Justiça condena integrantes de quadrilha

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Em fevereiro de 2010, agentes da Delegacia Especializada em Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas (Defrec), desarticulou uma quadrilha especializada em roubo e furto de veículos além de extorsão, exigindo o resgate dos automóveis roubados. O grupo criminoso também tinha ligação com o tráfico de drogas.Os policiais iniciaram as investigações a partir do roubo e furto de veículos e, com o avanço das investigações, que duraram seis meses, acabaram descobrindo a ligação da quadrilha com o tráfico de drogas, inclusive realizando apreensões de entorpecentes antes da prisão dos acusados.

A Operação Monarca, coordenada pelo delegado Adroaldo Schenkel, contou com a participação de 106 agentes e oito delegados e apoio de policiais das delegacias de Passo Fundo, Carazinho, Cruz Alta, Lagoa Vermelha, Erechim e Soledade.Durante a operação foram presas 17 pessoas, apreendidos cinco veículos e pedras de crack. Os envolvidos foram presos e recolhidos ao Presídio Regional de Passo Fundo.

Entre os presos estão desempregados, uma técnica de enfermagem, um aplicador de películas em automóveis, motoboy, donas de casa, motorista, e um auxiliar de produção.  À época da operação, cinco pessoas foram presas por extorsão e outras 12 por tráfico de drogas.

No total, 20 pessoas foram julgadas e condenadas. algumas por associação ao tráfico de drogas, outras por tráfico, receptação, formação de quadrilha e extorsão. Conforme o advogado de defesa, Flávio Luis Algarve, apenas cinco dos 20 envolvidos permanecem no Presídio Regional de Passo Fundo. Também conforme o advogado os acusados poderão aguardar o julgamento dos recursos em liberdade. O ápice da ação da quadrilha aconteceu entre os meses de setembro e dezembro de 2009, quando eles extorquiram, pelo menos, 15 vítimas em Passo Fundo e cidades da região.O preso Luís Roberto de Assis Mancuso, conhecido como Gargamel, e após as investigações ser apontado como o responsável pela extorsão às vítimas que tiveram os carros roubados e chefe da quadrilha, foi condenado a 12 anos e quatro meses de prisão. As penas dos outros condenados variam de dois a 15 anos de prisão.

De acordo com o delegado Adroaldo Schenkel, que comandou a operação que desarticulou a quadrilha, após a prisão dos criminosos, o número de casos de roubo e furto de veículos em que era solicitado o resgate caiu vertiginosamente. “Por um bom tempo esta prática acabou em Passo Fundo. agora, recentemente, que voltaram a ocorrer casos isolados, mas não da forma que era quando esta quadrilha estava agindo”, afirmou.

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