Triplica número de pacientes com doença renal crônica

No ano passado foram realizados 5,7 mil transplantes de rim no Brasil

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Hemodiálise: máquina no Hospital da CidadeHemodiálise: máquina no Hospital da Cidade
Hemodiálise: máquina no Hospital da Cidade
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Aumenta o número de pacientes com doença renal crônica que necessitam de diálise. De 42 mil em 2000, cresceu para 122 mil em 2016, de acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia. No ano passado 5,7 mil pessoas fizeram transplante de rim no país, quantidade que vem aumentando, em média, 10% de um ano para o outro. Segundo o estudo, a prevalência no Brasil é de 595 pessoas por milhão, inferior ao Japão, por exemplo, onde a população é mais envelhecida e registra prevalência de 2.535 pessoas por milhão. O Sistema Único de Saúde (SUS) foi responsável por 83% das diálises feitas em 2016. De acordo com a presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia, Carmen Tzanno, “a maioria dos pacientes faz uso do sistema público, e isso impacta a rede.” O total de clínicas voltadas ao atendimento dos pacientes com lesão renal aguda, em todo o país, também cresceu de 510, em 2000, para 747 em 2016.

Apostando na prevenção

A presidente da SBN entende que a prevenção é o melhor caminho para a doença renal crônica. Além do histórico familiar, os pacientes devem observar os hábitos alimentares, o sedentarismo, o envelhecimento, a obesidade, a diabetes e a hipertensão, que são os principais fatores de risco. De acordo com os dados apresentados pela entidade, a hipertensão arterial, que atinge 30% da população, é a primeira causa de doença renal crônica. A diabetes mellitus é segunda causa da patologia. Além disso, o envelhecimento contribui para a redução da filtração dos rins, que diminui, em média, um mililitro por minuto ao ano depois que a pessoa completa 40 anos. Os sintomas mais importantes são anemia, pressão alta, inchaço, cansaço, inapetência e emagrecimento, sinais que podem passar despercebidos. Carmen explicou que a diálise e o transplante renal, necessários quando a doença avança ao ponto em que o rim perde função, têm alto custo. Apenas a medicação custa em torno de 600 reais por doente.

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