Acidente Vascular Cerebral: um mal silencioso

Hoje, 29 de outubro, é o Dia Mundial do AVC, para alertar sobre prevenção

Por
· 2 min de leitura
Você prefere ouvir essa matéria?
A- A+

O Acidente Vasculares Cerebral (AVC) decorre de uma alteração do fluxo de sangue no cérebro e é o responsável pela morte de células nervosas da região cerebral atingida, causando a interrupção das funções do cérebro como a movimentação de um braço, por exemplo. É uma doença silenciosa e que na maioria dos casos não apresenta sintomas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é a segunda maior causa de morte no mundo, perdendo apenas para doenças cardíacas. São identificados dois tipos da doença: o hemorrágico e o isquêmico ou derrame.

O neurocirurgião do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) de Passo Fundo, Cassiano Crusius explica a diferença entre esses dois tipos, “AVC Hemorrágico é quando há extravasamento de sangue para o cérebro e o AVC Isquêmico é quando há a obstrução de um vaso, geralmente arterial, causando a interrupção de suprimento sanguíneo para o cérebro”. Eles se caracterizam pelo início súbito de sintomas, por isso doença silenciosa, porque de forma repentina “uma pessoa sente perda de força em um dos lados do corpo, ou perda da fala, ou desvio da boca para um dos lados por exemplo”, pontua. 

Para identificar e facilitar a lembrança desses sintomas é usado o termo SAMU, que segundo Cassiano significa “O S vem de Sorria, onde se pede para a pessoa sorrir e assim verificar possíveis desvios da boca. A de Abrace, ao abraçar, verifica-se perda de força em um dos braços. O M é da Música, ao cantar verifica-se perda da fala e o U de Urgência, qualquer um desses sintomas caracteriza uma urgência para trazer ao hospital”, explica.

Crusius comenta que o AVC é a doença que mais causa incapacidade nos dias atuais, deixando sequelas, sendo as motoras, quando não é possível mexer um dos lados do corpo, além da sequela de fala que é muito grave. Portanto, quanto mais rápido o atendimento hospitalar capacitado, menores as chances de sequelas. O profissional afirma que o AVC é mais comum em pessoas acima dos 69 anos de idade, mas também pode acometer os jovens que se encaixam nos fatores de risco. Esses, por sua vez, são a diabetes, hipertensão, tabagismo, sedentarismo entre outros fatores de riscos cardiovasculares.

 

Cassiano Crusius é neurocirurgião do Corpo Clínico do HSVP (Foto: Assessoria de Imprensa HSVP)



Como prevenir e tratar

 As formas de prevenção estão diretamente ligadas aos fatores de risco, que basicamente são consequências de outras doenças. O neurocirurgião reforça essas medidas preventivas, “quem tem diabetes deve manter a quantidade de glicemia, ou seja, o açúcar no sangue, nos níveis adequados, quem tem pressão alta, manter ela controlada, evitar bebidas alcoólicas, fazer exercícios”, afirma. 

Quando já ocorreu o acidente vascular cerebral, o tratamento mais efetivo é a retirada do trombo, ou seja, a desobstrução da artéria que foi obstruída no momento do AVC, “isso se faz na sala de hemodinâmica, se introduz um cateter dentro dessa artéria que está entupida, e se faz a desobstrução da artéria para que o sangue volte a circular normalmente dentro do cérebro acometido”, explica. 

Para Cassiano, o melhor tratamento é considerado a Trombectomia Mecânica “o Hospital São Vicente tem condições e toda a estrutura necessária para oferecer esse tratamento a todos os pacientes que procurarem o Centro de AVC do HSVP”, complementa.


Gostou? Compartilhe