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Política


Índice de votação para presidente atinge 95% em Passo Fundo

Publicada em: 10/10/2018 - 07:00, por Redação ON

Juntos, os candidatos que foram para o segundo turno na corrida presidencial, receberam dos passo-fundenses 85,7 mil votos

Índice de votação para presidente atinge 95% em Passo Fundo

Crédito: Divulgação

Os números do primeiro turno das eleições revelam que o eleitorado passo-fundense foi mais fiel na votação para a Presidência da República, com 95,08% dos votos válidos. Os 113,4 mil eleitores que votaram para presidente no município, reduziram o índice de brancos e nulos na ordem de 2,5%. Os candidatos que foram para o segundo turno na corrida presidencial, receberam dos passo-fundenses 85.731 votos dos mais de 146 mil eleitores inscritos, o que representa 77,33% do total. Jair Bolsonaro, do PSL obteve 54,79% dos votos e fez 62.155 votos válidos e Fernando Haddad, do PT, obteve 22,54% ou 23.576 votos válidos.


A abstenção cresce quando na discputa ao governo do Estado: 87,34% dos eleitores votaram em um dos oito nomes que disputavam o Piratini. O voto em branco alcançou 5,5% e nulo, 6,74%. O candidato Eduardo Leite, PSDB, teve 38,20% da preferencia do eleitorado passo-fundense, fazendo 40.891 votos. Já José Ivo Sartori, PMDB, obteve 33,43% dos votos fazendo 35.792 votos válidos. Os dois disputarão o segundo turno.

 

PT perde adesão em Passo Fundo
Neste primeiro turno, o Partido dos Trabalhadores perdeu adesão tanto na votação para a presidência quanto para o governo do Estado. Na corrida pelo Piratini, Miguel Rossetto fez 16,5% dos votos no município. Nas eleições de 2014, Tarso Genro, candidato que concorria ao governo pelo PT fez 30,54% dos votos em Passo Fundo no 1º turno. Na presidência da república a queda também foi significativa. No primeiro turno de 2014, Dilma Rousseff, candidata do PT, fez 39,69 % dos votos em Passo Fundo. Nestas eleições, Fernando Haddad fez 22,54 % dos votos no município.

 

Senado lidera abstenções
Nos votos destinados ao Senado, nem todo o eleitor de Passo Fundo votou nos dois candidatos, como estava previsto. Se considerarmos que são mais de 146 mil eleitores, o número de votos computados para as duas cadeiras do Senado deveria ser o dobro: quase 300 mil. Diante do cálculo, pode se dizer que parte dos eleitores de Passo Fundo não votou nas duas opções, pois o total de votos válidos foi de 198.565, 83,32% do total.
Beto Albuquerque, PSB, que é de Passo Fundo, mas não se elegeu, fez a maior parte destes votos; 31,12%, alcançando 61.796 votos válidos. Os eleitos, porém, foram Luiz Carlos Heinze, PP, com 19,92% dos votos de Passo Fundo (39.562) e  Paulo Paim, PT, com 14,08% dos votos válidos (27.962). Logo em seguida, a preferência dos eleitores foi pelos candidatos Carmen Flores (PSL), que aparece no quarto lugar com 13,46%, ou 26,727 votos, e José Fogaça (MDB), com 10,98% de preferência em quinto lugar, ou 21.793 votos. Fogaça era um dos favoritos a uma das cadeiras do Senado, segundo as pesquisas Ibope divulgadas dias antes das eleições.


Foram 22,4 mil votos em branco (9,4%) e 17,3 mil nulos (7,2%) para senador. No pleito passado, apesar de ter apenas uma cadeira disponível, o número de brancos e nulos teve índice semelhante, 9% e 5,7%, respectivamente. O aumento no indicador dos nulos de 1,5% pode estar relacionado ao fato de que se o eleitor votasse duas vezes no mesmo candidato, apenas um dos votos seria computado. Neste caso, o segundo voto se anula.

 

Mais quatro anos sem representante em Brasília
Serão mais quatro anos sem representantes passo-fundenses na Câmara dos Deputados. Apesar de não ter elegido nenhum deputado federal, o número de brancos e nulos reduziu neste pleito em relação a 2014. Neste ano, foram 10,1 mil brancos (8,5%) e 4,5 mil nulos (3,8%). Os válidos chegaram a 87,6%. Em 2014, os votos válidos chegaram a 86,3%. Naquele ano, os votos em brancos atingiram 10,57% (12,5 mil) e os nulos 3% (3,6 mil).


Quem liderou a votação para deputado federal em Passo Fundo foi o candidato Marcio Patussi (PDT), com 11,86% dos votos (12,3 mil votos). Logo atrás ficaram Rodinei Candeia (PP) com 8,39% (8,7 mil votos) e Saul Spinelli (PSB), com 7% (7,3 mil votos). O candidato mais votado do Rio Grande do Sul para a Câmara, Marcel Van Hattem (Novo), que não é de Passo Fundo, ficou em quarto lugar na votação dos eleitores passo-fundenses, somando pouco mais de 7 mil votos. Em todo o Estado, Van Hattem fez 349,8 mil votos.


Ao total, Patussi fez 15 mil votos. Ficando com três cadeiras na Câmara, se elegeram pelo PDT os candidatos gaúchos Marlon Santos (116,4 mil votos), Pompeo de Mattos (80,4 mil) e Afonso Motta (65,7 mil). Para se eleger o candidato passo-fundense precisava fazer mais 41 mil votos para conseguir a vaga. Ele ficou atrás de Alceu Barbosa Velho, que computou 40,4 mil votos.


O PP, de Candeia conseguiu quatro vagas na Câmara pelo Estado. Covatti Filho foi o mais votado da sigla, com 102 mil votos. Logo atrás vieram Afonso Hamm, Pedro Westphalen e Jerônimo Goergen. Em quarto lugar, Goergen fez 89,7 mil votos. Ao total, Candeia contabilizou 23,8 mil votos em todo o Rio Grande do Sul. Precisaria de mais 65,9 mil votos para ser eleito.


Já o PSB, partido do terceiro colocado em Passo Fundo, Saul Spinelli, conquistou duas cadeiras em Brasília pelo RS. Heitor Schuch se reelegeu com 109 mil votos. Liziane Bayer ocupará a outra vaga. A candidata fez 52,9 mil votos. Spinelli, que totalizou pouco mais de 8 mil votos, ficou na sétima colocação no ranking de votação do partido.

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