A possibilidade de receber bonificação pelo leite de qualidade, assistência técnica, crédito para custeio e compartilhar decisões, foram algumas das vantagens apresentadas por cooperativas, durante o V Fórum do Leite, realizado esta semana em Fortaleza dos Valos. "O simples fato dos produtores serem cooperados faz com que o preço do leite aumente 20%", afirmou o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Neimar Peroni.
Representantes das cooperativas Coprolat, de Tio Hugo; Coopervalério, de São Valério do Sul, e Cooperyucumã, de Derrubadas, concordaram. "Graças ao cooperativismo o preço não sofre grandes variações negativas durante o ano", disse o secretário da Copervalério, Lediomar Machado. "Tentamos equalizar o menor e o maior preço, de forma que todos ganhem", disse o presidente da Coprolat, Alexandre Arend. "Oferecemos preço único e bonificação que pode chegar a R$ 0,4, de modo que o litro do leite pode valer R$ 0,79", disse o técnico em agropecuária da Cooperyucumã, César Sgarbossa.
A diversificação das atividades, com investimentos na produção de ração e agroindustrialização de produtos; a busca do mercado institucional, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE); o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), e a transparência na gestão são características das três cooperativas. Pelo menos uma vez por mês, os sócios de cada uma delas se reúnem para debater problemas comuns ao grupo. "É preciso seriedade e honestidade", disse o presidente da Coopervalério, João Sireneu Ribeiro.
Agência de notícias do Governo do Estado