime de desobediência. O evento era organizado pelo DCE Resistência e denominado de “Assembléia Geral Extraordinária contra o Fascismo, a Ditadura e o Fim da Educação Pública”. Esta semana, também a Justiça Eleitoral proibiu o ex-governador Tarso Genro de falar sobre fascismo na URGS.

 

Humanidade
E para não ficar qualquer dúvida: rechaço com todas as minhas forças qualquer ato de preconceito, homofobia, machismo e violência. Quem compactua com crimes como estes não tem ideologia é desumano.




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