PUBLICIDADE

MIX


Adestramento ajuda a disciplinar animais de estimação

Publicada em: 01/09/2018 - 10:00, por Redação ON ([email protected])

Preocupar-se com a educação de um animal de estimação promove melhora na qualidade de vida tanto para o pet, quanto para o tutor

Adestramento ajuda a disciplinar animais de estimação

Crédito: Arquivo pessoal

Há um bom tempo, os animais de estimação deixaram de ocupar apenas o espaço exterior dos lares. Hoje em dia, é bastante comum encontrar quem conviva com o bichinho integralmente, dentro de casa, e tenha ele como um membro da família. Você já deve ter ouvido falar em lojas, hotéis e até creches direcionadas a este público - e, acredite, a demanda é grande. Atualmente, o Brasil é o terceiro maior mercado do mundo em faturamento no setor pet, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet). O que muitos ainda não consideraram é que, se o assunto é investir em um animal de estimação tal como um filho, a educação dele também deve ser levada em consideração: estamos falando em adestramento. A técnica, utilizada principalmente com cães, pode solucionar problemas comportamentais e tornar a convivência com eles bem mais agradável.

Latir sem parar, rasgar roupas, destruir os móveis, morder visitantes, apresentar dificuldade no convívio com outros animais... Uma série de perturbações pode ser resolvida com a ajuda de um adestrador, que trabalha com a finalidade de tornar o animal mais sociável e corrigir comportamentos inadequados. Para isso, não há limite de idade: desde filhotes, a partir de 50 dias de vida, até cãezinhos idosos podem ser adestrados. Cinófilo e adestrador profissional de cães, Dieneson Toldo explica que entre os principais benefícios do adestramento estão o estabelecimento de um convívio mais prazeroso entre o cão e o tutor, a correção de maus comportamentos, a melhora no vínculo afetivo, o reforço em sua condição de “cão” e a possibilidade de uma comunicação mais efetiva com o dono. “Após o adestramento, ele se torna um cão funcional adaptado aos hábitos e modo de viver da família e propicia uma convivência feliz”, aponta.

Procure ajuda especializada!

Cuidar de um animalzinho de estimação é uma verdadeira responsabilidade, afinal, trata-se de uma vida. É essa responsabilidade, também, que deve ser levada em conta na hora de escolher de um adestrador: sempre procurando alguém responsável e com formação adequada. Um bom profissional precisa estudar a área em que trabalha. Dieneson Toldo, por exemplo, que atua como adestrador em Passo Fundo, conta ser um amante da psicologia canina e eterno estudante da área. O convívio do adestrador com animais se deu desde a infância, mas foi quando começou a trabalhar no Batalhão de Operações Especiais da Brigada Militar, onde cães acompanham os policiais em diversas operações, que a afinidade cresceu mais ainda. “Decidi aprofundar meus conhecimentos fazendo meu primeiro curso em São Paulo com o instrutor hexacampeão de agility, Flavio Tamaio. Desde então não parei mais, iniciei os trabalhos de adestramento em Passo Fundo e segui, de três em três meses, correndo atrás de conhecimento pelo Rio Grande do Sul e em outros estados. Neste ano participei de um seminário internacional de FreeStyle em São Paulo com a instrutora polonesa Patrycia Kowalczyk e ano que vem tenho agendada uma viagem de estudos a Portugal, onde irei estudar a psicologia canina mais a fundo”, comenta.

Para Toldo, o mercado pet é uma área em expansão em Passo Fundo, que tem se tornado polo com as mais diversas raças de cães, mas, com isso, surgem também muitos problemas na educação dos pets. “Às vezes, por falta de conhecimento das pessoas que gostam e querem ter seus filhotes apenas porque são bonitos enquanto pequenos, as pessoas usam a psicologia humana para tratar dos cães, mas nem sempre o que é bom para nós humanos é o correto para estes animaizinhos”. Por isso, a principal dica do adestrador para as pessoas que querem ter um cão é pensar que ele será um membro da família por até 15 anos ou mais. “Então é de suma importância a consulta a um especialista na área para saber se o temperamento daquele cão é o ideal para aquela família, pois não adianta você ter um cão como um border collie em seu apartamento fechado e só de vez em quando passear com ele, sabendo que este cão foi criado para pastorear e andar até 50km por dia, gerando aí um problema de destruição em seu apartamento por ansiedade”, esclarece.

Metodologia de trabalho

As técnicas empregadas no adestramento de cães devem ser baseadas em recompensas e estímulos positivos, como carinhos, afagos, petiscos e brinquedos. Assim, de acordo com Toldo, o animal aprende de forma tranquila e “sem métodos ultrapassados a base de trancos”. Um adestrador não deve, jamais, punir ou violentar o animal durante as aulas. Caso o cão faça algo que não é esperado, deve somente ser ignorado e não receber a recompensa. Assim, ele aprende a respeitar o dono pela liderança imposta e não por medo de represálias.

Quanto às formas de treino, Toldo explica que existem duas mais comuns e com as quais ele trabalha. Na primeira delas, ele vai até a casa do tutor para realizar o adestramento lá, oferecendo até 24 aulas, duas vezes por semana. A outra opção é que o tutor deixe o cão na casa do adestrador durante 15 ou 20 dias. “Normalmente, isso é feito quando o cão é de outra cidade. Após este período comigo, ele retorna ao dono. Eu mesmo faço a entrega e vou com tempo suficiente até a casa do tutor para passar a ele tudo o que o cão aprendeu, ensinando ao dono como ele deve conduzir o seu cão após o adestramento”, elucida. Em ambos os casos, Toldo pede que o dono participe de algumas aulas, para ver na prática os comandos ensinados e a metodologia aplicada. “Durante esse período, o dono aprenderá a lidar com o cãozinho, para que ele tenha sempre um ótimo comportamento. E, após o término do adestramento, é fundamental que o dono pratique os comandos ensinados, reforçando cada vez mais a obediência”. Para finalizar, ele dá ainda algumas dicas na hora de planejar a adoção e disciplinar um novo companheiro:

Dicas para o bom comportamento do seu (futuro) cãozinho

- Pesquise sobre a raça ou o temperamento do cão antes de integrá-lo na matilha;

- Da mesma forma que se investe na educação dos filhos, invista no adestramento. Não para humanizar o cão mas para torná-lo funcional, se ajustando ao modo de vida dos donos, aprendendo a não sair do portão, não latir excessivamente, não pular nas pessoas e outros comportamentos que dificultam a convivência salutar. Um cão adestrado vai proporcionar anos de convivência educada e harmoniosa;

- Tenha uma rotina no manejo do animal: estipule e mantenha horário de alimentação, local para dormir, fazer necessidades, etc;

- Dê carinho, mas mantenha-se como líder. Tenha firmeza do comando.

- Proporcione exercícios, água e alimentação de qualidade.

- Passeie muito com seu cão sempre que puder, isso fará toda a diferença.

 

 

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE



PUBLICIDADE