Ato contra demarcação de terras indígenas marca primeiro dia Expodireto

Produtores rurais de mais de dez municípios participaram de audiência pública promovida pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados

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A Expodireto Cotrijal sempre foi palco de importantes temas relacionados ao mundo do agronegócio. Questões importantes como os transgênicos e o novo código Florestal já foram amplamente debatidos durante a feira internacional. Neste ano não é diferente. A polêmica desta vez é relacionada à demarcação de terras indígenas. Já no primeiro dia do evento, produtores rurais e autoridades de mais de dez municípios se reuniram para discutir o problema em uma audiência pública com a Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados. Um abaixo assinado também foi organizado e estará disponível até sexta-feira.

O deputado Luiz Carlos Heinze presidiu os trabalhos da tarde. De acordo com ele o tema tem evoluído lentamente apesar da constante cobrança e dos manifestos organizados pelos produtores. Sem muitas novidades para serem anunciadas, Heinze destacou algumas novas denuncias a serem incluídas no relatório. “Tem um cacique em Mato Castelhano que já participou de quatro ou cinco invasões. Já é um profissional de invasão. Isso conhecíamos no MST e hoje vejo que os índios também usam essa estratégia com alguém que é profissional em organizar movimento de invasão. Não é um grupo de índio defendendo seus direitos legitimamente”, pontuou.

O trabalho de recolhimento de informações continua a fim de se obter a maior quantidade de dados possível. Lembrou ainda da manifestação realizada na BR-285, em Mato Castelhano, na última sexta-feira, e destacou a presença de Dom Altieri demonstrando o apoio da igreja. Entre os pontos principais de reivindicação, a aprovação do Projeto de Emenda Constitucional 215 que prevê a participação do congresso na discussão de temas semelhantes.

Audiência
Sobre o resultado da audiência ele destacou que este é um trabalho lento e que continuará sem um prazo definido. Enfatizou que em casos como no Mato Grosso, mesmo com uma grande mobilização política os agricultores acabaram perdendo as terras, mas ele pondera: “é um assunto lento e complexo com questões ideológicas. Estamos bem melhor hoje do que estávamos há alguns meses”.
De acordo com dados apresentados na audiência, 11 processos de demarcação de terras indígenas então em andamento na região norte do Estado. Esse número de processos compreende uma área total de 96,7 mil hectares e deve atingir 3,5 mil famílias caso se concretizem.

Abaixo assinado
Conforme o presidente da Profloma Juliano Manfroi e um dos organizadores do abaixo assinado a intenção é recolher 100 mil assinaturas até a próxima sexta-feira. Ontem deveria ser iniciado o levantamento fundiário em Mato Castelhano, o que não aconteceu, de acordo com Manfroi.

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