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Cidade


Correios: Greve tem adesão de 80% em Passo Fundo

Publicada em: 12/09/2019 - 06:00

Os trabalhadores protestam pela reposição salarial. Paralisação é por tempo indeterminado

Os funcionários dos Correios de Passo Fundo aderiram à greve nacional da categoria. Desde ontem (11), 80% do efetivo paralisou, por tempo indeterminado, as atividades na cidade. Entre os carteiros, há apenas 11, dos cerca de 80, trabalhando nos dois centros de distribuição. O motivo é o impasse na negociação do repasse salarial com a estatal. “A gente só está pedindo o reajuste no índice da inflação. A empresa oferecer 0,8% e quer retirar nossos direitos. A gente considera essa proposta como uma ofensa”, enfatizou o diretor da subsede regional do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos (Sintect-RS), Gelson Zapello.


Ao menos seis municípios da região, abrangidos pela subsede de Passo Fundo, também estão com funcionários paralisados. Em algumas cidades, como Soledade, Getúlio Vargas e Estação, a adesão é de 90%. Erechim, Tapejara e Marau têm 50% dos funcionários em greve. A paralisação da categoria foi decidida em assembleia na noite de terça-feira (10). Em Passo Fundo, o impacto é de 30 mil objetos por dia, sem contar encomendas. Conforme Zapello, ainda há o atraso em outros municípios porque as correspondências não saem da triagem de Passo Fundo.

 

Greve nacional
Conforme a Federação Nacional dos Trabalhadores em Correios (Fentect) todos os 36 sindicatos da categoria aderiram à greve. No início de agosto, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) solicitou que os funcionários não paralisassem as atividades até 31 de agosto. O prazo, de 30 dias, seria para que o judiciário pudesse mediar um possível acordo. Durante todo o período em que negociaram com a empresa, os trabalhadores mantiveram estado de greve. A Federação criticou a medida e alega que a empresa não recebe os representantes para negociar. “O que aconteceu foi uma manobra para adiar as discussões para depois da data-base da categoria, que é em agosto, jogando os trabalhadores num limbo jurídico”.

 

O que diz os correios
Em nota, os Correios afirmam que a paralisação não afeta os serviços de atendimento da estatal. “A empresa já colocou em prática seu Plano de Continuidade de Negócios para minimizar os impactos à população. Medidas como o deslocamento de empregados administrativos para auxiliar na operação, remanejamento de veículos e a realização de mutirões estão sendo adotadas. Levantamento parcial realizado na manhã desta quarta-feira (11) hoje mostra que 82% do efetivo total dos Correios no Brasil está trabalhando regularmente”, informou.


Sobre a negociação, a empresa alega que executa um plano de saneamento financeiro para garantir sua competitividade e sustentabilidade. “Desde o início de julho, a empresa participa de reuniões com os representantes dos empregados, nos quais foi apresentada a real situação econômica da estatal e propostas para o acordo dentro das condições possíveis, considerando o prejuízo acumulado, atualmente na ordem de R$ 3 bilhões. As federações, no entanto, expuseram propostas que superam até mesmo o faturamento anual da empresa. Vale ressaltar que, neste momento, um movimento dessa natureza agrava ainda mais a combalida situação econômica da estatal. Por essa razão, os Correios contam com a compreensão e responsabilidade de todos os seus empregados, que precisam se engajar na missão de recuperar a sustentabilidade da empresa e os índices de eficiência dos serviços prestados à população brasileira”.

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