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Saúde


A neuroimagem no diagnóstico da demência

Publicada em: 05/08/2018 - 14:00

A ressonância magnética do encéfalo é ferramenta importante para a avaliação

A neuroimagem no diagnóstico da demência

Ressonância magnética: aliada no diagnóstico de demência

Crédito: Assessoria de Comunicação HSVP/Caroline Silvestro

A prevalência de demência duplica a cada cinco anos após os 60 anos, resultando em aumento exponencial com a idade. Em um estudo populacional brasileiro recente, realizado em idosos, a prevalência de demência variou de 1,6% entre os indivíduos com idade entre 65 a 69 anos, a 38,9% entre aquelas com idade superior a 84 anos. A demência é uma condição onde há perda da função cerebral. Caracterizada por um conjunto de sintomas que afetam diretamente a qualidade de vida da pessoa, a demência leva a problemas cognitivos, de memória, raciocínio e afeta, também, a linguagem, o comportamento e a própria personalidade.

 

Avaliações e neuroimagem
De acordo com a médica radiologista Dra. Luciana Estacia Ambros, do setor de Radiologia do Hospital São Vicente de Paulo de Passo Fundo, existem quatro causas mais frequentes de demência, sendo elas: doença de Alzheimer (DA), demência vascular (DV), demência de corpos de Lewy (DCL) e demência frontotemporal (DFT). “O diagnóstico dos quadros demenciais dependem de uma boa avaliação neurológica associada à avaliação laboratorial e exames de neuroimagem, principalmente, ressonância magnética do encéfalo”, aponta a especialista, explicando melhor o papel da ressonância para avaliação dos casos. “A ressonância magnética do encéfalo tem se mostrado uma ferramenta importante para a avaliação das demências, além de excluir os diagnósticos diferenciais como hematomas e tumores cerebrais, indica a causa da demência evidenciando, por exemplo, na Doença de Alzheimer, atrofia das formações hipocampais, bem como, do córtex cerebral, principalmente das regiões posteriores”.

 

Técnicas e equipamentos
A especialista aponta ainda que os estudos de perfusão cerebral com a técnica ASL (arterial spin labeling) disponível na nova ressonância magnética do HSVP,  cuja função é avaliar o fluxo sanguíneo cerebral relativo (FSCr), evidencia áreas cerebrais específicas com menor perfusão em pacientes com demência, como por exemplo, na Demência Frontotemporal (DFT) “Observa-se redução do fluxo sanguíneo cerebral relativo (FCSr) nos lobos frontais e temporais, corroborando o diagnóstico demencial e sua etiologia”. Sendo assim, a ressonância magnética do encéfalo de alto campo associado a técnicas funcionais, apresentam-se como importante ferramenta contribuinte para o diagnóstico das demências. 

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