As células-tronco (CT), independente da origem, são de grande interesse para a ciência, já que possuem a capacidade de estimular a regeneração tecidual e, consequentemente, apresentarem diversas utilizações e inúmeras perspectivas terapêuticas.
Estudos recentes comprovaram que os dentes de leite são uma ótima fonte de células-tronco. Neles podemos encontrar uma população de células conhecidas como células estromais mesenquimais. Estas são muito semelhantes as encontradas na medula óssea e no sangue do cordão umbilical. O fato de serem mesenquimais somado ao seu fácil acesso as torna muito atrativas para o armazenamento. Elas têm se mostrado muito eficientes para derivar células neuronais de pacientes com síndromes neurocomportamentais, devido a sua formação embriológica semelhante a todas as estruturas da cabeça, como por exemplo, a neurológica e oftálmica.
Porém, diferentemente das células encontradas no tecido adiposo, pesquisas concluíram que as células-tronco encontradas na polpa dentária não parecem ser tão boas para formar músculos. Entretanto, mostraram-se ser uma boa opção para a reconstrução dos ossos. "Com os avanços nos tratamentos para Acidente Vascular Cerebral e várias doenças que causam cegueira, esta alternativa torna-se a cada dia mais viável. Apesar de o número de células-tronco encontradas na polpa dentária ser menor do que as encontradas em outras fontes, como no cordão umbilical, por exemplo, ela vai de encontro com o tratamento das doenças citadas anteriormente, que exigem uma quantidade menor de células-tronco se formos comparar a casos de doenças como a Leucemia", afirma Adriana Homem, médica responsável técnica do BCU Brasil.