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Saúde


Porque a pesquisa faz toda diferença no combate ao câncer

Publicada em: 30/12/2018 - 14:00

A pesquisa clínica forma essa ponte entre o laboratório e os pacientes, testando se compostos promissores são seguros e melhores do que os atualmente disponíveis

Porque a pesquisa faz toda diferença no combate ao câncer

Crédito: Divulgação

Todo tratamento, inclusive contra o câncer, surge de uma dúvida de como melhorar a saúde dos pacientes. Estudos iniciais em células e modelos animais ocorrem na bancada do laboratório a fim de testar compostos — que ainda não podem sequer ser chamados de remédios. Somente os "medicamentos" mais promissores seguem para avaliação em seres humanos.

 

 

. É um momento em que os voluntários – sadios ou doentes – aceitam embarcar numa experiência altamente controlada. Em oncologia, a pesquisa clínica é capaz de avaliar se uma potencial medicação é menos tóxica que as convencionais, se aumenta as chances de cura ou se aumenta a qualidade de vida do paciente.

 

Nessas experiências – chamadas estudos clínicos ou clinical trials, a maior preocupação é proteger a pessoa que se voluntariou a participar do trabalho. O estudo clínico deve seguir princípios universais rígidos que garantem a segurança dos pacientes e atualmente evitam que abusos do passado voltem a acontecer. São as boas práticas clínicas.

 

O cuidado com o paciente envolve não só os pesquisadores – enfermeiros, farmacêuticos, médicos, dentre outros, mas também um Comitê de Ética em Pesquisa (CEP), que zela pela segurança dos pacientes. Ele funciona como um fórum plural que discute em detalhes cada estudo, unindo o conhecimento dos cientistas à visão da sociedade.

 

A pesquisa clínica funciona como uma peneira, escolhendo medicações e rejeitando "compostos". Nesta longa trajetória – que pode durar mais de cinco anos – a maioria dos compostos acaba sendo rejeitada. Em oncologia, estima-se que mais de 70% das moléculas "promissoras" falham e não se tornam remédios. Mesmo assim, muitas informações úteis podem ser colhidas destas quase medicações que auxiliarão o desenvolvimento de futuras e melhores moléculas.

 

Todo este esforço de pesquisadores, farmacêuticos e comitês se apoia num elemento chave: o voluntário de pesquisa clínica. Em oncologia, ele é um paciente com câncer que aceita embarcar num estudo após ter sido extensamente informado dos riscos e benefícios. Os pacientes de pesquisa sabem que não há garantias de benefícios para si – já que o suposto medicamento ainda não teve sua eficácia comprovada – mas aceitam participar. Eles são parceiros excepcionais, que entenderam que a pesquisa clínica é o caminho para avançar o tratamento de futuros pacientes.

 

Os pacientes são acompanhados de perto por uma equipe multiprofissional a fim de garantir sua segurança e a coleta fidedigna dos dados. Nesse sentido, os voluntários são agentes ativos e indispensáveis para o desfecho adequado do estudo.

 

Pesquisa de Câncer de pulmão

O Instituto do Câncer Hospital São Vicente realiza estudo para pacientes com câncer de pulmão não pequenas células após ressecção cirúrgica sem doença residual, e que podem ter realizado terapia adjuvante. O tratamento em estudo é imunoterapia versus placebo usados por 1 ano.

 

 

Dr. Luis Alberto Schlittler - Oncologista CRM: 24748 

Instituto Câncer Hospital São Vicente

Tumores Gastrointestinais

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