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Colunistas


Fatos 09.06.2018

Sábado, 09/06/2018 às 06:00, por Zulmara Izabel Colussi

A fake news rola solta
O velho ditado de que uma imagem vale mais do que mil palavras, não vale em tempos de redes sociais. Nem tudo o que você compartilha por ai, é verdade e, portanto, mil palavras são fundamentais para explicar o contexto. Pois o episódio do homem dormindo numa casinha de cão comunitário na Praça da Vera Cruz, numa noite fria, que causou comoção e a maior confusão, não passou de uma brincadeira. Sim, a comoção foi desnecessária e a confusão que veio depois mais ainda. O homem em questão posou para fotos depois de apostar com um grupo de rapazes que era capaz de entrar na casinha do cão comunitário. Tremenda fake news (notícia falsa) que gerou a instalação de outra casa, só que maior, na mesma praça, para abrigar o morador de rua. E que mais tarde rendeu showzinho em nome da “solidariedade”. Matéria completa, apurada seguindo as regras do jornalismo você lê na página 9 desta edição.

 

Sem noção
As pessoas estão perdendo a noção, o juízo e fazendo das redes sociais a arma para destilar ódio, desavenças e tumultuar situações que poderiam ser resolvidas de outra forma. O episódio da casinha instalada na Praça da Vera Cruz, com o pretenso propósito de abrigar morador de rua é um exemplo disso. Imagina se cada cidadão resolver, no seu momento de solidariedade, instalar casinhas de bonecas nas praças e nas ruas para abrigar moradores de rua?

 

Os meios legais
Os casos verídicos de vulnerabilidade devem ser tratados com responsabilidade. Não é uma brincadeira de casinha. Existem meios e programas específicos. O caminho adequado são os serviços sociais, como Centro Pop, abordagem social e o Albergue, só para citar alguns. Também existem inúmeras entidades assistenciais e grupos de voluntários que prestam serviços. Agora, se você acha que o Poder Público não está dando conta, existem meios também para denunciá-lo. O Ministério Público é um deles.

 

Praga
A fake news é a praga dos tempos modernos e tecnológicos. Está dando trabalho dobrado aos veículos de comunicação tradicionais, que se veem aos tombos para desmentir milhares de notícias falsas que multiplicam na rede como inço em da quente e chuvoso. O remédio é apurar dentro da prática do velho e bom jornalismo. Seguimos firmes, na missão de bem informar. E para quem se passa com agressões verbais, achando que pode tudo, o caminho é a Justiça.




Fatos 08.06.2018

Sexta-Feira, 08/06/2018 às 06:00, por Zulmara Izabel Colussi

Representação contra propaganda de Bolsonaro

O promotor eleitoral de Passo Fundo, Marcos Simões Petry, recebeu ontem uma representação por campanha eleitoral antecipada e por gastos eleitorais sem a devida e legal contabilização por comitê eleitoral do pré-candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro, e que aparece espalhada pela cidade com assinatura de “amigos de Bolsonaro”. A representação foi protocolada pelo advogado Júlio Cesar Pacheco, representando o Observatório Jurídico Liberté, que é uma organização social que defende as liberdades, os direitos humanos, a cidadania e democracia. O documento pede ao MP investigação sobre circulação de mídia eletrônica em favor de Bolsonaro, em equipamento afixado na Avenida Brasil, esquina com Ângelo Preto. Também pede que se investigue o mesmo conteúdo em outdoor e a distribuição de panfletos em bancas organizadas no centro da cidade. Pacheco pede ainda que sejam intimados os representantes do comitê “amigos do Bolsonaro”, que fazem a distribuição de panfletos e adesivos no centro da cidade, para que declarem os valores pagos pela produção do material.

Quatro nomes

No documento entregue ao promotor, Pacheco indica quatro nomes como integrantes da organização do comitê. Ele pede ainda que, por tratar-se de candidatura à presidência, que sejam encaminhadas cópias da representação ao Tribunal Superior Eleitoral e ao Procurador do Ministério Público do Estado, para que sejam investigados os gastos e doadores de campanha nas mídias alocadas em outdoors em outras cidades, como Soledade, Erechim e Tapejara.

União

Posto Policial do Boqueirão está com Internet livre para a Brigada MIlitar e Guarda Municipal. A disponibilidade do serviço foi possível graças a  ação dos empresários, Associação de Moradores e apoio da empresa MHNet.

Aeroporto e Festival

Em reunião com o governador José Ivo Sartori, esta semana, o prefeito Luciano Azevedo fez um apelo para que o edital de licitação para as obras de ampliação do Aeroporto Lauro Kortz seja publicado imediatamente. Em Porto Alegre, Luciano também cumpriu agenda para tentar viabilizar recursos de empresas públicas e privadas para o Festival Internacional de Folclore. 




Fatos 02.06.2018

Sábado, 02/06/2018 às 06:00, por Zulmara Izabel Colussi

Novo ritmo

O coordenador dos Conselhos Municipais de Passo Fundo, Roberto Ariotti, implementa um novo ritmo para a pasta da administração do prefeito Luciano Azevedo, com status de secretaria. Uma destas mudanças já se verifica no Conselho Municipal de Desenvolvimento. A nova diretoria, que tem à frente a advogada Magali de Freitas, quer mais proximidade com a comunidade. A prova de fogo desta mudança vai ser reverter o desastre dos últimos dois anos na Consulta Popular. Sem alcançar o número mínimo de eleitores, Passo Fundo não conseguiu aprovar suas demandas. Ariotti e Magali investem no comprometimento que estão buscando junto à entidades de classe e empresas. As visitas já começaram e serão intensificadas até os dias de votação da consulta (26, 27 e 28 de junho)

Fiscal

O mesmo whatsApp que inferniza a vida do governo e a de muita gente (vide greve dos caminhoneiros) será usado pelo próprio governo para que os cidadãos denunciem postos de combustíveis que não repassarem a redução de 46 centavos aos consumidores. Tipo fiscal do Sarney na era das redes sociais (SQN).

