Fonoaudióloga do HSVP apresenta trabalho sobre Teste da Linguinha

O estudo aborda os dados obtidos desde o início da aplicação do Protocolo de Avaliação de Frênulo Lingual em Bebês

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Trabalho sobre Teste da Linguinha foi realizado no HSVPTrabalho sobre Teste da Linguinha foi realizado no HSVP
Trabalho sobre Teste da Linguinha foi realizado no HSVP
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As fonoaudiólogas Laura Cristine Giacometti e Sabrina Reginato, estiveram representando o Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) de Passo Fundo, no 11º Encontro Brasileiro de Motricidade Orofacial, em Porto Alegre, no mês de maio. No encontro, foram abordadas as evidências atuais e as perspectivas no âmbito da fonoaudiologia no que diz respeito as tecnologias e inovações na avaliação e tratamento na área de motricidade orofacial.


Na oportunidade, a fonoaudióloga Laura  apresentou o trabalho científico “Teste da Linguinha: da implantação aos dias atuais” realizado na instituição. O estudo aborda os dados obtidos desde o início da aplicação do Protocolo de Avaliação de Frênulo Lingual em Bebês (Martinelli, 2013) até os dias atuais. Laura explica que, a partir de janeiro de 2014, no momento da realização do Triagem Auditiva Neonatal (Teste da Orelhinha), incluiu-se a avaliação anatomofuncional do frênulo lingual (Teste da Linguinha) afim de observar presença de possíveis alterações.
            

Os dados obtidos com a pesquisa foram de que no ano de 2014, 2953 recém-nascidos foram atendidos, sendo que 1786 (60,48%) realizaram o teste da linguinha. Em 2015, foram 2813 bebês atendidos e 2505 (89,05%) realizaram o teste da linguinha. Já em 2016, 2610 receberam atendimento e em 2017 foram 2774 recém-nascidos, sendo que 100% dos bebês realizaram o Teste da Linguinha. “Foram encontrados frênulos com alterações leves a alterações graves (anquiloglossia), sendo que o percentual geral, considerando qualquer alteração, foi de 19,65%. Os pacientes com alterações leves foram encaminhados para acompanhamento ambulatorial para verificação da necessidade de intervenção cirúrgica, após aplicação do protocolo Martinelli, 2013”, constatou Laura, pontuando ainda que, a pesquisa mostrou uma defasagem de 23,39% do retorno ambulatorial.
            

O estudo permitiu a Laura, a conclusão de que o objetivo da realização do Teste da Linguinha em todos os recém-nascidos da instituição foi atingido, mas que ainda se encontra dificuldade na realização do procedimento para liberação da mobilidade do frênulo após alta hospitalar.

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