Teclando - 02/04/2025

Portas abertas

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Portas abertas

Lá pelo Século XVII, Passo Fundo estava na rota dos tropeiros paulistas que ligava a Capitania do Rio Grande de São Pedro à Capitania de São Paulo. Esse foi o fator inicial para a formação do povoado, desenvolvimento e consolidação da economia regional. E, por que os tropeiros fizeram de Passo Fundo uma parada obrigatória? Simplesmente, porque aqui encontravam portas abertas. Vieram novas trilhas, chegou a estrada de ferro e impulsionou a abertura de mais portas. Um comércio forte que, desde então, é referência regional.

Bem depois, no Século XX, os trilhos eram retirados da área central, enquanto novas portas foram abertas pela educação e saúde para solidificar o Gigante do Norte. Nos anos 1980, Gilson Grazziotin, ícone do varejo nacional, lutou pela flexibilidade de horários para que as portas do comércio permanecessem abertas por mais tempo. Então, aumentou o turismo regional de compras em Passo Fundo. Já com esse perfil de cidade grande, abriram as portas de shoppings e modernos hipermercados. Obviamente, com as portas abertas aos domingos e feriados como requer a demanda regional.

Porém, agora, surge novamente um entrave. Não é televisão, mas querem um remake do vale tudo das portas fechadas nos supermercados aos feriados. No mínimo um retrocesso com fortes consequências para a economia de Passo Fundo. Isso, obviamente, respeitando a legislação trabalhista. O porte da cidade exige portas abertas. Até porque, quando alguém de fora bate com a cara numa porta fechada pode não retornar mais. Fechar portas é decadência. É inadmissível involuirmos para antes do Século XVII, quando as portas abertas despontaram em um polo regional cosmopolita. Sem as portas abertas, os tropeiros do Século XXI mudarão seus caminhos para outros destinos. Portas abertas, sempre!

Contêineres

Depois de alguns aninhos no litoral catarinense, elegi Itajaí como a minha cidade predileta por lá. Beleza das pessoas e da paisagem, comércio tradicional, porto, praias, bons restaurantes e forte articulação cultural. Nos últimos dias, aqui em Passo Fundo, sinto-me como se estivesse em Itajaí. Não temos porto e nem praia, mas já enxergo muitos contêineres cruzando a Avenida Brasil. A cada caminhão com um contêiner que passa bate a lembrança de Itajaí. Ah, que fique bem claro, lá os contêineres somente passeiam nas proximidades do porto. Já por aqui, bem longe dos portos, navegam tranquilamente pela cidade. Será que foram desembarcados nas docas da Caravela?

Aeroporto

Observando os NOTAMs – aviso aos aeronavegantes, nos últimos anos o Aeroporto Lauro Kortz marca presença com dois equipamentos inoperantes: PAPI e farol de aeródromo. Há duas semanas, o farol de aeródromo saiu da publicação. Segunda-feira, também desapareceu do NOTAM o PAPI. Ufa, pensei, finalmente estão solucionados dois dos problemas do aeroporto. Mas, como sempre temos um porém pelo caminho, os equipamentos não foram consertados ou substituídos. Então, pouco antes das 16 horas de ontem (terça-feira), logo reapareceram na publicação oficial. O rádio farol, aparentemente, não deve ter complicações para resolver. Já o PAPI é a novela mais antiga e suas luzes na cabeceira 09 insistem em não brilhar. Até quando?

Barão de Itararé

Herdei de meu Pai o gosto pelo humor do Barão de Itararé. O gaúcho Apparício Torelly, que assinava Apporelly, autoproclamou-se com o título de nobreza. Incomodou políticos que o incomodaram com a polícia. Mas o Barão deixou belas tiradas de humor que nunca perderam sua validade. Dentre elas: “mais vale um galo no terreiro do que dois na testa”. Ou “dizes-me com quem andas e eu te direi se vou contigo”. Pois bem, fico imaginando o que o Barão diria hoje sobre réu querer escolher o seu julgador.

Pastelaria

Assim como a amplitude térmica do outono, o fedor da pastelaria aqui embaixo também oscila entre extremos.

Centenário

A matemática não falha. Faltam 78 dias para o Centenário de O Nacional.

Trilha sonora

The Beautiful South - Livin' Thing


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