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Amor incondicional

Publicada em: 06/05/2017 - 13:45, por Redação ON Mix (mix@onacional.com.br)

A fotógrafa que registra os momentos mais fofos dos bebês, está prestes a receber a Valentina, sua mais nova modelo

Como é vivenciar a experiência das mães que levam seus bebês para serem fotografados por ela? Esta pergunta fomos fazer a Fer Passamani, especialista em newborns (fotografia de bebês rescém nascidos). Acostumada a lidar com os pequeninos para que eles fiquem calminhos para as poses mais fofas, a fotógrafa sai de traz da câmera (só um pouquinho) para curtir a gravidez da Valentina, que vai chegar daqui a um mês e meio. Logo, logo, será Valentina a posar para mãe coruja. A sutileza ao registrar as primeiras experiências das famílias é a marca de Fernanda Passamani. A fotógrafa, especializada em fotógrafias de famílias, gestantes, recém-nascidos e crianças recebeu ON Mix em sua loja essa semana. Nascida em Passo Fundo, Fernanda começou a trabalhar com fotografia aos 16 anos, depois que entrou como atendente em um estúdio da cidade. “Fui para o estúdio, entrei e nunca mais saí”. E foi assim que a Fernanda, se tornou “Fer Passamani”, diz.

Pequenos detalhes

O pessoal e o profissional se confundem na vida da fotógrafa, que não desgruda da loja e, hiperativa, quer acompanhar tudo o que acontece. A sinergia entre Fer e os funcionários é notável e deixa claro como eles tornam o seu trabalho possível. Logo que se entra no local, é como se o ambiente tivesse o poder de te acolher. As paredes pintadas de amarelo trazem aconchego e para Fer representam a energia e alegria que ela deposita em todos os trabalhos. “Eu trabalho com famílias, com amor, com energias positivas e para mim o amarelo representa isso, ele representa a felicidade”.

Pensar nesses pequenos detalhes é outra de suas marcas registradas. “Os pais trazem para mim, o que eles tem de mais precioso, de mais amoroso. Tenho que receber eles do mesmo modo”. Ela explica que o seu trabalho não é simplesmente fotografar. No newborn, ela procura entender as particularidades de cada criança. “Saber acalmar eles, saber nanar, fazer dar um sorriso, uma pose, tudo isso é parte do trabalho. Eles são seres como nós, também tem vontades e as vezes, simplesmente, não querem ser fotografados. A gente tem que entender isso”.

Inagurada há nove anos, a loja e estúdio de Fer Passamani vieram do desejo e da necessidade que ela tinha de sempre fazer diferente: “Eu queria mais, queria criar, ter cenários novos, fotografar na rua. E resolvi deixar minha criatividade solta, criar assas e com a cara e a coragem abri a loja”. No começo, realizando trabalhos fotográficos de diferentes estilos, mas ela acredita que as pessoas a adotaram como a fotógrafa da família. “Fui gostando tanto de trabalhar com crianças, que busquei me aperfeiçoar nesta área.”

Ela explica que apesar dos inúmeros cursos que realizou durante os 16 anos de profissão, o que vale é a experiência que se adquire a cada trabalho: “Cada aprendizado é único, não tem como te ensinar a chegar na frente da criança e saber falar com ela, fazer ela sorrir, não tem curso que te ensine a ter paciência.” Nesse ponto, o trabalho em equipe ajuda. Fer trabalha com uma fotógrafa substituta dentro do estúdio. Por isso, o trabalho nunca para.

A fotógrafa sempre priorizou o lado profissional. “Foi por isso que cheguei onde cheguei. Me empenhei muito, corri atrás do que conquistei, porque o meu objetivo era me tornar a melhor profissional no ramo da fotografia de família e eu consegui isso.” Quando completou 30 anos, ela percebeu que tinha que mudar um pouco: “estava faltando um outro lado da minha vida”.

Uma nova fase

Do desejo de ter uma menina, veio a Valentina. Grávida de 7 meses e meio a fotógrafa não vê a hora de pegar a pequena no colo. “Estar grávida é tudo de mais maravilhoso, é tudo o que eu nunca imaginei na minha vida”. Ela e o marido, Cleidson Simões, aguardam ansiosos o nascimento da primeira filha e já fazem planos para os próximos “quero expandir a família, mais um, pelo menos, ou mais uma.”

A profissão se cruza com as escolhas de Fer para o parto da filha. “Quero fazer parto normal, porque não quero ficar muito tempo longe da loja e dos outros bebês. Eu sei que numa cesárea, a minha recuperação vai ser longa e não pretendo tirar uma licença maternidade, ficar 4 meses em casa. Isso não existe na minha cabeça”, explica. Ficar afastada muito tempo do estúdio não é uma opção para a fotógrafa, que atende um bebê a cada meia hora. “Eles são meus bebezinhos e não têm como esperar, se eu não der atenção para eles agora, esse momento vai passar. Então, eu também tenho que entender. E eu estou conseguindo levar as duas coisas juntas”, completou.

Com a chegada da Valentina ela percebe que existe muito mais. “A minha paixão pelo infantil, sempre existiu é algo que eu tenho vontade de aprender mais, mas agora é diferente, eu to grávida, vou ter a minha. O trabalho é importante, mas na vida da gente existem outras coisas. Hoje eu sei que se tivesse que abrir mão da minha profissão, por ela, eu abriria”, afirma.

Experiência     

A experiência que adquiriu com “seus bebês”, vai ser levada para dentro de casa, que já nana, faz rir, dormir e parar de chorar no dia-a-dia, mas Fer acha que não é o suficiente. “É tudo muito novo, por mais que eu tenha toda essa experiência ao longo de 16 anos de profissão e saiba identificar o que é cada choro do neném, ela é o meu primeiro bebê. Está tudo bem diferente, porque agora eu tô do outro lado, estou vivendo todos os momentos, os meus momentos como mãe”.

A gravidez transcorre dentro da normalidade. A futura mamãe não passou do limite de peso recomendado pelos médicos. “Não sinto dificuldade nenhuma. Continuo trabalhando do mesmo jeito. Não reduzi horários, continuo atendendo os bebês, as festas nos fins de semana e trabalho nos dois estúdios”. Depois da chegada da Valentina, Fer Passamani quer trazer novidades para Passo Fundo e ampliar o negócio. 

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