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Vestuário fora dos padrões

Publicada em: 03/11/2018 - 09:30

Moda sem gênero prega um estilo de se vestir livre de rótulos

Os padrões de gênero, que por muito tempo ditaram de maneira rigorosa o modo como cada pessoa deveria se vestir, hoje são alvos de novas reflexões. Dentro do mundo da moda, ideias transgressivas, que veem as roupas para além das caixinhas “masculino” e “feminino” e buscam desconstruir rótulos aprisionadores, abriram espaço para uma tendência que recebe muitos nomes. Moda sem gênero, agênero, unissex, plurissex, genderless... Chame como preferir, a essência é a mesma: não há regra na hora de montar o look.

 

Na moda sem gênero, as peças não se limitam a assumir um lado em específico. Os cortes e cores não são baseados em gêneros e ficam longe de seguir velhos estereótipos, como, por exemplo, “rosa para meninas, azul para meninos”. Para além de estiloso, é também uma forma de expressar atitudes e comportamentos, e vira até mesmo um paradoxo - afinal, o bacana da tendência agênero é, justamente, propagar a ideia de não seguir tendências e padrões já impostos, deixando-lhe livre para decidir o que lhe cai bem.

 

Desafiar os padrões
Uma das premissas da moda sem gênero, desafiar padrões, já aparece dentro do mundo fashion há um bom tempo. Em torno de 1920, Coco Chanel revolucionou o jeito de vestir ao tomar de empréstimo peças populares entre os homens e fazê-las cair no gosto das mulheres. Posteriormente, figuras como David Bowie, Kurt Cobain e Jared Leto também mostraram as possibilidades de se vestir sem seguir um padrão.

 

Para ela e para ele
Em 1966, o estilista Yves Saint Laurent revolucionou a moda com a invenção do terno feminino. A moda unissex e sem gênero é um pouco mais que isso. É mais do que garimpar roupas na sessão masculina ou vice-versa e sim, desde a fabricação, desenhá-las sem pensar em distinções, para que sirvam tanto para um, quanto para outro. A androginia, por exemplo, tem tudo a ver com moda agênero. O andrógino é aquele ou aquela que possui aparência física comum aos dois gêneros. Não precisa ser nem um, nem outro, pode ser os dois ao mesmo tempo. Deu para entender a relação, né?

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