OPINIÃO

Teclando - 28/02/2024

Liberdade, paz e saúde

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Liberdade, paz e saúde

A liberdade tem significados múltiplos. Tantos que até mesmo os mais convictos opressores se utilizam da expressão. Em nome da liberdade praticam até libertinagens. Ou abusos buscam refúgio em suas quatro sílabas. A liberdade acaba quando atentamos contra ela ou, por motivo de força maior, ela evapore. Mesmo que seja uma reclusão temporária, é o suficiente para compreendermos o quanto dói a falta de liberdade. Digo isso, pois, sentindo na própria pele, estou de molho contaminado pela Covid-19. Não bastassem dores e outras consequências já bem conhecidas, o lar transforma-se numa espécie de cárcere.

No meu caso é cárcere solitário e sem ter sequer com quem discutir ou reclamar de algo. Aqui estou, recluso e com tarefas compulsórias: preparar a comida, lavar louças, guardar panelas, lavar roupas e, como sempre respinga algo, ainda passar um pano pelo chão. O cansaço que acompanha a doença é multiplicado pelo cumprimento das tarefas do novo cotidiano. Uma cervejinha viria a calhar. Nesse momento, viria é apenas um triste futuro do pretérito. A recompensa pela trabalheira é apenas um banho refrescante para enxaguar a alma.

Mas nem tudo está perdido, pois o telefone não é apenas um instrumento para o repasse de baboseiras. Ainda é uma maneira para soluções online em situações como esta. A telemedicina é exercida pelo Dr. Ivo Sousa, velho companheiro de microfone conhecido como Oliveira Júnior. Algumas refeições, as compras de farmácia e supermercado chegam pela tele-entrega. Tudo ia bem até ontem, quando aquele interruptor da luz do banheiro resolveu quebrar a pecinha que faz o contato. Sem a autonomia para buscar um interruptor novo, ferramentas na mão e aposto no improviso e na criatividade. Com os dedos cruzados, é claro!

Estou bem melhor e isso tudo logo passa. Mas, cá entre nós, que chatice é não poder abrir as asas e voar por aí. Como é desagradável estar amarrado, com ações limitadas, sem autonomia, recluso ou preso. Essas limitações, mesmo temporárias, são mais do que suficientes para mostrar o quanto vale a liberdade. E, lá fora, persiste o horror de duas guerras. Liberdade também é paz!

Encontro de Aviadores

No próximo sábado, 02/03, o Aeroclube de Passo Fundo realiza mais uma edição do Encontro de Aviadores. Ao contrário do já consagrado “Nos Ares”, que é aberto ao público, desta vez a promoção é em nível restrito à aviação. É uma grande confraternização regional de pilotos, com a presença de delegações de Getúlio Vargas, Vacaria, Concórdia e outros municípios. O pessoal vem de avião para falar sobre aviação. Churrasco ao meio-dia para as delegações que confirmaram presença. Mas o foco do Encontro de Aviadores é a troca de informações, muito bate-papo, uma dose de AFA e histórias que estão em todos os FLs da vida. Na mesma oportunidade, deve ser anunciada uma emenda parlamentar do deputado Ubiratan Sanderson para garantir recursos ao tão prometido e sonhado asfaltamento do acesso ao Aeroclube. É um trecho pequeno, cuja importância é imensa pois os serviços prestados pela aviação são múltiplos. Inclusive para salvar vidas!

Mr. Bean

Um automóvel inglês Mini chama a atenção pelas ruas de Passo Fundo. O modelo, acredito que seja um Mark III. É um carrinho tão pequeno e até parece que fugiu de um brinquedo do parque de diversões. Seu proprietário é Roberson “Bolinha” Azambuja que não se cansa em parar para fotografarem o lendário Mini. É o mesmo carro que marcou o personagem Mr. Bean de uma consagrada série televisiva. O sucesso do carrinho em Passo Fundo é incrível. Tanto que Bolinha já atende até a pedidos de autógrafo como “Mr. Bean”.

Estacionamento

É impressionante o que tem de motoristas aproveitadores no estacionamento da Área Azul. É o caso da já famosa caminhonete que fica até mais de 24 horas escorada em um cartão do idoso. Mas, nunca é demais lembrar, que o limite de permanência é de 2 horas para propiciar a rotatividade. Agora, também observo funcionários do comércio que deixam o carro do início ao final do expediente numa mesma vaga. Como assim? Pagam? E a rotatividade? Enfim, vejo aquilo que não seria o normal. É claro que esses péssimos exemplos acabam contaminando outras almas frágeis para também pecarem. Mas, pensando com calma, será que ninguém que deveria cuidar disso enxerga esses abusos? Complicado. E todos somos prejudicados.

Centenário

Além do calendário da Caixa, também de acordo com a folhinha da parede faltam 476 dias para o Centenário de O Nacional.

Trilha sonora

Essa quando alguém canta no Batatas levanta a galera.

Gnarls Barkley - Crazy

 


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