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Saúde


AMRIGS: A saúde precisa ser prioridade

Publicada em: 31/12/2018 - 13:00

A falta de regularidade nos pagamentos dos repasses do IPE é outro aspecto que preocupa

AMRIGS: A saúde precisa ser prioridade

Alfredo Floro Cantalice Neto é presidente da AMRIGS

Crédito: Marcelo Matusiak-Divulgação

A Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) aguarda com grande expectativa os rumos que serão dados com a saúde no nosso estado a partir do início de um novo governo. Alguns problemas históricos exigirão atenção especial dos governantes. Um deles é o atraso no repasse financeiro para hospitais filantrópicos. É preciso que o Governo do Estado priorize a destinação de verbas para essas instituições. Segundo a Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos o valor devido chega a R$ 687 milhões, que provoca atrasos nos pagamentos de salários e risco de desassistência a população. A medida afeta, ao todo, 87 hospitais filantrópicos do Rio Grande do Sul.


A falta de regularidade nos pagamentos dos repasses do IPE é outro aspecto que preocupa. Defendemos que haja a retomada das negociações com o IPERGS através do Grupo Paritário. Queremos, de forma conjunta com outras entidades como Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers) e Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), debater o assunto para que, juntos, possamos evoluir e fazer com que a população não tenha o seu atendimento prejudicado.

 

Demandas judiciais
Além disso, a temática da judicialização da saúde é outro item a ser observado com extrema atenção. O crescimento do número de processos judicias implica diretamente em um alto dispêndio por parte dos entes públicos para o cumprimento das decisões judiciais determinando o fornecimento de medicamentos. Segundo dados recentes do Tribunal de Contas da União, houve um crescimento estimado de 1.300% nos gastos devido às demandas judiciais por fornecimento de medicamentos entre 2008 e 2015. Neste período de oito anos, as despesas do Ministério da Saúde com o cumprimento de decisões judiciais para a aquisição de medicamentos saltaram de R$ 70 milhões para R$ 1 bilhão. Como entidade representativa da classe médica, nos colocamos à disposição para troca de ideias e execução de ações que venham promover a valorização da classe médica e a qualificação do atendimento à população gaúcha.

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