Aqui não baixou

Em Passo Fundo, não houve redução no valor do diesel. Os donos de postos alegam que precisam terminar os estoques atuais para praticar o novo preço. Quem vai fiscalizar no município? Como está articulado o Procon pra isso?

É mentira

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse  que os órgãos de inteligência estão atentos a vídeos e notícias falsas que incitam a retomada da paralisação dos caminhoneiros e dizem que o governo não cumpre o acordo. Pois uma destas mentiras circula por aí dizendo que é para fazer estoque de comida porque segunda a greve começa de novo. Por favor, não compartilhem porcarias.

É crime!

Para quem duvida que pode ser responsabilizado por entrar na onda de gente sem noção, o Ministério Público Federal começa a investigar aqui e em vários Estados, pessoas que atentara contra a Lei de Segurança Nacional. Desenhando: quem se aproveitar da greve dos caminhoneiros para defender Intervenção Militar pode ser responsabilizado criminalmente.  




Fatos 30.05.2018

Quarta-Feira, 30/05/2018 às 06:00, por Zulmara Izabel Colussi

Das incoerências

A greve dos caminhoneiros, que durou dez dias, encerra com uma série de incoerências. Começou com a finalidade de baixar o preço do diesel. Recebeu a simpatia da população que está estrangulada de tanto pagar impostos. Avançou no atendimento das reivindicações, mas se perdeu no meio do caminho. Contrariando as entidades que representam a categoria e que pediam o fim do movimento, seguiu até a quarta-feira, causando desabastecimento e prejuízos incalculáveis. Os impactos ainda sentiremos por muito tempo. Os 46 centavos conquistados na redução do diesel não terão significado perto da conta que virá para pagar o prejuízo. Entidades empresariais de Passo Fundo, por exemplo, que manifestaram apoio ao movimento, pediram o fim da paralisação, diante dos danos já causados. Foi sem medida e ficou fora de controle.

Das incoerências II

E fora de controle se viu ‘de um tudo’. Patrocinado pelo ‘zap zap’, teve coronel do exército conclamando a população para um ato de destituição do presidente Michel Temer (seria na quarta às 17h); teve grupo pedindo o intervenção militar ao som de Geraldo Vandré, ‘Pra não dizer que não falei das flores’. E tantas outras bobagens que não valem nem a pena citar aqui.

Das incoerências III

A pior das incoerências é a moral de cueca: se fala tanto e de boca cheia que políticos não prestam, que o Brasil não vai pra frente se não acabar com a corrupção, etc. Mas, na primeiro oportunidade que se tem para levar vantagem, a moral some na hora. E quanta gente levou vantagem com o desabastecimento. Lei da oferta e da procura? Lei da ganância e da cara de pau. Quem não tem moral, não pode exigir que o outro tenha.

Recepção

José Fortunati (ex-PT, ex-PDT e agora PSB) esteve em Passo Fundo na quarta-feira. Não conversou com a bancada socialista na Câmara de Vereadores. Esteve acompanhado pelo líder comunitário Marcelinho Chaves, do Podemos. Fortunati quer disputar com Beto Albuquerque a vaga do partido ao Senado. Decisão será tomada no dia 9 . Na terra natal de Beto, a recepção foi protocolar, porque a visita pareceu uma afronta.

 

 

 




Fatos 29.05.2018

Terça-Feira, 29/05/2018 às 06:00, por Zulmara Izabel Colussi

Lixo acumulado na Usina
As 140 toneladas de lixo recolhidas todos os dias em Passo Fundo estão sendo armazenadas na Usina de Triagem e Transbordo, desde terça-feira da semana passada. Por causa da greve dos caminhoneiros, que ontem completou oito dias, o lixo que não é reciclado aqui, deixou de ir para Minas do Leão. A Fepam emitiu uma nota autorizando que o município faça este depósito acima da capacidade, por se tratar de uma situação emergencial. O secretário municipal do Meio Ambiente, Rubens Astolfi, disse que não dá para dizer ao certo quanto mais de resíduo o local comporta, mas acredita que mais esta semana ainda há espaço. Depois, o problema deve se agravar. Mesmo que o transporte seja retomado esta semana, o município poderá levar até um mês para limpar a Usina.


Biodiesel
A Bsbios suspendeu a operação de suas indústrias desde quinta-feira por falta de matéria prima. Com um faturamento diário de R$ 15 milhões, a empresa acumula prejuízos.

 

Semelhança
A greve dos caminhoneiros despertou a indignação de todos em relação a tudo o que está acontecendo no país. Há uma mistura de pautas, reivindicações, expectativas. Mas há também um descontrole em relação aos líderes


Combustível no Aeroporto

No Aeroporto Lauro Kortz o estoque de combustíveis está normalizado, de acordo com Tiago de Góis, da Shell distribuidora. Os produtos oferecidos são o AVGAS (gasolina de aviação) e QAV (querosene de aviação). A gasolina tem estoque razoável, mas o querosene, que é utilizado pelos aviões da Azul e jatos executivos, chegou à reserva. Ontem, porém, o depósito foi abastecido com mais 40 toneladas, o que garante por um tempo o fluxo operacional dos voos comerciais. Como em nível nacional a situação ainda é crítica, a Azul cancelou o voo da manhã entre Campinas e Passo Fundo, mas o da tarde deve operar normalmente.

 

Aula de história
Precisamos reforçar o conteúdo de história nas escolas, para não ouvir tanta besteira sobre intervenção militar.

*Colaborou Luiz Carlos Schneider




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