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Polícia


Polícia Civil investiga responsáveis por desfazer cena de crime

Publicada em: 10/01/2019 - 13:58, por Clarissa Battistella

Logo após a troca de tiros que resultou no primeiro homicídio do ano, em Passo Fundo, arma e veículo foram retirados do local

Polícia Civil investiga responsáveis por desfazer cena de crime

Familiares do envolvido ferido no abdômen entregaram a arma para polícia

Crédito: Clarissa Battistella/ON

O local do crime, onde ocorreu uma troca de tiros entre vizinhos, com a morte de um dos envolvidos, na última terça-feira (08), no bairro Xangri-lá, não foi preservada, segundo o delegado regional, Adroaldo Schenkel, de forma proposital.


O veículo e arma utilizados por um dos envolvidos foram recolhidos rapidamente, antes mesmo da chegada da polícia, restando apenas um par de chinelos no local. “Um caminhão guincho passou e juntou a motocicleta e a arma, mas nós já temos a identificação e estamos trabalhando para resolver a situação”, afirma.


De acordo com o delegado regional, desmanchar a cena do delito também é crime e os autores podem responder por fraude processual. “A motivação do homicídio tem a ver com desacordo comercial. Nós estamos com a investigação bastante adiantada”, completa.
Segundo a equipe de investigação da Delegacia de Homicídios, há mais de um ano que os moradores do mesmo bairro conviviam em conflito, devido ao desentendimento. No dia do homicídio, André da Costa Victória, 38 anos, procurou o desafeto, na madeireira onde é proprietário e discutiu com ele.


Mais tarde retornou, ameaçou um funcionário com uma arma e saiu uma segunda vez. No final do expediente, “André Gordo”, como é conhecido, encontrou o desafeto e apontou a arma. Houve troca de tiros. O dono da madeireira, identificado como Antônio Cesar dos Reis, 50 anos, foi atingido por cinco disparos na região do abdômen e segue em recuperação. Ao mesmo tempo que era ferido, disparou, acertando o desafeto, que não resistiu aos ferimentos.


Apreensão
Uma das armas utilizadas no confronto foi apreendida. Familiares do dono da madeireira entregaram a pistola à polícia, de forma espontânea. A outra arma foi recolhida no local e não foi entregue, até o fechamento desta edição, à polícia.

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